Reiko vive um casamento abusivo com um homem 23 anos mais velho. Um dia, ela conhece um jovem empresário, que é o maior concorrente de negócios de seu marido, e se apaixona por ele. Enquanto isso, a viúva Mayumi começa uma relação com Shimotsuma, um amigo de seu falecido marido.
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Cada filme que eu vejo do Kawashima parece mais moderno que o anterior, e o jeito que ele trata as mulheres presas em dilemas e relacionamentos que elas não querem em Hungry Soul dá a entender que o filme foi feito na década passada, e não na de 50.
Uma vive um relacionamento abusivo com um homem quase 30 anos mais velho e se vê apaixonada por um jovem bonito, gentil e amante de arte que não se conforma com o jeito que ela é tratada.
A outra está apaixonada pelo melhor amigo do falecido marido e encontra resistência dos filhos nessa questão e em relação a compra e gerenciamento de um motel.
Apesar de o marido abusivo não ser bem trabalhado, o uso dele como uma metáfora de como homens machistas pensam funciona demais, já que com esse contraponto a esposa dele cada vez mais se questiona o que ela é para ele, dizendo em certo momento se ele a vê apenas como uma empregada, ou algo do tipo.
Apesar de não usar muito a simetria como em Tales of Ginza (antes do Kubrick!), as composições de cena continuam maravilhosas.
Os curtos 79 minutos passam voando, e agora é esperar a parte 2 entrar no catálogo do Mubi
Não vale as 5 estrelas por causa da tentativa de suicídio no final que não foi desenvolvida em momento algum do longa.