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Este filme é um retrato do Japão pós-guerra e que evoca o neo-realismo italiano.
Narra a história de várias mulheres que trabalham numa empresa de instrumentos de ótica, durante a II Guerra. Sob o controle paternalista do diretor da fábrica, lutam para obter a máxima qualidade em condições precárias. Apesar dos problemas, inclusive de enfermidades que enfrentam, as funcionárias são perseverantes e dedicadas ao seu trabalho e às causas de seu país.
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Assistido em 14/09/2024 (maratona da filmografia de Akira Kurosawa).
Em meio à hostilidade da guerra, almas virtuosas sustentando umas às outras com amabilidade e generosidade. Muito belo.
O filme retrata a vida das mulheres que trabalham em uma fábrica de lentes ópticas durante o conflito. Aborda temas como patriotismo, sacrifício e a força das mulheres em tempos difíceis.
Para os fãs de Kurosawa e aos que não sabem é bom lembrar também que o filme foi encomendado pelo governo japonês como propaganda de guerra, mas Kurosawa conseguiu inserir elementos humanistas e mostrar o sacrifício das mulheres de forma sensível.
Fora que devido à escassez de atores profissionais durante a guerra, Kurosawa escalou muitos membros do elenco entre as próprias mulheres que trabalhavam na fábrica, o que trouxe autenticidade às performances.Tendo que lidar com restrições de orçamento e materiais devido à guerra, o que o forçou a ser criativo na direção e na narrativa do filme.
Outro que vale apenas como um experimento em relação a carreira de Kurosawa.Outro filme que o diretor é claramente manipulado e não coloca em prática seus bons argumentos.Em plena Guerra ficava meio difícil mesmo.
>Assistido em 10 de Outubro de 2023
É um filme muito bom. Faz refletir aqueles que conseguem vestir a pele daqueles que viveram naquele tempo, naqueles lugares, naquelas condições.
Na minha opinião, a guerra foi só o pano de fundo, o que se exalta no filme é a dedicação e o sentimento de sempre colocar os outros em primeiro lugar. Era uma guerra, acredito que o Kurosawa não iria cometer o absurdo de ir contra o imperialismo japonês da época pra depois acabar morto, mas acredito que com criatividade ele conseguiu enganar os censores japoneses. Assim, ele fez um filme que exalta a dedicação, patriotismo e empatia dos japoneses, mas que também pudesse ser encaixado em qualquer outra nacionalidade. Se pararmos pra pensar, é certo que durante a II guerra mundial, a produção industrial dos países aliados aumentou bastante, assim como subiu nos países do eixo, nesse caso retratado pelo Japão. Sem dúvidas, em todos esses países as pessoas trabalharam duro pra vencer a guerra também. Quem trabalhou nos fabricantes de balas e armas de fogo, também se dedicou bastante para fazer o melhor possível para minimizar as baixas do exército independente do país, assim como as trabalhadoras japonesas do filme fizeram para o exército japonês. E claro que cada um cantava suas canções exaltando seu país com o intuito de estimular as pessoas. Durante uma guerra, todos são patriotas. Ninguém quer ir pra uma guerra, mas uma vez instalado o conflito, ninguém quer perder. Em qualquer disputa cada um quer tudo do bom e do melhor para seu lado, ambos os lados acham que estão com a razão e merecem a vitória.
Para mim o retrata tudo isso e tudo o que está envolvido nisso.
Se no seu primeiro filme Kurosawa recebeu um corte gigante, nesse aqui ele teve que se render e fazer propaganda política para o governo japonês, enquanto o exército lutava na segunda guerra, as mulheres trabalhavam em prol da nação, não é um filme ruim e nem no padrão do diretor que estamos acostumados, mas é bom pra conhecer a toda a obra do mestre.