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Minhas Impressões
Chelsea oferece exatamente aquilo que Jean-Paul Sartre chamaria de má-fé institucionalizada: ela desempenha o papel de namorada com competência profissional, mas sem se entregar. O cliente paga para acreditar, por algumas horas, que está sendo desejado de verdade.
É o triunfo da aparência sobre o ser. O que o cliente compra não é o corpo, mas a ilusão de que o corpo e a alma estão ali por ele. Quando o afeto se torna serviço, a autenticidade vira luxo escasso - e, portanto, ainda mais caro.
O mais inquietante no filme é perceber que tanto Chelsea quanto seus clientes são profundamente solitários. Eles participam de um ritual sofisticado de fingimento mútuo. Os homens sabem, em algum nível, que é performance. Chelsea sabe que eles sabem. Ainda assim, o ritual se mantém porque a solidão contemporânea é insuportável demais para ser enfrentada sem mediação comercial.
Foucault diria que estamos diante de uma nova configuração de poder: não mais a repressão da sexualidade, mas sua incitação controlada dentro das regras do mercado. O sexo deixa de ser transgressão para se tornar investimento emocional com ROI (retorno sobre investimento) mensurável. Além disso, o filme acerta ao mostrar que a verdadeira degradação não está no ato sexual pago, mas na transformação do humano em prestador de serviço emocional. Quando até a ternura, o olhar, a conversa fiada e o orgasmo fingido viram competências profissionais, resta pouquíssimo espaço para aquilo que Hannah Arendt chamava de “ação” - o espaço de aparecimento do humano em sua singularidade imprevisível.
“Confissões de uma Garota de Programa” é frio, distante e incômodo porque espelha nossa própria condição: vivemos numa sociedade onde cada vez mais pagamos (com dinheiro, atenção ou likes) para que alguém finja nos ver. E aceitamos a farsa porque a alternativa - o encontro real, nu e arriscado com o outro - tornou-se excessivamente perigosa.
No final, o filme não julga Chelsea. Ele nos pergunta, com cruel serenidade:
Quanto você pagaria para não ter que ser amado de verdade? E a resposta, assustadora, é: muitos já pagam. Diariamente.
O filme foi muito mal recebido pela crítica e pelo público. Tem notas baixas no IMDb e Rotten Tomatoes, e é considerado um dos vários filmes "pagos" que Bruce Willis fez no final da carreira (antes de se aposentar por problemas de saúde). Possui baixo orçamento visível (efeitos especiais fracos, direção mediana).Bruce Willis tem pouco tempo de tela real (muito uso de dublê de corpo)História previsível ,clichê e Diálogos ruinsMuitos chamam de "filme B ruim", mas alguns fãs de filmes de ação trash ou de Bruce Willis assistem como curiosidade. É do mesmo time que fez outros títulos como Cosmic Sin e Breach
Assista se você gosta de filmes de ação baratos, caça humana e não espera muito (tipo um entretenimento rápido no Netflix ou Prime). Mas nem pense, se você quer produção caprichada, ação intensa ou uma história original
No fim,é um típico "paycheck movie" do Bruce da fase final, onde ele aparecia em vários filmes assim por ano. Tem ação, tiroteios e reviravoltas, mas nada memorável
Últimos recados
Adicionado. Bem vindo.
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
O filme foi inspirado no conto clássico "The Most Dangerous Game" (1924), que já ganhou várias versões ao longo dos anos.
Teve um orçamento modesto, mas conseguiu reunir um elenco bem acima da média para esse tipo de produção. Gary Busey rouba todas as cenas em que aparece e Rutger Hauer (o replicante de Blade Runner) faz um vilão elegante e frio que contrasta perfeitamente com o caos dos outros caçadores.
É um tipo de filme de ação/suspense dos anos 90 que entrega exatamente o que promete: tensão, caçada humana e um elenco insano. É puro entretenimento old school, daqueles que você assiste com um sorriso no rosto o tempo todo.