André Ribeiro
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Últimas opiniões enviadas

André Ribeiro
3 dias atrás

Por causa dos últimos projetos da Marvel sobre a “Saga do Multiverso”, resolvi dar uma pausa, porque as produções da Marvel caíram muito de qualidade em comparação com a “Saga do Infinito”. Após um tempo, resolvi voltar a assistir o Universo Cinematográfico Marvel (MCU), pois quero ficar atualizado sobre todo o universo antes do lançamento do novo filme dos Vingadores.

Seguindo pela ordem cronológica dos que ainda não havia assistido, comecei por esta minissérie. Logicamente, não esperava por grandes coisas e isso acabou se confirmando, portanto, não foi uma completa decepção para mim, porque não criei expectativa nenhuma para isto. A Maya Lopez (Eco) é uma personagem do quinto escalão do MCU e pouco relevante para o universo, por isso não havia potencial para ter ganho um projeto solo.

Mesmo assim, gostei muito do 1º episódio por causa das participações especiais, porém o restante dos episódios infelizmente não seguiu por este caminho. Não me agradou muito a narrativa com os ancestrais, teria sido bem melhor se tivessem focado mais na relação conturbada da Eco com o Rei do Crime, muito provavelmente teríamos situações mais atrativas de se ver.

Os acertos da minissérie ficam por conta da violência empregada, que para os padrões da Marvel ficou de bom tamanho, e por trazer uma representatividade pouco mostrada na TV/Cinema, que é dar espaço para uma atriz muda/surda na atuação. Mesmo que o silêncio na hora das interações por vezes seja irritante de acompanhar.

“Eco” mostrou ao telespectador que a Marvel segue com dificuldades no desenvolvimento de novos personagens, não conseguindo emplacar mais um grande nome como os de “Homem de Ferro”, “Capitão América”, “Thor”, “Thanos”, entre outros… Apesar dos problemas citados, a minissérie não chega a fazer parte dos piores projetos do MCU, mas também fica muito longe do alto patamar que a Marvel alcançou na década passada…

Minissérie finalizada em 30 de maio de 2026
Minha avaliação: 6,0/10

André Ribeiro
4 semanas atrás

Se em “Avatar: O Caminho da Água” os humanos nivelaram o jogo, aqui eles resolveram dobrar a aposta, ao formarem uma aliança controversa e desesperada com o “inimigo”, para se reforçar e serem maioria contra a família de Jake Sully e seus aliados dos oceanos. É neste cenário que surgem os Ash (os Na'vi hostis das trevas liderados por Varang), sendo a principal novidade para esta terceira parte. Não há muito tempo para luto… Jake Sully, Neytiri e companhia estão mais do que nunca em perigo!

A introdução do novo clã Na’vi, o povo das cinzas (Mangkwan), traz algum fôlego inicial. Sua estética ligada ao fogo, à violência ritualística e ao cenário vulcânico oferece alguns dos momentos mais interessantes do filme. Ainda assim, James Cameron parece indeciso sobre o papel deles na trama, pois o roteiro teve dificuldades em sustentar dois vilões centrais. O potencial simbólico e narrativo do clã acaba diluído em favor do já conhecido conflito contra a exploração dos recursos milagrosos de Pandora.

Apesar de o filme se chamar “Fogo e Cinzas”, vimos muito pouco do elemento e da ambientação que remete a ele, tanto é que os oceanos e a vida marinha continuam sendo os principais cenários até aqui. Inclusive, o ato final é no MESMO LOCAL do filme antecessor, o que acaba ocasionando a sensação de “déjà-vu”. Por isso, teria sido mais honesto o filme ser intitulado “Avatar: O Caminho da Água — Parte 2”.

O filme é o maior em escala da franquia, mais ambicioso visualmente e tecnicamente impecável, mas também é o capítulo mais frágil da trilogia em termos de roteiro. James Cameron parece confortável demais, preso a estruturas que já funcionaram antes, sem a mesma ousadia criativa que marcou o início da saga. O longa carrega o peso de querer ser muitas coisas ao mesmo tempo e acaba refletindo essa indecisão em sua história.

Por outro lado, a direção conduz a narrativa com maturidade, permitindo que o tempo do filme seja utilizado não apenas para avançar a trama, mas também para aprofundar relações, conflitos internos e consequências emocionais. O luto não é tratado como um recurso dramático passageiro, e sim como um eixo central que molda decisões, transforma dinâmicas familiares e redefine identidades. A dor da família Sully é silenciosa em alguns momentos, explosiva em outros e sempre carregada de significados.

Com mais de três horas de duração, o filme é um espetáculo audiovisual absolutamente imersivo. Pandora segue sendo um dos mundos mais detalhados já criados pelo cinema blockbuster, com uma riqueza de fauna, flora e cultura que impressiona até quando o roteiro fraqueja. Há sequências de ação eletrizantes, como o ataque a uma caravana aérea puxada por criaturas semelhantes a águas-vivas voadoras que, em qualquer outro filme, seriam o clímax. Aqui, James Cameron as entrega ainda no primeiro ato, tamanho é seu domínio da escala e do ritmo visual.

“Avatar: Fogo e Cinzas” reafirma que a franquia nunca foi apenas sobre tecnologia, mas também sobre emoção, pertencimento e legado. James Cameron prova, mais uma vez, que sabe equilibrar inovação técnica com sensibilidade narrativa, entregando um filme grandioso sem perder sua alma. É cinema-espetáculo, sim, mas também cinema que sente, que reflete e que permanece com o telespectador muito depois dos créditos finais…

Assistido em 1 de maio de 2026
Minha avaliação: 8,5/10

André Ribeiro
½
1 mês atrás

“Alien 3” foi um filme tão podre que a própria 20th Century Fox provavelmente reconheceu que aquilo foi um grande erro. Com isso, o que deveria ser uma trilogia acabou se transformando numa tetralogia, porque deve ter batido o desespero nos produtores, na tentativa de entregar um novo filme minimamente assistível. O pavor foi tanto que trouxeram de volta a Tenente Ripley (mesmo depois de “morta”), para assegurar a audiência.

Grande problema disso foi como ela voltou, de uma maneira bem forçada e bizarra, tipo fazendo parte do DNA dos Aliens e ganhando poderes sobre-humanos, com regeneração de ferimentos instantânea e sangue de ácido. O problema disso é que, como era esperado, esta sequência foi muito questionável pelos fãs e também achincalhada igual ao terceiro filme! Entretanto, os criadores perceberam o óbvio: não existe “Alien” sem a Tenente Ripley.

Este filme que encerra um ciclo é o que menos se deve levar a sério da franquia, ele é o mais escrachado e também com uma pegada estilo trash. Mesmo assim, ficou muito melhor que seu antecessor, sendo bem mais divertido e dinâmico, além de terem trazido de volta os soldados, as armas, tiroteios e o caos total com mais aliens. Os efeitos visuais também são muito superiores em relação ao horrível terceiro filme, que mais parecia gráficos de PS2.

Sigourney Weaver atuou novamente muito bem, dá para perceber nitidamente a diferença de personalidade em relação à Ellen Ripley original. Por outro lado, essa versão mais fria e indiferente da personagem é o principal ponto negativo do filme. Obviamente, gosto mais da Tenente Ripley dos dois primeiros filmes, pois infelizmente a personagem deixou de ser memorável e passou a ser apenas comum nas sequências. Em compensação, as adições de Ron Perlman e Winona Ryder reforçaram o elenco com bons nomes.

Por fim, logicamente não tivemos um desfecho honroso para a jornada da Tenente Ripley, mas ao menos, este filme funciona como uma espécie de reparação ao que foi desenvolvido em seu antecessor. “Alien: A Ressurreição” é uma obra imperfeita, mas que entrega entretenimento de bom nível, principalmente se o analisarmos individualmente, sem comparações com os outros filmes da franquia.

Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Versão estendida assistida em 3 de abril de 2026
Minha avaliação: 7,0/10

  • Breno 8 meses atrás
    Usuário temporariamente bloqueado por infringir os termos de uso do Filmow.
  • Laalala 9 meses atrás

    É nois

  • Laalala 9 meses atrás

    Obg por aceitar meu caro