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Este era um dos filmes da franquia que ainda me faltava para assistir pela primeira vez, mas francamente, deveria ter continuado assim mesmo, pois pensem em um filme ruim e multipliquem por mil. Resultado = “Alien 3”. Filme que somente serviu para provar que a “maldição da terceira parte” realmente existe nas franquias, porque isso daqui é lamentável e decepcionante ao extremo.
O filme é uma bagunça geral, parece que ele foi produzido em um fundo de quintal por estagiários de cinema, ou talvez foi sabotado por concorrentes infiltrados para acabar de vez com a franquia. Não sei como foi a versão de cinema, mas a versão sem cortes, em minha visão, não muda absolutamente nada, pois quando o filme é muito ruim, simplesmente fica muito complicado para consertar.
É difícil de acreditar, mas a direção e os produtores conseguiram o impossível! Erraram tudo neste filme, simplesmente nada presta nesta porcaria! Início, fim, roteiro, personagens, ambientação, efeitos visuais e principalmente edição; tudo pensado e executado da pior forma possível! Com cenas de ação pífias e cenas de mortes malfeitas, “Alien 3” é um desvio dos dois ótimos filmes antecessores da franquia, sendo uma aula de como NÃO se fazer cinema.
A narrativa consegue ser o pior de tudo, justo um dos quesitos mais importantes para um bom filme. Já no começo de “Alien 3” (com exceção da Ripley), os dois sobreviventes do filme antecessor morreram. Pelo menos um deles poderia ter sobrevivido, para que tudo que aconteceu no segundo filme não tenha sido em vão. Aqui já ficou insustentável esta situação, mas piora ainda mais… A Tenente Ripley acabou tendo um hospedeiro Alien introduzido em seu organismo durante sua hibernação na nave que caiu. Após isso, não restou outra alternativa a não ser se sacrificar. O filme termina pior do que começou, com a morte da maior protagonista da franquia.
Enfim, “Alien 3” pega tudo que foi construído nos filmes antecessores e joga no lixo sem dó nem piedade, em uma das decisões mais estúpidas e incoerentes da história do cinema. O filme é tão deprimente e desastroso que nem mesmo a interpretação da Sigourney Weaver conseguiu salvar… Só restou para os telespectadores acompanhar diálogos chatos e sonolentos, além do aborrecimento e tédio que esta obra medíocre proporciona do início ao fim!
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Versão sem cortes assistido em 1 de abril de 2026
Minha avaliação: 3,0/10
Continuando minha maratona, finalmente chego no meu filme favorito da franquia: “Aliens: O Resgate”. O principal motivo claro para eu achar o melhor filme da saga é a direção de James Cameron, ele foi o substituto perfeito de Ridley Scott na direção para esta sequência. Cameron, no início de carreira, já se mostrava ser um cineasta completo, além de sempre tirar leite de pedra em seus filmes em relação a limitações técnicas da época e, posteriormente, se tornou o paizão do cinema moderno com “Terminator 2”.
Este filme entra para o seleto grupo de melhores sequências já lançadas da história, onde “Aliens: O Resgate” é uma aula de como fazer uma continuação de uma história fechada. O filme dedica o seu primeiro ato a expandir a mitologia do primeiro, contando o trágico futuro da Tenente Ripley e mostrando o lado mais corrupto, sujo e ganancioso da companhia Weyland-Yutani. Com isso, colocam a heroína de volta ao planeta LV-426 do filme antecessor.
Revendo o filme agora na versão estendida, notei algo interessante sobre a menção à filha de Ripley, detalhe ausente na versão normal de cinema. O filme já era ótimo na sua versão padrão, na versão sem cortes ficou ainda melhor, ao dar mais detalhes sobre o que aconteceu com os colonizadores e também mais informações sobre a vida pessoal da Tenente Ripley. Esta versão enriquece a história, deixando-a mais abrangente.
No primeiro filme, Ridley Scott deu ênfase ao terror e suspense, apostando alto em uma criatura desconhecida para causar medo e tensão no público. Já neste segundo filme, James Cameron decidiu focar mais na ação e no caos, elevando o nível de entretenimento para os telespectadores. Nesta sequência, tudo é mais intenso e frenético, com mais Aliens, mais personagens e muito mais mortes. Neste caso, 'quanto mais, melhor!' funcionou perfeitamente bem. Além disso, James Cameron corrige um erro do filme original, dando mais protagonismo aos Aliens, afinal a franquia é sobre eles e não faria sentido as criaturas continuarem em segundo plano.
“Aliens: O Resgate” consolidou de vez a memorável Tenente Ripley (Sigourney Weaver) como uma das principais heroínas da história do cinema. A personagem entrega cenas apoteóticas nesta sequência, principalmente nos instantes finais do filme, onde Ripley, com muita coragem e resiliência, coloca suas habilidades militares em prática para enfrentar sozinha a tão temível Rainha Alien. Com isso, quem ganha é o telespectador, que aprecia momentos épicos, numa luta pela sobrevivência e redenção da personagem.
Após “Terminator 1”, James Cameron provou novamente o seu valor para a indústria cinematográfica. Ele não teve receio de mudar as características da obra original, fez o filme com a sua cara e personalidade, porém, sem perder a essência do primeiro filme. Ou seja, ambos os filmes se complementam, o que falta em um, compensa no outro e vice-versa. Quando o diretor é competente, ele coloca o sarrafo lá nas alturas, azar para os sucessores em tentar superar.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Versão estendida assistida em 15 de março de 2025
Minha avaliação: 9,0/10
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É nois
Obg por aceitar meu caro
“Alien 3” foi um filme tão podre que a própria 20th Century Fox provavelmente reconheceu que aquilo foi um grande erro. Com isso, o que deveria ser uma trilogia acabou se transformando numa tetralogia, porque deve ter batido o desespero nos produtores, na tentativa de entregar um novo filme minimamente assistível. O pavor foi tanto que trouxeram de volta a Tenente Ripley (mesmo depois de “morta”), para assegurar a audiência.
Grande problema disso foi como ela voltou, de uma maneira bem forçada e bizarra, tipo fazendo parte do DNA dos Aliens e ganhando poderes sobre-humanos, com regeneração de ferimentos instantânea e sangue de ácido. O problema disso é que, como era esperado, esta sequência foi muito questionável pelos fãs e também achincalhada igual ao terceiro filme! Entretanto, os criadores perceberam o óbvio: não existe “Alien” sem a Tenente Ripley.
Este filme que encerra um ciclo é o que menos se deve levar a sério da franquia, ele é o mais escrachado e também com uma pegada estilo trash. Mesmo assim, ficou muito melhor que seu antecessor, sendo bem mais divertido e dinâmico, além de terem trazido de volta os soldados, as armas, tiroteios e o caos total com mais aliens. Os efeitos visuais também são muito superiores em relação ao horrível terceiro filme, que mais parecia gráficos de PS2.
Sigourney Weaver atuou novamente muito bem, dá para perceber nitidamente a diferença de personalidade em relação à Ellen Ripley original. Por outro lado, essa versão mais fria e indiferente da personagem é o principal ponto negativo do filme. Obviamente, gosto mais da Tenente Ripley dos dois primeiros filmes, pois infelizmente a personagem deixou de ser memorável e passou a ser apenas comum nas sequências. Em compensação, as adições de Ron Perlman e Winona Ryder reforçaram o elenco com bons nomes.
Por fim, logicamente não tivemos um desfecho honroso para a jornada da Tenente Ripley, mas ao menos, este filme funciona como uma espécie de reparação ao que foi desenvolvido em seu antecessor. “Alien: A Ressurreição” é uma obra imperfeita, mas que entrega entretenimento de bom nível, principalmente se o analisarmos individualmente, sem comparações com os outros filmes da franquia.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Versão estendida assistida em 3 de abril de 2026
Minha avaliação: 7,0/10