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“Alien 3” foi um filme tão podre que a própria 20th Century Fox provavelmente reconheceu que aquilo foi um grande erro. Com isso, o que deveria ser uma trilogia acabou se transformando numa tetralogia, porque deve ter batido o desespero nos produtores, na tentativa de entregar um novo filme minimamente assistível. O pavor foi tanto que trouxeram de volta a Tenente Ripley (mesmo depois de “morta”), para assegurar a audiência.
Grande problema disso foi como ela voltou, de uma maneira bem forçada e bizarra, tipo fazendo parte do DNA dos Aliens e ganhando poderes sobre-humanos, com regeneração de ferimentos instantânea e sangue de ácido. O problema disso é que, como era esperado, esta sequência foi muito questionável pelos fãs e também achincalhada igual ao terceiro filme! Entretanto, os criadores perceberam o óbvio: não existe “Alien” sem a Tenente Ripley.
Este filme que encerra um ciclo é o que menos se deve levar a sério da franquia, ele é o mais escrachado e também com uma pegada estilo trash. Mesmo assim, ficou muito melhor que seu antecessor, sendo bem mais divertido e dinâmico, além de terem trazido de volta os soldados, as armas, tiroteios e o caos total com mais aliens. Os efeitos visuais também são muito superiores em relação ao horrível terceiro filme, que mais parecia gráficos de PS2.
Sigourney Weaver atuou novamente muito bem, dá para perceber nitidamente a diferença de personalidade em relação à Ellen Ripley original. Por outro lado, essa versão mais fria e indiferente da personagem é o principal ponto negativo do filme. Obviamente, gosto mais da Tenente Ripley dos dois primeiros filmes, pois infelizmente a personagem deixou de ser memorável e passou a ser apenas comum nas sequências. Em compensação, as adições de Ron Perlman e Winona Ryder reforçaram o elenco com bons nomes.
Por fim, logicamente não tivemos um desfecho honroso para a jornada da Tenente Ripley, mas ao menos, este filme funciona como uma espécie de reparação ao que foi desenvolvido em seu antecessor. “Alien: A Ressurreição” é uma obra imperfeita, mas que entrega entretenimento de bom nível, principalmente se o analisarmos individualmente, sem comparações com os outros filmes da franquia.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Versão estendida assistida em 3 de abril de 2026
Minha avaliação: 7,0/10
Este era um dos filmes da franquia que ainda me faltava para assistir pela primeira vez, mas francamente, deveria ter continuado assim mesmo, pois pensem em um filme ruim e multipliquem por mil. Resultado = “Alien 3”. Filme que somente serviu para provar que a “maldição da terceira parte” realmente existe nas franquias, porque isso daqui é lamentável e decepcionante ao extremo.
O filme é uma bagunça geral, parece que ele foi produzido em um fundo de quintal por estagiários de cinema, ou talvez foi sabotado por concorrentes infiltrados para acabar de vez com a franquia. Não sei como foi a versão de cinema, mas a versão sem cortes, em minha visão, não muda absolutamente nada, pois quando o filme é muito ruim, simplesmente fica muito complicado para consertar.
É difícil de acreditar, mas a direção e os produtores conseguiram o impossível! Erraram tudo neste filme, simplesmente nada presta nesta porcaria! Início, fim, roteiro, personagens, ambientação, efeitos visuais e principalmente edição; tudo pensado e executado da pior forma possível! Com cenas de ação pífias e cenas de mortes malfeitas, “Alien 3” é um desvio dos dois ótimos filmes antecessores da franquia, sendo uma aula de como NÃO se fazer cinema.
A narrativa consegue ser o pior de tudo, justo um dos quesitos mais importantes para um bom filme. Já no começo de “Alien 3” (com exceção da Ripley), os dois sobreviventes do filme antecessor morreram. Pelo menos um deles poderia ter sobrevivido, para que tudo que aconteceu no segundo filme não tenha sido em vão. Aqui já ficou insustentável esta situação, mas piora ainda mais… A Tenente Ripley acabou tendo um hospedeiro Alien introduzido em seu organismo durante sua hibernação na nave que caiu. Após isso, não restou outra alternativa a não ser se sacrificar. O filme termina pior do que começou, com a morte da maior protagonista da franquia.
Enfim, “Alien 3” pega tudo que foi construído nos filmes antecessores e joga no lixo sem dó nem piedade, em uma das decisões mais estúpidas e incoerentes da história do cinema. O filme é tão deprimente e desastroso que nem mesmo a interpretação da Sigourney Weaver conseguiu salvar… Só restou para os telespectadores acompanhar diálogos chatos e sonolentos, além do aborrecimento e tédio que esta obra medíocre proporciona do início ao fim!
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Versão sem cortes assistido em 1 de abril de 2026
Minha avaliação: 3,0/10
Últimos recados
É nois
Obg por aceitar meu caro
Se em “Avatar: O Caminho da Água” os humanos nivelaram o jogo, aqui eles resolveram dobrar a aposta, ao formarem uma aliança controversa e desesperada com o “inimigo”, para se reforçar e serem maioria contra a família de Jake Sully e seus aliados dos oceanos. É neste cenário que surgem os Ash (os Na'vi hostis das trevas liderados por Varang), sendo a principal novidade para esta terceira parte. Não há muito tempo para luto… Jake Sully, Neytiri e companhia estão mais do que nunca em perigo!
A introdução do novo clã Na’vi, o povo das cinzas (Mangkwan), traz algum fôlego inicial. Sua estética ligada ao fogo, à violência ritualística e ao cenário vulcânico oferece alguns dos momentos mais interessantes do filme. Ainda assim, James Cameron parece indeciso sobre o papel deles na trama, pois o roteiro teve dificuldades em sustentar dois vilões centrais. O potencial simbólico e narrativo do clã acaba diluído em favor do já conhecido conflito contra a exploração dos recursos milagrosos de Pandora.
Apesar de o filme se chamar “Fogo e Cinzas”, vimos muito pouco do elemento e da ambientação que remete a ele, tanto é que os oceanos e a vida marinha continuam sendo os principais cenários até aqui. Inclusive, o ato final é no MESMO LOCAL do filme antecessor, o que acaba ocasionando a sensação de “déjà-vu”. Por isso, teria sido mais honesto o filme ser intitulado “Avatar: O Caminho da Água — Parte 2”.
O filme é o maior em escala da franquia, mais ambicioso visualmente e tecnicamente impecável, mas também é o capítulo mais frágil da trilogia em termos de roteiro. James Cameron parece confortável demais, preso a estruturas que já funcionaram antes, sem a mesma ousadia criativa que marcou o início da saga. O longa carrega o peso de querer ser muitas coisas ao mesmo tempo e acaba refletindo essa indecisão em sua história.
Por outro lado, a direção conduz a narrativa com maturidade, permitindo que o tempo do filme seja utilizado não apenas para avançar a trama, mas também para aprofundar relações, conflitos internos e consequências emocionais. O luto não é tratado como um recurso dramático passageiro, e sim como um eixo central que molda decisões, transforma dinâmicas familiares e redefine identidades. A dor da família Sully é silenciosa em alguns momentos, explosiva em outros e sempre carregada de significados.
Com mais de três horas de duração, o filme é um espetáculo audiovisual absolutamente imersivo. Pandora segue sendo um dos mundos mais detalhados já criados pelo cinema blockbuster, com uma riqueza de fauna, flora e cultura que impressiona até quando o roteiro fraqueja. Há sequências de ação eletrizantes, como o ataque a uma caravana aérea puxada por criaturas semelhantes a águas-vivas voadoras que, em qualquer outro filme, seriam o clímax. Aqui, James Cameron as entrega ainda no primeiro ato, tamanho é seu domínio da escala e do ritmo visual.
“Avatar: Fogo e Cinzas” reafirma que a franquia nunca foi apenas sobre tecnologia, mas também sobre emoção, pertencimento e legado. James Cameron prova, mais uma vez, que sabe equilibrar inovação técnica com sensibilidade narrativa, entregando um filme grandioso sem perder sua alma. É cinema-espetáculo, sim, mas também cinema que sente, que reflete e que permanece com o telespectador muito depois dos créditos finais…
Assistido em 1 de maio de 2026
Minha avaliação: 8,5/10