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Data de lançamento
1 Julho 2013Duração
Quando legiões de criaturas monstruosas, conhecidas como Kaiju, começam a emergir do mar, uma guerra que tomaria milhões de vidas e consumiria os recursos da Terra teve início. Para combater os gigantes Kaiju, um tipo especial de arma foi criado: robôs enormes, chamados Jaegers, controlados simultaneamente por dois pilotos cujas mentes se conectam por uma ponte neural. Porém, mesmo os Jaegers estão se provando vulneráveis diante dos incansáveis Kaiju. A derrota é iminente, e as forças de defesa do planeta não têm outra escolha senão colocar dois improváveis heróis - um ex-piloto e uma cadete sem experiência - para pilotar um Jaeger lendário no passado mas hoje aparentemente obsoleto. Juntos, eles são a última esperança da humanidade contra o apocalipse.
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IMPRIMATUR - visto no DVD em 2013:
Mesmo entendendo a proposta do filme, assisti a ele estigmatizado pelo efeito negativo que a franquia Transformers me causou. Também sinto um certo incômodo com o exagero desproporcional da ação, que faz a Terra parecer um campo de batalha pequeno demais para tanta destruição. Por ser praticamente um filme sem vilão físico, os verdadeiros monstros estão no psicológico dos personagens que, infelizmente, são desinteressantes. Pelo menos, isso rendeu uma cena memorável: a da menininha sendo salva. Só achei estranha e confusa a caracterização da Rinko Kikuchi, que me pareceu uma tentativa forçada de humanizar a trama. Por se tratar de um filme do Guillermo del Toro, eu esperava algo mais inteligente, mas ainda funciona como um bom passatempo.
Avaliação em nota: 6.5
Um dos meus filmes favoritos, quando assisti pela primeira vez no ano de lançamento me lembrou aquele classico do super nintendo, Metal Warriors, lembra demais, o filme é bom desde o começo ao fim, meus principais Jaeger's ,Gipsy Danger e Gipsy Avenger ambos Mark-3, e não podendo esquecer do Striker Eureka de Mark-5, enfim, pra mim um dos melhores filmes.
Uma homenagem aos clássicos seriados orientais, sem homens fantasiados de monstros. Não precisava ser tão longo. Fica cansativo demais. E a mocinha muito inexpressiva. Totalmente descartável. É a segunda vez q assisto, aumentei meia estrela pq acho que a primeira vez que assisti estava com sono. Mesmo assim, não é lá grande coisa. Não me empolgou muito.
Tem Alguns Spoilers...
Às vezes eu acho que o cinema de ficção científica perdeu o peso quando tudo virou tela verde e boneco flutuante de computação gráfica. Mas Guillermo del Toro, pegou a chave do cofre de Hollywood e provou que é possível fazer um filme de monstros e robôs com cheiro de graxa, textura de usinagem e alma de clássico. "Círculo de Fogo" não é só entretenimento de pipoca; é uma verdadeira carta de amor ao Tokusatsu e às manhãs felizes que a gente passava colado na TV assistindo Jaspion, Changeman, Spectreman e Ultraman.
A história não tenta inventar a nada: ela adapta com uma puta maestria tudo o que já foi feito antes. Robôs lutando contra monstros é o puro soco japonês que várias gerações beberam até cair no chão! Quando os Kaijus saem da fenda e os Jaegers entram em combate, minha infância explode e salta para fora de mim com tudo o que eu assistia na época. Ver essas máquinas monumentais num filme moderno é o sonho de criança realizado. Dois pilotos controlando os robôs de forma neural, como um só cérebro, foi uma das maiores sacadas do filme, pois deu mais legitimidade para o drama que foi construído. As cicatrizes do passado de Becket (Charlie Hunnam) e os traumas em flashback da Mako (Rinko Kikuchi) sustentam o peso emocional das lutas de forma dramática e emocionante. Quando eles entram em sincronia, a gente compra o desespero de cada batalha.
Mas o grande show aqui é a estética da funilaria do filme. Diferente do plástico polido de outras franquias, os Jaegers do del Toro parecem tanques de guerra em pé. Cada passo faz o asfalto ceder, cada soco vem acompanhado do sopro de pistões hidráulicos e motor a reator nuclear. A direção de arte deita e rola em uma paleta gótica e neon — com chuvas torrenciais, luzes vermelhas, azuis e o sangue fluorescente dos monstros rasgando a escuridão de Hong Kong. É o visual de quadrinhos e metalurgia pesada de efeitos levado ao ápice!
Das brigas na selva de pedra, onde prédios viram entulhos, passando pelas lutas noturnas na chuva entre as ondas do mar, até o clímax sufocante nas profundezas do oceano, o filme entrega aquela destruição apocalíptica que a gente ama ferozmente, de forma bruta, beirando a selvageria de bancada cinéfila.
A sequência em Hong Kong é uma das maiores cenas de ação do cinema "monstro x robô" do século XXI. O Gipsy Danger arrastando um navio petroleiro pelo asfalto para usar como um bastão de beisebol na cabeça do Kaiju voador... Quando eu vi aquilo no cinema, eu quase mastiguei a lata de cerveja de tanta alegria! É a realização do sonho da criança aqui, que assistia a tudo isso na TV e brincava de monstro com os irmãos no tapete da sala!
"Círculo de Fogo" é um clássico da ficção, um filme que é um sonho realizado de um universo que ainda nem foi explorado por Hollywood nos cinemas. Guillermo del Toro mostra que é um dos maiores gênios que o cinema já teve. Além da capacidade técnica e criativa, ele passeia como um Jaeger em todos os gêneros, sempre deixando seu DNA nos filmes que dirige. Foi brilhante a forma como ele deu vida a esse universo, adaptando de forma intimista e, ao mesmo tempo, global esse mundo japonês dos Kaijus e seus robôs gigantes.
Filmaço!
IMPRIMATUR - visto no DVD em 2013:
Mesmo entendendo a disparidade do conteúdo, o assistir estigmatizado pelo efeito negativo que os filmes Transformers causaram me causam. Há também um certo incomodo pelo exagero desproporcional, que me faz ver a terra como um campo de batalha pequeno em meio a tanta destruição. Como praticamente é um filme sem vilão, os verdadeiros monstros estariam no psicológico dos personagens só que, infelizmente, eles são desinteressantes. Pelo menos isso rendeu uma cena memorável: a da menininha sendo salva (apenas achei estranho a confusa caracterização da Rinko Kikuchi, me pareceu uma tentativa forçada de humanizar o filme). Por se tratar do Guillermo del Toro esperava que fosse mais inteligente, mas seria só um bom passatempo.
Avaliação em nota: 6.5