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Data de lançamento
3 Maio 2019Duração
Após os eventos devastadores de Vingadores: Guerra Infinita, o Universo entrou em destruição por causa do Estalar de Dedos do Thanos, o Titã Louco. Com a ajuda dos heróis sobreviventes, os Vingadores devem se reunir mais uma vez para desfazer as ações de Thanos e restaurar a ordem do universo de uma vez por todas, não importa quais serão as consequências que os aguardam.
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Simplesmente fechou com chave de ouro. O fim de uma era.
O eu de 29 anos que viu "Vingadores: Ultimato" na estreia ainda tem estrelas nos olhos. Foi o evento do ano, uma sessão inesquecível, com aplausos e gritos de choque. Os anos passaram e eu continuo arrepiando em certas cenas. Não é uma obra-prima, mas segue sendo uma das melhores sessões da minha vida.
Agora, mais de sete anos depois, voltei à sala para rever o filme com as cenas extras, no embalo de "Doomsday", que chega em dezembro. Rever hoje é uma experiência diferente. O melodrama que antes me pegava de jeito às vezes me arranca um sorriso, e boa parte do humor que envelheceu bem. O espetáculo está lá, e eu me divirto como da primeira vez.
O que mais me impressiona é o tamanho da dívida que o filme tinha. Dos 14.000.605 futuros vistos pelo Doutor Estranho, só um podia cumprir a promessa feita a milhões de espectadores depois do estalo mais genocida da história do cinema. "Ultimato" precisava fechar a saga de 21 filmes, responder à altura do sucesso de "Guerra Infinita" e entregar na tela grande o que nem os fãs de quadrinhos ousavam sonhar. Na época eu estava apreensivo, ainda mais depois de "Capitã Marvel", lançado no início de 2019, e que me pareceu sintoma de uma fórmula repetida. Mesmo assim, o filme surpreende.
O roteiro tem furos, e o miolo pede que a gente não pense demais nos eventos nem na sua qualidade irregular. Mas isso pesa pouco diante do que o filme representa para quem acompanhou essa jornada por mais de uma década. Para mim, "Ultimato" é uma homenagem a todo o MCU, aos filmes fundadores e aos grandes personagens, e uma declaração de amor aos fãs. Ele usa padrões que conhecemos bem, mas surpreende ao reinterpretar a mitologia e a ameaça de Thanos com um tom bem diferente do filme anterior.
A emoção, algo raro no MCU, está em toda parte. O filme encara as consequências humanas das perdas de "Guerra Infinita" e dá a cada herói seu momento de brilhar. O humor raramente funcionou tão bem, e consegue arrancar risadas sem esvaziar a gravidade da história. O ato final continua me fazendo vibrar como se fosse a primeira vez, e a sala cheia aplaudindo ajuda muito. Os Russo também fazem mais do que o serviço mínimo na direção, apesar dos velhos problemas de montagem. Basta comparar o impacto da Capitã Marvel aqui com o do filme solo dela.
É um ponto final quase perfeito para uma era, um último adeus com muito espetáculo, emoção e vingança. Agora fica a torcida para que "Doomsday" tente igualar essa qualidade em vez de se acomodar na fórmula. Com ingresso garantido para a pré-estreia de 16 de dezembro, já estou com um pé na fila.
Uma obra de arte
muito bom poder rever no cinema, a batalha final é espetacular, uma verdadeira celebração de tudo que foi construído durante anos!
Finalmente assisti em IMAX. Tem cenas novas e pós créditos que conectam ao próximo filme, Vingadores Doutor Destino. Gosto desse filme mais pelos últimos 30min, pq de resto é um show de conveniência de roteiro. Pra um filme que finalizou toda uma era de filmes e anos de planejamento, merecia uma dedicação a mais. Uma das coisas que mais me dão desgosto é que derrotam na batalha final o Thanos 2014, o Thanos que realmente juntou as joias e causou sofrimento aos personagens daquela timeline, tecnicamente foi vencedor. São tantos "acasos" e situações forçadas que não consigo ignorar. Hoje em dia entendo melhor o arco do Thor e o porquê dele ficar daquele jeito, mas ainda não gosto. Esse filme, pra mim, perde ainda mais força quando comparado ao Guerra Infinita.