Adoro o universo Alien e, mesmo sabendo que esta série seria fraca, resolvi assistir seguindo a ordem cronológica. Entretanto, se soubesse antes de ver que “Alien: Earth” não é canônico, provavelmente não perderia tempo com isso… A obra é mais uma a ser sabotada pela “atualização para as novas gerações”, resultando em uma série ruim em praticamente todos os aspectos e sem brio.
O Xenomorfo, que deveria ser a principal atração da série, é apenas um figurante de luxo, ele aparece somente nos momentos obrigatórios, só para tentar justificar seu nome na série. “Alien: Earth” praticamente conseguiu gabaritar e remover tudo que moldou os filmes clássicos, pois simplesmente não há tensão, medo, suspense e nem cenas de ação grandiosas. A violência poderia ter sido um ponto positivo da série, mas as mortes são genéricas, sem graça e sem peso.
Os atores e personagens também não ajudam muito, pois achei que as crianças sintéticas foram inventadas para equilibrar o confronto Aliens vs. Humanos, mas não foi nada disso! Criaram um elemento novo inútil, pois não acrescenta nada relevante à história. Ainda tem o CEO lunático, megalomaníaco e esquisitão do pés-descalços, que personagem “pé no saco” esse hein! Os diretores ainda filmavam toda hora os pés do cara, parece que eles têm fetiche por pés masculinos, eu hein!…
A série até possui ideias e conceitos interessantes, mas quando colocados na prática simplesmente não deu certo! Resultado desastroso! O problema aqui é que inventaram moda demais, complicando o simples. Teria sido muito melhor se fosse somente a invasão Alien na Terra, com uma guerra iminente a caminho e líderes globais unindo forças contra os invasores.
Por fim, “Alien: Earth” é mais uma produção vexatória desses tempos atuais sombrios, onde a militância, identitarismo, ideologia e politicagem estão acima da arte. Para quem acha que estou exagerando, basta refletir e comparar “Alien: Earth” com qualquer série meia boca dos anos 2000, vocês ficarão estarrecidos com a diferença de qualidade…
Maratona Alien (Ordem Cronológica) 1ª temporada finalizada em 13 de fevereiro de 2026 Minha avaliação: 4,0/10
O seriado “Chapolin Colorado” foi produzido e gravado paralelamente com “Chaves”, com seu elenco formado pelos mesmos atores que interpretam personagens diferentes. A série foi feita para satirizar os super-heróis tradicionais das HQs, filmes e séries da Marvel, DC, etc. Chapolin Colorado é um super-herói diferente, ele é medroso demais e também muito tonto, que acaba complicando o fácil, porém consegue dar a volta por cima com muita 'astúcia'.
“Chapolin Colorado” se destaca com uma série recheada de bordões: “Não contavam com a minha astúcia!”; “Sigam-me os bons!”; “Suspeitei desde o princípio”; “Se aproveitam de minha nobreza!”; “Era exatamente isso que eu ia dizer!”. Não acho “Chapolin Colorado” tão excelente quanto “Chaves”, porém, há episódios tão bons que igualam… Os de terror são meus favoritos. Tripa Seca e O Abominável Homem das Neves foram os melhores personagens.
O seriado é tão bom de assistir que até mesmo seus efeitos visuais toscos são engraçados e com até um certo charme; é ruim, mas é bom haha. Apesar da fama e sucesso equivalente a “Chaves”, “Chapolin Colorado” não conseguiu ser tão genial e memorável quanto “Chaves”, pois não me recordo muito de vários episódios, diferente de “Chaves” que lembro da maioria. Por isso, considero “Chaves” muito melhor.
Para quem é da geração Millennials para trás, podemos nos considerar os sortudos que tivemos esse privilégio de acompanhar o auge dos trabalhos do já falecido Roberto Gómez Bolaños. Quem não ficava ansioso para chegar da escola e logo ligar a TV para acompanhar “Chaves” e “Chapolin Colorado”?
No mais, sou eternamente grato ao Silvio Santos, o homem responsável por trazer “Chaves” e “Chapolin Colorado” para a TV brasileira. Foi uma parceria de sucesso, ambos os seriados elevaram a audiência do SBT por décadas e a emissora ajudou a popularizar “Chaves” e “Chapolin” no Brasil.
Nos anos 80, 90 e 2000; a TV aberta era a única opção de entretenimento audiovisual para praticamente todas as pessoas, não existiam essas facilidades e tantas opções de entretenimento que encontramos na internet e também nos games. Eram tempos de muitas limitações, mesmo assim, foram as melhores épocas de infância e adolescência para a maioria das pessoas. “Chaves” foi um dos motivos para que isso fosse possível, é a primeira coisa que vem à cabeça quando me perguntam o que eu fazia para me divertir na época de criança.
“Chaves” possui limitações orçamentárias e técnicas de sua época que são bem visíveis, porém, seu valor artístico e criatividade passam por cima desses percalços. A série é puro alto astral, encantadora e icônica em todos os aspectos; que conquistou milhares de fãs graças à sua ingenuidade e principalmente simplicidade. Nas primeiras vezes que assistia, ficava com dor de barriga de tanto dar gargalhadas, pois era muito engraçado as confusões, desentendimentos e situações impagáveis nas quais os personagens se metiam.
Todos os personagens são amáveis e divertidos, mas há quatro em específico que se destacam mais que os outros: Chaves, Kiko, Seu Madruga e Chiquinha. Quando o quarteto está junto numa mesma cena, eles entregam os melhores momentos da série e são a espinha dorsal do seriado. Foi graças a esses personagens que “Chaves” se tornou um marco histórico mundial e transcendeu o tempo. “Chaves” é eterno!
Roberto Gómez Bolaños foi a grande mente pensante do seriado, ele conseguiu, espetacularmente, fazer um humor simples, leve e bobo se transformar em algo memorável e único na televisão aberta. Tudo muito bem bolado e sem apelar para nenhum tipo de palavras de baixo calão. Roberto Gómez Bolaños para mim, foi o maior e melhor comediante de todos os tempos! Ele é praticamente o único que conseguiu alegrar a vida das pessoas por tantas décadas com um único programa, e ainda com uma fórmula que simplesmente não enjoa.
O seriado tem um poder único, que é fazer a gente achar graça das mesmas piadas e situações nonsenses de sempre, pois nunca deixou de ser divertido e hilário mesmo sendo repetitivo. As atrapalhadas do Chaves, a burrice do Kiko, a irritabilidade do Seu Madruga, as malandragens da Chiquinha e as confusões da turma em geral. Tudo isso faz de “Chaves” a melhor série de comédia/infantil de todos os tempos!
Se eu fosse psicólogo ou psiquiatra, indicaria “Chaves” para todos os meus pacientes com depressão, pois não há antidepressivo melhor de entretenimento que este seriado. Apesar de ter sido uma série feita para as crianças, para mim “Chaves” não tem idade, pois quando tenho tempo assisto até hoje. Por a série ser uma raridade, uma das poucas que resgata aquela memória afetiva bem escondida no subconsciente dos adultos.
Fico com o pé atrás com a pessoa que diz não gostar de “Chaves”, simplesmente não consigo assimilar isso…
Adoro ambos os filmes de “Duna” dirigidos pelo ótimo Denis Villeneuve, pois a expectativa e hype para o terceiro filme estão lá nas alturas. Mas enquanto o filme final da trilogia não está entre nós, os produtores de Duna decidiram expandir a história do universo com esse spin-off “Duna: A Profecia”, ambientada há dez mil anos após o nascimento de Paul Atreides. A história é centrada nas Bene Gesserit, uma irmandade criada somente com mulheres, que secretamente controlam a linhagem genética das Casas (Império Galáctico).
Assim como nos filmes, a série é praticamente impecável no design de produção e efeitos visuais, conseguindo manter o padrão de qualidade visto nos longas. Uma estética de muito bom gosto, agradável para a visão dos telespectadores. Por outro lado, os personagens não são muito bons, incluindo as protagonistas, você não liga muito com o que irá acontecer com eles durante os episódios, e também tanto faz quem morre e sobrevive.
“Duna: A Profecia” não foge muito daquilo que se esperava, ela é repleta de intrigas, traições e alianças que prendem o telespectador. A série não tem receio de desacelerar sua narrativa para focar em jogos de poder, revelando a complexidade das interações entre as famílias e as Bene Gesserit. Embora isso torne a trama rica e envolvente, o ritmo às vezes sofre com momentos arrastados.
A série precisou lidar com o número elevado de personagens. Muitas vezes, figuras importantes da trama desaparecem por alguns episódios e retornam em contextos que dificultam o entendimento. Além disso, a série presume que o público já conhece as dinâmicas entre as casas e os preceitos das Bene Gesserit. Apesar disso, o roteiro aposta em camadas de subtexto político e religioso, aprofundando questões como poder, fé e sacrifício.
É uma série curta, relativamente por serem somente seis episódios. Devido a isso, faltou tempo hábil para fazer o telespectador se conectar melhor com a história. Achei metade dos episódios realmente bons, já a outra metade nem tanto… Antigamente, eu criticava séries longas com 20, 22 ou até 24 episódios por temporada, mas hoje também acho muito pouco, somente 6, 7 e 8 episódios. Para mim, o ideal seria entre 10 e 12 episódios por temporada.
A nova aposta da HBO em “Duna: A Profecia” sinaliza uma intenção clara de expandir o universo de “Duna”, sem necessariamente depender dos filmes de Denis Villeneuve. A série se posiciona como um complemento robusto, mas independente, que enriquece o lore e estabelece um terreno fértil para futuras temporadas e derivados.
1ª temporada finalizada em 12 de julho de 2025 Minha avaliação: 7,0/10
“Dexter: Pecado Original” é uma prequela da série “Dexter”, iniciada em 2006 e com término em 2013, com oito temporadas. Essa nova série se passa muitos anos antes da 1ª temporada da série original, onde acompanhamos Dexter Morgan (Patrick Gibson) na sua juventude, dando seus primeiros passos como Serial Killer, ou se preferirem como um 'Assassino Justiceiro' e também paralelamente iniciando seu trabalho de perito forense na polícia de Miami.
Fiquei bastante decepcionado e aborrecido com o final de “Dexter: New Blood”, ainda mais pelo motivo pelo qual a série foi feita: para “corrigir” o desfecho da 8ª temporada, pois muitos fãs não gostaram. Porém, isso não aconteceu, acabaram entregando um péssimo final sem sentido, com roteiro ridículo, cheio de ideias toscas. No entanto, essa nova série sobre a origem do Dexter precisou de somente dois minutos iniciais para desfazer a besteira do desfecho de “Sangue Novo”. Isso me empolgou instantaneamente, causando uma primeira impressão bastante positiva sobre “Dexter: Pecado Original”.
A série foi além dessa primeira impressão, pois adorei praticamente tudo que vi. Fazia bastante tempo que não ficava realmente satisfeito com uma produção de série, que deu gosto de assistir. “Dexter” é minha série favorita de todos os tempos! E “Pecado Original” conseguiu extrair o melhor da série original, mesmo com atores totalmente novos para essa série. A qualidade é tanta que da série principal arrisco a dizer que “Dexter: Pecado Original” só perde para a 1ª e 4ª temporada.
Fiquei impressionado com as escolhas certeiras dos atores para interpretarem os protagonistas da série em suas versões mais jovens, quase todos escolhidos a dedo e com muito critério. O Patrick Gibson mergulhou de cabeça no personagem, você olha e fala: é mesmo o Dexter de quando ele era novo. Molly Brown, que interpreta a Debra, também lembra muito a personagem que era interpretada por Jennifer Carpenter. O mais legal disso tudo é a interação e química de irmãos entre os atores, tão boa quanto da série original.
No quesito perfil dos atores, essa série dá um banho em “The Last of Us”, pois a Bella Ramsey não foi uma boa escolha para interpretar a Ellie, principalmente na 2ª temporada. Já aqui temos um Angel Batista simplesmente idêntico ao interpretado por David Zayas na série principal; a atriz escolhida para interpretar a detetive LaGuerta também combina muito!
“Dexter: Pecado Original” marca a volta por cima dos roteiristas da série, por verem o erro grotesco que cometeram em “New Blood”. Dessa vez, conseguiram se redimir em grande estilo, com um roteiro coeso, bem escrito e principalmente feito com carinho para os fãs da série. A série se destaca com muitas camadas, profundidade, arcos de personagens super bem desenvolvidos, histórias paralelas bem contadas e principalmente com um roteiro maravilhoso! Que não via há tempos. Possui todos os ingredientes para uma baita série policial: com muitos mistérios, segredos, incertezas, reviravoltas e atos chocantes!
Por fim, essa nova série conseguiu manter a essência do assassino carismático Dexter (Patrick Gibson), com aquele equilíbrio entre o seu lado 'passageiro sombrio' e a humanidade dele, que faz o telespectador ficar dividido entre torcer pelas suas ações ou julgar.
1ª temporada finalizada em 24 de junho de 2025 Minha avaliação: 9,5/10
Apesar de ser um personagem popular, não sei praticamente nada sobre o Pinguim, já que os filmes do Batman com os quais tive mais contato foram os da trilogia do Christopher Nolan, mas nos três filmes nenhum teve a participação do Pinguim. Não tenho praticamente nenhuma lembrança dos filmes do Batman dos anos 90, onde o Pinguim fez parte de um dos filmes dirigidos por Tim Burton. Por tanto, praticamente tudo que vi nesta série sobre o personagem foi novidade.
“Pinguim” é uma série que expande o universo do filme do Batman de Robert Pattinson, dirigido por Matt Reeves. Pinguim (Colin Farrell) teve uma pequena participação no filme do “Batman”, já que no longa o vilão principal era o Charada (Paul Dano), mas dessa vez o personagem ganha um projeto exclusivo. A série se passa após os eventos do filme do “Batman (2022)”, com o Pinguim se aproveitando da ausência do homem-morcego para tentar assumir o controle da corrupta e colapsada cidade de Gotham.
A ambientação cuidadosamente construída faz de Gotham um protagonista por si só. Cada rua, prédio e sombra carregam uma personalidade que reflete a podridão e o caos da cidade, deixando claro que, mesmo com o Batman nas ruas, o crime prospera. Essa atmosfera densa e imersiva é potencializada pela direção e pelo roteiro, que entregam um equilíbrio perfeito entre tensão e ação.
“Pinguim” é uma série que em alguns momentos faz a gente torcer pelo Oswald Cobb, mas logo depois sempre acontece algo que te faz lembrar que é série sobre um VILÃO! ‘Oz’ é um personagem manipulador, sorrateiro, inteligente que só pensa em si e vive de aparências. Em vários momentos, aparenta se importar com algo, mas isso é ele sendo o que é, um enganador. O desenvolvimento de Oswald é fascinante! Ele começa como um capanga ambicioso, ainda visto como um pária entre os grandes nomes do crime, mas gradualmente vai impondo respeito, não pela força bruta, mas pela sua astúcia e pelo instinto de sobrevivência.
Colin Farrell entrega uma performance irrepreensível, completamente transformado pela maquiagem, mas ainda mais pelo seu talento. Ele interpreta um Pinguim multifacetado, transitando entre a vulnerabilidade de alguém subestimado e a ferocidade de um estrategista, que conquista seu lugar no topo com ameaças e manipulações. A série humaniza o vilão sem o eximir de seus crimes, criando um personagem que desperta empatia e repulsa em igual medida.
Sofia Falcone foi uma personagem que me surpreendeu bastante, em uma baita atuação da Cristin Milioti, todas as suas cenas me hipnotizavam, o olhar melancólico cheio de dor e ódio guardado era nítido. Sofia Falcone é uma força da natureza, oscilando entre vulnerabilidade e pura brutalidade, sempre imprevisível. Seu arco, marcado por vingança e traumas profundos, traz algumas das cenas mais intensas da temporada.
Combinando ambientação rica, personagens marcantes e uma narrativa intensa, a série nos leva para o submundo do crime, onde leis são substituídas por ameaças e acordos silenciosos. “Pinguim” é uma série que não subestima o espectador e que confia na força de seus personagens para contar uma história que não precisa ser grandiosa para ser memorável. Gotham sempre teve o potencial para ser palco de histórias assim, e “Pinguim” prova que, quando bem feita, uma narrativa mafiosa desse universo pode ser tão impactante quanto qualquer épico do gênero.
Série finalizada em 5 de junho de 2025 Minha avaliação: 8,0/10
“Round 6” da Netflix. A tão aguardada 2ª temporada da série de sucesso astronômico da principal streaming do planeta, finalmente teve lançamento lá no finalzinho do ano de 2024, sendo uma espécie de “presente” de Natal para os assinantes da Netflix. A popularidade e febre da série foi tão grande que ela acabou ganhando um reality show na vida real inspirado na série, que também foi produzido pela Netflix. Adorei a 1ª temporada de “Round 6”, me conquistou pelas boas reviravoltas na trama e obviamente estava ansioso para essa continuação…
Agora o personagem Gi Hun (Lee Jung Jae) “jogador N.º 456” é milionário, mas o custo disso tudo foi alto demais para ele suportar. O dinheiro em abundância inicialmente desejado veio, mas os traumas dos jogos também! Ele já não é mais aquele homem humilde e sorridente de antes, tudo mudou agora devido ao banho de sangue dos jogos. Gi Hun ficou obcecado em querer acabar com os jogos e seus idealizadores definitivamente (a ponto de deixar sua filha de ser prioridade e a não haver mais). Ele decide iniciar uma investigação por conta própria, para encontrar pistas que o ajudem a descobrir a localização da misteriosa ilha onde ocorrem os jogos.
Vi algumas pessoas reclamando dos dois primeiros episódios, por serem somente introdutórios e mais parados, sem o ritmo frenético de estreia da 1ª temporada. Eu até entendo isso, mas mesmo assim, gostei bastante desses episódios iniciais, pois os criadores da série conseguiram dar andamento a uma história em que muitos diziam que não precisava de continuação. Curti toda a determinação e empenho do Gi Hun, visando encontrar alguém envolvido nos jogos, mesmo perdendo muito tempo, ele não desistia…
O 3º episódio me decepcionou e simplesmente foi broxante! Não gostei de ver um jogo repetido da 1ª temporada, se propuseram a continuar com a história de “Round 6”, mas não poderiam simplesmente reciclar ideias. Pelo menos, se ligaram no erro que cometeram e os outros jogos foram algo novo. No 6º episódio, teve na minha opinião o melhor jogo da temporada, foi o mais eletrizante, caótico, tenso e desesperador; onde os jogadores precisavam da colaboração entre eles para se manterem vivos e se virar literalmente nos 30.
O último episódio foi a cereja do bolo e o mais marcante de todos! Mostrando de forma crua e visceral como as pessoas gananciosas e desesperadas por dinheiro se transformam em verdadeiros animais irracionais e sem alma. A carnificina come solta sem dó nem piedade, pois para a maioria dos jogadores, a vida dos outros não vale nada! Um ótimo episódio de soco de realidade sobre a humanidade, muito provavelmente aquilo ali aconteceria mesmo na realidade, se as pessoas passassem por aquela situação.
Enfim, essa temporada, mesmo não sendo melhor que a primeira, ainda mantém o nível bom de entretenimento. Peca em alguns detalhes, como um ou outro personagem que achei mal desenvolvido e outro que o considero totalmente desnecessário e inadequado para a trama proposta. No entanto, o saldo final ainda é bem positivo, com uma história boa e facilmente envolvente.
2ª temporada finalizada em 29 de maio de 2025 Minha avaliação: 8,0/10
Novamente dirigido pelo ator comediante Ben Stiller, a 2ª temporada de “Ruptura” chega após três anos do lançamento da 1ª temporada, sendo talvez a principal e mais importante série da Apple TV+. A 1ª temporada se destacou pelo roteiro robusto e atuações sólidas dos atores responsáveis pelos principais personagens, que trabalham em uma empresa de escritório que quer ver seus funcionários no serviço com comportamento semelhante a um robô.
A 1ª temporada de “Ruptura” parecia aqueles produtos que enganavam pela embalagem, muito bonita e chamativa por fora, mas por dentro faltava sal e tempero. Apesar disso, a maioria dos telespectadores adoraram a série, já eu não entrei muito no clima, pois dificilmente tenho paciência para histórias com andamento lento e sonolento. Mesmo sendo uma série aclamada mundialmente, não a considero uma das melhores da atualidade.
Para esta 2ª temporada, fiquei com expectativa da continuidade da história ter uma melhora significativa, com mais objetividade, dinamismo e menos burocrática. Infelizmente, não foi do jeito que esperava, especialmente os cinco primeiros episódios, de tão desinteressantes que são, os classifico como episódios imprestáveis, pois novamente os desenvolvedores cometeram os mesmos erros da 1ª temporada, com episódios fracos narrativamente e sem grandes acontecimentos. A temporada melhora a partir do 6º episódio, com os arcos dos personagens Mark e Ms. Casey.
No 6º episódio, é revelado que a esposa do Mark foi sequestrada pela Lumon, ela passa a ser cobaia da empresa contra sua vontade, por meio de um experimento que controla a sua mente por completo. O pior de tudo é que, sem saber, Mark em sua função estava auxiliando a empresa nesse processo. Entretanto, seu externo descobre a verdade e precisa da ajuda de seu interno para resgatar sua esposa; é nesse ponto que a história começa finalmente a ficar interessante.
Apesar da melhora da temporada com o passar dos episódios, achei que o roteiro entregou demais e acabou antecipando o final, com o último episódio sendo somente protocolar. Entretanto, gostei demais desse 10º episódio, que se não me engano é o único de toda a série que teve ação e gore e também bem mais agitado do que os episódios normais da série.
Enfim, uma temporada de altos e baixos, ainda acho que estão faltando alguns ajustes na maneira de conduzir a história, espero que a próxima temporada seja menos encheção de linguiça e saibam aproveitar melhor o conteúdo que têm. As atuações seguem sendo um dos pontos positivos da série, com destaque para Adam Scott, Britt Lower e Patricia Arquette.
2ª temporada finalizada em 11 de maio de 2025 Minha avaliação: 6,5/10
Já estava esperando que a 4ª temporada de “The Boys” seria bem inferior às antecessoras, pois dessa vez, não conseguiram fazer uma temporada atrativa para o telespectador. Infelizmente, trouxeram o pessoal de “Gen V” para a série principal, isso fez com que a série caísse drasticamente em qualidade, até mesmo os efeitos visuais pioraram em comparação com as três temporadas anteriores.
O desenvolvimento da história pareceu andar em círculos, a escrita do roteiro deu a impressão de desleixo, por quererem criar polêmicas desnecessárias e estragarem arcos de personagens. O que fizeram com o Francês aqui é estarrecedor! Simplesmente uma mudança drástica, sem lógica e sem contexto, tanto é que no final tentaram desfazer a cagada, mas já era tarde demais…
Gostei bastante das adições de Tempesta e Soldier Boy das temporadas antecessoras, onde os criadores mostravam que a série era bem-sucedida no quesito fator novo, com desenvolvimentos de núcleos sólidos para personagens novos. Mas nessa nova temporada isso não aconteceu, a Espoleta tinha potencial de ser uma boa personagem, mas apenas serviu para satirizar a política americana, com isso acabou ficando com seu arco fraco. Outra novidade foi Jeffrey Dean Morgan, porém seu personagem teve somente aparições apagadas e pouco contribuiu para o enredo da temporada.
Trem-Bala nesta temporada pelo menos teve um enredo, não foi um peso-morto igual nas temporadas anteriores, acho que foi o único ponto onde a 4ª temporada foi melhor que as antecessoras. Mas já sobre o Profundo… esse não tem mais jeito não, viu! Simplesmente não tem mais roteiro que sustente sua continuidade na série, o cara parece aqueles alunos que somente seguram o cartaz em uma apresentação de trabalho na escola. O ator deve ser um tremendo de um puxa-saco dos produtores para manter o emprego rsrs.
Os dois últimos episódios salvaram a temporada do fracasso, com um final até de certa forma impactante. No entanto, parece ser proposital, dão uma caprichada nos dois últimos episódios, para gerar um hype para a temporada seguinte, mas o restante dos episódios não acompanha o ritmo dos episódios finais. Aconteceu o mesmo com a outra série da Amazon: “Os Anéis de Poder”.
Enfim, essa temporada já apresentou um certo desgaste narrativo. O Eric Kripke conseguiu surpreendentemente esticar “Sobrenatural” por quinze temporadas, mas espero que ele não tente isso em “The Boys”, caso contrário irá perder a mão. A 5ª temporada tem que ser a última para o bem da série.
4ª temporada finalizada em 18 de abril de 2025 Minha avaliação: 7,0/10
Continuação da série mais ambiciosa da Prime Video no quesito produção, por ser a série mais cara da história, mesmo assim, a Amazon prometeu cinco temporadas de “Os Anéis de Poder”. O problema é que o público não está correspondendo tão bem assim… A 1ª temporada até teve uma audiência satisfatória, mas já na 2ª temporada, a audiência teve uma queda considerável. Muitos fãs do universo da Terra-Média estão insatisfeitos com os rumos da série, especialmente os leitores assíduos dos livros de J. R. R. Tolkien, onde a maioria alega falta de fidelidade com o material original.
A expectativa dessa 2ª temporada era de uma melhora nos pontos nas quais a primeira foi insuficiente, pois ficou devendo em alguns quesitos, principalmente o roteiro. Devo salientar que os dois últimos episódios são ótimos, ao serem os episódios que mais se aproximaram da grandiosidade e qualidade da trilogia “Senhor dos Anéis”, dirigida por Peter Jackson. Entretanto, o restante da temporada teve graves problemas de ritmo, com episódios se arrastando e sendo muito burocráticos. Além disso, alguns núcleos agregam pouco a história, por exemplo: o arco do estranho com as pés-peludos é uma subtrama engessada e chata de se acompanhar, beirando ao insuportável nesta temporada.
Os efeitos visuais continuam sendo o ponto alto da série, ao mesmo nível de cinema, em uma direção de arte que encanta com seu conceito visual, figurinos e fotografia. Mas também não poderia ser menos que isso, pois cada episódio da série custa absurdos 58 milhões! Uma pena que este investimento pesado não foi bem distribuído, pois deveriam ter usado esse dinheiro para contratar roteiristas melhores. Qualquer leigo sabe que um projeto audiovisual não se sustenta somente com CGI, principalmente quando se trata de séries.
Apesar dos problemas, essa 2ª temporada teve seus bons momentos. Gostei muito do arco do vilão Sauron, ele já é bem poderoso, mesmo não tendo posse dos anéis de poder que ele necessita para pôr seu plano em prática. Sauron tem uma grande facilidade de enganar pessoas como ninguém, seus poderes de manipular a realidade são impressionantes. Enfim, foi a melhor parte dessa temporada, inclusive tendo um destaque ao vilão melhor que nos filmes “Senhor dos Anéis”.
“O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder” é uma série com grande potencial de entregar mais ao telespectador, pois recursos e conteúdos não faltam para isso, mas precisam de pessoas mais capacitadas para conduzir melhor a história, que mostrem algo digno a altura do universo da Terra-Média. Talvez terem a humildade de ouvir e darem a atenção a opinião dos fãs, já seria um bom começo. Apesar do arco de Sauron e dos dois últimos episódios, achei essa temporada inferior à primeira.
2ª temporada finalizada em 4 de abril de 2025 Minha avaliação: 6,5/10
Como é muito gratificante ver Sylvester Stallone ainda com saúde para continuar atuando com quase 80 anos, isso fica melhor com a dublagem maravilhosa do seu dublador oficial Luiz Motta, esse casamento perfeito é um prato cheio para os fãs brasileiros do ator. Sylvester Stallone, apesar de seus últimos filmes ruins, vem fazendo história, mais uma vez, com o personagem Dwight Manfredi de “Tulsa King”. Com certeza esse personagem ficará marcado na sua carreira como um dos seus melhores, ao lado de “Rocky” e “Rambo”.
Sylvester Stallone tem sido um ator bastante contestado em suas atuações, pois o Framboesa de Ouro não larga do seu pé. Mas é inegável que ele é um dos melhores atores no quesito presença de tela e carisma, suas improvisações também são muito boas. Ou seja, ele tem todo o necessário que seu personagem exige, já o domina desde os primeiros episódios da 1ª temporada. Vida longa ao General!
Às adições de Frank Grillo e Neal McDonough para esta temporada foram certeiras, pois esses atores combinam muito com a premissa de “Tulsa King” e ajudaram muito a somar positivamente na série. Podemos dizer que o Stallone se redimiu aqui, pois não consigo entender como o Frank não participou de pelo menos um filme da franquia “Os Mercenários”. O próprio Neal McDonough também teria sido um nome interessante para a franquia, principalmente se pegasse um papel de vilão.
Não há grandes novidades para esta 2ª temporada em relação a enredo, basicamente uma temporada muito parecida com a primeira, com o protagonista buscando expandir seus negócios, fazendo novas amizades e também inevitavelmente arrumando encrenca e novos inimigos. A diferença é que essa temporada foi mais parada que antecessor, por isso acho a 1ª temporada melhor.
Há algumas pequenas falhas de roteiro, que apresentam momentos de desconexão comparado a 1ª temporada. Resolveram focar mais nos diálogos no que na ação, o problema é que algumas subtramas ficaram esquecidas no ar e depois não tiveram continuidade. O que compensa um pouco isso é o gancho final intrigante para a próxima temporada da série.
2ª temporada finalizada em 24 de março de 2025 Minha avaliação: 7,0/10
“Reacher” é uma série que chegou para atrair o público mais saudosista, que não dispensa uma boa produção tradicional dos anos 80 e 90. A série veio com a missão de suprir a escassez de produções com o bom e velho herói/justiceiro brucutu, resgatando um pouco desse estilo de personagens que ficaram esquecidos no passado. Acho importante incentivar às novas gerações a conhecerem o que assistíamos desta época.
Diferentemente da primeira temporada, Reacher agora tem sua própria equipe para ajudá-lo, são seus amigos que ele treinou na época do exército; é a principal novidade para esta temporada. Gostei bastante da interação do quarteto, elevaram o nível do bom entretenimento, com cada um tendo suas personalidades destacadas com o passar dos episódios. Muito boa também a maneira como eles lidam com os inimigos, com criminosos e traidores, tem que ser poucas ideias mesmo!
Maratonei a temporada em apenas dois dias, pois os episódios fluem bem e são direto ao ponto, com toda a parte investigativa da série bem desenvolvida, interessante de se acompanhar e que prende a atenção. Entretanto, o último episódio ficou abaixo das expectativas, com resoluções fáceis, roteiro atropelado e sem desenvolvimento. “Reacher” é uma série que está longe de atingir o nível das melhores séries do século, mas ao menos, continua sendo melhor que os filmes protagonizados pelo Tom Cruise.
Alan Ritchson continua desempenhando bem seu papel, que possivelmente será o seu personagem de mais destaque de toda sua carreira, já que a série vem mostrando que têm futuro e já está com a quarta temporada em desenvolvimento. O ator serve bem como uma espécie de dublê dos atores casca-grossa do passado, como: Chuck Norris, Steven Seagal, Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Van Damme, entre outros.
Ainda sobre o protagonista, acho que continua faltando um oponente a altura na hora da porrada, pois até agora, em duas temporadas, ninguém deu pro cheiro. Isso segue sendo um problema no roteiro, pois sempre tende a facilitar às coisas para o lado do protagonista. Falta ousar nessa parte, quem sabe contratar um nome de peso, que faça um vilão memorável e bata de frente com Reacher.
2ª temporada finalizada em 19 de março de 2025 Minha avaliação: 7,5/10
O que parecia impossível aconteceu! Negan (Jeffrey Dean Morgan) e Maggie (Lauren Cohan) por motivos de força maior se uniram para formar uma dupla improvável, mesmo com os brutais acontecimentos da 7ª temporada da série original. Estamos falando de uma aliança controvérsia no universo “The Walking Dead”. Afinal, a Maggie provavelmente nunca vai esquecer e perdoar o Negan pelo assassinato de seu grande amor e pai de seu filho, porém, terá que deixar esse imbróglio de lado por necessitar da ajuda de Negan para uma missão importante.
A AMC, visando tentar reinventar o universo “The Walking Dead”, resolveu tirar o foco das comunidades e do interior dos EUA, apostando agora nos cenários urbanos para dar novos ares a “The Walking Dead”. “Dead City” se passa em Manhattan, Nova York; um tipo de local denso pouco explorado na série principal, que em boa parte das temporadas se passava em lugares isolados e mais afastados das cidades.
Um dos pontos fortes de “Dead City”, reside na exploração de temas complexos como redenção, perdão e a natureza da humanidade em circunstâncias extremas. A dinâmica entre Maggie e Negan é particularmente convincente, já que ambos os personagens lutam com suas ações passadas e se esforçam para encontrar seu lugar neste novo mundo. As interpretações de Lauren Cohan e Jeffrey Dean Morgan elevam o material, trazendo profundidade e nuances para as jornadas emocionais de seus personagens.
Em termos de direção e cinematografia, “Dead City” se perde um pouco. Alguns episódios apresentam visuais impressionantes e trabalho de câmera inventivo, capturando efetivamente a beleza desolada de uma Manhattan pós-apocalíptica. No entanto, há também casos em que a direção parece pouco inspirada, não conseguindo capitalizar o cenário e a premissa única da minissérie.
Obviamente, “Dead City” não chega perto da tensão e insanidade da série original, sobretudo às seis primeiras temporadas que representaram o auge e os melhores momentos da série. Às reviravoltas na história quebram um pouco a previsibilidade habitual do universo, por isso, a minissérie ganha créditos mesmo com alguns problemas no seu desenvolvimento.
No geral, “Dead City” mostra-se promissor, mas fica aquém de todo o seu potencial nessa 1ª temporada. Embora se destaque na exploração de temas complexos e dinâmicas de personagens, com a minissérie lutando com questões de ritmo e um desfecho sem brilho. Fiquei com a impressão que todos os seis episódios foram apenas epílogos para a temporada seguinte…
“Daryl Dixon: The Book of Carol (2ª temporada)” trouxe a personagem Carol Peletier (Melissa McBride) de volta ao universo “The Walking Dead”, pois ela é uma das personagens mais lendárias da série original, sendo a única atriz a atuar em todas as onze temporadas de “The Walking Dead”. Entre todos os personagens da série principal, Carol foi a que mais evoluiu e mudou radicalmente, passou de uma mulher indefesa que apanhava do marido para uma mulher destemida e uma exímia sobrevivente do apocalipse zumbi. Tanto é que é quase certeza de que ela não falecerá ao término desse universo.
A adição da personagem Carol Peletier para a minissérie do Daryl Dixon elevou a qualidade do projeto, uma decisão acertada da AMC em dividir o protagonismo entre os personagens. Na 1ª temporada, critiquei que a maioria dos episódios os achei mornos demais, não condizendo com o apresentado nas primeiras temporadas da série principal. Já nessa 2ª temporada, a fluidez da minissérie melhorou muito! Com todos os episódios bem mais dinâmicos, envolventes e eletrizantes.
Além disso, melhoraram a ação e a questão das mortes e violência, com muito mais tensão e insanidade em torno dos protagonistas. Na 1ª temporada, deu a impressão que quiseram dar uma censurada no gore, mas aqui deixaram essa palhaçada e frescura de lado. A 2ª temporada foi bem mais caótica e emocionante que a 1ª temporada, com uma morte importante e até certo ponto inesperada, que vai dividir opiniões.
Graças à personagem Carol Peletier e alguns ajustes certeiros da AMC, temos uma 2ª temporada melhor que a primeira, pois se aproximou mais do auge e dos melhores momentos da série original. Essa minissérie parece muito com a pegada “The Last of Us”, onde uma matança desenfreada é motivada por um adolescente com potencial de curar a humanidade.
Daryl e Carol, para mim, formam a melhor dupla de “The Walking Dead”, pois gosto da ideia de eles não serem um casal, somente amizade e lealdade. É melhor do que a terapia de casal chatinha entre Rick e Michonne vistos em “The Ones Who Live”. Considerando o fato que “The Walking Dead” virou especialista em desenvolvimento de casais sem contexto e sem química, é um acerto da AMC manter eles apenas como grandes amigos.
Enfim, achei a 2ª temporada bem satisfatória em relação à primeira, até o foco nos infectados melhorou, ainda que insuficiente. O final no túnel é bem misterioso e sinistro, trazendo uma situação inédita para o universo “The Walking Dead”. A AMC continua apostando nos seus principais ativos para expandir seu universo, já que acredito que a minissérie do Daryl Dixon será a única a ter três temporadas.
Daryl Dixon (Norman Reedus) passou a assumir o protagonismo de “The Walking Dead”, após a saída de Rick Grimes (Andrew Lincoln) na 9ª temporada da série. Norman Reedus é o único ator a atuar em todas as 11 temporadas da série original, se consolidando um dos personagens mais memoráveis de toda a série principal. Obviamente, a AMC tinha planos para o seu personagem, onde Daryl Dixon ganha um spin-off próprio com seu nome.
Após a morte de seu irmão logo na 1ª temporada de “The Walking Dead”, Daryl Dixon foi se tornando o típico herói solitário e silencioso. Que agora aparentemente não tem emoções do passado, podendo mostrar todo o desespero e determinação que sabíamos dele. Um personagem com alta autoridade, que mesmo sendo de poucas palavras, pode transmitir seus sentimentos mais íntimos ao telespectador.
Dos três spin-offs com os principais personagens da série original, “The Walking Dead: Daryl Dixon” foi o que se mostrou mais promissor, por ser o único a apresentar um fator novo para o público. É o primeiro projeto do universo TWD a acontecer fora dos Estados Unidos, com uma história se passando no continente europeu, na França, com sua famosa Torre Eiffel. Os criadores conseguiram utilizar bem o novo local, exibi-lo e criar um novo mundo, enfatizando as características da Europa. Achei muito legal ver um lugar diferente em ruínas, uma repaginada visual para um universo que se desgastou com o passar das temporadas.
A minissérie começa com um grande mistério, nos questionamos sobre o porquê e como Daryl Dixon foi parar na França. A grande distância entre EUA e França deixa tudo ainda mais intrigante, pois como é possível percorrer muitos quilômetros através do mar num mundo pós-apocalíptico? Com isso, os desenvolvedores da minissérie criaram um bom clímax de suspense. Além disso, trouxeram uma novidade para o universo “The Walking Dead”: são os zumbis geneticamente modificados, ou simplesmente zumbis mutantes.
Embora o personagem Daryl Dixon (Norman Reedus) não tenha o mesmo nível de protagonismo de Rick Grimes (Andrew Lincoln), o ator oferece um desempenho convincente, capturando a complexidade das emoções de Daryl com sutileza e profundidade. Os telespectadores conseguem ver um lado mais vulnerável do personagem, enquanto ele confronta seus traumas e luta com seu senso de identidade neste novo mundo desconhecido a ser desbravado.
Mesmo com as novidades e do primeiro episódio ser ótimo, a minissérie vai ficando meio 'devagar' ao decorrer dos episódios, ficando muito distante da insanidade e imponência da série original, principalmente comparado às seis primeiras temporadas. Alguns momentos da trama não fazem sentido e o desfecho é apenas OK.
“The Walking Dead” tinha planos para durar quinze temporadas, com finalização apenas em 2025, porém não foi possível devido à baixa audiência das últimas temporadas. Além disso, a série sofreu muito com uma grande saturação de narrativas e falta de criatividade dos desenvolvedores, especialmente nas três últimas temporadas. Os próprios atores não aguentavam mais, TWD começou a perder protagonistas e a AMC não teve outra alternativa a não ser encerrar precocemente “The Walking Dead” na 11ª temporada.
Apesar dos inúmeros problemas de bastidores da série principal, a AMC não jogou a toalha e decidiu apostar nos spin-offs, com o foco nos principais personagens da série, porém separadamente em duplas. “The Ones Who Live” trouxe de volta o principal protagonista da série: o lendário Rick Grimes (Andrew Lincoln), que havia saído da série original no início da 9ª temporada, assim como a personagem Michonne (Danai Gurira), que ficou de fora da última temporada da série principal.
“The Ones Who Live” chegou em formato de minissérie com apenas seis episódios, bem diferente do que estamos acostumados em relação à série original, com uma proposta narrativa bem mais objetiva e corrida. A minissérie veio visando preencher lacunas deixadas pela misteriosa captura de Rick Grimes, logo após a explosão da ponte na 9ª temporada. “The Ones Who Live” serve como uma espécie de compensação aos fãs de TWD, por terem se decepcionado com a saída do protagonista Rick Grimes da série principal.
Temos aqui uma continuação emocionante da história de Rick Grimes (Andrew Lincoln) e da jornada implacável de Michonne (Danai Gurira), em sua busca incansável para se reunir com seu grande amor. Tenho que admitir que não gosto muito desse casal, acho que a relação entre eles não convence, mas também preciso reconhecer que a química do casal melhorou conforme o que passavam juntos. A série faz um trabalho excepcional de entrelaçar suas lutas pessoais com as ameaças mais amplas representadas pelos militares da CRM. Cada episódio é repleto de ação de alto risco, profundidade emocional e narrativa intrincada que mantém os espectadores à beira de seus assentos.
Com poucos episódios, vi uma melhora significativa na dinâmica da história em relação às últimas temporadas da série original, às costumeiras barrigadas no roteiro finalmente foram erradicadas neste spin-off. Por outro lado, gostaria de ter visto mais sobre a CRM e principalmente mais destaque e tempo de tela para os infectados (sobre especialmente os infectados evoluídos, que abrem portas, sobem obstáculos, etc.). No entanto, com episódios reduzidos, isso não foi possível.
A minissérie foi bem-sucedida ao entregar um poderoso arco narrativo para seus protagonistas, porém não consegue realizar plenamente o potencial da organização militar CRM como um antagonista formidável. A resolução apressada da queda da CRM parece um tanto artificial e desanimadora. Mesmo assim, a série consegue terminar em alta, celebrando o amor duradouro e a resiliência de Rick Grimes e Michonne. Apesar de suas falhas, “The Ones Who Live” é um tributo adequado a esses personagens icônicos e um testemunho do apelo duradouro do universo “The Walking Dead”.
A franquia "John Wick" foi um grande sucesso mundial, que trouxe de volta o estilo 'old school' de se fazer filmes de ação. Todos os quatro filmes lançados são bem acima da média para seu gênero, com boa consistência em todas às obras, onde chega a ser difícil classificar à ordem de preferência dos filmes. Achei uma ideia super interessante de expandir a saga "John Wick", com histórias de suas origens e a possibilidade de conhecer melhor personagens coadjuvantes dos filmes.
A minissérie conta a história de Winston Scott (Colin Woodell), personagem interpretado pelo ator Ian McShane nos filmes "John Wick", aqui conhecemos seu irmão Frankie Scott (Ben Robson), personagem responsável por desencadear o conflito de seu irmão com Cormac (Mel Gibson). Outro personagem dos filmes que aparece aqui é Charon (Ayomide Adegun), que nos filmes "John Wick" é interpretado pelo já falecido ator Lance Reddick. A minissérie acerta em trazer personagens dos filmes, muito melhor do que iniciar algo novo com cem por cento de personagens desconhecidos. Desta vez, Winston Scott é protagonista.
A história se passa nos anos 70, com uma ambientação estilo underground bastante assertiva para o enredo da minissérie. Gostei muito do clima pesado que os locais passam, com os embates iminentes a todo o momento e, personagens com cara de poucos amigos… A pegada de ação é mantida aqui, principalmente no estilo de matar um inimigo, com dois tiros e mais um na cabeça para finalizar, marca registrada dos filmes "John Wick".
Os episódios um e três entregam lutas empolgantes e mortes violentas, principalmente com os personagens Frankie e sua namorada; além dos antagonistas — os gêmeos. A ação não chega a ser do mesmo nível dos filmes "John Wick", mas a essência está lá. O episódio dois destoa muito dos outros, acabou ficando exageradamente cadenciado, focando somente no planejamento de Winston e sua vingança contra Cormac.
Sobre os personagens — os que mais me agradaram foram os gêmeos, achei-os muito sinistros, se não me engano, ambos não falam uma palavra sequer, estão ali somente para representar na ação e dar muito trabalho para a equipe do Winston. Frankie é um personagem muito foda, é a versão John Wick dos anos 70, porém foi pouco aproveitado. O arco dos policiais para mim foi desnecessário, não faria muita diferença se eles não estivem na trama. Infelizmente teve forçação de barra em uma das personagens femininas.
Acredito que essa minissérie poderia ter tido mais episódios, pois teria sido interessante acompanhar com mais detalhes como funciona o conselho de senhores do crime da Alta Cúpula, quem sabe isso seja explorado numa possível 2ª temporada? Para quem reclama que os filmes "John Wick" são somente tiro, porrada e bomba — "O Continental" é uma boa alternativa para quem busca algo do universo "John Wick" mais focado em roteiro.
Minissérie finalizada em 29 de dezembro de 2023 Minha avaliação: 7,0/10
Sou um grande entusiasta da série "The Boys", acho-o uma série inovadora, que conseguiu dar novos ares para o subgênero super-heróis com extrema criatividade. A série apostou muito no politicamente incorreto, nos exageros, nas situações constrangedoras e em cenas intensas e insanas. Os desenvolvedores correram um grande risco, foram na contramão de tudo que já vimos na DC (DCEU) e Marvel (MCU), mas a aposta valeu muito a pena! A série foi um grande sucesso e particularmente a considero a melhor da atualidade.
Eu meio que virei a cara quando vi que esse spin-off abordaria adolescentes com poderes do composto V, mas por se tratar do universo de "The Boys", não hesitei em assisti-la logo. Assumo que tenho um certo preconceito com produções que envolvam jovens, pois a maioria dos conteúdos atuais com a gurizada vêm com militâncias e ideologias insuportáveis de se aturar. Isso acabou se confirmando com diálogos de merda, onde os próprios negros ficam se vitimizando e se diminuindo perante às pessoas brancas.
É inevitável fazer comparações com a série "The Boys", vou começar falando dos personagens: eles têm seus dramas e dilemas, mas rasos e mal desenvolvidos, sem a profundidade necessária para que o telespectador se importe com eles. Vamos supor que o Capitão Pátria ou o Bruto saíssem, ou morressem em "The Boys", são personagens de muita importância para a estrutura narrativa da série, com certeza sem eles, The Boys não seria o mesmo. Aqui em "Gen V" nenhum personagem consegue se destacar no protagonismo, tanto faz, tanto fez, quem morre e vive na série. Você não se importa!
De positivo, temos a essência de The Boys mantida nessa nova série, com bizarrices sexuais, muita demência, escrotice e claro, aquela violência brutal que deixa os mimimi desconfortáveis. Os episódios um, seis e oito foram os melhores da série, mas o restante da temporada perdeu tempo com situações e acontecimentos irrelevantes para o desenvolvimento da história, não me fisgando completamente. O personagem Sam (irmão do Garoto Dourado) foi o que entregou as melhores cenas de gore.
"Gen V" é a cara de "The Boys", entretanto, é muito mais convencional que seu material de origem. A acidez não é do mesmo nível, os poderes dos personagens não são tão legais quanto dos The Boys e o CGI também ficou abaixo. A série começa bem e até termina bem também, com um fim de temporada caótico e com aquela baguncinha gostosa de assistir, mas o restante da série é muito inferior a qualquer temporada de "The Boys".
1ª temporada finalizada em 26 de dezembro de 2023 Minha avaliação: 6,0/10
Abby e seus brações maiores que minha coxa 😆😅 Ansioso para ver quem vão escolher para interpretar a personagem. Para quem achou a primeira temporada triste, se prepare para essa 2ª que será pior…
Dez anos depois, o game "The Last of Us" ganha uma adaptação live action no formato de série. O jogo foi originalmente lançado para PS3 e posteriormente remasterizado para PS4, recentemente, também ganhou uma nova versão para a geração atual (PS5). Com isso, se tornou um dos pouquíssimos games a atravessar três gerações de consoles, um feito impressionante e que somente jogos atemporais conseguem alcançá-lo. Joguei muito e conheço o game de cabo a rabo, posso falar com propriedade de praticamente todos os eventos importantes da história do game.
Antes mesmo de jogá-lo pela primeira vez, já tinha conhecimento da existência do jogo, tamanha a febre e repercussão que teve em suas primeiras semanas após seu lançamento. O game foi um grande fenômeno mundial! Ganhou um total de absurdos +240 prêmios de jogo do ano, não é para menos que é uma das maiores obras-primas eletrônicas da história! É disparado o melhor jogo de PlayStation 3 (chupa "Grand Theft Auto V"), e sem exageros um dos melhores games já feitos de toda a história! Facilmente entra na lista de top 5/10 de jogos favoritos de praticamente todos os gamers do mundo!
Diferente da maioria dos jogos de tiros, onde você só tem a opção de derrotar os inimigos com armas de fogo. "The Last of Us" oferece diversas maneiras e estratégias para acabar com eles; com grandes variedades de armas de fogo, armas brancas, artefatos explosivos e incendiários; além do modo stealth, ou até mesmo sair na porrada com humanos e infectados. Essas vastas possibilidades que deixam o jogo extremamente divertido, único, visceral e imersivo. Sua gameplay é excelente! Com muita ação, adversidades, tensão e brutalidade.
Joel e Ellie precisam unir forças para atravessarem os EUA em ruínas e enfrentar muitos perigos, num mundo hostil onde os infectados não são o único problema que precisam se preocupar. Ambos necessitam um do outro para sobreviverem a essa jornada, com o passar do tempo surge um elo muito forte de amor, confiança e lealdade entre os personagens. Joel e Ellie encaram a morte bem de perto, numa jornada onde qualquer deslize é caixão na certa. No final, Joel precisa tomar uma decisão que irá afetar o futuro de todos os sobreviventes restantes do mundo!
O jogo é uma das coisas mais perfeitas já desenvolvidas para a história da indústria dos games, tanto como no enredo quanto na gameplay, o que falta em um têm no outro. A intensidade está presente do início ao fim, com ênfase em tudo que é importante; ação, narrativa, peso emocional da história, etc. "The Last of Us" é uma epopeia repleta de dores, superações, perdas e emoções dos personagens, em um desfecho que traz reflexões sobre o dilema em que Joel se encontra.
Nos próximos dois parágrafos abaixo, deixo minhas ressalvas sobre a série, falando das mudanças que não gostei em relação ao game.
Antes de pegar a série para assistir, li uma notícia desanimadora de que a série teria menos violência que no jogo, e infelizmente se confirmou quando a terminei de assistir. Isso foi um bom motivo para eu ter adiado bastante em vê-la, pois particularmente acho chato demais fazerem isso para tentar agradar os frescos mimizentos. Em consequência disso, os infectados praticamente foram figurantes de luxo, aparecendo somente quando era conveniente ao roteiro.
Outra coisa que me incomodou na série foram os excessos de cortes, para minha surpresa tiraram quase toda a gameplay do jogo, dando a impressão que Joel e Ellie estavam a passeio e que não existia perigo algum em suas jornadas. O Baiacu (principal infectado e de estágio mais avançado), aparece por apenas alguns segundos e some rapidamente. Parece que faltou orçamento para os infectados terem mais destaque, ou foi por opção erroneamente dos produtores seguirem por esse caminho.
Episódios:
1º When You're Lost in the Darkness / 2º Infected: Me surpreendi com um baita início de série, fiquei maravilhado com às semelhanças com o jogo. O início do apocalipse com a filha do Joel e, o começo da jornada do Joel com a Tess ficaram quase idênticos ao jogo, principalmente nos cenários da cidade de Boston. Só erraram com a caracterização da filha do Joel, que não têm nada a ver com a garotinha do game.
3º Long, Long Time: Episódio que conta a história de dois personagens coadjuvantes do jogo; Bill e Frank. Tiveram a intenção de dar uma profundidade maior a esses personagens, o problema é que os acontecimentos aqui fugiram muito dos eventos do game, pois ele não se encaixa na série. Um episódio de preenchimento inútil que mais parece um extra do que uma continuação do episódio antecessor, para completar a cagada que fizeram aqui, ainda é o episódio mais longo da série, isso que eu chamo de perda de tempo…
4º Please Hold to My Hand: Continuação do episódio "Infected", aqui a jornada de Joel e Ellie começa a ficar mais perigosa devido à hostilidade humana que encontram no caminho. Adorei a parte com a caminhonete e seu acidente, nesse momento até parecia que eu estava jogando o game, tamanha a fidelidade com os acontecimentos do jogo. Neste quesito a HBO está de parabéns, entregaram aqui talvez a adaptação mais fiel ao seu material de origem da história.
5º Endure and Survive: Episódio que mais se aproximou da tensão, emoção e ação da gameplay do jogo. Aqui realmente deu para sentir a sensação de perigo e possibilidade da morte dos protagonistas, foi também o único episódio em que os infectados tiveram destaque, com a aparição do temível e amedrontador Verme (Baiacu) Para mim foi disparado o melhor episódio da temporada, além de ser um dos episódios mais tristes da série.
6º Kin: Muito abaixo do episódio anterior, sequência mais contida de acontecimentos grandiosos, praticamente nem teve ação e, a parte boa do episódio só acontece em seus instantes finais. Pelo menos seguiu respeitando os eventos do game, apesar de algumas mudanças, se manteve fiel ao jogo. É o episódio que sela definitivamente uma relação mais forte de conexão e amor entre Joel e Ellie.
7º Left Behind: Episódio especial baseado na DLC do jogo, onde conta um pouco a história da Ellie antes de conhecer Joel. O episódio é focado na relação de Ellie com sua melhor amiga, aqui apenas mostram elas passeando e se divertindo num shopping com energia elétrica. Para mim foi a grande decepção da série, num episódio chatinho, além disso, cortaram a melhor parte da DLC.
8° When We Are in Need: Aqui conhecemos o principal vilão humano da série; David, o canibal. O episódio é mais focado na Ellie, onde ela passará por um grande trauma. É talvez o episódio mais pesado da série, que lida com temas polêmicos e sensíveis. Bella Ramsey entregou tudo na atuação (apesar de achar ela mais parecida com a versão feminina do Mark Zuckerberg, do que propriamente com a Ellie do game).
9º Look for the Light: Episódio final da temporada, onde tudo parece que ficará bem. Entretanto, Joel toma uma decisão radical que dividirá a opinião dos telespectadores que não conhecem o game. Achei um episódio muito curto e apressado, mas em compensação é o mais dinâmico e movimentado da temporada, também é o mais fiel em relação a gameplay do jogo.
Avaliações dos Episódios:
1º When You're Lost in the Darkness: 10/10 🥉🏆 2º Infected: 10/10 🥈🏆 3º Long, Long Time: 6/10 🤡😴😴 4° Please Hold to My Hand: 9/10 5° Endure and Survive: 10/10 🥇🏆👏👏👏 6° Kin: 8/10 7º Left Behind: 5/10 👎👎👎 8° When We Are in Need: 9/10 9° Look for the Light: 10/10
Na série, a filha de Joel ganha mais destaque que no jogo, mostra ela indo à escola, visitando vizinhos e também levando o relógio de Joel para conserto. No jogo, ela não vai à escola e nem visita seus vizinhos, tampouco mostra ela indo consertar o relógio do pai.
Na série, Tess é cercada por infectados e morre em uma explosão. No jogo, Tess dá cobertura para Joel e Ellie fugirem e é morta a tiros por soldados da quarentena de Boston.
Na série, mostra como foi o relacionamento de anos entre Bill e Frank. O local de Bill é atacado por saqueadores e ele é baleado, Frank fica doente e decide que quer morrer envenenado em um último jantar com Bill, Bill também decide morrer por envenenamento, por não aguentar viver sem seu parceiro. Ellie não chega a conhecer Bill pessoalmente. No jogo, Bill ajuda Joel e Ellie a fugirem de infectados em sua cidade, Ellie e Bill se conhecem de um jeito não muito amistoso, Bill ajuda Joel e Ellie a conseguirem um carro. Frank é mordido por tentar se afastar em definitivo de Bill, se mata enforcado para não virar um infectado, mas antes disso deixa uma carta para Bill revelando insatisfação na relação. Frank não aparece vivo no jogo e Bill não morre.
Na série, mostra o motivo do Henry e Sam estarem sendo perseguidos, o confronto com o sniper é a noite e logo após surge o Baiacu no meio da bagunça. Sam é mudo. No jogo, não mostra o motivo de Henry e Sam estarem sendo perseguidos, o confronto com o sniper é de dia sem a aparição do Baiacu. Sam fala normalmente.
Na série, Joel se reencontra com seu irmão direto no assentamento fortificado de Jackson. Ellie não foge de cavalo. No jogo, Joel e Ellie encontram Tommy numa usina hidroelétrica e o local é atacado por bandidos. Ellie fica chateada com Joel e foge de cavalo.
Na série, Joel é ferido por um pedaço de taco de beisebol farpado. No jogo, Joel em uma queda é perfurado por um vergalhão, onde a gravidade do ferimento é muito maior.
Na série, o vilão David é um pastor que usa a fé para controlar os integrantes de seu grupo, no jogo, David não é religioso. Esta foi a mudança que menos gostei para a série, deu a impressão que tentaram passar uma mensagem tendenciosa para os telespectadores.
Na série, não há a presença de esporos. Sarah (filha de Joel) e Maria (mulher do Tommy) tiveram mudança de etnia. Também mostra como foi o nascimento da Ellie, sua mãe é mordida por um infectado durante o trabalho de parto, dando a entender que Ellie já nasceu com o cordyceps em seu DNA, isso explica o motivo dela ser imune. Acho que este foi o único momento em que a série superou o game, já que no jogo não sabemos o motivo da imunidade da Ellie
Por fim, a série "The Last of Us" acerta na produção fiel e grandiosa da ambientação e cenários do game, pela excelente adaptação dos eventos principais do jogo, sem fazer alterações bruscas em sua história. Também acerta com às atuações convincentes dos atores e atrizes e, até pelo aprimoramento de algumas cenas baseadas nas cutscenes do game, que em alguns casos ficaram até melhores que no jogo. A série conseguiu passar toda a carga emotiva do game, além dos aspectos técnicos e visuais impressionarem e serem excelentes.
No entanto, pecou pelo desequilíbrio na distribuição do que mostrar para o telespectador, enquanto os infectados foram praticamente figurantes, a série optou por dar atenção a personagens e eventos sem relevância e desinteressantes, especialmente nos episódios três e sete. Também acho que diminuíram demais a ação presente no jogo e claro, a violência bem mais moderada aqui, isso para quem jogou o game acaba sendo bem decepcionante!
No geral, essa adaptação é muito boa, bastante fiel ao jogo, porém com muitas ressalvas. Acredito que a série funcionará e agradará mais o público que nunca jogou o game, isso explica a média geral alta por aqui. Para os que já jogaram, acho que a série será um divisor de águas entre os gamers do mundo todo! Em comparação ao game, é claro que a série fica algumas escadas abaixo do jogo.
1ª temporada finalizada em 10 de dezembro de 2023 Minha avaliação: 8,5/10
Quando alguns pensam que o ator pode se aposentar a qualquer momento, ele surpreende atuando numa série pela primeira vez como protagonista. "Tulsa King" é uma série sobre a máfia italiana, com foco no entretenimento, humor na medida certa e politicamente incorreta, do jeito que eu gosto! Stallone ficou super à vontade em um personagem bastante estiloso, tirou onda no papel de mafioso especialista em "negócios".
Sylvester Stallone mostra mais uma vez o porquê é uma lenda do cinema, o homem mesmo beirando aos 80 anos fede a testosterona e, consegue manter seu físico que o consagrou no passado, a idade para ele é apenas um número. Aqui ele pôs fim às desconfianças sobre suas atuações, pode não ser um dos melhores, mas ele é sim um bom ator. Suas várias indicações de "pior ator" pelo Framboesa de Ouro não passa de uma perseguição boba da mídia, por ser conservador nato, ele desagrada boa parte das pessoas envolvidas com arte.
Gostei bastante do desenvolvimento ágil da série, com episódios curtos abaixo dos tradicionais quarenta minutos, com resoluções rápidas, os episódios passam num piscar de olhos, dá para maratonar toda a temporada tranquila em apenas um dia. A História me fisgou logo de começo, com dinamismo e narrativa envolvente, algo que considero crucial e que faz toda a diferença entre uma boa produção e uma ruim.
Achei interessante acompanhar a reação de um homem que ficou 25 anos preso, com um 'novo mundo' em sua volta, onde muitas coisas mudaram e a realidade é outra… Mesmo tendo um período em que "O General" parou no tempo, ele não se intimidou com a situação e logo em seguida já começou a traçar planos para recomeçar a vida, colocando em prática suas habilidades de persuasão e intimidação de pessoas.
Uma pena que a série ficou exageradamente 'hollywoodiana'; por se tratar de uma história sobre a máfia italiana, eu esperava que às cenas violentas fossem bem mais brutais. Com Stallone também sendo um dos produtores, estava imaginando cenas de gore mais ou menos ao nível dos filmes "Rambo 4 e 5". Ficou nítido que a direção optou por esconder partes das cenas mais pesadas.
Acho que a série não teve a visibilidade que merecia aqui no Brasil, muito por conta da sua divulgação ter sido praticamente inexistente, mas também pela dublagem original porca que fizeram, ainda bem que pelo menos tiveram vergonha na cara e a redublaram. Eu simplesmente não consigo aceitar o Stallone ser dublado por alguém que não seja o incomparável Luiz Motta.
Por fim, "Tulsa King" chega como uma boa surpresa para a atual e fraca década da indústria do entretenimento audiovisual, conseguindo se destacar numa obra com uma pegada mais conservadora que o habitual da atualidade. Sylvester Stallone se reinventa e entrega um dos seus melhores personagens da carreira.
1ª temporada finalizada em 2 de dezembro de 2023 Minha avaliação: 8,0/10
"Ruptura" é uma série que aborda questões atuais e relevantes para a sociedade no âmbito profissional, com críticas ferrenhas às grandes corporações que exploram seus subordinados. Mostra com clareza um ambiente de trabalho que deixam às pessoas depressivas e com tendências suicidas, sendo um dos principais males para a sociedade moderna.
Fiquei sem compreender muito bem a empolgação da galera com essa série, pelo jeito eu fui o único que não achei essa obra-prima toda que dizem por aí. Não nego que a história é excepcional! Mas pecaram na maneira como foi contada, com episódios inicias que não envolvem, cenas repetitivas, falta de dinamismo e diversas quebras de ritmo em praticamente todos os episódios.
Temos uma ideia brilhante, porém com uma execução muito aquém das expectativas. Depois de um certo ponto, você fica muito entediado com as longas caminhadas que os funcionários da Lumen fazem pelos corredores intermináveis da empresa, fora às repetitivas interações de personagens que não fazem a história fluir. Toda a primeira temporada poderia ser facilmente encaixada em um filme de duas/três horas.
Me exigiu muita paciência para acompanhá-la até o final, pois demorou demais para mostrar um acontecimento minimamente interessante, dando a impressão da narrativa andar em círculos. Com exceção da sensacional season finale, a série não se desenvolveu da maneira como eu esperava, acabou ficando bastante arrastada para meu gosto pessoal.
Quando comecei a me interessar e a me envolver com a situação dos personagens, a temporada acaba. Ou seja, deixaram todo o potencial da série para o último episódio, uma pena que desperdiçaram praticamente toda a temporada para deixaram tudo que importa para depois… Ao menos, deixa um gatilho eletrizante para a segunda temporada, que espero que seja melhor!
Vi muita gente considerando ser uma das melhores séries da história, acredito que o telespectador se impressionou com a distopia abraçada à analogia de dupla personalidade, de todos, com o mundo profissional e o pessoal. Mas para mim, das séries atuais, não chega nem aos pés das recentes "The Boys" e "Round 6".
1ª temporada finalizada em 26 de novembro de 2023 Minha avaliação: 6,0/10
Eu cresci assistindo filmes brucutus estrelados por Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone, infelizmente, com o passar do tempo esses filmes foram ficando cada vez mais negligenciados pelos estúdios. A boa notícia é que esse estilo ainda respira nos tempos modernos (com a ajuda de aparelhos - é verdade), mas pelo menos é melhor que nada. "Reacher" é uma série que chegou para resgatar o bom e velho personagem brucutu raiz dos filmes clássicos de ação, fazendo a alegria dos telespectadores saudosistas dessa época.
O Alan Ritchson foi uma escolha certeira e perfeita para o papel, tendo muito mais perfil e essência do personagem Jack Reacher, provavelmente será seu melhor trabalho por muitos anos. O Tom Cruise é foda e isso é indiscutível, mas ele passa longe de ser o ator ideal para o personagem, por conta disso, creio que a série superou os filmes, por fazer a escolha certa do ator com a cara do personagem.
"Reacher" consegue prender a atenção logo de cara com o excelente episódio piloto na prisão, que considero o melhor da série. A série foi muito bem na parte investigativa, com nuances interessantes e agradando com um bom suspense, o básico de sua proposta. Teve um início sensacional! Sendo uma série bastante dinâmica, passando num piscar de olhos, porém, o ritmo não se manteve regular durante os episódios, mas voltou a ficar empolgante nos dois episódios finais.
Não têm muita ação como esperava, mas quando acontece é daquele jeito que eu gosto! Com criminosos tendo o destino que merecem, a série mostra de forma clara como bandidos devem ser tratados pelas autoridades e sociedade, com pessoas dessa índole é poucas ideias mesmo. Tiveram cuidado na hora das pancadarias, imprimindo o máximo de realismo possível e sem forçar a barra com mentiradas exageradas.
Só acho que cometeram um deslize com a invenção de um romance nada a ver, aquele famoso casal sem química, que só serviu para embarrigar o roteiro e desfocar no que realmente importa. Somente por isso não é merecedor de uma nota mais generosa, mas ainda assim, é uma série gostosinha de assistir, sendo mais um grande acerto da Amazon Prime Video.
1ª temporada finalizada em 18 de novembro de 2023 Minha avaliação: 7,5/10
"The Walking Dead" foi um dos maiores fenômenos da história da TV. Marcou época, deixou legado e apesar das baixas das últimas temporadas, ficou no topo por anos como uma das melhores séries já feitas. Se destacou pelas maquiagens extremamente realistas dos mortos-vivos, além da trama e narrativa frenética, ágil, inquietante, tensa, envolvente, misteriosa e com uma forte carga dramática. Na minha opinião, ficou em alto nível até a 8ª temporada, a partir da 9ª perdeu forças com a saída do protagonista Rick Grimes (Andrew Lincoln).
Essa temporada final até me agradou bastante, considero bem melhor que às temporadas 9ª e 10ª (às que menos gostei da série). Em relação a essas temporadas citadas, ouve uma significativa melhora no ritmo da série, teve mais ação, mais caos, mais entretenimento e a ausência dos famosos episódios "enche linguiça". A transição e andamento dos episódios foram bem fluídos, com muitos acontecimentos simultâneos em uma ótima dinâmica.
Essa temporada foi dividida em duas partes, com a novidade de introdução de vários vilões distintos, com isso, a temporada ficou bastante interessante, com pouco espaço para episódios chatos. Particularmente gostei mais da primeira parte, onde os protagonistas passam perrengues e saem em busca de suprimentos, além de focarem mais nos confrontos contra zumbis.
A segunda parte já perde um pouco do desenvolvimento objetivo e sagacidade, sem falar nas situações muito forçadas sobre a super comunidade descoberta por Eugene Porter (Josh McDermitt). Os recursos disponíveis e a vida "normal" que os moradores do local desfrutam são bem inverossímeis para um mundo tomado por zumbis, isso não deu para engolir. Sem falar que a série ganhou novos ares, com trama política, opressão, abuso de poder, luta de classes, direitos civis, etc. Se destoando um pouco da essência da série.
Me surpreendi com a falta de mortes de personagens principais, principalmente por ser a temporada final, somente a única morte importante do desfecho da série foi da personagem Rosita Espinosa (Christian Serratos). Inicialmente imaginei que os produtores iriam meter o loko e matar alguns protagonistas, até descobrir que os caras querem vender mais spin-offs.
O episódio final não escapou de todo mal que o desfecho de uma série sofre, que é ser corrido demais e deixarem quase tudo para os instantes finais. A solução para enfrentarem a última horda de zumbis acontecem num piscar de olhos, além de entregarem efeitos visuais bem abaixo do que das primeiras temporadas. Mas apesar dos problemas e defeitos que a série tem (principalmente às pencas de casais sem química), acredito que o final foi até satisfatório dentro do que podiam entregar. Já que contraditoriamente a história de alguns personagens ainda não acabou…
Enfim, mais uma série querida chega ao fim, fez história, revolucionou a TV e conquistou legiões de fãs. Apesar dos problemas de bastidores e atritos com atores, teve um final muito mais digno e aceitável que das séries "Lost" e "Dexter". Tinha planos para até 2025 (15 temporadas), mas devido à baixa audiência das últimas temporadas, foi reduzida para 11. Irá deixar muitas saudades…
11ª temporada e série finalizada em 30 de novembro de 2022 Minha avaliação: 8,0/10
Alien: Earth (1ª Temporada)
3.2 276 Assista AgoraAdoro o universo Alien e, mesmo sabendo que esta série seria fraca, resolvi assistir seguindo a ordem cronológica. Entretanto, se soubesse antes de ver que “Alien: Earth” não é canônico, provavelmente não perderia tempo com isso… A obra é mais uma a ser sabotada pela “atualização para as novas gerações”, resultando em uma série ruim em praticamente todos os aspectos e sem brio.
O Xenomorfo, que deveria ser a principal atração da série, é apenas um figurante de luxo, ele aparece somente nos momentos obrigatórios, só para tentar justificar seu nome na série. “Alien: Earth” praticamente conseguiu gabaritar e remover tudo que moldou os filmes clássicos, pois simplesmente não há tensão, medo, suspense e nem cenas de ação grandiosas. A violência poderia ter sido um ponto positivo da série, mas as mortes são genéricas, sem graça e sem peso.
Os atores e personagens também não ajudam muito, pois achei que as crianças sintéticas foram inventadas para equilibrar o confronto Aliens vs. Humanos, mas não foi nada disso! Criaram um elemento novo inútil, pois não acrescenta nada relevante à história. Ainda tem o CEO lunático, megalomaníaco e esquisitão do pés-descalços, que personagem “pé no saco” esse hein! Os diretores ainda filmavam toda hora os pés do cara, parece que eles têm fetiche por pés masculinos, eu hein!…
A série até possui ideias e conceitos interessantes, mas quando colocados na prática simplesmente não deu certo! Resultado desastroso! O problema aqui é que inventaram moda demais, complicando o simples. Teria sido muito melhor se fosse somente a invasão Alien na Terra, com uma guerra iminente a caminho e líderes globais unindo forças contra os invasores.
Por fim, “Alien: Earth” é mais uma produção vexatória desses tempos atuais sombrios, onde a militância, identitarismo, ideologia e politicagem estão acima da arte. Para quem acha que estou exagerando, basta refletir e comparar “Alien: Earth” com qualquer série meia boca dos anos 2000, vocês ficarão estarrecidos com a diferença de qualidade…
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
1ª temporada finalizada em 13 de fevereiro de 2026
Minha avaliação: 4,0/10
Chapolin Colorado (1ª Temporada)
4.3 259O seriado “Chapolin Colorado” foi produzido e gravado paralelamente com “Chaves”, com seu elenco formado pelos mesmos atores que interpretam personagens diferentes. A série foi feita para satirizar os super-heróis tradicionais das HQs, filmes e séries da Marvel, DC, etc. Chapolin Colorado é um super-herói diferente, ele é medroso demais e também muito tonto, que acaba complicando o fácil, porém consegue dar a volta por cima com muita 'astúcia'.
“Chapolin Colorado” se destaca com uma série recheada de bordões: “Não contavam com a minha astúcia!”; “Sigam-me os bons!”; “Suspeitei desde o princípio”; “Se aproveitam de minha nobreza!”; “Era exatamente isso que eu ia dizer!”. Não acho “Chapolin Colorado” tão excelente quanto “Chaves”, porém, há episódios tão bons que igualam… Os de terror são meus favoritos. Tripa Seca e O Abominável Homem das Neves foram os melhores personagens.
O seriado é tão bom de assistir que até mesmo seus efeitos visuais toscos são engraçados e com até um certo charme; é ruim, mas é bom haha. Apesar da fama e sucesso equivalente a “Chaves”, “Chapolin Colorado” não conseguiu ser tão genial e memorável quanto “Chaves”, pois não me recordo muito de vários episódios, diferente de “Chaves” que lembro da maioria. Por isso, considero “Chaves” muito melhor.
Para quem é da geração Millennials para trás, podemos nos considerar os sortudos que tivemos esse privilégio de acompanhar o auge dos trabalhos do já falecido Roberto Gómez Bolaños. Quem não ficava ansioso para chegar da escola e logo ligar a TV para acompanhar “Chaves” e “Chapolin Colorado”?
No mais, sou eternamente grato ao Silvio Santos, o homem responsável por trazer “Chaves” e “Chapolin Colorado” para a TV brasileira. Foi uma parceria de sucesso, ambos os seriados elevaram a audiência do SBT por décadas e a emissora ajudou a popularizar “Chaves” e “Chapolin” no Brasil.
28 de agosto de 2025
Minha avaliação: 7,5/10
Chaves (1ª Temporada)
4.6 790Nos anos 80, 90 e 2000; a TV aberta era a única opção de entretenimento audiovisual para praticamente todas as pessoas, não existiam essas facilidades e tantas opções de entretenimento que encontramos na internet e também nos games. Eram tempos de muitas limitações, mesmo assim, foram as melhores épocas de infância e adolescência para a maioria das pessoas. “Chaves” foi um dos motivos para que isso fosse possível, é a primeira coisa que vem à cabeça quando me perguntam o que eu fazia para me divertir na época de criança.
“Chaves” possui limitações orçamentárias e técnicas de sua época que são bem visíveis, porém, seu valor artístico e criatividade passam por cima desses percalços. A série é puro alto astral, encantadora e icônica em todos os aspectos; que conquistou milhares de fãs graças à sua ingenuidade e principalmente simplicidade. Nas primeiras vezes que assistia, ficava com dor de barriga de tanto dar gargalhadas, pois era muito engraçado as confusões, desentendimentos e situações impagáveis nas quais os personagens se metiam.
Todos os personagens são amáveis e divertidos, mas há quatro em específico que se destacam mais que os outros: Chaves, Kiko, Seu Madruga e Chiquinha. Quando o quarteto está junto numa mesma cena, eles entregam os melhores momentos da série e são a espinha dorsal do seriado. Foi graças a esses personagens que “Chaves” se tornou um marco histórico mundial e transcendeu o tempo. “Chaves” é eterno!
Roberto Gómez Bolaños foi a grande mente pensante do seriado, ele conseguiu, espetacularmente, fazer um humor simples, leve e bobo se transformar em algo memorável e único na televisão aberta. Tudo muito bem bolado e sem apelar para nenhum tipo de palavras de baixo calão. Roberto Gómez Bolaños para mim, foi o maior e melhor comediante de todos os tempos! Ele é praticamente o único que conseguiu alegrar a vida das pessoas por tantas décadas com um único programa, e ainda com uma fórmula que simplesmente não enjoa.
O seriado tem um poder único, que é fazer a gente achar graça das mesmas piadas e situações nonsenses de sempre, pois nunca deixou de ser divertido e hilário mesmo sendo repetitivo. As atrapalhadas do Chaves, a burrice do Kiko, a irritabilidade do Seu Madruga, as malandragens da Chiquinha e as confusões da turma em geral. Tudo isso faz de “Chaves” a melhor série de comédia/infantil de todos os tempos!
Se eu fosse psicólogo ou psiquiatra, indicaria “Chaves” para todos os meus pacientes com depressão, pois não há antidepressivo melhor de entretenimento que este seriado. Apesar de ter sido uma série feita para as crianças, para mim “Chaves” não tem idade, pois quando tenho tempo assisto até hoje. Por a série ser uma raridade, uma das poucas que resgata aquela memória afetiva bem escondida no subconsciente dos adultos.
Fico com o pé atrás com a pessoa que diz não gostar de “Chaves”, simplesmente não consigo assimilar isso…
23 de agosto de 2025
Minha avaliação: 10/10
Duna: A Profecia (1ª Temporada)
3.6 73 Assista AgoraAdoro ambos os filmes de “Duna” dirigidos pelo ótimo Denis Villeneuve, pois a expectativa e hype para o terceiro filme estão lá nas alturas. Mas enquanto o filme final da trilogia não está entre nós, os produtores de Duna decidiram expandir a história do universo com esse spin-off “Duna: A Profecia”, ambientada há dez mil anos após o nascimento de Paul Atreides. A história é centrada nas Bene Gesserit, uma irmandade criada somente com mulheres, que secretamente controlam a linhagem genética das Casas (Império Galáctico).
Assim como nos filmes, a série é praticamente impecável no design de produção e efeitos visuais, conseguindo manter o padrão de qualidade visto nos longas. Uma estética de muito bom gosto, agradável para a visão dos telespectadores. Por outro lado, os personagens não são muito bons, incluindo as protagonistas, você não liga muito com o que irá acontecer com eles durante os episódios, e também tanto faz quem morre e sobrevive.
“Duna: A Profecia” não foge muito daquilo que se esperava, ela é repleta de intrigas, traições e alianças que prendem o telespectador. A série não tem receio de desacelerar sua narrativa para focar em jogos de poder, revelando a complexidade das interações entre as famílias e as Bene Gesserit. Embora isso torne a trama rica e envolvente, o ritmo às vezes sofre com momentos arrastados.
A série precisou lidar com o número elevado de personagens. Muitas vezes, figuras importantes da trama desaparecem por alguns episódios e retornam em contextos que dificultam o entendimento. Além disso, a série presume que o público já conhece as dinâmicas entre as casas e os preceitos das Bene Gesserit. Apesar disso, o roteiro aposta em camadas de subtexto político e religioso, aprofundando questões como poder, fé e sacrifício.
É uma série curta, relativamente por serem somente seis episódios. Devido a isso, faltou tempo hábil para fazer o telespectador se conectar melhor com a história. Achei metade dos episódios realmente bons, já a outra metade nem tanto… Antigamente, eu criticava séries longas com 20, 22 ou até 24 episódios por temporada, mas hoje também acho muito pouco, somente 6, 7 e 8 episódios. Para mim, o ideal seria entre 10 e 12 episódios por temporada.
A nova aposta da HBO em “Duna: A Profecia” sinaliza uma intenção clara de expandir o universo de “Duna”, sem necessariamente depender dos filmes de Denis Villeneuve. A série se posiciona como um complemento robusto, mas independente, que enriquece o lore e estabelece um terreno fértil para futuras temporadas e derivados.
1ª temporada finalizada em 12 de julho de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
Dexter: Pecado Original (1ª Temporada)
4.1 91 Assista Agora“Dexter: Pecado Original” é uma prequela da série “Dexter”, iniciada em 2006 e com término em 2013, com oito temporadas. Essa nova série se passa muitos anos antes da 1ª temporada da série original, onde acompanhamos Dexter Morgan (Patrick Gibson) na sua juventude, dando seus primeiros passos como Serial Killer, ou se preferirem como um 'Assassino Justiceiro' e também paralelamente iniciando seu trabalho de perito forense na polícia de Miami.
Fiquei bastante decepcionado e aborrecido com o final de “Dexter: New Blood”, ainda mais pelo motivo pelo qual a série foi feita: para “corrigir” o desfecho da 8ª temporada, pois muitos fãs não gostaram. Porém, isso não aconteceu, acabaram entregando um péssimo final sem sentido, com roteiro ridículo, cheio de ideias toscas. No entanto, essa nova série sobre a origem do Dexter precisou de somente dois minutos iniciais para desfazer a besteira do desfecho de “Sangue Novo”. Isso me empolgou instantaneamente, causando uma primeira impressão bastante positiva sobre “Dexter: Pecado Original”.
A série foi além dessa primeira impressão, pois adorei praticamente tudo que vi. Fazia bastante tempo que não ficava realmente satisfeito com uma produção de série, que deu gosto de assistir. “Dexter” é minha série favorita de todos os tempos! E “Pecado Original” conseguiu extrair o melhor da série original, mesmo com atores totalmente novos para essa série. A qualidade é tanta que da série principal arrisco a dizer que “Dexter: Pecado Original” só perde para a 1ª e 4ª temporada.
Fiquei impressionado com as escolhas certeiras dos atores para interpretarem os protagonistas da série em suas versões mais jovens, quase todos escolhidos a dedo e com muito critério. O Patrick Gibson mergulhou de cabeça no personagem, você olha e fala: é mesmo o Dexter de quando ele era novo. Molly Brown, que interpreta a Debra, também lembra muito a personagem que era interpretada por Jennifer Carpenter. O mais legal disso tudo é a interação e química de irmãos entre os atores, tão boa quanto da série original.
No quesito perfil dos atores, essa série dá um banho em “The Last of Us”, pois a Bella Ramsey não foi uma boa escolha para interpretar a Ellie, principalmente na 2ª temporada. Já aqui temos um Angel Batista simplesmente idêntico ao interpretado por David Zayas na série principal; a atriz escolhida para interpretar a detetive LaGuerta também combina muito!
“Dexter: Pecado Original” marca a volta por cima dos roteiristas da série, por verem o erro grotesco que cometeram em “New Blood”. Dessa vez, conseguiram se redimir em grande estilo, com um roteiro coeso, bem escrito e principalmente feito com carinho para os fãs da série. A série se destaca com muitas camadas, profundidade, arcos de personagens super bem desenvolvidos, histórias paralelas bem contadas e principalmente com um roteiro maravilhoso! Que não via há tempos. Possui todos os ingredientes para uma baita série policial: com muitos mistérios, segredos, incertezas, reviravoltas e atos chocantes!
Por fim, essa nova série conseguiu manter a essência do assassino carismático Dexter (Patrick Gibson), com aquele equilíbrio entre o seu lado 'passageiro sombrio' e a humanidade dele, que faz o telespectador ficar dividido entre torcer pelas suas ações ou julgar.
1ª temporada finalizada em 24 de junho de 2025
Minha avaliação: 9,5/10
Pinguim
4.4 293 Assista AgoraApesar de ser um personagem popular, não sei praticamente nada sobre o Pinguim, já que os filmes do Batman com os quais tive mais contato foram os da trilogia do Christopher Nolan, mas nos três filmes nenhum teve a participação do Pinguim. Não tenho praticamente nenhuma lembrança dos filmes do Batman dos anos 90, onde o Pinguim fez parte de um dos filmes dirigidos por Tim Burton. Por tanto, praticamente tudo que vi nesta série sobre o personagem foi novidade.
“Pinguim” é uma série que expande o universo do filme do Batman de Robert Pattinson, dirigido por Matt Reeves. Pinguim (Colin Farrell) teve uma pequena participação no filme do “Batman”, já que no longa o vilão principal era o Charada (Paul Dano), mas dessa vez o personagem ganha um projeto exclusivo. A série se passa após os eventos do filme do “Batman (2022)”, com o Pinguim se aproveitando da ausência do homem-morcego para tentar assumir o controle da corrupta e colapsada cidade de Gotham.
A ambientação cuidadosamente construída faz de Gotham um protagonista por si só. Cada rua, prédio e sombra carregam uma personalidade que reflete a podridão e o caos da cidade, deixando claro que, mesmo com o Batman nas ruas, o crime prospera. Essa atmosfera densa e imersiva é potencializada pela direção e pelo roteiro, que entregam um equilíbrio perfeito entre tensão e ação.
“Pinguim” é uma série que em alguns momentos faz a gente torcer pelo Oswald Cobb, mas logo depois sempre acontece algo que te faz lembrar que é série sobre um VILÃO! ‘Oz’ é um personagem manipulador, sorrateiro, inteligente que só pensa em si e vive de aparências. Em vários momentos, aparenta se importar com algo, mas isso é ele sendo o que é, um enganador. O desenvolvimento de Oswald é fascinante! Ele começa como um capanga ambicioso, ainda visto como um pária entre os grandes nomes do crime, mas gradualmente vai impondo respeito, não pela força bruta, mas pela sua astúcia e pelo instinto de sobrevivência.
Colin Farrell entrega uma performance irrepreensível, completamente transformado pela maquiagem, mas ainda mais pelo seu talento. Ele interpreta um Pinguim multifacetado, transitando entre a vulnerabilidade de alguém subestimado e a ferocidade de um estrategista, que conquista seu lugar no topo com ameaças e manipulações. A série humaniza o vilão sem o eximir de seus crimes, criando um personagem que desperta empatia e repulsa em igual medida.
Sofia Falcone foi uma personagem que me surpreendeu bastante, em uma baita atuação da Cristin Milioti, todas as suas cenas me hipnotizavam, o olhar melancólico cheio de dor e ódio guardado era nítido. Sofia Falcone é uma força da natureza, oscilando entre vulnerabilidade e pura brutalidade, sempre imprevisível. Seu arco, marcado por vingança e traumas profundos, traz algumas das cenas mais intensas da temporada.
Combinando ambientação rica, personagens marcantes e uma narrativa intensa, a série nos leva para o submundo do crime, onde leis são substituídas por ameaças e acordos silenciosos. “Pinguim” é uma série que não subestima o espectador e que confia na força de seus personagens para contar uma história que não precisa ser grandiosa para ser memorável. Gotham sempre teve o potencial para ser palco de histórias assim, e “Pinguim” prova que, quando bem feita, uma narrativa mafiosa desse universo pode ser tão impactante quanto qualquer épico do gênero.
Série finalizada em 5 de junho de 2025
Minha avaliação: 8,0/10
Round 6 (2ª Temporada)
3.5 417 Assista Agora“Round 6” da Netflix. A tão aguardada 2ª temporada da série de sucesso astronômico da principal streaming do planeta, finalmente teve lançamento lá no finalzinho do ano de 2024, sendo uma espécie de “presente” de Natal para os assinantes da Netflix. A popularidade e febre da série foi tão grande que ela acabou ganhando um reality show na vida real inspirado na série, que também foi produzido pela Netflix. Adorei a 1ª temporada de “Round 6”, me conquistou pelas boas reviravoltas na trama e obviamente estava ansioso para essa continuação…
Agora o personagem Gi Hun (Lee Jung Jae) “jogador N.º 456” é milionário, mas o custo disso tudo foi alto demais para ele suportar. O dinheiro em abundância inicialmente desejado veio, mas os traumas dos jogos também! Ele já não é mais aquele homem humilde e sorridente de antes, tudo mudou agora devido ao banho de sangue dos jogos. Gi Hun ficou obcecado em querer acabar com os jogos e seus idealizadores definitivamente (a ponto de deixar sua filha de ser prioridade e a não haver mais). Ele decide iniciar uma investigação por conta própria, para encontrar pistas que o ajudem a descobrir a localização da misteriosa ilha onde ocorrem os jogos.
Vi algumas pessoas reclamando dos dois primeiros episódios, por serem somente introdutórios e mais parados, sem o ritmo frenético de estreia da 1ª temporada. Eu até entendo isso, mas mesmo assim, gostei bastante desses episódios iniciais, pois os criadores da série conseguiram dar andamento a uma história em que muitos diziam que não precisava de continuação. Curti toda a determinação e empenho do Gi Hun, visando encontrar alguém envolvido nos jogos, mesmo perdendo muito tempo, ele não desistia…
O 3º episódio me decepcionou e simplesmente foi broxante! Não gostei de ver um jogo repetido da 1ª temporada, se propuseram a continuar com a história de “Round 6”, mas não poderiam simplesmente reciclar ideias. Pelo menos, se ligaram no erro que cometeram e os outros jogos foram algo novo. No 6º episódio, teve na minha opinião o melhor jogo da temporada, foi o mais eletrizante, caótico, tenso e desesperador; onde os jogadores precisavam da colaboração entre eles para se manterem vivos e se virar literalmente nos 30.
O último episódio foi a cereja do bolo e o mais marcante de todos! Mostrando de forma crua e visceral como as pessoas gananciosas e desesperadas por dinheiro se transformam em verdadeiros animais irracionais e sem alma. A carnificina come solta sem dó nem piedade, pois para a maioria dos jogadores, a vida dos outros não vale nada! Um ótimo episódio de soco de realidade sobre a humanidade, muito provavelmente aquilo ali aconteceria mesmo na realidade, se as pessoas passassem por aquela situação.
Enfim, essa temporada, mesmo não sendo melhor que a primeira, ainda mantém o nível bom de entretenimento. Peca em alguns detalhes, como um ou outro personagem que achei mal desenvolvido e outro que o considero totalmente desnecessário e inadequado para a trama proposta. No entanto, o saldo final ainda é bem positivo, com uma história boa e facilmente envolvente.
2ª temporada finalizada em 29 de maio de 2025
Minha avaliação: 8,0/10
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346 Assista AgoraNovamente dirigido pelo ator comediante Ben Stiller, a 2ª temporada de “Ruptura” chega após três anos do lançamento da 1ª temporada, sendo talvez a principal e mais importante série da Apple TV+. A 1ª temporada se destacou pelo roteiro robusto e atuações sólidas dos atores responsáveis pelos principais personagens, que trabalham em uma empresa de escritório que quer ver seus funcionários no serviço com comportamento semelhante a um robô.
A 1ª temporada de “Ruptura” parecia aqueles produtos que enganavam pela embalagem, muito bonita e chamativa por fora, mas por dentro faltava sal e tempero. Apesar disso, a maioria dos telespectadores adoraram a série, já eu não entrei muito no clima, pois dificilmente tenho paciência para histórias com andamento lento e sonolento. Mesmo sendo uma série aclamada mundialmente, não a considero uma das melhores da atualidade.
Para esta 2ª temporada, fiquei com expectativa da continuidade da história ter uma melhora significativa, com mais objetividade, dinamismo e menos burocrática. Infelizmente, não foi do jeito que esperava, especialmente os cinco primeiros episódios, de tão desinteressantes que são, os classifico como episódios imprestáveis, pois novamente os desenvolvedores cometeram os mesmos erros da 1ª temporada, com episódios fracos narrativamente e sem grandes acontecimentos. A temporada melhora a partir do 6º episódio, com os arcos dos personagens Mark e Ms. Casey.
No 6º episódio, é revelado que a esposa do Mark foi sequestrada pela Lumon, ela passa a ser cobaia da empresa contra sua vontade, por meio de um experimento que controla a sua mente por completo. O pior de tudo é que, sem saber, Mark em sua função estava auxiliando a empresa nesse processo. Entretanto, seu externo descobre a verdade e precisa da ajuda de seu interno para resgatar sua esposa; é nesse ponto que a história começa finalmente a ficar interessante.
Apesar da melhora da temporada com o passar dos episódios, achei que o roteiro entregou demais e acabou antecipando o final, com o último episódio sendo somente protocolar. Entretanto, gostei demais desse 10º episódio, que se não me engano é o único de toda a série que teve ação e gore e também bem mais agitado do que os episódios normais da série.
Enfim, uma temporada de altos e baixos, ainda acho que estão faltando alguns ajustes na maneira de conduzir a história, espero que a próxima temporada seja menos encheção de linguiça e saibam aproveitar melhor o conteúdo que têm. As atuações seguem sendo um dos pontos positivos da série, com destaque para Adam Scott, Britt Lower e Patricia Arquette.
2ª temporada finalizada em 11 de maio de 2025
Minha avaliação: 6,5/10
The Boys (4ª Temporada)
3.6 369 Assista AgoraJá estava esperando que a 4ª temporada de “The Boys” seria bem inferior às antecessoras, pois dessa vez, não conseguiram fazer uma temporada atrativa para o telespectador. Infelizmente, trouxeram o pessoal de “Gen V” para a série principal, isso fez com que a série caísse drasticamente em qualidade, até mesmo os efeitos visuais pioraram em comparação com as três temporadas anteriores.
O desenvolvimento da história pareceu andar em círculos, a escrita do roteiro deu a impressão de desleixo, por quererem criar polêmicas desnecessárias e estragarem arcos de personagens. O que fizeram com o Francês aqui é estarrecedor! Simplesmente uma mudança drástica, sem lógica e sem contexto, tanto é que no final tentaram desfazer a cagada, mas já era tarde demais…
Gostei bastante das adições de Tempesta e Soldier Boy das temporadas antecessoras, onde os criadores mostravam que a série era bem-sucedida no quesito fator novo, com desenvolvimentos de núcleos sólidos para personagens novos. Mas nessa nova temporada isso não aconteceu, a Espoleta tinha potencial de ser uma boa personagem, mas apenas serviu para satirizar a política americana, com isso acabou ficando com seu arco fraco. Outra novidade foi Jeffrey Dean Morgan, porém seu personagem teve somente aparições apagadas e pouco contribuiu para o enredo da temporada.
Trem-Bala nesta temporada pelo menos teve um enredo, não foi um peso-morto igual nas temporadas anteriores, acho que foi o único ponto onde a 4ª temporada foi melhor que as antecessoras. Mas já sobre o Profundo… esse não tem mais jeito não, viu! Simplesmente não tem mais roteiro que sustente sua continuidade na série, o cara parece aqueles alunos que somente seguram o cartaz em uma apresentação de trabalho na escola. O ator deve ser um tremendo de um puxa-saco dos produtores para manter o emprego rsrs.
Os dois últimos episódios salvaram a temporada do fracasso, com um final até de certa forma impactante. No entanto, parece ser proposital, dão uma caprichada nos dois últimos episódios, para gerar um hype para a temporada seguinte, mas o restante dos episódios não acompanha o ritmo dos episódios finais. Aconteceu o mesmo com a outra série da Amazon: “Os Anéis de Poder”.
Enfim, essa temporada já apresentou um certo desgaste narrativo. O Eric Kripke conseguiu surpreendentemente esticar “Sobrenatural” por quinze temporadas, mas espero que ele não tente isso em “The Boys”, caso contrário irá perder a mão. A 5ª temporada tem que ser a última para o bem da série.
4ª temporada finalizada em 18 de abril de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (2ª Temporada)
3.7 203 Assista AgoraContinuação da série mais ambiciosa da Prime Video no quesito produção, por ser a série mais cara da história, mesmo assim, a Amazon prometeu cinco temporadas de “Os Anéis de Poder”. O problema é que o público não está correspondendo tão bem assim… A 1ª temporada até teve uma audiência satisfatória, mas já na 2ª temporada, a audiência teve uma queda considerável. Muitos fãs do universo da Terra-Média estão insatisfeitos com os rumos da série, especialmente os leitores assíduos dos livros de J. R. R. Tolkien, onde a maioria alega falta de fidelidade com o material original.
A expectativa dessa 2ª temporada era de uma melhora nos pontos nas quais a primeira foi insuficiente, pois ficou devendo em alguns quesitos, principalmente o roteiro. Devo salientar que os dois últimos episódios são ótimos, ao serem os episódios que mais se aproximaram da grandiosidade e qualidade da trilogia “Senhor dos Anéis”, dirigida por Peter Jackson. Entretanto, o restante da temporada teve graves problemas de ritmo, com episódios se arrastando e sendo muito burocráticos. Além disso, alguns núcleos agregam pouco a história, por exemplo: o arco do estranho com as pés-peludos é uma subtrama engessada e chata de se acompanhar, beirando ao insuportável nesta temporada.
Os efeitos visuais continuam sendo o ponto alto da série, ao mesmo nível de cinema, em uma direção de arte que encanta com seu conceito visual, figurinos e fotografia. Mas também não poderia ser menos que isso, pois cada episódio da série custa absurdos 58 milhões! Uma pena que este investimento pesado não foi bem distribuído, pois deveriam ter usado esse dinheiro para contratar roteiristas melhores. Qualquer leigo sabe que um projeto audiovisual não se sustenta somente com CGI, principalmente quando se trata de séries.
Apesar dos problemas, essa 2ª temporada teve seus bons momentos. Gostei muito do arco do vilão Sauron, ele já é bem poderoso, mesmo não tendo posse dos anéis de poder que ele necessita para pôr seu plano em prática. Sauron tem uma grande facilidade de enganar pessoas como ninguém, seus poderes de manipular a realidade são impressionantes. Enfim, foi a melhor parte dessa temporada, inclusive tendo um destaque ao vilão melhor que nos filmes “Senhor dos Anéis”.
“O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder” é uma série com grande potencial de entregar mais ao telespectador, pois recursos e conteúdos não faltam para isso, mas precisam de pessoas mais capacitadas para conduzir melhor a história, que mostrem algo digno a altura do universo da Terra-Média. Talvez terem a humildade de ouvir e darem a atenção a opinião dos fãs, já seria um bom começo. Apesar do arco de Sauron e dos dois últimos episódios, achei essa temporada inferior à primeira.
2ª temporada finalizada em 4 de abril de 2025
Minha avaliação: 6,5/10
Tulsa King (2ª Temporada)
3.8 23 Assista AgoraComo é muito gratificante ver Sylvester Stallone ainda com saúde para continuar atuando com quase 80 anos, isso fica melhor com a dublagem maravilhosa do seu dublador oficial Luiz Motta, esse casamento perfeito é um prato cheio para os fãs brasileiros do ator. Sylvester Stallone, apesar de seus últimos filmes ruins, vem fazendo história, mais uma vez, com o personagem Dwight Manfredi de “Tulsa King”. Com certeza esse personagem ficará marcado na sua carreira como um dos seus melhores, ao lado de “Rocky” e “Rambo”.
Sylvester Stallone tem sido um ator bastante contestado em suas atuações, pois o Framboesa de Ouro não larga do seu pé. Mas é inegável que ele é um dos melhores atores no quesito presença de tela e carisma, suas improvisações também são muito boas. Ou seja, ele tem todo o necessário que seu personagem exige, já o domina desde os primeiros episódios da 1ª temporada. Vida longa ao General!
Às adições de Frank Grillo e Neal McDonough para esta temporada foram certeiras, pois esses atores combinam muito com a premissa de “Tulsa King” e ajudaram muito a somar positivamente na série. Podemos dizer que o Stallone se redimiu aqui, pois não consigo entender como o Frank não participou de pelo menos um filme da franquia “Os Mercenários”. O próprio Neal McDonough também teria sido um nome interessante para a franquia, principalmente se pegasse um papel de vilão.
Não há grandes novidades para esta 2ª temporada em relação a enredo, basicamente uma temporada muito parecida com a primeira, com o protagonista buscando expandir seus negócios, fazendo novas amizades e também inevitavelmente arrumando encrenca e novos inimigos. A diferença é que essa temporada foi mais parada que antecessor, por isso acho a 1ª temporada melhor.
Há algumas pequenas falhas de roteiro, que apresentam momentos de desconexão comparado a 1ª temporada. Resolveram focar mais nos diálogos no que na ação, o problema é que algumas subtramas ficaram esquecidas no ar e depois não tiveram continuidade. O que compensa um pouco isso é o gancho final intrigante para a próxima temporada da série.
2ª temporada finalizada em 24 de março de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
Reacher (2ª Temporada)
3.8 105 Assista Agora“Reacher” é uma série que chegou para atrair o público mais saudosista, que não dispensa uma boa produção tradicional dos anos 80 e 90. A série veio com a missão de suprir a escassez de produções com o bom e velho herói/justiceiro brucutu, resgatando um pouco desse estilo de personagens que ficaram esquecidos no passado. Acho importante incentivar às novas gerações a conhecerem o que assistíamos desta época.
Diferentemente da primeira temporada, Reacher agora tem sua própria equipe para ajudá-lo, são seus amigos que ele treinou na época do exército; é a principal novidade para esta temporada. Gostei bastante da interação do quarteto, elevaram o nível do bom entretenimento, com cada um tendo suas personalidades destacadas com o passar dos episódios. Muito boa também a maneira como eles lidam com os inimigos, com criminosos e traidores, tem que ser poucas ideias mesmo!
Maratonei a temporada em apenas dois dias, pois os episódios fluem bem e são direto ao ponto, com toda a parte investigativa da série bem desenvolvida, interessante de se acompanhar e que prende a atenção. Entretanto, o último episódio ficou abaixo das expectativas, com resoluções fáceis, roteiro atropelado e sem desenvolvimento. “Reacher” é uma série que está longe de atingir o nível das melhores séries do século, mas ao menos, continua sendo melhor que os filmes protagonizados pelo Tom Cruise.
Alan Ritchson continua desempenhando bem seu papel, que possivelmente será o seu personagem de mais destaque de toda sua carreira, já que a série vem mostrando que têm futuro e já está com a quarta temporada em desenvolvimento. O ator serve bem como uma espécie de dublê dos atores casca-grossa do passado, como: Chuck Norris, Steven Seagal, Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Van Damme, entre outros.
Ainda sobre o protagonista, acho que continua faltando um oponente a altura na hora da porrada, pois até agora, em duas temporadas, ninguém deu pro cheiro. Isso segue sendo um problema no roteiro, pois sempre tende a facilitar às coisas para o lado do protagonista. Falta ousar nessa parte, quem sabe contratar um nome de peso, que faça um vilão memorável e bata de frente com Reacher.
2ª temporada finalizada em 19 de março de 2025
Minha avaliação: 7,5/10
The Walking Dead: Dead City (1ª Temporada)
3.4 76 Assista AgoraO que parecia impossível aconteceu! Negan (Jeffrey Dean Morgan) e Maggie (Lauren Cohan) por motivos de força maior se uniram para formar uma dupla improvável, mesmo com os brutais acontecimentos da 7ª temporada da série original. Estamos falando de uma aliança controvérsia no universo “The Walking Dead”. Afinal, a Maggie provavelmente nunca vai esquecer e perdoar o Negan pelo assassinato de seu grande amor e pai de seu filho, porém, terá que deixar esse imbróglio de lado por necessitar da ajuda de Negan para uma missão importante.
A AMC, visando tentar reinventar o universo “The Walking Dead”, resolveu tirar o foco das comunidades e do interior dos EUA, apostando agora nos cenários urbanos para dar novos ares a “The Walking Dead”. “Dead City” se passa em Manhattan, Nova York; um tipo de local denso pouco explorado na série principal, que em boa parte das temporadas se passava em lugares isolados e mais afastados das cidades.
Um dos pontos fortes de “Dead City”, reside na exploração de temas complexos como redenção, perdão e a natureza da humanidade em circunstâncias extremas. A dinâmica entre Maggie e Negan é particularmente convincente, já que ambos os personagens lutam com suas ações passadas e se esforçam para encontrar seu lugar neste novo mundo. As interpretações de Lauren Cohan e Jeffrey Dean Morgan elevam o material, trazendo profundidade e nuances para as jornadas emocionais de seus personagens.
Em termos de direção e cinematografia, “Dead City” se perde um pouco. Alguns episódios apresentam visuais impressionantes e trabalho de câmera inventivo, capturando efetivamente a beleza desolada de uma Manhattan pós-apocalíptica. No entanto, há também casos em que a direção parece pouco inspirada, não conseguindo capitalizar o cenário e a premissa única da minissérie.
Obviamente, “Dead City” não chega perto da tensão e insanidade da série original, sobretudo às seis primeiras temporadas que representaram o auge e os melhores momentos da série. Às reviravoltas na história quebram um pouco a previsibilidade habitual do universo, por isso, a minissérie ganha créditos mesmo com alguns problemas no seu desenvolvimento.
No geral, “Dead City” mostra-se promissor, mas fica aquém de todo o seu potencial nessa 1ª temporada. Embora se destaque na exploração de temas complexos e dinâmicas de personagens, com a minissérie lutando com questões de ritmo e um desfecho sem brilho. Fiquei com a impressão que todos os seis episódios foram apenas epílogos para a temporada seguinte…
28 de fevereiro de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
The Walking Dead: Daryl Dixon (2ª Temporada)
3.6 36“Daryl Dixon: The Book of Carol (2ª temporada)” trouxe a personagem Carol Peletier (Melissa McBride) de volta ao universo “The Walking Dead”, pois ela é uma das personagens mais lendárias da série original, sendo a única atriz a atuar em todas as onze temporadas de “The Walking Dead”. Entre todos os personagens da série principal, Carol foi a que mais evoluiu e mudou radicalmente, passou de uma mulher indefesa que apanhava do marido para uma mulher destemida e uma exímia sobrevivente do apocalipse zumbi. Tanto é que é quase certeza de que ela não falecerá ao término desse universo.
A adição da personagem Carol Peletier para a minissérie do Daryl Dixon elevou a qualidade do projeto, uma decisão acertada da AMC em dividir o protagonismo entre os personagens. Na 1ª temporada, critiquei que a maioria dos episódios os achei mornos demais, não condizendo com o apresentado nas primeiras temporadas da série principal. Já nessa 2ª temporada, a fluidez da minissérie melhorou muito! Com todos os episódios bem mais dinâmicos, envolventes e eletrizantes.
Além disso, melhoraram a ação e a questão das mortes e violência, com muito mais tensão e insanidade em torno dos protagonistas. Na 1ª temporada, deu a impressão que quiseram dar uma censurada no gore, mas aqui deixaram essa palhaçada e frescura de lado. A 2ª temporada foi bem mais caótica e emocionante que a 1ª temporada, com uma morte importante e até certo ponto inesperada, que vai dividir opiniões.
Graças à personagem Carol Peletier e alguns ajustes certeiros da AMC, temos uma 2ª temporada melhor que a primeira, pois se aproximou mais do auge e dos melhores momentos da série original. Essa minissérie parece muito com a pegada “The Last of Us”, onde uma matança desenfreada é motivada por um adolescente com potencial de curar a humanidade.
Daryl e Carol, para mim, formam a melhor dupla de “The Walking Dead”, pois gosto da ideia de eles não serem um casal, somente amizade e lealdade. É melhor do que a terapia de casal chatinha entre Rick e Michonne vistos em “The Ones Who Live”. Considerando o fato que “The Walking Dead” virou especialista em desenvolvimento de casais sem contexto e sem química, é um acerto da AMC manter eles apenas como grandes amigos.
Enfim, achei a 2ª temporada bem satisfatória em relação à primeira, até o foco nos infectados melhorou, ainda que insuficiente. O final no túnel é bem misterioso e sinistro, trazendo uma situação inédita para o universo “The Walking Dead”. A AMC continua apostando nos seus principais ativos para expandir seu universo, já que acredito que a minissérie do Daryl Dixon será a única a ter três temporadas.
21 de fevereiro de 2025
Minha avaliação: 8,0/10
The Walking Dead: Daryl Dixon (1ª Temporada)
3.7 86 Assista AgoraDaryl Dixon (Norman Reedus) passou a assumir o protagonismo de “The Walking Dead”, após a saída de Rick Grimes (Andrew Lincoln) na 9ª temporada da série. Norman Reedus é o único ator a atuar em todas as 11 temporadas da série original, se consolidando um dos personagens mais memoráveis de toda a série principal. Obviamente, a AMC tinha planos para o seu personagem, onde Daryl Dixon ganha um spin-off próprio com seu nome.
Após a morte de seu irmão logo na 1ª temporada de “The Walking Dead”, Daryl Dixon foi se tornando o típico herói solitário e silencioso. Que agora aparentemente não tem emoções do passado, podendo mostrar todo o desespero e determinação que sabíamos dele. Um personagem com alta autoridade, que mesmo sendo de poucas palavras, pode transmitir seus sentimentos mais íntimos ao telespectador.
Dos três spin-offs com os principais personagens da série original, “The Walking Dead: Daryl Dixon” foi o que se mostrou mais promissor, por ser o único a apresentar um fator novo para o público. É o primeiro projeto do universo TWD a acontecer fora dos Estados Unidos, com uma história se passando no continente europeu, na França, com sua famosa Torre Eiffel. Os criadores conseguiram utilizar bem o novo local, exibi-lo e criar um novo mundo, enfatizando as características da Europa. Achei muito legal ver um lugar diferente em ruínas, uma repaginada visual para um universo que se desgastou com o passar das temporadas.
A minissérie começa com um grande mistério, nos questionamos sobre o porquê e como Daryl Dixon foi parar na França. A grande distância entre EUA e França deixa tudo ainda mais intrigante, pois como é possível percorrer muitos quilômetros através do mar num mundo pós-apocalíptico? Com isso, os desenvolvedores da minissérie criaram um bom clímax de suspense. Além disso, trouxeram uma novidade para o universo “The Walking Dead”: são os zumbis geneticamente modificados, ou simplesmente zumbis mutantes.
Embora o personagem Daryl Dixon (Norman Reedus) não tenha o mesmo nível de protagonismo de Rick Grimes (Andrew Lincoln), o ator oferece um desempenho convincente, capturando a complexidade das emoções de Daryl com sutileza e profundidade. Os telespectadores conseguem ver um lado mais vulnerável do personagem, enquanto ele confronta seus traumas e luta com seu senso de identidade neste novo mundo desconhecido a ser desbravado.
Mesmo com as novidades e do primeiro episódio ser ótimo, a minissérie vai ficando meio 'devagar' ao decorrer dos episódios, ficando muito distante da insanidade e imponência da série original, principalmente comparado às seis primeiras temporadas. Alguns momentos da trama não fazem sentido e o desfecho é apenas OK.
14 de fevereiro de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
The Walking Dead: The Ones Who Live (1ª Temporada)
3.7 91 Assista Agora“The Walking Dead” tinha planos para durar quinze temporadas, com finalização apenas em 2025, porém não foi possível devido à baixa audiência das últimas temporadas. Além disso, a série sofreu muito com uma grande saturação de narrativas e falta de criatividade dos desenvolvedores, especialmente nas três últimas temporadas. Os próprios atores não aguentavam mais, TWD começou a perder protagonistas e a AMC não teve outra alternativa a não ser encerrar precocemente “The Walking Dead” na 11ª temporada.
Apesar dos inúmeros problemas de bastidores da série principal, a AMC não jogou a toalha e decidiu apostar nos spin-offs, com o foco nos principais personagens da série, porém separadamente em duplas. “The Ones Who Live” trouxe de volta o principal protagonista da série: o lendário Rick Grimes (Andrew Lincoln), que havia saído da série original no início da 9ª temporada, assim como a personagem Michonne (Danai Gurira), que ficou de fora da última temporada da série principal.
“The Ones Who Live” chegou em formato de minissérie com apenas seis episódios, bem diferente do que estamos acostumados em relação à série original, com uma proposta narrativa bem mais objetiva e corrida. A minissérie veio visando preencher lacunas deixadas pela misteriosa captura de Rick Grimes, logo após a explosão da ponte na 9ª temporada. “The Ones Who Live” serve como uma espécie de compensação aos fãs de TWD, por terem se decepcionado com a saída do protagonista Rick Grimes da série principal.
Temos aqui uma continuação emocionante da história de Rick Grimes (Andrew Lincoln) e da jornada implacável de Michonne (Danai Gurira), em sua busca incansável para se reunir com seu grande amor. Tenho que admitir que não gosto muito desse casal, acho que a relação entre eles não convence, mas também preciso reconhecer que a química do casal melhorou conforme o que passavam juntos. A série faz um trabalho excepcional de entrelaçar suas lutas pessoais com as ameaças mais amplas representadas pelos militares da CRM. Cada episódio é repleto de ação de alto risco, profundidade emocional e narrativa intrincada que mantém os espectadores à beira de seus assentos.
Com poucos episódios, vi uma melhora significativa na dinâmica da história em relação às últimas temporadas da série original, às costumeiras barrigadas no roteiro finalmente foram erradicadas neste spin-off. Por outro lado, gostaria de ter visto mais sobre a CRM e principalmente mais destaque e tempo de tela para os infectados (sobre especialmente os infectados evoluídos, que abrem portas, sobem obstáculos, etc.). No entanto, com episódios reduzidos, isso não foi possível.
A minissérie foi bem-sucedida ao entregar um poderoso arco narrativo para seus protagonistas, porém não consegue realizar plenamente o potencial da organização militar CRM como um antagonista formidável. A resolução apressada da queda da CRM parece um tanto artificial e desanimadora. Mesmo assim, a série consegue terminar em alta, celebrando o amor duradouro e a resiliência de Rick Grimes e Michonne. Apesar de suas falhas, “The Ones Who Live” é um tributo adequado a esses personagens icônicos e um testemunho do apelo duradouro do universo “The Walking Dead”.
10 de fevereiro de 2025
Minha avaliação: 8,0/10
O Continental: Do Mundo de John Wick
3.4 97 Assista AgoraA franquia "John Wick" foi um grande sucesso mundial, que trouxe de volta o estilo 'old school' de se fazer filmes de ação. Todos os quatro filmes lançados são bem acima da média para seu gênero, com boa consistência em todas às obras, onde chega a ser difícil classificar à ordem de preferência dos filmes. Achei uma ideia super interessante de expandir a saga "John Wick", com histórias de suas origens e a possibilidade de conhecer melhor personagens coadjuvantes dos filmes.
A minissérie conta a história de Winston Scott (Colin Woodell), personagem interpretado pelo ator Ian McShane nos filmes "John Wick", aqui conhecemos seu irmão Frankie Scott (Ben Robson), personagem responsável por desencadear o conflito de seu irmão com Cormac (Mel Gibson). Outro personagem dos filmes que aparece aqui é Charon (Ayomide Adegun), que nos filmes "John Wick" é interpretado pelo já falecido ator Lance Reddick. A minissérie acerta em trazer personagens dos filmes, muito melhor do que iniciar algo novo com cem por cento de personagens desconhecidos. Desta vez, Winston Scott é protagonista.
A história se passa nos anos 70, com uma ambientação estilo underground bastante assertiva para o enredo da minissérie. Gostei muito do clima pesado que os locais passam, com os embates iminentes a todo o momento e, personagens com cara de poucos amigos… A pegada de ação é mantida aqui, principalmente no estilo de matar um inimigo, com dois tiros e mais um na cabeça para finalizar, marca registrada dos filmes "John Wick".
Os episódios um e três entregam lutas empolgantes e mortes violentas, principalmente com os personagens Frankie e sua namorada; além dos antagonistas — os gêmeos. A ação não chega a ser do mesmo nível dos filmes "John Wick", mas a essência está lá. O episódio dois destoa muito dos outros, acabou ficando exageradamente cadenciado, focando somente no planejamento de Winston e sua vingança contra Cormac.
Sobre os personagens — os que mais me agradaram foram os gêmeos, achei-os muito sinistros, se não me engano, ambos não falam uma palavra sequer, estão ali somente para representar na ação e dar muito trabalho para a equipe do Winston. Frankie é um personagem muito foda, é a versão John Wick dos anos 70, porém foi pouco aproveitado. O arco dos policiais para mim foi desnecessário, não faria muita diferença se eles não estivem na trama. Infelizmente teve forçação de barra em uma das personagens femininas.
Acredito que essa minissérie poderia ter tido mais episódios, pois teria sido interessante acompanhar com mais detalhes como funciona o conselho de senhores do crime da Alta Cúpula, quem sabe isso seja explorado numa possível 2ª temporada? Para quem reclama que os filmes "John Wick" são somente tiro, porrada e bomba — "O Continental" é uma boa alternativa para quem busca algo do universo "John Wick" mais focado em roteiro.
Minissérie finalizada em 29 de dezembro de 2023
Minha avaliação: 7,0/10
Gen V (1ª Temporada)
3.7 251 Assista AgoraSou um grande entusiasta da série "The Boys", acho-o uma série inovadora, que conseguiu dar novos ares para o subgênero super-heróis com extrema criatividade. A série apostou muito no politicamente incorreto, nos exageros, nas situações constrangedoras e em cenas intensas e insanas. Os desenvolvedores correram um grande risco, foram na contramão de tudo que já vimos na DC (DCEU) e Marvel (MCU), mas a aposta valeu muito a pena! A série foi um grande sucesso e particularmente a considero a melhor da atualidade.
Eu meio que virei a cara quando vi que esse spin-off abordaria adolescentes com poderes do composto V, mas por se tratar do universo de "The Boys", não hesitei em assisti-la logo. Assumo que tenho um certo preconceito com produções que envolvam jovens, pois a maioria dos conteúdos atuais com a gurizada vêm com militâncias e ideologias insuportáveis de se aturar. Isso acabou se confirmando com diálogos de merda, onde os próprios negros ficam se vitimizando e se diminuindo perante às pessoas brancas.
É inevitável fazer comparações com a série "The Boys", vou começar falando dos personagens: eles têm seus dramas e dilemas, mas rasos e mal desenvolvidos, sem a profundidade necessária para que o telespectador se importe com eles. Vamos supor que o Capitão Pátria ou o Bruto saíssem, ou morressem em "The Boys", são personagens de muita importância para a estrutura narrativa da série, com certeza sem eles, The Boys não seria o mesmo. Aqui em "Gen V" nenhum personagem consegue se destacar no protagonismo, tanto faz, tanto fez, quem morre e vive na série. Você não se importa!
De positivo, temos a essência de The Boys mantida nessa nova série, com bizarrices sexuais, muita demência, escrotice e claro, aquela violência brutal que deixa os mimimi desconfortáveis. Os episódios um, seis e oito foram os melhores da série, mas o restante da temporada perdeu tempo com situações e acontecimentos irrelevantes para o desenvolvimento da história, não me fisgando completamente. O personagem Sam (irmão do Garoto Dourado) foi o que entregou as melhores cenas de gore.
"Gen V" é a cara de "The Boys", entretanto, é muito mais convencional que seu material de origem. A acidez não é do mesmo nível, os poderes dos personagens não são tão legais quanto dos The Boys e o CGI também ficou abaixo. A série começa bem e até termina bem também, com um fim de temporada caótico e com aquela baguncinha gostosa de assistir, mas o restante da série é muito inferior a qualquer temporada de "The Boys".
1ª temporada finalizada em 26 de dezembro de 2023
Minha avaliação: 6,0/10
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 462 Assista AgoraAbby e seus brações maiores que minha coxa 😆😅
Ansioso para ver quem vão escolher para interpretar a personagem.
Para quem achou a primeira temporada triste, se prepare para essa 2ª que será pior…
27 de dezembro de 2023
The Last of Us (1ª Temporada)
4.4 1,2K Assista AgoraDez anos depois, o game "The Last of Us" ganha uma adaptação live action no formato de série. O jogo foi originalmente lançado para PS3 e posteriormente remasterizado para PS4, recentemente, também ganhou uma nova versão para a geração atual (PS5). Com isso, se tornou um dos pouquíssimos games a atravessar três gerações de consoles, um feito impressionante e que somente jogos atemporais conseguem alcançá-lo. Joguei muito e conheço o game de cabo a rabo, posso falar com propriedade de praticamente todos os eventos importantes da história do game.
Antes mesmo de jogá-lo pela primeira vez, já tinha conhecimento da existência do jogo, tamanha a febre e repercussão que teve em suas primeiras semanas após seu lançamento. O game foi um grande fenômeno mundial! Ganhou um total de absurdos +240 prêmios de jogo do ano, não é para menos que é uma das maiores obras-primas eletrônicas da história! É disparado o melhor jogo de PlayStation 3 (chupa "Grand Theft Auto V"), e sem exageros um dos melhores games já feitos de toda a história! Facilmente entra na lista de top 5/10 de jogos favoritos de praticamente todos os gamers do mundo!
Diferente da maioria dos jogos de tiros, onde você só tem a opção de derrotar os inimigos com armas de fogo. "The Last of Us" oferece diversas maneiras e estratégias para acabar com eles; com grandes variedades de armas de fogo, armas brancas, artefatos explosivos e incendiários; além do modo stealth, ou até mesmo sair na porrada com humanos e infectados. Essas vastas possibilidades que deixam o jogo extremamente divertido, único, visceral e imersivo. Sua gameplay é excelente! Com muita ação, adversidades, tensão e brutalidade.
Joel e Ellie precisam unir forças para atravessarem os EUA em ruínas e enfrentar muitos perigos, num mundo hostil onde os infectados não são o único problema que precisam se preocupar. Ambos necessitam um do outro para sobreviverem a essa jornada, com o passar do tempo surge um elo muito forte de amor, confiança e lealdade entre os personagens. Joel e Ellie encaram a morte bem de perto, numa jornada onde qualquer deslize é caixão na certa. No final, Joel precisa tomar uma decisão que irá afetar o futuro de todos os sobreviventes restantes do mundo!
O jogo é uma das coisas mais perfeitas já desenvolvidas para a história da indústria dos games, tanto como no enredo quanto na gameplay, o que falta em um têm no outro. A intensidade está presente do início ao fim, com ênfase em tudo que é importante; ação, narrativa, peso emocional da história, etc. "The Last of Us" é uma epopeia repleta de dores, superações, perdas e emoções dos personagens, em um desfecho que traz reflexões sobre o dilema em que Joel se encontra.
Nos próximos dois parágrafos abaixo, deixo minhas ressalvas sobre a série, falando das mudanças que não gostei em relação ao game.
Antes de pegar a série para assistir, li uma notícia desanimadora de que a série teria menos violência que no jogo, e infelizmente se confirmou quando a terminei de assistir. Isso foi um bom motivo para eu ter adiado bastante em vê-la, pois particularmente acho chato demais fazerem isso para tentar agradar os frescos mimizentos. Em consequência disso, os infectados praticamente foram figurantes de luxo, aparecendo somente quando era conveniente ao roteiro.
Outra coisa que me incomodou na série foram os excessos de cortes, para minha surpresa tiraram quase toda a gameplay do jogo, dando a impressão que Joel e Ellie estavam a passeio e que não existia perigo algum em suas jornadas. O Baiacu (principal infectado e de estágio mais avançado), aparece por apenas alguns segundos e some rapidamente. Parece que faltou orçamento para os infectados terem mais destaque, ou foi por opção erroneamente dos produtores seguirem por esse caminho.
Episódios:
1º When You're Lost in the Darkness / 2º Infected: Me surpreendi com um baita início de série, fiquei maravilhado com às semelhanças com o jogo. O início do apocalipse com a filha do Joel e, o começo da jornada do Joel com a Tess ficaram quase idênticos ao jogo, principalmente nos cenários da cidade de Boston. Só erraram com a caracterização da filha do Joel, que não têm nada a ver com a garotinha do game.
3º Long, Long Time: Episódio que conta a história de dois personagens coadjuvantes do jogo; Bill e Frank. Tiveram a intenção de dar uma profundidade maior a esses personagens, o problema é que os acontecimentos aqui fugiram muito dos eventos do game, pois ele não se encaixa na série. Um episódio de preenchimento inútil que mais parece um extra do que uma continuação do episódio antecessor, para completar a cagada que fizeram aqui, ainda é o episódio mais longo da série, isso que eu chamo de perda de tempo…
4º Please Hold to My Hand: Continuação do episódio "Infected", aqui a jornada de Joel e Ellie começa a ficar mais perigosa devido à hostilidade humana que encontram no caminho. Adorei a parte com a caminhonete e seu acidente, nesse momento até parecia que eu estava jogando o game, tamanha a fidelidade com os acontecimentos do jogo. Neste quesito a HBO está de parabéns, entregaram aqui talvez a adaptação mais fiel ao seu material de origem da história.
5º Endure and Survive: Episódio que mais se aproximou da tensão, emoção e ação da gameplay do jogo. Aqui realmente deu para sentir a sensação de perigo e possibilidade da morte dos protagonistas, foi também o único episódio em que os infectados tiveram destaque, com a aparição do temível e amedrontador Verme (Baiacu) Para mim foi disparado o melhor episódio da temporada, além de ser um dos episódios mais tristes da série.
6º Kin: Muito abaixo do episódio anterior, sequência mais contida de acontecimentos grandiosos, praticamente nem teve ação e, a parte boa do episódio só acontece em seus instantes finais. Pelo menos seguiu respeitando os eventos do game, apesar de algumas mudanças, se manteve fiel ao jogo. É o episódio que sela definitivamente uma relação mais forte de conexão e amor entre Joel e Ellie.
7º Left Behind: Episódio especial baseado na DLC do jogo, onde conta um pouco a história da Ellie antes de conhecer Joel. O episódio é focado na relação de Ellie com sua melhor amiga, aqui apenas mostram elas passeando e se divertindo num shopping com energia elétrica. Para mim foi a grande decepção da série, num episódio chatinho, além disso, cortaram a melhor parte da DLC.
8° When We Are in Need: Aqui conhecemos o principal vilão humano da série; David, o canibal. O episódio é mais focado na Ellie, onde ela passará por um grande trauma. É talvez o episódio mais pesado da série, que lida com temas polêmicos e sensíveis. Bella Ramsey entregou tudo na atuação (apesar de achar ela mais parecida com a versão feminina do Mark Zuckerberg, do que propriamente com a Ellie do game).
9º Look for the Light: Episódio final da temporada, onde tudo parece que ficará bem. Entretanto, Joel toma uma decisão radical que dividirá a opinião dos telespectadores que não conhecem o game. Achei um episódio muito curto e apressado, mas em compensação é o mais dinâmico e movimentado da temporada, também é o mais fiel em relação a gameplay do jogo.
Avaliações dos Episódios:
1º When You're Lost in the Darkness: 10/10 🥉🏆
2º Infected: 10/10 🥈🏆
3º Long, Long Time: 6/10 🤡😴😴
4° Please Hold to My Hand: 9/10
5° Endure and Survive: 10/10 🥇🏆👏👏👏
6° Kin: 8/10
7º Left Behind: 5/10 👎👎👎
8° When We Are in Need: 9/10
9° Look for the Light: 10/10
Média da Temporada: 8,6/10
Diferenças Entre Série e Jogo:
Na série, a filha de Joel ganha mais destaque que no jogo, mostra ela indo à escola, visitando vizinhos e também levando o relógio de Joel para conserto. No jogo, ela não vai à escola e nem visita seus vizinhos, tampouco mostra ela indo consertar o relógio do pai.
Na série, Tess é cercada por infectados e morre em uma explosão. No jogo, Tess dá cobertura para Joel e Ellie fugirem e é morta a tiros por soldados da quarentena de Boston.
Na série, mostra como foi o relacionamento de anos entre Bill e Frank. O local de Bill é atacado por saqueadores e ele é baleado, Frank fica doente e decide que quer morrer envenenado em um último jantar com Bill, Bill também decide morrer por envenenamento, por não aguentar viver sem seu parceiro. Ellie não chega a conhecer Bill pessoalmente. No jogo, Bill ajuda Joel e Ellie a fugirem de infectados em sua cidade, Ellie e Bill se conhecem de um jeito não muito amistoso, Bill ajuda Joel e Ellie a conseguirem um carro. Frank é mordido por tentar se afastar em definitivo de Bill, se mata enforcado para não virar um infectado, mas antes disso deixa uma carta para Bill revelando insatisfação na relação. Frank não aparece vivo no jogo e Bill não morre.
Na série, mostra o motivo do Henry e Sam estarem sendo perseguidos, o confronto com o sniper é a noite e logo após surge o Baiacu no meio da bagunça. Sam é mudo. No jogo, não mostra o motivo de Henry e Sam estarem sendo perseguidos, o confronto com o sniper é de dia sem a aparição do Baiacu. Sam fala normalmente.
Na série, Joel se reencontra com seu irmão direto no assentamento fortificado de Jackson. Ellie não foge de cavalo. No jogo, Joel e Ellie encontram Tommy numa usina hidroelétrica e o local é atacado por bandidos. Ellie fica chateada com Joel e foge de cavalo.
Na série, Joel é ferido por um pedaço de taco de beisebol farpado. No jogo, Joel em uma queda é perfurado por um vergalhão, onde a gravidade do ferimento é muito maior.
Na série, o vilão David é um pastor que usa a fé para controlar os integrantes de seu grupo, no jogo, David não é religioso. Esta foi a mudança que menos gostei para a série, deu a impressão que tentaram passar uma mensagem tendenciosa para os telespectadores.
Na série, não há a presença de esporos. Sarah (filha de Joel) e Maria (mulher do Tommy) tiveram mudança de etnia. Também mostra como foi o nascimento da Ellie, sua mãe é mordida por um infectado durante o trabalho de parto, dando a entender que Ellie já nasceu com o cordyceps em seu DNA, isso explica o motivo dela ser imune. Acho que este foi o único momento em que a série superou o game, já que no jogo não sabemos o motivo da imunidade da Ellie
Por fim, a série "The Last of Us" acerta na produção fiel e grandiosa da ambientação e cenários do game, pela excelente adaptação dos eventos principais do jogo, sem fazer alterações bruscas em sua história. Também acerta com às atuações convincentes dos atores e atrizes e, até pelo aprimoramento de algumas cenas baseadas nas cutscenes do game, que em alguns casos ficaram até melhores que no jogo. A série conseguiu passar toda a carga emotiva do game, além dos aspectos técnicos e visuais impressionarem e serem excelentes.
No entanto, pecou pelo desequilíbrio na distribuição do que mostrar para o telespectador, enquanto os infectados foram praticamente figurantes, a série optou por dar atenção a personagens e eventos sem relevância e desinteressantes, especialmente nos episódios três e sete. Também acho que diminuíram demais a ação presente no jogo e claro, a violência bem mais moderada aqui, isso para quem jogou o game acaba sendo bem decepcionante!
No geral, essa adaptação é muito boa, bastante fiel ao jogo, porém com muitas ressalvas. Acredito que a série funcionará e agradará mais o público que nunca jogou o game, isso explica a média geral alta por aqui. Para os que já jogaram, acho que a série será um divisor de águas entre os gamers do mundo todo! Em comparação ao game, é claro que a série fica algumas escadas abaixo do jogo.
1ª temporada finalizada em 10 de dezembro de 2023
Minha avaliação: 8,5/10
Tulsa King (1ª Temporada)
4.0 75 Assista AgoraSylvester Stallone é incansável!
Quando alguns pensam que o ator pode se aposentar a qualquer momento, ele surpreende atuando numa série pela primeira vez como protagonista. "Tulsa King" é uma série sobre a máfia italiana, com foco no entretenimento, humor na medida certa e politicamente incorreta, do jeito que eu gosto! Stallone ficou super à vontade em um personagem bastante estiloso, tirou onda no papel de mafioso especialista em "negócios".
Sylvester Stallone mostra mais uma vez o porquê é uma lenda do cinema, o homem mesmo beirando aos 80 anos fede a testosterona e, consegue manter seu físico que o consagrou no passado, a idade para ele é apenas um número. Aqui ele pôs fim às desconfianças sobre suas atuações, pode não ser um dos melhores, mas ele é sim um bom ator. Suas várias indicações de "pior ator" pelo Framboesa de Ouro não passa de uma perseguição boba da mídia, por ser conservador nato, ele desagrada boa parte das pessoas envolvidas com arte.
Gostei bastante do desenvolvimento ágil da série, com episódios curtos abaixo dos tradicionais quarenta minutos, com resoluções rápidas, os episódios passam num piscar de olhos, dá para maratonar toda a temporada tranquila em apenas um dia. A História me fisgou logo de começo, com dinamismo e narrativa envolvente, algo que considero crucial e que faz toda a diferença entre uma boa produção e uma ruim.
Achei interessante acompanhar a reação de um homem que ficou 25 anos preso, com um 'novo mundo' em sua volta, onde muitas coisas mudaram e a realidade é outra… Mesmo tendo um período em que "O General" parou no tempo, ele não se intimidou com a situação e logo em seguida já começou a traçar planos para recomeçar a vida, colocando em prática suas habilidades de persuasão e intimidação de pessoas.
Uma pena que a série ficou exageradamente 'hollywoodiana'; por se tratar de uma história sobre a máfia italiana, eu esperava que às cenas violentas fossem bem mais brutais. Com Stallone também sendo um dos produtores, estava imaginando cenas de gore mais ou menos ao nível dos filmes "Rambo 4 e 5". Ficou nítido que a direção optou por esconder partes das cenas mais pesadas.
Acho que a série não teve a visibilidade que merecia aqui no Brasil, muito por conta da sua divulgação ter sido praticamente inexistente, mas também pela dublagem original porca que fizeram, ainda bem que pelo menos tiveram vergonha na cara e a redublaram. Eu simplesmente não consigo aceitar o Stallone ser dublado por alguém que não seja o incomparável Luiz Motta.
Por fim, "Tulsa King" chega como uma boa surpresa para a atual e fraca década da indústria do entretenimento audiovisual, conseguindo se destacar numa obra com uma pegada mais conservadora que o habitual da atualidade. Sylvester Stallone se reinventa e entrega um dos seus melhores personagens da carreira.
1ª temporada finalizada em 2 de dezembro de 2023
Minha avaliação: 8,0/10
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 870 Assista Agora"Ruptura" é uma série que aborda questões atuais e relevantes para a sociedade no âmbito profissional, com críticas ferrenhas às grandes corporações que exploram seus subordinados. Mostra com clareza um ambiente de trabalho que deixam às pessoas depressivas e com tendências suicidas, sendo um dos principais males para a sociedade moderna.
Fiquei sem compreender muito bem a empolgação da galera com essa série, pelo jeito eu fui o único que não achei essa obra-prima toda que dizem por aí. Não nego que a história é excepcional! Mas pecaram na maneira como foi contada, com episódios inicias que não envolvem, cenas repetitivas, falta de dinamismo e diversas quebras de ritmo em praticamente todos os episódios.
Temos uma ideia brilhante, porém com uma execução muito aquém das expectativas. Depois de um certo ponto, você fica muito entediado com as longas caminhadas que os funcionários da Lumen fazem pelos corredores intermináveis da empresa, fora às repetitivas interações de personagens que não fazem a história fluir. Toda a primeira temporada poderia ser facilmente encaixada em um filme de duas/três horas.
Me exigiu muita paciência para acompanhá-la até o final, pois demorou demais para mostrar um acontecimento minimamente interessante, dando a impressão da narrativa andar em círculos. Com exceção da sensacional season finale, a série não se desenvolveu da maneira como eu esperava, acabou ficando bastante arrastada para meu gosto pessoal.
Quando comecei a me interessar e a me envolver com a situação dos personagens, a temporada acaba. Ou seja, deixaram todo o potencial da série para o último episódio, uma pena que desperdiçaram praticamente toda a temporada para deixaram tudo que importa para depois… Ao menos, deixa um gatilho eletrizante para a segunda temporada, que espero que seja melhor!
Vi muita gente considerando ser uma das melhores séries da história, acredito que o telespectador se impressionou com a distopia abraçada à analogia de dupla personalidade, de todos, com o mundo profissional e o pessoal. Mas para mim, das séries atuais, não chega nem aos pés das recentes "The Boys" e "Round 6".
1ª temporada finalizada em 26 de novembro de 2023
Minha avaliação: 6,0/10
Reacher (1ª Temporada)
3.9 209 Assista AgoraEu cresci assistindo filmes brucutus estrelados por Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone, infelizmente, com o passar do tempo esses filmes foram ficando cada vez mais negligenciados pelos estúdios. A boa notícia é que esse estilo ainda respira nos tempos modernos (com a ajuda de aparelhos - é verdade), mas pelo menos é melhor que nada. "Reacher" é uma série que chegou para resgatar o bom e velho personagem brucutu raiz dos filmes clássicos de ação, fazendo a alegria dos telespectadores saudosistas dessa época.
O Alan Ritchson foi uma escolha certeira e perfeita para o papel, tendo muito mais perfil e essência do personagem Jack Reacher, provavelmente será seu melhor trabalho por muitos anos. O Tom Cruise é foda e isso é indiscutível, mas ele passa longe de ser o ator ideal para o personagem, por conta disso, creio que a série superou os filmes, por fazer a escolha certa do ator com a cara do personagem.
"Reacher" consegue prender a atenção logo de cara com o excelente episódio piloto na prisão, que considero o melhor da série. A série foi muito bem na parte investigativa, com nuances interessantes e agradando com um bom suspense, o básico de sua proposta. Teve um início sensacional! Sendo uma série bastante dinâmica, passando num piscar de olhos, porém, o ritmo não se manteve regular durante os episódios, mas voltou a ficar empolgante nos dois episódios finais.
Não têm muita ação como esperava, mas quando acontece é daquele jeito que eu gosto! Com criminosos tendo o destino que merecem, a série mostra de forma clara como bandidos devem ser tratados pelas autoridades e sociedade, com pessoas dessa índole é poucas ideias mesmo. Tiveram cuidado na hora das pancadarias, imprimindo o máximo de realismo possível e sem forçar a barra com mentiradas exageradas.
Só acho que cometeram um deslize com a invenção de um romance nada a ver, aquele famoso casal sem química, que só serviu para embarrigar o roteiro e desfocar no que realmente importa. Somente por isso não é merecedor de uma nota mais generosa, mas ainda assim, é uma série gostosinha de assistir, sendo mais um grande acerto da Amazon Prime Video.
1ª temporada finalizada em 18 de novembro de 2023
Minha avaliação: 7,5/10
The Walking Dead (11ª Temporada)
3.5 252 Assista Agora"The Walking Dead" foi um dos maiores fenômenos da história da TV. Marcou época, deixou legado e apesar das baixas das últimas temporadas, ficou no topo por anos como uma das melhores séries já feitas. Se destacou pelas maquiagens extremamente realistas dos mortos-vivos, além da trama e narrativa frenética, ágil, inquietante, tensa, envolvente, misteriosa e com uma forte carga dramática. Na minha opinião, ficou em alto nível até a 8ª temporada, a partir da 9ª perdeu forças com a saída do protagonista Rick Grimes (Andrew Lincoln).
Essa temporada final até me agradou bastante, considero bem melhor que às temporadas 9ª e 10ª (às que menos gostei da série). Em relação a essas temporadas citadas, ouve uma significativa melhora no ritmo da série, teve mais ação, mais caos, mais entretenimento e a ausência dos famosos episódios "enche linguiça". A transição e andamento dos episódios foram bem fluídos, com muitos acontecimentos simultâneos em uma ótima dinâmica.
Essa temporada foi dividida em duas partes, com a novidade de introdução de vários vilões distintos, com isso, a temporada ficou bastante interessante, com pouco espaço para episódios chatos. Particularmente gostei mais da primeira parte, onde os protagonistas passam perrengues e saem em busca de suprimentos, além de focarem mais nos confrontos contra zumbis.
A segunda parte já perde um pouco do desenvolvimento objetivo e sagacidade, sem falar nas situações muito forçadas sobre a super comunidade descoberta por Eugene Porter (Josh McDermitt). Os recursos disponíveis e a vida "normal" que os moradores do local desfrutam são bem inverossímeis para um mundo tomado por zumbis, isso não deu para engolir. Sem falar que a série ganhou novos ares, com trama política, opressão, abuso de poder, luta de classes, direitos civis, etc. Se destoando um pouco da essência da série.
Me surpreendi com a falta de mortes de personagens principais, principalmente por ser a temporada final, somente a única morte importante do desfecho da série foi da personagem Rosita Espinosa (Christian Serratos). Inicialmente imaginei que os produtores iriam meter o loko e matar alguns protagonistas, até descobrir que os caras querem vender mais spin-offs.
O episódio final não escapou de todo mal que o desfecho de uma série sofre, que é ser corrido demais e deixarem quase tudo para os instantes finais. A solução para enfrentarem a última horda de zumbis acontecem num piscar de olhos, além de entregarem efeitos visuais bem abaixo do que das primeiras temporadas. Mas apesar dos problemas e defeitos que a série tem (principalmente às pencas de casais sem química), acredito que o final foi até satisfatório dentro do que podiam entregar. Já que contraditoriamente a história de alguns personagens ainda não acabou…
Enfim, mais uma série querida chega ao fim, fez história, revolucionou a TV e conquistou legiões de fãs. Apesar dos problemas de bastidores e atritos com atores, teve um final muito mais digno e aceitável que das séries "Lost" e "Dexter". Tinha planos para até 2025 (15 temporadas), mas devido à baixa audiência das últimas temporadas, foi reduzida para 11. Irá deixar muitas saudades…
11ª temporada e série finalizada em 30 de novembro de 2022
Minha avaliação: 8,0/10