A 1ª temporada de “Loki” foi uma das melhores coisas que a Marvel produziu na fase do Multiverso, por conseguir aproveitar muito bem o personagem Loki. E também desenvolver uma boa história para o seu protagonismo, já que na fase da Saga do Infinito o personagem não teve o destaque que merecia.
Atualmente, o MCU passa por um período desafiador. Nos últimos anos, boa parte de seus projetos foi decepcionante, e outros pareciam desnecessários para o que está por vir. Um dos principais desafios é a cultura da expectativa, na qual os fãs frequentemente antecipam eventos épicos, como em “Vingadores: Ultimato”, e acabam se decepcionando. “Loki” conseguiu surpreender, pois não prometeu muito e entregou uma experiência satisfatória.
A série finalmente trouxe algo que a Marvel insistia em relutar, que foi ousar em uma narrativa. Onde enfim, escreveram um roteiro criativo, inteligente e instigante; bem diferente do que vimos em outros roteiros pífios e bregas, como em “Thor 4” e “As Marvels”. Na 2ª temporada, tivemos uma expansão da narrativa com a introdução de novos conceitos sobre o tempo. Desde a 1ª temporada, foi apresentado o universo das linhas do tempo, variantes, ramificações e multiverso, e nesta sequência, amplia ainda mais esse mundo. Tudo isso desenvolvido em um tom um pouco mais sério, em que, dessa vez, aquela comédia apelativa de outras produções da Marvel que não levava a nada foi finalmente descartada.
Tom Hiddleston solidifica sua posição entre os atores destinados a interpretar um papel específico. Sua interpretação de Loki é verdadeiramente singular e nesta 2ª temporada não é exceção. Hiddleston traz consigo um aporte dramático, carismático e uma atuação brilhante, elementos que têm sido escassos no universo da Marvel recentemente. É incontestável afirmar que ele é a âncora desta nova etapa da Marvel.
A parte técnica da série foi bem realizada. Os enquadramentos são adequados e atendem às necessidades do roteiro. Os planos fechados são empregados nos momentos mais emocionantes, buscando transmitir os sentimentos dos personagens. A inclusão de planos americanos é eficaz para mostrar a postura de Loki, muitas vezes relaxado com as mãos nos bolsos. A equipe opta em vários momentos por incluir movimentos de câmera, intensificando o impacto de certas cenas. Onde a escolha estratégica desses movimentos dinamiza efetivamente as sequências.
Também realizaram um bom trabalho de edição. A montagem confere um ritmo envolvente à narrativa, alternando entre cortes mais rápidos e cortes mais longos. Em diversos momentos, os movimentos de câmera resultam em cortes mais extensos que se integram de maneira eficaz, sem comprometer o ritmo.
No geral, achei esta temporada inferior à primeira, com alguns deslizes e erros, mas não chega a ser algo grave que comprometa a temporada inteira. Foi uma temporada final com oscilações entre ótimos momentos e outros desnecessários. Mesmo assim, “Loki” entrega um desfecho honroso ao personagem e termina muito acima da média em relação às outras produções da Saga do Multiverso.
Série finalizada em 12 de agosto de 2026 Minha avaliação: 8,0/10
“As Marvels” é um projeto que já estava fadado ao fracasso antes mesmo de sair do papel, por ser um filme que sofre do mal do “fast-food” do cinema, sendo aqueles longas feitos na correria e de qualquer jeito para cumprir prazos. A obra ainda sofreu com a falta de profissionalismo da diretora Nia DaCosta, que abandonou o projeto na fase de pós-produção e inventou desculpas dizendo que o filme “não era dela”. Muito provavelmente a própria já estava prevendo o flop.
E, para a surpresa de zero pessoas, o filme é muito ruim mesmo! O faturamento total irrisório de apenas 200 milhões reforça este fato, sendo a pior bilheteria da Marvel entre todos os filmes do MCU. Acredito que agora ficou claro que o primeiro filme de 2019 fez sucesso apenas porque foi lançado no mesmo ano de “Vingadores: Ultimato”. A sequência sem o hype dos Vingadores mostrou a realidade de “The Marvels” para o mundo. Carol Danvers (Capitã Marvel) é uma personagem sem futuro no MCU.
A atuação da Brie Larson me chamou a atenção por ser um dos destaques NEGATIVOS do filme, tudo bem que o roteiro podre não ajudou a atriz e não dava para fazer milagre. Entretanto, Brie Larson já ganhou um Oscar, né… Independente se o filme é ruim ou não, sempre se espera algo a mais por quem já foi premiado com Oscar. Não posso julgar se seu Oscar foi injusto ou não, porque não assisti ao filme que a fez vencer o Oscar, mas é certo que sua interpretação aqui foi muito abaixo das expectativas de quem já ganhou o principal prêmio do cinema.
O filme é uma catástrofe em proporções estratosféricas! Com uma fórmula desgastada e sem graça que insistem em continuar utilizando, mesmo já tendo dado errado em outras produções semelhantes do MCU. A vilã é fraca e a regra é clara: filme de super-herói com vilão/vilã ruim é igual a filme ruim! Os personagens secundários não agregam em nada, principalmente os familiares da Kamala Khan (Ms. Marvel). As cenas de ação são mal dirigidas, em uma verdadeira bagunça com o trio de personagens trocando de lugar a cada instante.
Mas o pior momento do filme ainda estava por vir com a parte do Planeta Musical, onde do nada a Capitã Marvel vira uma princesinha da Disney e eleva a vergonha alheia a outro patamar. Para completar o pacote de vexames, ainda tem a parte dos gatos alienígenas que engolem objetos e pessoas. Ou seja, só cenas ridículas, patéticas, bestas e sem noção! Não dá para acreditar que os produtores viram isso e aprovaram… É inacreditável! Tentaram compensar um roteiro lixo com mais lixo…
“The Marvels” é o filme mais curto de todo o universo MCU, mesmo assim, ele é um dos mais cansativos e sonolentos projetos da Marvel, dando a impressão de ser um filme muito longo. É uma obra desanimadora em todos os sentidos, com uma história falha em desenvolvimento e sem aquela sensação de perigo que seu gênero normalmente apresenta. Além disso, não há uma cena sequer boa e de destaque.
Assistido em 2 de agosto de 2026 Minha avaliação: 3,0/10
Entre todos os filmes e séries mais recentes da Marvel, “Invasão Secreta” era um dos que eu tinha uma certa expectativa de que poderia surpreender, pois thrillers políticos costumam render boas histórias no universo MCU. E também pela volta de Nick Fury à Marvel, um dos poucos personagens da saga do Infinito a protagonizar um projeto recente do MCU.
Samuel L. Jackson é um baita ator, ele quase sempre tira leite de pedra, conseguindo ter boas atuações mesmo quando o filme é ruim. Sempre se esforça muito para entregar o melhor, por mais que o roteiro não ajude. Vimos muito isso durante toda a sua carreira, e aqui na Marvel não seria diferente, ele se destaca muito com uma presença de tela que poucos atores conseguem impor.
Sobre a minissérie, me surpreendi com o 1º episódio, com uma boa dinâmica, intenso e com um bom drama no desfecho. Mesmo com as críticas negativas do público, gostei de “Invasão Secreta” até o 4º episódio, apesar dos problemas crônicos que a Marvel vem tendo com suas produções atuais. Entretanto, estes episódios conseguiram entregar aquele algo a mais que faltou em outros projetos, mas infelizmente defecaram nos dois últimos episódios.
A luta final do último episódio foi simplesmente ridícula! Um copia e cola genérico e malfeito do jogo “[PROTOTYPE]”, com efeitos visuais horríveis! O que era para ser o ápice da série não foi, muito pelo contrário, acabou sendo a pior parte de “Invasão Secreta”. Infelizmente, mais uma vez, faltou capricho por parte da equipe da Marvel, que ultimamente só se preocupa em preencher o catálogo do streaming da Disney.
“Invasão Secreta” surpreendentemente começou bem, mas não souberam finalizar a série. O último episódio foi um banho de água fria para os fãs da Marvel, que ficaram com aquele sentimento de que foram iludidos, com a possibilidade de a Marvel voltar ao seu auge que a consagrou no passado. Entretanto, ao menos por enquanto, isso está longe de acontecer…
Série finalizada em 25 de junho de 2026 Minha avaliação: 6,0/10
Assim como foi com alguns outros personagens, a “Coração de Ferro” apareceu pela primeira vez no MCU como coadjuvante (através do filme “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre”), antes de ganhar seu projeto solo. Esta nova personagem surge como uma espécie de legado do “Homem de Ferro”, já que os 'poderes' de Riri Williams também são oriundos de um traje metálico criado por ela mesma.
Infelizmente, a Coração de Ferro é mais uma personagem mal desenvolvida da “Saga do Infinito”, pois a Riri Williams é arrogante, chata, teimosa, influenciável, inconsequente e completamente sem noção! Ou seja, ela é praticamente todo o oposto do que uma super-heroína de verdade deveria ser. Se a protagonista já é ruim, os coadjuvantes são piores ainda… O que foi aquele hacker woke estilo militante de universidade federal da equipe de O Capuz??? 😂🤣
“Coração de Ferro” é tão ruim, mas tão ruim… que chega a assustar! O roteiro é simplesmente muito podre; “super-heroína” que é conivente e participa de roubos??? As cenas de ação são fracas e ridículas, principalmente a luta da lanchonete (onde Riri Williams consegue se virar contra dois irmãos lutadores de rua sem a armadura hahaha). A série é repleta de cenas sem coerência, como construir uma armadura tecnológica do zero com lataria de carro??? É impressionante ver como os roteiristas e desenvolvedores da Marvel estão cada vez mais sem noção!
Conseguiram errar em praticamente tudo aqui, exceto por finalmente termos a primeira aparição de Mefisto no MCU. Um personagem que acredito que pode render muito e entregar algo grandioso para o futuro do universo. Entretanto, nesta série, ele foi muito subaproveitado, com apenas alguns minutos em tela. Ou seja, não conseguiram aproveitar o possível melhor personagem que tinham em mãos aqui…
Por causa da demanda dos streamings, os produtores estão entregando qualquer porcaria só para manter o catálogo atualizado, mas a regra: quantidade não significa qualidade está fazendo mais jus do que nunca. Eles insistem em subestimar o intelecto do público, pensando que entregando conteúdo desleixado e feito de qualquer jeito, irá dar audiência e lucro facilmente. Mas estão precisando se esforçar mais, baixar a crista e dar a atenção devida ao seu público-alvo.
Enfim, “Coração de Ferro” é mais um produto horrível e de baixo nível de qualidade, com atores meia boca, vilão mal construído e roteirizado, narrativa sem direção e desenvolvimento de história mais desanimador que início de segunda-feira. A série reforça que a Marvel, Disney e o Kevin Feige perderam a mão e não conseguem mais sustentar o universo da mesma maneira que no passado.
Série finalizada em 04 de junho de 2026 Minha avaliação: 2,5/10
Por causa dos últimos projetos da Marvel sobre a “Saga do Multiverso”, resolvi dar uma pausa, porque as produções da Marvel caíram muito de qualidade em comparação com a “Saga do Infinito”. Após um tempo, resolvi voltar a assistir o Universo Cinematográfico Marvel (MCU), pois quero ficar atualizado sobre todo o universo antes do lançamento do novo filme dos Vingadores.
Seguindo pela ordem cronológica dos que ainda não havia assistido, comecei por esta minissérie. Logicamente, não esperava por grandes coisas e isso acabou se confirmando, portanto, não foi uma completa decepção para mim, porque não criei expectativa nenhuma para isto. A Maya Lopez (Eco) é uma personagem do quinto escalão do MCU e pouco relevante para o universo, por isso não havia potencial para ter ganho um projeto solo.
Mesmo assim, gostei muito do 1º episódio por causa das participações especiais, porém o restante dos episódios infelizmente não seguiu por este caminho. Não me agradou muito a narrativa com os ancestrais, teria sido bem melhor se tivessem focado mais na relação conturbada da Eco com o Rei do Crime, muito provavelmente teríamos situações mais atrativas de se ver.
Os acertos da minissérie ficam por conta da violência empregada, que para os padrões da Marvel ficou de bom tamanho, e por trazer uma representatividade pouco mostrada na TV/Cinema, que é dar espaço para uma atriz muda/surda na atuação. Mesmo que o silêncio na hora das interações por vezes seja irritante de acompanhar.
“Eco” mostrou ao telespectador que a Marvel segue com dificuldades no desenvolvimento de novos personagens, não conseguindo emplacar mais um grande nome como os de “Homem de Ferro”, “Capitão América”, “Thor”, “Thanos”, entre outros… Apesar dos problemas citados, a minissérie não chega a fazer parte dos piores projetos do MCU, mas também fica muito longe do alto patamar que a Marvel alcançou na década passada…
Minissérie finalizada em 30 de maio de 2026 Minha avaliação: 6,0/10
Se em “Avatar: O Caminho da Água” os humanos nivelaram o jogo, aqui eles resolveram dobrar a aposta, ao formarem uma aliança controversa e desesperada com o “inimigo”, para se reforçar e serem maioria contra a família de Jake Sully e seus aliados dos oceanos. É neste cenário que surgem os Ash (os Na'vi hostis das trevas liderados por Varang), sendo a principal novidade para esta terceira parte. Não há muito tempo para luto… Jake Sully, Neytiri e companhia estão mais do que nunca em perigo!
A introdução do novo clã Na’vi, o povo das cinzas (Mangkwan), traz algum fôlego inicial. Sua estética ligada ao fogo, à violência ritualística e ao cenário vulcânico oferece alguns dos momentos mais interessantes do filme. Ainda assim, James Cameron parece indeciso sobre o papel deles na trama, pois o roteiro teve dificuldades em sustentar dois vilões centrais. O potencial simbólico e narrativo do clã acaba diluído em favor do já conhecido conflito contra a exploração dos recursos milagrosos de Pandora.
Apesar de o filme se chamar “Fogo e Cinzas”, vimos muito pouco do elemento e da ambientação que remete a ele, tanto é que os oceanos e a vida marinha continuam sendo os principais cenários até aqui. Inclusive, o ato final é no MESMO LOCAL do filme antecessor, o que acaba ocasionando a sensação de “déjà-vu”. Por isso, teria sido mais honesto o filme ser intitulado “Avatar: O Caminho da Água — Parte 2”.
O filme é o maior em escala da franquia, mais ambicioso visualmente e tecnicamente impecável, mas também é o capítulo mais frágil da trilogia em termos de roteiro. James Cameron parece confortável demais, preso a estruturas que já funcionaram antes, sem a mesma ousadia criativa que marcou o início da saga. O longa carrega o peso de querer ser muitas coisas ao mesmo tempo e acaba refletindo essa indecisão em sua história.
Por outro lado, a direção conduz a narrativa com maturidade, permitindo que o tempo do filme seja utilizado não apenas para avançar a trama, mas também para aprofundar relações, conflitos internos e consequências emocionais. O luto não é tratado como um recurso dramático passageiro, e sim como um eixo central que molda decisões, transforma dinâmicas familiares e redefine identidades. A dor da família Sully é silenciosa em alguns momentos, explosiva em outros e sempre carregada de significados.
Com mais de três horas de duração, o filme é um espetáculo audiovisual absolutamente imersivo. Pandora segue sendo um dos mundos mais detalhados já criados pelo cinema blockbuster, com uma riqueza de fauna, flora e cultura que impressiona até quando o roteiro fraqueja. Há sequências de ação eletrizantes, como o ataque a uma caravana aérea puxada por criaturas semelhantes a águas-vivas voadoras que, em qualquer outro filme, seriam o clímax. Aqui, James Cameron as entrega ainda no primeiro ato, tamanho é seu domínio da escala e do ritmo visual.
“Avatar: Fogo e Cinzas” reafirma que a franquia nunca foi apenas sobre tecnologia, mas também sobre emoção, pertencimento e legado. James Cameron prova, mais uma vez, que sabe equilibrar inovação técnica com sensibilidade narrativa, entregando um filme grandioso sem perder sua alma. É cinema-espetáculo, sim, mas também cinema que sente, que reflete e que permanece com o telespectador muito depois dos créditos finais…
Assistido em 1 de maio de 2026 Minha avaliação: 8,5/10
“Alien 3” foi um filme tão podre que a própria 20th Century Fox provavelmente reconheceu que aquilo foi um grande erro. Com isso, o que deveria ser uma trilogia acabou se transformando numa tetralogia, porque deve ter batido o desespero nos produtores, na tentativa de entregar um novo filme minimamente assistível. O pavor foi tanto que trouxeram de volta a Tenente Ripley (mesmo depois de “morta”), para assegurar a audiência.
Grande problema disso foi como ela voltou, de uma maneira bem forçada e bizarra, tipo fazendo parte do DNA dos Aliens e ganhando poderes sobre-humanos, com regeneração de ferimentos instantânea e sangue de ácido. O problema disso é que, como era esperado, esta sequência foi muito questionável pelos fãs e também achincalhada igual ao terceiro filme! Entretanto, os criadores perceberam o óbvio: não existe “Alien” sem a Tenente Ripley.
Este filme que encerra um ciclo é o que menos se deve levar a sério da franquia, ele é o mais escrachado e também com uma pegada estilo trash. Mesmo assim, ficou muito melhor que seu antecessor, sendo bem mais divertido e dinâmico, além de terem trazido de volta os soldados, as armas, tiroteios e o caos total com mais aliens. Os efeitos visuais também são muito superiores em relação ao horrível terceiro filme, que mais parecia gráficos de PS2.
Sigourney Weaver atuou novamente muito bem, dá para perceber nitidamente a diferença de personalidade em relação à Ellen Ripley original. Por outro lado, essa versão mais fria e indiferente da personagem é o principal ponto negativo do filme. Obviamente, gosto mais da Tenente Ripley dos dois primeiros filmes, pois infelizmente a personagem deixou de ser memorável e passou a ser apenas comum nas sequências. Em compensação, as adições de Ron Perlman e Winona Ryder reforçaram o elenco com bons nomes.
Por fim, logicamente não tivemos um desfecho honroso para a jornada da Tenente Ripley, mas ao menos, este filme funciona como uma espécie de reparação ao que foi desenvolvido em seu antecessor. “Alien: A Ressurreição” é uma obra imperfeita, mas que entrega entretenimento de bom nível, principalmente se o analisarmos individualmente, sem comparações com os outros filmes da franquia.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Versão estendida assistida em 3 de abril de 2026 Minha avaliação: 7,0/10
Este era um dos filmes da franquia que ainda me faltava para assistir pela primeira vez, mas francamente, deveria ter continuado assim mesmo, pois pensem em um filme ruim e multipliquem por mil. Resultado = “Alien 3”. Filme que somente serviu para provar que a “maldição da terceira parte” realmente existe nas franquias, porque isso daqui é lamentável e decepcionante ao extremo.
O filme é uma bagunça geral, parece que ele foi produzido em um fundo de quintal por estagiários de cinema, ou talvez foi sabotado por concorrentes infiltrados para acabar de vez com a franquia. Não sei como foi a versão de cinema, mas a versão sem cortes, em minha visão, não muda absolutamente nada, pois quando o filme é muito ruim, simplesmente fica muito complicado para consertar.
É difícil de acreditar, mas a direção e os produtores conseguiram o impossível! Erraram tudo neste filme, simplesmente nada presta nesta porcaria! Início, fim, roteiro, personagens, ambientação, efeitos visuais e principalmente edição; tudo pensado e executado da pior forma possível! Com cenas de ação pífias e cenas de mortes malfeitas, “Alien 3” é um desvio dos dois ótimos filmes antecessores da franquia, sendo uma aula de como NÃO se fazer cinema.
A narrativa consegue ser o pior de tudo, justo um dos quesitos mais importantes para um bom filme. Já no começo de “Alien 3” (com exceção da Ripley), os dois sobreviventes do filme antecessor morreram. Pelo menos um deles poderia ter sobrevivido, para que tudo que aconteceu no segundo filme não tenha sido em vão. Aqui já ficou insustentável esta situação, mas piora ainda mais… A Tenente Ripley acabou tendo um hospedeiro Alien introduzido em seu organismo durante sua hibernação na nave que caiu. Após isso, não restou outra alternativa a não ser se sacrificar. O filme termina pior do que começou, com a morte da maior protagonista da franquia.
Enfim, “Alien 3” pega tudo que foi construído nos filmes antecessores e joga no lixo sem dó nem piedade, em uma das decisões mais estúpidas e incoerentes da história do cinema. O filme é tão deprimente e desastroso que nem mesmo a interpretação da Sigourney Weaver conseguiu salvar… Só restou para os telespectadores acompanhar diálogos chatos e sonolentos, além do aborrecimento e tédio que esta obra medíocre proporciona do início ao fim!
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Versão sem cortes assistido em 1 de abril de 2026 Minha avaliação: 3,0/10
Continuando minha maratona, finalmente chego no meu filme favorito da franquia: “Aliens: O Resgate”. O principal motivo claro para eu achar o melhor filme da saga é a direção de James Cameron, ele foi o substituto perfeito de Ridley Scott na direção para esta sequência. Cameron, no início de carreira, já se mostrava ser um cineasta completo, além de sempre tirar leite de pedra em seus filmes em relação a limitações técnicas da época e, posteriormente, se tornou o paizão do cinema moderno com “Terminator 2”.
Este filme entra para o seleto grupo de melhores sequências já lançadas da história, onde “Aliens: O Resgate” é uma aula de como fazer uma continuação de uma história fechada. O filme dedica o seu primeiro ato a expandir a mitologia do primeiro, contando o trágico futuro da Tenente Ripley e mostrando o lado mais corrupto, sujo e ganancioso da companhia Weyland-Yutani. Com isso, colocam a heroína de volta ao planeta LV-426 do filme antecessor.
Revendo o filme agora na versão estendida, notei algo interessante sobre a menção à filha de Ripley, detalhe ausente na versão normal de cinema. O filme já era ótimo na sua versão padrão, na versão sem cortes ficou ainda melhor, ao dar mais detalhes sobre o que aconteceu com os colonizadores e também mais informações sobre a vida pessoal da Tenente Ripley. Esta versão enriquece a história, deixando-a mais abrangente.
No primeiro filme, Ridley Scott deu ênfase ao terror e suspense, apostando alto em uma criatura desconhecida para causar medo e tensão no público. Já neste segundo filme, James Cameron decidiu focar mais na ação e no caos, elevando o nível de entretenimento para os telespectadores. Nesta sequência, tudo é mais intenso e frenético, com mais Aliens, mais personagens e muito mais mortes. Neste caso, 'quanto mais, melhor!' funcionou perfeitamente bem. Além disso, James Cameron corrige um erro do filme original, dando mais protagonismo aos Aliens, afinal a franquia é sobre eles e não faria sentido as criaturas continuarem em segundo plano.
“Aliens: O Resgate” consolidou de vez a memorável Tenente Ripley (Sigourney Weaver) como uma das principais heroínas da história do cinema. A personagem entrega cenas apoteóticas nesta sequência, principalmente nos instantes finais do filme, onde Ripley, com muita coragem e resiliência, coloca suas habilidades militares em prática para enfrentar sozinha a tão temível Rainha Alien. Com isso, quem ganha é o telespectador, que aprecia momentos épicos, numa luta pela sobrevivência e redenção da personagem.
Após “Terminator 1”, James Cameron provou novamente o seu valor para a indústria cinematográfica. Ele não teve receio de mudar as características da obra original, fez o filme com a sua cara e personalidade, porém, sem perder a essência do primeiro filme. Ou seja, ambos os filmes se complementam, o que falta em um, compensa no outro e vice-versa. Quando o diretor é competente, ele coloca o sarrafo lá nas alturas, azar para os sucessores em tentar superar.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Versão estendida assistida em 15 de março de 2025 Minha avaliação: 9,0/10
“Alien: Romulus” é o filme mais recente da franquia até agora… Porém, na cronologia, a história se passa logo após o filme original de 1979 (entre os filmes “Alien: O 8º Passageiro” e “Aliens: O Resgate”). Apesar de os dois últimos filmes dirigidos por Ridley Scott serem bem questionáveis, a franquia conseguiu se reerguer e manter o fôlego com a mudança de direção, pois, por incrível que pareça, a saída de Ridley Scott de diretor fez bem à franquia.
Nos filmes “Prometheus” e “Alien: Covenant”, Ridley Scott optou por renovar a franquia para os moldes atuais do cinema, entretanto, creio que isso não foi uma boa ideia, já que os filmes clássicos são melhores. Já Fede Alvarez decidiu por uma abordagem mais clássica, com referências e nostalgia, mas sem deixar o filme obsoleto. Ou seja, uniu o melhor do cinema clássico com o cinema moderno. Quando isso acontece, é praticamente impossível um filme com estas características ficar ruim.
Todo mundo sabe que o cinema atual está sofrendo com falta de criatividade e inovação. Entretanto, Fede Alvarez, mesmo com pouca experiência, conseguiu trazer algo inédito! Não só para a franquia, mas acredito que também para o cinema como um todo. A cena da gravidade zero com os ácidos foi muito bem bolada, além da alta dose de tensão e apreensão que a mesma proporciona aos telespectadores. É facilmente uma das melhores cenas de um filme de terror de todos os tempos! Sem exageros.
Apesar do filme ter poucos personagens, as boas mortes compensam isso, destaque para a morte do personagem que morre para o ácido. O elenco jovem dessa vez não prejudicou a experiência, inclusive gostei da protagonista do filme, finalmente vimos uma mulher novinha em filme de terror que NÃO é burra. Cailee Spaeny é a melhor Ellie (The Last of Us) que não tivemos.
O filme acerta em não ser pretensioso igual à série “Alien: Earth”, contendo apenas elementos básicos sem invenção de moda, mas o 'básico' aqui foi estritamente bem executado. “Alien: Romulus” realmente é muito bom, conseguindo disputar de igual para igual com o filme original, inclusive o supera em vários pontos, mesmo sendo inferior no mistério e terror.
Fede Alvarez caiu como uma luva para a direção deste filme, surpreendeu com uma grande obra que honra os clássicos, mantendo a essência dos melhores filmes da franquia, mesmo trilhando seu próprio caminho. O diretor mostrou para o público que o cinema nem sempre precisa ser esse “bicho de sete cabeças”, às vezes, o melhor caminho é não se arriscar tanto e entregar apenas o óbvio, respeitando o que os fãs esperam de um novo filme da franquia.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Assistido em 5 de março de 2026 Minha avaliação: 8,5/10
Poucos filmes envolvendo histórias com efeitos especiais complexos sobreviveram tão bem ao teste do tempo como “Alien: O 8º Passageiro”. Onde o trabalho de direção de Ridley Scott seria uma importante referência para o gênero até os dias de hoje, já que o ainda jovem cineasta demonstrava um domínio completo de condução de ótimos atores, clima de suspense e o uso acertadíssimo de enquadramentos fechados e claustrofóbicos. Elementos que ajudaram a dar uma atmosfera realmente aterrorizante no escuro e apertado interior da nave Nostromo, brilhante e funcionalmente recriada pela direção de arte inovadora.
É nesse clima de suspense total e terror constante que a trama se desenvolve e envolve o espectador de uma maneira impressionante. Especialmente por ser um filme do final dos anos 70, com gigantes e modernos cenários que, com a fotografia escura e sinistra, consegue criar o clima ideal. A ideia de um local isolado de tudo e todos deixa a todos ainda mais agoniados e tensos, porém, não apenas aterroriza, mas também provoca reflexões sobre sobrevivência, exploração espacial e os limites da humanidade diante do desconhecido. Não poderia deixar de citar os perfeitos efeitos visuais, que podem ser comparados com filmes da atualidade, inclusive, e é claro, a maquiagem incrível.
Em questão de ritmo, o filme pode ser bastante lento para as nossas sensibilidades atuais do que seria um “entretenimento pipoca”, não que isso chegue a me incomodar, mas há de se confessar que o filme assistido nos dias atuais não é o mesmo que foi há décadas atrás. O que mais envelheceu aqui disparado foi a concepção do Xenomorfo, pois a direção propôs um terror muito mais subjetivo, investindo principalmente na construção do suspense e, quando a câmera decide apresentar o seu antagonista, creio que nas sequências em que ele apenas aparece de relance… A animatrônica da criatura é simplesmente fenomenal! Já nas sequências em que ele é mostrado de corpo inteiro, é muito perceptível a presença de um dublê fantasiado. No entanto, nada disso importa de verdade, porque o Xenomorfo é simplesmente fantástico! Eu não consigo pensar em uma figura monstruosa mais emblemática e icônica do que a apresentada aqui. É um ser imponente, assustador e implacável!
O elenco aqui também deve se destacar. No geral, diria ser um elenco funcional, embora não exista nenhum personagem que seja particularmente muito aprofundado, mas eles conseguem conquistar a nossa empatia e nos fazer temer pelo destino de cada um. São personagens que pensam com o cérebro ao invés da bunda, acredito que os que mais se destacam aqui sejam Ian Holm, que consegue formar uma figura bem enigmática em seu Ash. E lógico, Sigourney Weaver, que por mais que a sua Ripley esteja muito longe de ser aquela heroína 'badass motherfucker' que ficaria conhecida nas continuações, consegue ser efetiva ao fazer uma personagem simpatizável. A sequência final, onde ela precisa enfrentar o Xenomorfo sozinha antes e depois da destruição da nave, é fácil uma das mais tensas que o cinema já produziu.
“Alien: O 8º Passageiro” é um destes filmes definitivos da história do cinema, Ridley Scott faz aqui um estudo sobre o medo ao desconhecido como poucos, onde todo o teor atmosférico e estética sci-fi dark do longa são de tamanha elegância, deixando-nos uma experiência atemporal. Com um clima de terror estabelecido por completo com a brilhante trilha sonora do mestre Jerry Goldsmith, é uma das ficções científicas de horror que mais influenciaram as produções seguintes do gênero. É uma perfeição estética, narrativa e de clima de suspense tão boa que vive mesmo após inúmeras revisões e imitações.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Revisto em 23 de fevereiro de 2026 Minha avaliação: 8,5/10
Adoro o universo Alien e, mesmo sabendo que esta série seria fraca, resolvi assistir seguindo a ordem cronológica. Entretanto, se soubesse antes de ver que “Alien: Earth” não é canônico, provavelmente não perderia tempo com isso… A obra é mais uma a ser sabotada pela “atualização para as novas gerações”, resultando em uma série ruim em praticamente todos os aspectos e sem brio.
O Xenomorfo, que deveria ser a principal atração da série, é apenas um figurante de luxo, ele aparece somente nos momentos obrigatórios, só para tentar justificar seu nome na série. “Alien: Earth” praticamente conseguiu gabaritar e remover tudo que moldou os filmes clássicos, pois simplesmente não há tensão, medo, suspense e nem cenas de ação grandiosas. A violência poderia ter sido um ponto positivo da série, mas as mortes são genéricas, sem graça e sem peso.
Os atores e personagens também não ajudam muito, pois achei que as crianças sintéticas foram inventadas para equilibrar o confronto Aliens vs. Humanos, mas não foi nada disso! Criaram um elemento novo inútil, pois não acrescenta nada relevante à história. Ainda tem o CEO lunático, megalomaníaco e esquisitão do pés-descalços, que personagem “pé no saco” esse hein! Os diretores ainda filmavam toda hora os pés do cara, parece que eles têm fetiche por pés masculinos, eu hein!…
A série até possui ideias e conceitos interessantes, mas quando colocados na prática simplesmente não deu certo! Resultado desastroso! O problema aqui é que inventaram moda demais, complicando o simples. Teria sido muito melhor se fosse somente a invasão Alien na Terra, com uma guerra iminente a caminho e líderes globais unindo forças contra os invasores.
Por fim, “Alien: Earth” é mais uma produção vexatória desses tempos atuais sombrios, onde a militância, identitarismo, ideologia e politicagem estão acima da arte. Para quem acha que estou exagerando, basta refletir e comparar “Alien: Earth” com qualquer série meia boca dos anos 2000, vocês ficarão estarrecidos com a diferença de qualidade…
Maratona Alien (Ordem Cronológica) 1ª temporada finalizada em 13 de fevereiro de 2026 Minha avaliação: 4,0/10
“Alien: Covenant” é uma continuação direta de “Prometheus”, onde apenas o personagem David (Michael Fassbender) retorna para a sequência. Ridley Scott, o diretor responsável pelo filme original, retorna para mais um filme da franquia, com o desafio de adaptar e atualizar a saga “Alien” para os moldes atuais do cinema moderno. Entretanto, infelizmente, é neste filme que Ridley Scott deu os primeiros sinais de que precisa se aposentar do cargo de diretor.
Há muitos problemas no filme, e o principal deles acredito que seja o elenco e seus personagens. Além do desenvolvimento deles ser pífio, a nova equipe de exploradores toma decisões estúpidas e consequentemente só faz cagadas durante todo o filme. Não é à toa que “Alien: Covenant” protagonizou uma das mortes mais toscas e atrapalhadas da história do cinema. A maioria dos personagens é tão burra, que você caga e anda quando eles morrem.
O roteiro também não ajuda muito, sendo menos criativo que “Prometheus”. Ele segue uma estrutura comum de toda a franquia e até toca em pontos interessantes e promissores, como: a colonização de planetas, conceito de amor das máquinas, senso de dever, uma analogia à criação nem sempre ser algo divino — e por isso a criação ser corrompida e, até uma busca de identidade e conceitos de amor relativos ao nascimento e criação. No entanto, todos esses pontos são tocados de uma maneira extremamente vaga.
A única coisa bem positiva e de destaque do filme foi o personagem do Michael Fassbender, que dessa vez apareceu em dose dupla. Gostei muito do contraste entre a diferença dos androides, a dualidade do bem vs. mal e senso de dever vs. megalomania. É indiscutivelmente o único acerto do roteiro do filme, já que o resto não se aproveita praticamente nada, principalmente porque não dá seguimento e respostas dos principais questionamentos abordados em “Prometheus”.
Na parte final do filme, Ridley Scott tentou lançar uma nova “Tenente Ripley”, com a protagonista Daniels (Katherine Waterston), mas, na minha opinião, simplesmente não colou. Primeiro, porque a atriz escolhida não tem nome para emplacar uma personagem marcante para a história do cinema. Segundo a tenente Ripley, interpretada magistralmente pela Sigourney Weaver, é uma das melhores personagens femininas da história do cinema, que ficará eternizada para sempre na indústria. Ela é simplesmente irreplicável e insubstituível na franquia “Alien”, é a mesma coisa que tentar jogar futebol sem bola.
Por fim, apesar de muitas críticas negativas para o filme, não o considero inteiramente ruim, mas também passa muito longe do que a franquia Alien proporcionou em seus primeiros filmes, mesmo com mais investimentos e mais recursos. Os dois primeiros filmes da franquia “Alien” continuam soberanos no universo criado por Ridley Scott.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Revisto em 13 de janeiro de 2025 Minha avaliação: 6,0/10
Na época em que assisti “Alien: Covenant” no cinema, achei que o David era um clone do androide original. No entanto, este curta esclarece que se trata do mesmo androide do filme “Prometheus”, ele foi reparado pela Elizabeth Shaw.
Com menos de três minutos, o curta confirma o que todos suspeitavam sobre David, ele é o principal vilão de toda a franquia, sendo o responsável direto por dar início à infestação xenomórfica.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Assistido no Youtube em 15 de outubro de 2025 Minha avaliação: 7,0/10
“Prometheus” é cronologicamente o primeiro filme da franquia “Alien”, mostrando como se deu a origem dos Xenomorfos. Depois de mais de 30 anos, Ridley Scott aceitou o desafio de dirigir novamente um filme da franquia, que estava pausado/engavetado desde os anos 90, pois ambos os filmes que sucedem “Aliens: O Resgate” foram rejeitados pela maioria dos críticos e público. Após esses filmes, parecia que a franquia não tinha mais futuro…
Acredito que muitos se decepcionaram com o filme porque não teve as cenas com os Aliens como nas obras clássicas dos anos 80, pois por ser um filme de origem, “Prometheus” trilhou um caminho bem diferente. Em vez de ação e aliens, o filme elaborou um mistério bem pertinente: de onde viemos? Quem criou os humanos? Qual o propósito da humanidade no universo? São questionamentos a nível global que todos gostariam de ter a resposta definitiva.
É verdade que o filme tem alguns problemas, mas também acho desproporcionais suas avaliações negativas, a ponto de achar um dos tops filmes mais subestimados do filmow. “Prometheus” conseguiu o feito de trazer algo novo para a franquia, em uma jornada exploratória vasta em descobertas, perigos inesperados e suspense bem construído. Ridley Scott ficou décadas longe da franquia, mas mesmo assim, ele deu conta do recado. O diretor manteve a ótima ambientação do filme original e ainda evoluiu bem para os padrões da atualidade.
Gostei muito da produção e da equipe de efeitos visuais. Acho imprescindível acertar a mão nestes quesitos, pois colocar gente incompetente para cuidar do visual de filmes de ficção científica é arriscado para o longa-metragem ficar sem vida. O filme é tecnicamente incrível! Destaque para o design da nave Prometheus.
A escolha do elenco também foi assertiva: Idris Elba, Charlize Theron, Michael Fassbender… Noomi Rapace não é uma das atrizes que mais gosto, porém, se saiu muito bem na sua personagem, dando conta de segurar o protagonismo. Sua cena da cesariana foi a melhor do filme.
“Prometheus” é um filme imperfeito como qualquer outro, onde sua narrativa apresenta falhas, mas mesmo assim, é uma obra que apresenta muita qualidade na maioria de seus quesitos cinematográficos. Com uma abordagem interessante, “Prometheus” trabalha com temas existencialistas. Por fim, o filme envolve, em seu contexto geral, religião, teorias evolutivas e princípios.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Revisto em 6 de outubro de 2025 Minha avaliação: 8,0/10
“A Guerra do Amanhã” não era um filme que eu estava na expectativa de ver algo grandioso em sua proposta, ainda mais se tratando de um tema já bastante explorado na indústria cinematográfica, além de ter sido lançado numa época lazarenta e triste para o cinema (anos 2020 e 2021). Infelizmente, os filmes, num modo geral, pioraram muito durante e após a pandemia, salvo pouquíssimas exceções que sabidamente priorizaram a qualidade de suas obras.
Os streamings estão saturando praticamente todos os gêneros cinematográficos, e isso acabou influenciando negativamente no cinema, com os estúdios e distribuidoras arrecadando cada vez menos. Com isso, as salas de cinema estão perdendo muito espaço para a indústria dos streamings. “A Guerra do Amanhã” é somente mais um entre tantos outros filmes sobre invasão alienígena, por tanto, seria bem difícil a Amazon surpreender com algo que já não havíamos visto antes…
O Prime Video ultimamente vem despejando filmes muito melhores do que os da Netflix, além de sua mensalidade ser bem mais em conta. “A Guerra do Amanhã” é um grandiosíssimo blockbuster nos quesitos produção e investimento, o filme custou 200 milhões de dólares, um valor considerado altíssimo para um lançamento direto para streaming. O CGI dos bichos e dos cenários são satisfatórios e quase ótimos em todo o filme, fazendo valer todos os gastos da Amazon, se saindo muito melhor que boa parte dos filmes atuais da Marvel e DC.
A parte do entretenimento é básica, mas legal! A partir dos 50 minutos de sua projeção, o filme fica bastante frenético e caótico, com o que se espera em ver nos filmes dessa temática: tiroteios; correrias; explosões e aquela bagunça generalizada típica de invasão alienígena, com bichos bem ágeis e com muita vontade de matar. Minha única ressalva no filme fica por conta da direção, que não ficou muito boa em algumas partes. Poderiam ter escolhido um cineasta com boa mão para filmes de ficção científica.
Embora pareça ser “mais do mesmo”, há algumas abordagens interessantes que diferem dos outros filmes de temas semelhantes.
Gostei da parte da viagem no tempo ser feita em um ambiente amplo e através da sucção. Outro ponto interessante é que os alienígenas foram liberados devido ao derretimento das geleiras. Na realidade, não sabemos se realmente é só gelo que têm debaixo das superfícies gélidas dos polos. Com isso, deram uma boa verossimilhança assustadora à origem dos alienígenas, além de terem parado na terra por acidente, não por vontade própria, conforme mostrado nos outros filmes da temática.
Finalmente deram um papel de mais destaque para a Yvonne Strahovski, é uma das atrizes do time das subestimadas e pouco conhecidas que mais gosto. Achei a química com o Chris Pratt bem autêntica, mesmo a relação e o drama dos personagens sendo bem comum e saturado no mundo do entretenimento.
“A Coisa (2011)” é um prequel do clássico filme de John Carpenter; “O Enigma de Outro Mundo (1982)”. Este filme conta a história da equipe responsável pelo descobrimento de uma nave alienígena caída na Antártida e da criatura (a coisa), congelada no continente glacial há muito tempo. O grupo norueguês decide desenterrar o alienígena para fins de estudos científicos, a partir daí começam os eventos aterrorizantes e brutais que antecedem o filme de 1982.
O filme foi dirigido pelo novato Matthijs van Heijningen Jr. Fã declarado do clássico de 1982, ele afirma que este filme é somente uma homenagem à obra de John Carpenter. No entanto, “A Coisa” deu a entender que se trata de um remake “disfarçado”, pois o filme basicamente copiou quase tudo de “O Enigma de Outro Mundo”, exceto os efeitos visuais e cenários, que aqui estão demasiadamente limpos para uma situação caótica e desesperadora. Acabou não combinando muito…
Desta vez, os efeitos visuais foram digitais, bem diferente do que vimos no filme de 1982. O CGI variou entre bom e regular, deixando muitos traços de superficialidade em algumas cenas. Apesar disso, este filme até que honrou o original dos anos 80, a criatura (a coisa) continua horripilante e praticamente impossível de ser derrotada, mesmo sendo vulnerável ao fogo. Só não tem o charme e a pegada de um bom filme oitentista e, obviamente, também sem o fator surpresa do filme do John Carpenter.
A direção acertou ao escolher Mary Elizabeth Winstead como protagonista, pois antes desse filme ela já tinha boas experiências com o terror, principalmente quando interpretou a eterna Wendy de “Premonição 3”. A atriz carregou praticamente o filme nas costas sozinha, já que os outros atores não tiveram nada a oferecer, basicamente só serviram para virar presas fáceis para a criatura.
Por fim, “A Coisa” é um filme que entrega bons momentos de terror, com mortes bem sangrentas e insanas, onde destaco a fusão de corpo/rosto da criatura com uma das vítimas. Peca um pouco na previsibilidade e também por não ter a mesma tensão e paranoia do filme original, mas mesmo assim vale a sessão e pela curiosidade em assistir aos desdobramentos que antecedem “O Enigma de Outro Mundo”.
Assistido em 3 de setembro de 2025 Minha avaliação: 7,0/10
“O Enigma de Outro Mundo” é um fenômeno do cinema terror cósmico, dirigido brilhantemente pelo homem que entende do assunto: John Carpenter. Na época de seu lançamento, não chegou a ser um sucesso, por ser ofuscado nas bilheterias pelo filme do Steven Spielberg: “E.T.: O Extraterrestre”, mas com o passar do tempo foi conquistando seu espaço e consolidando fãs. Hoje, ele é um dos filmes mais marcantes de terror do século XX e também é considerado, por boa parte dos fãs de John Carpenter, o seu melhor filme da carreira.
As primeiras impressões do filme foram muito boas, pois gostei muito da ambientação gélida e cenários da Antártica, foram escolhas assertivas que combinam muito com o clima de terror e sensação de isolamento. Tudo isso contribuiu na criação do clímax de pavor, desespero, dúvidas, insegurança, caos, insanidade e irracionalidade dos personagens. “A Coisa” é um ser grotesco e horripilante, que faz qualquer um arrepiar as espinhas.
Os efeitos visuais da criatura beiram a perfeição, em uma grandiosíssima aula caprichada de efeitos visuais práticos, onde o filme valoriza muito essa arte tão negligenciada pelas produções atuais. A qualidade é muito surpreendente considerando o ano de lançamento do filme, neste quesito o tempo parece não passar para “O Enigma de Outro Mundo”. Com certeza, esta obra está entre os dez melhores filmes com efeitos práticos da história do cinema.
A direção de John Carpenter, a trilha sonora e a fotografia ampliam o suspense, a aflição e elevam a paranoia que permeia toda a obra, com a câmera circulando por espaços vazios e sem vida, criando um sentimento claustrofóbico e agoniante. Embora o roteiro apresente um ambiente tenso e sinistro, que tenha criado uma criatura icônica que entrou para a história, ele falha em oferecer um desenvolvimento satisfatório aos personagens e suas histórias.
Um detalhe que torna este filme único é a não materialização da ameaça, a qual se modifica e se transforma a cada enfrentamento, tornando-se imprevisível e também extremamente brutal. Não é somente um longa-metragem que o telespectador desconfia de todos, e sim um filme na qual a própria criatura (a coisa) não tem forma ou aparência fixa, além de um modus operandi completamente desconhecido. É uma obra que nenhum filme da atualidade jamais conseguiu replicar.
Assistido em 25 de agosto de 2025 Minha avaliação: 8,0/10
O seriado “Chapolin Colorado” foi produzido e gravado paralelamente com “Chaves”, com seu elenco formado pelos mesmos atores que interpretam personagens diferentes. A série foi feita para satirizar os super-heróis tradicionais das HQs, filmes e séries da Marvel, DC, etc. Chapolin Colorado é um super-herói diferente, ele é medroso demais e também muito tonto, que acaba complicando o fácil, porém consegue dar a volta por cima com muita 'astúcia'.
“Chapolin Colorado” se destaca com uma série recheada de bordões: “Não contavam com a minha astúcia!”; “Sigam-me os bons!”; “Suspeitei desde o princípio”; “Se aproveitam de minha nobreza!”; “Era exatamente isso que eu ia dizer!”. Não acho “Chapolin Colorado” tão excelente quanto “Chaves”, porém, há episódios tão bons que igualam… Os de terror são meus favoritos. Tripa Seca e O Abominável Homem das Neves foram os melhores personagens.
O seriado é tão bom de assistir que até mesmo seus efeitos visuais toscos são engraçados e com até um certo charme; é ruim, mas é bom haha. Apesar da fama e sucesso equivalente a “Chaves”, “Chapolin Colorado” não conseguiu ser tão genial e memorável quanto “Chaves”, pois não me recordo muito de vários episódios, diferente de “Chaves” que lembro da maioria. Por isso, considero “Chaves” muito melhor.
Para quem é da geração Millennials para trás, podemos nos considerar os sortudos que tivemos esse privilégio de acompanhar o auge dos trabalhos do já falecido Roberto Gómez Bolaños. Quem não ficava ansioso para chegar da escola e logo ligar a TV para acompanhar “Chaves” e “Chapolin Colorado”?
No mais, sou eternamente grato ao Silvio Santos, o homem responsável por trazer “Chaves” e “Chapolin Colorado” para a TV brasileira. Foi uma parceria de sucesso, ambos os seriados elevaram a audiência do SBT por décadas e a emissora ajudou a popularizar “Chaves” e “Chapolin” no Brasil.
Nos anos 80, 90 e 2000; a TV aberta era a única opção de entretenimento audiovisual para praticamente todas as pessoas, não existiam essas facilidades e tantas opções de entretenimento que encontramos na internet e também nos games. Eram tempos de muitas limitações, mesmo assim, foram as melhores épocas de infância e adolescência para a maioria das pessoas. “Chaves” foi um dos motivos para que isso fosse possível, é a primeira coisa que vem à cabeça quando me perguntam o que eu fazia para me divertir na época de criança.
“Chaves” possui limitações orçamentárias e técnicas de sua época que são bem visíveis, porém, seu valor artístico e criatividade passam por cima desses percalços. A série é puro alto astral, encantadora e icônica em todos os aspectos; que conquistou milhares de fãs graças à sua ingenuidade e principalmente simplicidade. Nas primeiras vezes que assistia, ficava com dor de barriga de tanto dar gargalhadas, pois era muito engraçado as confusões, desentendimentos e situações impagáveis nas quais os personagens se metiam.
Todos os personagens são amáveis e divertidos, mas há quatro em específico que se destacam mais que os outros: Chaves, Kiko, Seu Madruga e Chiquinha. Quando o quarteto está junto numa mesma cena, eles entregam os melhores momentos da série e são a espinha dorsal do seriado. Foi graças a esses personagens que “Chaves” se tornou um marco histórico mundial e transcendeu o tempo. “Chaves” é eterno!
Roberto Gómez Bolaños foi a grande mente pensante do seriado, ele conseguiu, espetacularmente, fazer um humor simples, leve e bobo se transformar em algo memorável e único na televisão aberta. Tudo muito bem bolado e sem apelar para nenhum tipo de palavras de baixo calão. Roberto Gómez Bolaños para mim, foi o maior e melhor comediante de todos os tempos! Ele é praticamente o único que conseguiu alegrar a vida das pessoas por tantas décadas com um único programa, e ainda com uma fórmula que simplesmente não enjoa.
O seriado tem um poder único, que é fazer a gente achar graça das mesmas piadas e situações nonsenses de sempre, pois nunca deixou de ser divertido e hilário mesmo sendo repetitivo. As atrapalhadas do Chaves, a burrice do Kiko, a irritabilidade do Seu Madruga, as malandragens da Chiquinha e as confusões da turma em geral. Tudo isso faz de “Chaves” a melhor série de comédia/infantil de todos os tempos!
Se eu fosse psicólogo ou psiquiatra, indicaria “Chaves” para todos os meus pacientes com depressão, pois não há antidepressivo melhor de entretenimento que este seriado. Apesar de ter sido uma série feita para as crianças, para mim “Chaves” não tem idade, pois quando tenho tempo assisto até hoje. Por a série ser uma raridade, uma das poucas que resgata aquela memória afetiva bem escondida no subconsciente dos adultos.
Fico com o pé atrás com a pessoa que diz não gostar de “Chaves”, simplesmente não consigo assimilar isso…
Adoro ambos os filmes de “Duna” dirigidos pelo ótimo Denis Villeneuve, pois a expectativa e hype para o terceiro filme estão lá nas alturas. Mas enquanto o filme final da trilogia não está entre nós, os produtores de Duna decidiram expandir a história do universo com esse spin-off “Duna: A Profecia”, ambientada há dez mil anos após o nascimento de Paul Atreides. A história é centrada nas Bene Gesserit, uma irmandade criada somente com mulheres, que secretamente controlam a linhagem genética das Casas (Império Galáctico).
Assim como nos filmes, a série é praticamente impecável no design de produção e efeitos visuais, conseguindo manter o padrão de qualidade visto nos longas. Uma estética de muito bom gosto, agradável para a visão dos telespectadores. Por outro lado, os personagens não são muito bons, incluindo as protagonistas, você não liga muito com o que irá acontecer com eles durante os episódios, e também tanto faz quem morre e sobrevive.
“Duna: A Profecia” não foge muito daquilo que se esperava, ela é repleta de intrigas, traições e alianças que prendem o telespectador. A série não tem receio de desacelerar sua narrativa para focar em jogos de poder, revelando a complexidade das interações entre as famílias e as Bene Gesserit. Embora isso torne a trama rica e envolvente, o ritmo às vezes sofre com momentos arrastados.
A série precisou lidar com o número elevado de personagens. Muitas vezes, figuras importantes da trama desaparecem por alguns episódios e retornam em contextos que dificultam o entendimento. Além disso, a série presume que o público já conhece as dinâmicas entre as casas e os preceitos das Bene Gesserit. Apesar disso, o roteiro aposta em camadas de subtexto político e religioso, aprofundando questões como poder, fé e sacrifício.
É uma série curta, relativamente por serem somente seis episódios. Devido a isso, faltou tempo hábil para fazer o telespectador se conectar melhor com a história. Achei metade dos episódios realmente bons, já a outra metade nem tanto… Antigamente, eu criticava séries longas com 20, 22 ou até 24 episódios por temporada, mas hoje também acho muito pouco, somente 6, 7 e 8 episódios. Para mim, o ideal seria entre 10 e 12 episódios por temporada.
A nova aposta da HBO em “Duna: A Profecia” sinaliza uma intenção clara de expandir o universo de “Duna”, sem necessariamente depender dos filmes de Denis Villeneuve. A série se posiciona como um complemento robusto, mas independente, que enriquece o lore e estabelece um terreno fértil para futuras temporadas e derivados.
1ª temporada finalizada em 12 de julho de 2025 Minha avaliação: 7,0/10
“Dexter: Pecado Original” é uma prequela da série “Dexter”, iniciada em 2006 e com término em 2013, com oito temporadas. Essa nova série se passa muitos anos antes da 1ª temporada da série original, onde acompanhamos Dexter Morgan (Patrick Gibson) na sua juventude, dando seus primeiros passos como Serial Killer, ou se preferirem como um 'Assassino Justiceiro' e também paralelamente iniciando seu trabalho de perito forense na polícia de Miami.
Fiquei bastante decepcionado e aborrecido com o final de “Dexter: New Blood”, ainda mais pelo motivo pelo qual a série foi feita: para “corrigir” o desfecho da 8ª temporada, pois muitos fãs não gostaram. Porém, isso não aconteceu, acabaram entregando um péssimo final sem sentido, com roteiro ridículo, cheio de ideias toscas. No entanto, essa nova série sobre a origem do Dexter precisou de somente dois minutos iniciais para desfazer a besteira do desfecho de “Sangue Novo”. Isso me empolgou instantaneamente, causando uma primeira impressão bastante positiva sobre “Dexter: Pecado Original”.
A série foi além dessa primeira impressão, pois adorei praticamente tudo que vi. Fazia bastante tempo que não ficava realmente satisfeito com uma produção de série, que deu gosto de assistir. “Dexter” é minha série favorita de todos os tempos! E “Pecado Original” conseguiu extrair o melhor da série original, mesmo com atores totalmente novos para essa série. A qualidade é tanta que da série principal arrisco a dizer que “Dexter: Pecado Original” só perde para a 1ª e 4ª temporada.
Fiquei impressionado com as escolhas certeiras dos atores para interpretarem os protagonistas da série em suas versões mais jovens, quase todos escolhidos a dedo e com muito critério. O Patrick Gibson mergulhou de cabeça no personagem, você olha e fala: é mesmo o Dexter de quando ele era novo. Molly Brown, que interpreta a Debra, também lembra muito a personagem que era interpretada por Jennifer Carpenter. O mais legal disso tudo é a interação e química de irmãos entre os atores, tão boa quanto da série original.
No quesito perfil dos atores, essa série dá um banho em “The Last of Us”, pois a Bella Ramsey não foi uma boa escolha para interpretar a Ellie, principalmente na 2ª temporada. Já aqui temos um Angel Batista simplesmente idêntico ao interpretado por David Zayas na série principal; a atriz escolhida para interpretar a detetive LaGuerta também combina muito!
“Dexter: Pecado Original” marca a volta por cima dos roteiristas da série, por verem o erro grotesco que cometeram em “New Blood”. Dessa vez, conseguiram se redimir em grande estilo, com um roteiro coeso, bem escrito e principalmente feito com carinho para os fãs da série. A série se destaca com muitas camadas, profundidade, arcos de personagens super bem desenvolvidos, histórias paralelas bem contadas e principalmente com um roteiro maravilhoso! Que não via há tempos. Possui todos os ingredientes para uma baita série policial: com muitos mistérios, segredos, incertezas, reviravoltas e atos chocantes!
Por fim, essa nova série conseguiu manter a essência do assassino carismático Dexter (Patrick Gibson), com aquele equilíbrio entre o seu lado 'passageiro sombrio' e a humanidade dele, que faz o telespectador ficar dividido entre torcer pelas suas ações ou julgar.
1ª temporada finalizada em 24 de junho de 2025 Minha avaliação: 9,5/10
Apesar de ser um personagem popular, não sei praticamente nada sobre o Pinguim, já que os filmes do Batman com os quais tive mais contato foram os da trilogia do Christopher Nolan, mas nos três filmes nenhum teve a participação do Pinguim. Não tenho praticamente nenhuma lembrança dos filmes do Batman dos anos 90, onde o Pinguim fez parte de um dos filmes dirigidos por Tim Burton. Por tanto, praticamente tudo que vi nesta série sobre o personagem foi novidade.
“Pinguim” é uma série que expande o universo do filme do Batman de Robert Pattinson, dirigido por Matt Reeves. Pinguim (Colin Farrell) teve uma pequena participação no filme do “Batman”, já que no longa o vilão principal era o Charada (Paul Dano), mas dessa vez o personagem ganha um projeto exclusivo. A série se passa após os eventos do filme do “Batman (2022)”, com o Pinguim se aproveitando da ausência do homem-morcego para tentar assumir o controle da corrupta e colapsada cidade de Gotham.
A ambientação cuidadosamente construída faz de Gotham um protagonista por si só. Cada rua, prédio e sombra carregam uma personalidade que reflete a podridão e o caos da cidade, deixando claro que, mesmo com o Batman nas ruas, o crime prospera. Essa atmosfera densa e imersiva é potencializada pela direção e pelo roteiro, que entregam um equilíbrio perfeito entre tensão e ação.
“Pinguim” é uma série que em alguns momentos faz a gente torcer pelo Oswald Cobb, mas logo depois sempre acontece algo que te faz lembrar que é série sobre um VILÃO! ‘Oz’ é um personagem manipulador, sorrateiro, inteligente que só pensa em si e vive de aparências. Em vários momentos, aparenta se importar com algo, mas isso é ele sendo o que é, um enganador. O desenvolvimento de Oswald é fascinante! Ele começa como um capanga ambicioso, ainda visto como um pária entre os grandes nomes do crime, mas gradualmente vai impondo respeito, não pela força bruta, mas pela sua astúcia e pelo instinto de sobrevivência.
Colin Farrell entrega uma performance irrepreensível, completamente transformado pela maquiagem, mas ainda mais pelo seu talento. Ele interpreta um Pinguim multifacetado, transitando entre a vulnerabilidade de alguém subestimado e a ferocidade de um estrategista, que conquista seu lugar no topo com ameaças e manipulações. A série humaniza o vilão sem o eximir de seus crimes, criando um personagem que desperta empatia e repulsa em igual medida.
Sofia Falcone foi uma personagem que me surpreendeu bastante, em uma baita atuação da Cristin Milioti, todas as suas cenas me hipnotizavam, o olhar melancólico cheio de dor e ódio guardado era nítido. Sofia Falcone é uma força da natureza, oscilando entre vulnerabilidade e pura brutalidade, sempre imprevisível. Seu arco, marcado por vingança e traumas profundos, traz algumas das cenas mais intensas da temporada.
Combinando ambientação rica, personagens marcantes e uma narrativa intensa, a série nos leva para o submundo do crime, onde leis são substituídas por ameaças e acordos silenciosos. “Pinguim” é uma série que não subestima o espectador e que confia na força de seus personagens para contar uma história que não precisa ser grandiosa para ser memorável. Gotham sempre teve o potencial para ser palco de histórias assim, e “Pinguim” prova que, quando bem feita, uma narrativa mafiosa desse universo pode ser tão impactante quanto qualquer épico do gênero.
Série finalizada em 5 de junho de 2025 Minha avaliação: 8,0/10
Loki (2ª Temporada)
4.0 219 Assista AgoraA 1ª temporada de “Loki” foi uma das melhores coisas que a Marvel produziu na fase do Multiverso, por conseguir aproveitar muito bem o personagem Loki. E também desenvolver uma boa história para o seu protagonismo, já que na fase da Saga do Infinito o personagem não teve o destaque que merecia.
Atualmente, o MCU passa por um período desafiador. Nos últimos anos, boa parte de seus projetos foi decepcionante, e outros pareciam desnecessários para o que está por vir. Um dos principais desafios é a cultura da expectativa, na qual os fãs frequentemente antecipam eventos épicos, como em “Vingadores: Ultimato”, e acabam se decepcionando. “Loki” conseguiu surpreender, pois não prometeu muito e entregou uma experiência satisfatória.
A série finalmente trouxe algo que a Marvel insistia em relutar, que foi ousar em uma narrativa. Onde enfim, escreveram um roteiro criativo, inteligente e instigante; bem diferente do que vimos em outros roteiros pífios e bregas, como em “Thor 4” e “As Marvels”. Na 2ª temporada, tivemos uma expansão da narrativa com a introdução de novos conceitos sobre o tempo. Desde a 1ª temporada, foi apresentado o universo das linhas do tempo, variantes, ramificações e multiverso, e nesta sequência, amplia ainda mais esse mundo. Tudo isso desenvolvido em um tom um pouco mais sério, em que, dessa vez, aquela comédia apelativa de outras produções da Marvel que não levava a nada foi finalmente descartada.
Tom Hiddleston solidifica sua posição entre os atores destinados a interpretar um papel específico. Sua interpretação de Loki é verdadeiramente singular e nesta 2ª temporada não é exceção. Hiddleston traz consigo um aporte dramático, carismático e uma atuação brilhante, elementos que têm sido escassos no universo da Marvel recentemente. É incontestável afirmar que ele é a âncora desta nova etapa da Marvel.
A parte técnica da série foi bem realizada. Os enquadramentos são adequados e atendem às necessidades do roteiro. Os planos fechados são empregados nos momentos mais emocionantes, buscando transmitir os sentimentos dos personagens. A inclusão de planos americanos é eficaz para mostrar a postura de Loki, muitas vezes relaxado com as mãos nos bolsos. A equipe opta em vários momentos por incluir movimentos de câmera, intensificando o impacto de certas cenas. Onde a escolha estratégica desses movimentos dinamiza efetivamente as sequências.
Também realizaram um bom trabalho de edição. A montagem confere um ritmo envolvente à narrativa, alternando entre cortes mais rápidos e cortes mais longos. Em diversos momentos, os movimentos de câmera resultam em cortes mais extensos que se integram de maneira eficaz, sem comprometer o ritmo.
No geral, achei esta temporada inferior à primeira, com alguns deslizes e erros, mas não chega a ser algo grave que comprometa a temporada inteira. Foi uma temporada final com oscilações entre ótimos momentos e outros desnecessários. Mesmo assim, “Loki” entrega um desfecho honroso ao personagem e termina muito acima da média em relação às outras produções da Saga do Multiverso.
Série finalizada em 12 de agosto de 2026
Minha avaliação: 8,0/10
As Marvels
2.7 460 Assista Agora“As Marvels” é um projeto que já estava fadado ao fracasso antes mesmo de sair do papel, por ser um filme que sofre do mal do “fast-food” do cinema, sendo aqueles longas feitos na correria e de qualquer jeito para cumprir prazos. A obra ainda sofreu com a falta de profissionalismo da diretora Nia DaCosta, que abandonou o projeto na fase de pós-produção e inventou desculpas dizendo que o filme “não era dela”. Muito provavelmente a própria já estava prevendo o flop.
E, para a surpresa de zero pessoas, o filme é muito ruim mesmo! O faturamento total irrisório de apenas 200 milhões reforça este fato, sendo a pior bilheteria da Marvel entre todos os filmes do MCU. Acredito que agora ficou claro que o primeiro filme de 2019 fez sucesso apenas porque foi lançado no mesmo ano de “Vingadores: Ultimato”. A sequência sem o hype dos Vingadores mostrou a realidade de “The Marvels” para o mundo. Carol Danvers (Capitã Marvel) é uma personagem sem futuro no MCU.
A atuação da Brie Larson me chamou a atenção por ser um dos destaques NEGATIVOS do filme, tudo bem que o roteiro podre não ajudou a atriz e não dava para fazer milagre. Entretanto, Brie Larson já ganhou um Oscar, né… Independente se o filme é ruim ou não, sempre se espera algo a mais por quem já foi premiado com Oscar. Não posso julgar se seu Oscar foi injusto ou não, porque não assisti ao filme que a fez vencer o Oscar, mas é certo que sua interpretação aqui foi muito abaixo das expectativas de quem já ganhou o principal prêmio do cinema.
O filme é uma catástrofe em proporções estratosféricas! Com uma fórmula desgastada e sem graça que insistem em continuar utilizando, mesmo já tendo dado errado em outras produções semelhantes do MCU. A vilã é fraca e a regra é clara: filme de super-herói com vilão/vilã ruim é igual a filme ruim! Os personagens secundários não agregam em nada, principalmente os familiares da Kamala Khan (Ms. Marvel). As cenas de ação são mal dirigidas, em uma verdadeira bagunça com o trio de personagens trocando de lugar a cada instante.
Mas o pior momento do filme ainda estava por vir com a parte do Planeta Musical, onde do nada a Capitã Marvel vira uma princesinha da Disney e eleva a vergonha alheia a outro patamar. Para completar o pacote de vexames, ainda tem a parte dos gatos alienígenas que engolem objetos e pessoas. Ou seja, só cenas ridículas, patéticas, bestas e sem noção! Não dá para acreditar que os produtores viram isso e aprovaram… É inacreditável! Tentaram compensar um roteiro lixo com mais lixo…
“The Marvels” é o filme mais curto de todo o universo MCU, mesmo assim, ele é um dos mais cansativos e sonolentos projetos da Marvel, dando a impressão de ser um filme muito longo. É uma obra desanimadora em todos os sentidos, com uma história falha em desenvolvimento e sem aquela sensação de perigo que seu gênero normalmente apresenta. Além disso, não há uma cena sequer boa e de destaque.
Assistido em 2 de agosto de 2026
Minha avaliação: 3,0/10
Invasão Secreta
2.7 192 Assista AgoraEntre todos os filmes e séries mais recentes da Marvel, “Invasão Secreta” era um dos que eu tinha uma certa expectativa de que poderia surpreender, pois thrillers políticos costumam render boas histórias no universo MCU. E também pela volta de Nick Fury à Marvel, um dos poucos personagens da saga do Infinito a protagonizar um projeto recente do MCU.
Samuel L. Jackson é um baita ator, ele quase sempre tira leite de pedra, conseguindo ter boas atuações mesmo quando o filme é ruim. Sempre se esforça muito para entregar o melhor, por mais que o roteiro não ajude. Vimos muito isso durante toda a sua carreira, e aqui na Marvel não seria diferente, ele se destaca muito com uma presença de tela que poucos atores conseguem impor.
Sobre a minissérie, me surpreendi com o 1º episódio, com uma boa dinâmica, intenso e com um bom drama no desfecho. Mesmo com as críticas negativas do público, gostei de “Invasão Secreta” até o 4º episódio, apesar dos problemas crônicos que a Marvel vem tendo com suas produções atuais. Entretanto, estes episódios conseguiram entregar aquele algo a mais que faltou em outros projetos, mas infelizmente defecaram nos dois últimos episódios.
A luta final do último episódio foi simplesmente ridícula! Um copia e cola genérico e malfeito do jogo “[PROTOTYPE]”, com efeitos visuais horríveis! O que era para ser o ápice da série não foi, muito pelo contrário, acabou sendo a pior parte de “Invasão Secreta”. Infelizmente, mais uma vez, faltou capricho por parte da equipe da Marvel, que ultimamente só se preocupa em preencher o catálogo do streaming da Disney.
“Invasão Secreta” surpreendentemente começou bem, mas não souberam finalizar a série. O último episódio foi um banho de água fria para os fãs da Marvel, que ficaram com aquele sentimento de que foram iludidos, com a possibilidade de a Marvel voltar ao seu auge que a consagrou no passado. Entretanto, ao menos por enquanto, isso está longe de acontecer…
Série finalizada em 25 de junho de 2026
Minha avaliação: 6,0/10
Coração de Ferro
2.5 102 Assista AgoraAssim como foi com alguns outros personagens, a “Coração de Ferro” apareceu pela primeira vez no MCU como coadjuvante (através do filme “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre”), antes de ganhar seu projeto solo. Esta nova personagem surge como uma espécie de legado do “Homem de Ferro”, já que os 'poderes' de Riri Williams também são oriundos de um traje metálico criado por ela mesma.
Infelizmente, a Coração de Ferro é mais uma personagem mal desenvolvida da “Saga do Infinito”, pois a Riri Williams é arrogante, chata, teimosa, influenciável, inconsequente e completamente sem noção! Ou seja, ela é praticamente todo o oposto do que uma super-heroína de verdade deveria ser. Se a protagonista já é ruim, os coadjuvantes são piores ainda… O que foi aquele hacker woke estilo militante de universidade federal da equipe de O Capuz??? 😂🤣
“Coração de Ferro” é tão ruim, mas tão ruim… que chega a assustar! O roteiro é simplesmente muito podre; “super-heroína” que é conivente e participa de roubos??? As cenas de ação são fracas e ridículas, principalmente a luta da lanchonete (onde Riri Williams consegue se virar contra dois irmãos lutadores de rua sem a armadura hahaha). A série é repleta de cenas sem coerência, como construir uma armadura tecnológica do zero com lataria de carro??? É impressionante ver como os roteiristas e desenvolvedores da Marvel estão cada vez mais sem noção!
Conseguiram errar em praticamente tudo aqui, exceto por finalmente termos a primeira aparição de Mefisto no MCU. Um personagem que acredito que pode render muito e entregar algo grandioso para o futuro do universo. Entretanto, nesta série, ele foi muito subaproveitado, com apenas alguns minutos em tela. Ou seja, não conseguiram aproveitar o possível melhor personagem que tinham em mãos aqui…
Por causa da demanda dos streamings, os produtores estão entregando qualquer porcaria só para manter o catálogo atualizado, mas a regra: quantidade não significa qualidade está fazendo mais jus do que nunca. Eles insistem em subestimar o intelecto do público, pensando que entregando conteúdo desleixado e feito de qualquer jeito, irá dar audiência e lucro facilmente. Mas estão precisando se esforçar mais, baixar a crista e dar a atenção devida ao seu público-alvo.
Enfim, “Coração de Ferro” é mais um produto horrível e de baixo nível de qualidade, com atores meia boca, vilão mal construído e roteirizado, narrativa sem direção e desenvolvimento de história mais desanimador que início de segunda-feira. A série reforça que a Marvel, Disney e o Kevin Feige perderam a mão e não conseguem mais sustentar o universo da mesma maneira que no passado.
Série finalizada em 04 de junho de 2026
Minha avaliação: 2,5/10
Eco
2.9 106Por causa dos últimos projetos da Marvel sobre a “Saga do Multiverso”, resolvi dar uma pausa, porque as produções da Marvel caíram muito de qualidade em comparação com a “Saga do Infinito”. Após um tempo, resolvi voltar a assistir o Universo Cinematográfico Marvel (MCU), pois quero ficar atualizado sobre todo o universo antes do lançamento do novo filme dos Vingadores.
Seguindo pela ordem cronológica dos que ainda não havia assistido, comecei por esta minissérie. Logicamente, não esperava por grandes coisas e isso acabou se confirmando, portanto, não foi uma completa decepção para mim, porque não criei expectativa nenhuma para isto. A Maya Lopez (Eco) é uma personagem do quinto escalão do MCU e pouco relevante para o universo, por isso não havia potencial para ter ganho um projeto solo.
Mesmo assim, gostei muito do 1º episódio por causa das participações especiais, porém o restante dos episódios infelizmente não seguiu por este caminho. Não me agradou muito a narrativa com os ancestrais, teria sido bem melhor se tivessem focado mais na relação conturbada da Eco com o Rei do Crime, muito provavelmente teríamos situações mais atrativas de se ver.
Os acertos da minissérie ficam por conta da violência empregada, que para os padrões da Marvel ficou de bom tamanho, e por trazer uma representatividade pouco mostrada na TV/Cinema, que é dar espaço para uma atriz muda/surda na atuação. Mesmo que o silêncio na hora das interações por vezes seja irritante de acompanhar.
“Eco” mostrou ao telespectador que a Marvel segue com dificuldades no desenvolvimento de novos personagens, não conseguindo emplacar mais um grande nome como os de “Homem de Ferro”, “Capitão América”, “Thor”, “Thanos”, entre outros… Apesar dos problemas citados, a minissérie não chega a fazer parte dos piores projetos do MCU, mas também fica muito longe do alto patamar que a Marvel alcançou na década passada…
Minissérie finalizada em 30 de maio de 2026
Minha avaliação: 6,0/10
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 355 Assista AgoraSe em “Avatar: O Caminho da Água” os humanos nivelaram o jogo, aqui eles resolveram dobrar a aposta, ao formarem uma aliança controversa e desesperada com o “inimigo”, para se reforçar e serem maioria contra a família de Jake Sully e seus aliados dos oceanos. É neste cenário que surgem os Ash (os Na'vi hostis das trevas liderados por Varang), sendo a principal novidade para esta terceira parte. Não há muito tempo para luto… Jake Sully, Neytiri e companhia estão mais do que nunca em perigo!
A introdução do novo clã Na’vi, o povo das cinzas (Mangkwan), traz algum fôlego inicial. Sua estética ligada ao fogo, à violência ritualística e ao cenário vulcânico oferece alguns dos momentos mais interessantes do filme. Ainda assim, James Cameron parece indeciso sobre o papel deles na trama, pois o roteiro teve dificuldades em sustentar dois vilões centrais. O potencial simbólico e narrativo do clã acaba diluído em favor do já conhecido conflito contra a exploração dos recursos milagrosos de Pandora.
Apesar de o filme se chamar “Fogo e Cinzas”, vimos muito pouco do elemento e da ambientação que remete a ele, tanto é que os oceanos e a vida marinha continuam sendo os principais cenários até aqui. Inclusive, o ato final é no MESMO LOCAL do filme antecessor, o que acaba ocasionando a sensação de “déjà-vu”. Por isso, teria sido mais honesto o filme ser intitulado “Avatar: O Caminho da Água — Parte 2”.
O filme é o maior em escala da franquia, mais ambicioso visualmente e tecnicamente impecável, mas também é o capítulo mais frágil da trilogia em termos de roteiro. James Cameron parece confortável demais, preso a estruturas que já funcionaram antes, sem a mesma ousadia criativa que marcou o início da saga. O longa carrega o peso de querer ser muitas coisas ao mesmo tempo e acaba refletindo essa indecisão em sua história.
Por outro lado, a direção conduz a narrativa com maturidade, permitindo que o tempo do filme seja utilizado não apenas para avançar a trama, mas também para aprofundar relações, conflitos internos e consequências emocionais. O luto não é tratado como um recurso dramático passageiro, e sim como um eixo central que molda decisões, transforma dinâmicas familiares e redefine identidades. A dor da família Sully é silenciosa em alguns momentos, explosiva em outros e sempre carregada de significados.
Com mais de três horas de duração, o filme é um espetáculo audiovisual absolutamente imersivo. Pandora segue sendo um dos mundos mais detalhados já criados pelo cinema blockbuster, com uma riqueza de fauna, flora e cultura que impressiona até quando o roteiro fraqueja. Há sequências de ação eletrizantes, como o ataque a uma caravana aérea puxada por criaturas semelhantes a águas-vivas voadoras que, em qualquer outro filme, seriam o clímax. Aqui, James Cameron as entrega ainda no primeiro ato, tamanho é seu domínio da escala e do ritmo visual.
“Avatar: Fogo e Cinzas” reafirma que a franquia nunca foi apenas sobre tecnologia, mas também sobre emoção, pertencimento e legado. James Cameron prova, mais uma vez, que sabe equilibrar inovação técnica com sensibilidade narrativa, entregando um filme grandioso sem perder sua alma. É cinema-espetáculo, sim, mas também cinema que sente, que reflete e que permanece com o telespectador muito depois dos créditos finais…
Assistido em 1 de maio de 2026
Minha avaliação: 8,5/10
Alien: A Ressurreição
3.1 524 Assista Agora“Alien 3” foi um filme tão podre que a própria 20th Century Fox provavelmente reconheceu que aquilo foi um grande erro. Com isso, o que deveria ser uma trilogia acabou se transformando numa tetralogia, porque deve ter batido o desespero nos produtores, na tentativa de entregar um novo filme minimamente assistível. O pavor foi tanto que trouxeram de volta a Tenente Ripley (mesmo depois de “morta”), para assegurar a audiência.
Grande problema disso foi como ela voltou, de uma maneira bem forçada e bizarra, tipo fazendo parte do DNA dos Aliens e ganhando poderes sobre-humanos, com regeneração de ferimentos instantânea e sangue de ácido. O problema disso é que, como era esperado, esta sequência foi muito questionável pelos fãs e também achincalhada igual ao terceiro filme! Entretanto, os criadores perceberam o óbvio: não existe “Alien” sem a Tenente Ripley.
Este filme que encerra um ciclo é o que menos se deve levar a sério da franquia, ele é o mais escrachado e também com uma pegada estilo trash. Mesmo assim, ficou muito melhor que seu antecessor, sendo bem mais divertido e dinâmico, além de terem trazido de volta os soldados, as armas, tiroteios e o caos total com mais aliens. Os efeitos visuais também são muito superiores em relação ao horrível terceiro filme, que mais parecia gráficos de PS2.
Sigourney Weaver atuou novamente muito bem, dá para perceber nitidamente a diferença de personalidade em relação à Ellen Ripley original. Por outro lado, essa versão mais fria e indiferente da personagem é o principal ponto negativo do filme. Obviamente, gosto mais da Tenente Ripley dos dois primeiros filmes, pois infelizmente a personagem deixou de ser memorável e passou a ser apenas comum nas sequências. Em compensação, as adições de Ron Perlman e Winona Ryder reforçaram o elenco com bons nomes.
Por fim, logicamente não tivemos um desfecho honroso para a jornada da Tenente Ripley, mas ao menos, este filme funciona como uma espécie de reparação ao que foi desenvolvido em seu antecessor. “Alien: A Ressurreição” é uma obra imperfeita, mas que entrega entretenimento de bom nível, principalmente se o analisarmos individualmente, sem comparações com os outros filmes da franquia.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Versão estendida assistida em 3 de abril de 2026
Minha avaliação: 7,0/10
Alien 3
3.2 588 Assista AgoraEste era um dos filmes da franquia que ainda me faltava para assistir pela primeira vez, mas francamente, deveria ter continuado assim mesmo, pois pensem em um filme ruim e multipliquem por mil. Resultado = “Alien 3”. Filme que somente serviu para provar que a “maldição da terceira parte” realmente existe nas franquias, porque isso daqui é lamentável e decepcionante ao extremo.
O filme é uma bagunça geral, parece que ele foi produzido em um fundo de quintal por estagiários de cinema, ou talvez foi sabotado por concorrentes infiltrados para acabar de vez com a franquia. Não sei como foi a versão de cinema, mas a versão sem cortes, em minha visão, não muda absolutamente nada, pois quando o filme é muito ruim, simplesmente fica muito complicado para consertar.
É difícil de acreditar, mas a direção e os produtores conseguiram o impossível! Erraram tudo neste filme, simplesmente nada presta nesta porcaria! Início, fim, roteiro, personagens, ambientação, efeitos visuais e principalmente edição; tudo pensado e executado da pior forma possível! Com cenas de ação pífias e cenas de mortes malfeitas, “Alien 3” é um desvio dos dois ótimos filmes antecessores da franquia, sendo uma aula de como NÃO se fazer cinema.
A narrativa consegue ser o pior de tudo, justo um dos quesitos mais importantes para um bom filme. Já no começo de “Alien 3” (com exceção da Ripley), os dois sobreviventes do filme antecessor morreram. Pelo menos um deles poderia ter sobrevivido, para que tudo que aconteceu no segundo filme não tenha sido em vão. Aqui já ficou insustentável esta situação, mas piora ainda mais… A Tenente Ripley acabou tendo um hospedeiro Alien introduzido em seu organismo durante sua hibernação na nave que caiu. Após isso, não restou outra alternativa a não ser se sacrificar. O filme termina pior do que começou, com a morte da maior protagonista da franquia.
Enfim, “Alien 3” pega tudo que foi construído nos filmes antecessores e joga no lixo sem dó nem piedade, em uma das decisões mais estúpidas e incoerentes da história do cinema. O filme é tão deprimente e desastroso que nem mesmo a interpretação da Sigourney Weaver conseguiu salvar… Só restou para os telespectadores acompanhar diálogos chatos e sonolentos, além do aborrecimento e tédio que esta obra medíocre proporciona do início ao fim!
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Versão sem cortes assistido em 1 de abril de 2026
Minha avaliação: 3,0/10
Aliens: O Resgate
4.0 868 Assista AgoraContinuando minha maratona, finalmente chego no meu filme favorito da franquia: “Aliens: O Resgate”. O principal motivo claro para eu achar o melhor filme da saga é a direção de James Cameron, ele foi o substituto perfeito de Ridley Scott na direção para esta sequência. Cameron, no início de carreira, já se mostrava ser um cineasta completo, além de sempre tirar leite de pedra em seus filmes em relação a limitações técnicas da época e, posteriormente, se tornou o paizão do cinema moderno com “Terminator 2”.
Este filme entra para o seleto grupo de melhores sequências já lançadas da história, onde “Aliens: O Resgate” é uma aula de como fazer uma continuação de uma história fechada. O filme dedica o seu primeiro ato a expandir a mitologia do primeiro, contando o trágico futuro da Tenente Ripley e mostrando o lado mais corrupto, sujo e ganancioso da companhia Weyland-Yutani. Com isso, colocam a heroína de volta ao planeta LV-426 do filme antecessor.
Revendo o filme agora na versão estendida, notei algo interessante sobre a menção à filha de Ripley, detalhe ausente na versão normal de cinema. O filme já era ótimo na sua versão padrão, na versão sem cortes ficou ainda melhor, ao dar mais detalhes sobre o que aconteceu com os colonizadores e também mais informações sobre a vida pessoal da Tenente Ripley. Esta versão enriquece a história, deixando-a mais abrangente.
No primeiro filme, Ridley Scott deu ênfase ao terror e suspense, apostando alto em uma criatura desconhecida para causar medo e tensão no público. Já neste segundo filme, James Cameron decidiu focar mais na ação e no caos, elevando o nível de entretenimento para os telespectadores. Nesta sequência, tudo é mais intenso e frenético, com mais Aliens, mais personagens e muito mais mortes. Neste caso, 'quanto mais, melhor!' funcionou perfeitamente bem. Além disso, James Cameron corrige um erro do filme original, dando mais protagonismo aos Aliens, afinal a franquia é sobre eles e não faria sentido as criaturas continuarem em segundo plano.
“Aliens: O Resgate” consolidou de vez a memorável Tenente Ripley (Sigourney Weaver) como uma das principais heroínas da história do cinema. A personagem entrega cenas apoteóticas nesta sequência, principalmente nos instantes finais do filme, onde Ripley, com muita coragem e resiliência, coloca suas habilidades militares em prática para enfrentar sozinha a tão temível Rainha Alien. Com isso, quem ganha é o telespectador, que aprecia momentos épicos, numa luta pela sobrevivência e redenção da personagem.
Após “Terminator 1”, James Cameron provou novamente o seu valor para a indústria cinematográfica. Ele não teve receio de mudar as características da obra original, fez o filme com a sua cara e personalidade, porém, sem perder a essência do primeiro filme. Ou seja, ambos os filmes se complementam, o que falta em um, compensa no outro e vice-versa. Quando o diretor é competente, ele coloca o sarrafo lá nas alturas, azar para os sucessores em tentar superar.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Versão estendida assistida em 15 de março de 2025
Minha avaliação: 9,0/10
Alien: Romulus
3.7 769 Assista Agora“Alien: Romulus” é o filme mais recente da franquia até agora… Porém, na cronologia, a história se passa logo após o filme original de 1979 (entre os filmes “Alien: O 8º Passageiro” e “Aliens: O Resgate”). Apesar de os dois últimos filmes dirigidos por Ridley Scott serem bem questionáveis, a franquia conseguiu se reerguer e manter o fôlego com a mudança de direção, pois, por incrível que pareça, a saída de Ridley Scott de diretor fez bem à franquia.
Nos filmes “Prometheus” e “Alien: Covenant”, Ridley Scott optou por renovar a franquia para os moldes atuais do cinema, entretanto, creio que isso não foi uma boa ideia, já que os filmes clássicos são melhores. Já Fede Alvarez decidiu por uma abordagem mais clássica, com referências e nostalgia, mas sem deixar o filme obsoleto. Ou seja, uniu o melhor do cinema clássico com o cinema moderno. Quando isso acontece, é praticamente impossível um filme com estas características ficar ruim.
Todo mundo sabe que o cinema atual está sofrendo com falta de criatividade e inovação. Entretanto, Fede Alvarez, mesmo com pouca experiência, conseguiu trazer algo inédito! Não só para a franquia, mas acredito que também para o cinema como um todo. A cena da gravidade zero com os ácidos foi muito bem bolada, além da alta dose de tensão e apreensão que a mesma proporciona aos telespectadores. É facilmente uma das melhores cenas de um filme de terror de todos os tempos! Sem exageros.
Apesar do filme ter poucos personagens, as boas mortes compensam isso, destaque para a morte do personagem que morre para o ácido. O elenco jovem dessa vez não prejudicou a experiência, inclusive gostei da protagonista do filme, finalmente vimos uma mulher novinha em filme de terror que NÃO é burra. Cailee Spaeny é a melhor Ellie (The Last of Us) que não tivemos.
O filme acerta em não ser pretensioso igual à série “Alien: Earth”, contendo apenas elementos básicos sem invenção de moda, mas o 'básico' aqui foi estritamente bem executado. “Alien: Romulus” realmente é muito bom, conseguindo disputar de igual para igual com o filme original, inclusive o supera em vários pontos, mesmo sendo inferior no mistério e terror.
Fede Alvarez caiu como uma luva para a direção deste filme, surpreendeu com uma grande obra que honra os clássicos, mantendo a essência dos melhores filmes da franquia, mesmo trilhando seu próprio caminho. O diretor mostrou para o público que o cinema nem sempre precisa ser esse “bicho de sete cabeças”, às vezes, o melhor caminho é não se arriscar tanto e entregar apenas o óbvio, respeitando o que os fãs esperam de um novo filme da franquia.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Assistido em 5 de março de 2026
Minha avaliação: 8,5/10
Alien: O Oitavo Passageiro
4.1 1,4K Assista AgoraPoucos filmes envolvendo histórias com efeitos especiais complexos sobreviveram tão bem ao teste do tempo como “Alien: O 8º Passageiro”. Onde o trabalho de direção de Ridley Scott seria uma importante referência para o gênero até os dias de hoje, já que o ainda jovem cineasta demonstrava um domínio completo de condução de ótimos atores, clima de suspense e o uso acertadíssimo de enquadramentos fechados e claustrofóbicos. Elementos que ajudaram a dar uma atmosfera realmente aterrorizante no escuro e apertado interior da nave Nostromo, brilhante e funcionalmente recriada pela direção de arte inovadora.
É nesse clima de suspense total e terror constante que a trama se desenvolve e envolve o espectador de uma maneira impressionante. Especialmente por ser um filme do final dos anos 70, com gigantes e modernos cenários que, com a fotografia escura e sinistra, consegue criar o clima ideal. A ideia de um local isolado de tudo e todos deixa a todos ainda mais agoniados e tensos, porém, não apenas aterroriza, mas também provoca reflexões sobre sobrevivência, exploração espacial e os limites da humanidade diante do desconhecido. Não poderia deixar de citar os perfeitos efeitos visuais, que podem ser comparados com filmes da atualidade, inclusive, e é claro, a maquiagem incrível.
Em questão de ritmo, o filme pode ser bastante lento para as nossas sensibilidades atuais do que seria um “entretenimento pipoca”, não que isso chegue a me incomodar, mas há de se confessar que o filme assistido nos dias atuais não é o mesmo que foi há décadas atrás. O que mais envelheceu aqui disparado foi a concepção do Xenomorfo, pois a direção propôs um terror muito mais subjetivo, investindo principalmente na construção do suspense e, quando a câmera decide apresentar o seu antagonista, creio que nas sequências em que ele apenas aparece de relance… A animatrônica da criatura é simplesmente fenomenal! Já nas sequências em que ele é mostrado de corpo inteiro, é muito perceptível a presença de um dublê fantasiado. No entanto, nada disso importa de verdade, porque o Xenomorfo é simplesmente fantástico! Eu não consigo pensar em uma figura monstruosa mais emblemática e icônica do que a apresentada aqui. É um ser imponente, assustador e implacável!
O elenco aqui também deve se destacar. No geral, diria ser um elenco funcional, embora não exista nenhum personagem que seja particularmente muito aprofundado, mas eles conseguem conquistar a nossa empatia e nos fazer temer pelo destino de cada um. São personagens que pensam com o cérebro ao invés da bunda, acredito que os que mais se destacam aqui sejam Ian Holm, que consegue formar uma figura bem enigmática em seu Ash. E lógico, Sigourney Weaver, que por mais que a sua Ripley esteja muito longe de ser aquela heroína 'badass motherfucker' que ficaria conhecida nas continuações, consegue ser efetiva ao fazer uma personagem simpatizável. A sequência final, onde ela precisa enfrentar o Xenomorfo sozinha antes e depois da destruição da nave, é fácil uma das mais tensas que o cinema já produziu.
“Alien: O 8º Passageiro” é um destes filmes definitivos da história do cinema, Ridley Scott faz aqui um estudo sobre o medo ao desconhecido como poucos, onde todo o teor atmosférico e estética sci-fi dark do longa são de tamanha elegância, deixando-nos uma experiência atemporal. Com um clima de terror estabelecido por completo com a brilhante trilha sonora do mestre Jerry Goldsmith, é uma das ficções científicas de horror que mais influenciaram as produções seguintes do gênero. É uma perfeição estética, narrativa e de clima de suspense tão boa que vive mesmo após inúmeras revisões e imitações.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Revisto em 23 de fevereiro de 2026
Minha avaliação: 8,5/10
Alien: Earth (1ª Temporada)
3.2 278 Assista AgoraAdoro o universo Alien e, mesmo sabendo que esta série seria fraca, resolvi assistir seguindo a ordem cronológica. Entretanto, se soubesse antes de ver que “Alien: Earth” não é canônico, provavelmente não perderia tempo com isso… A obra é mais uma a ser sabotada pela “atualização para as novas gerações”, resultando em uma série ruim em praticamente todos os aspectos e sem brio.
O Xenomorfo, que deveria ser a principal atração da série, é apenas um figurante de luxo, ele aparece somente nos momentos obrigatórios, só para tentar justificar seu nome na série. “Alien: Earth” praticamente conseguiu gabaritar e remover tudo que moldou os filmes clássicos, pois simplesmente não há tensão, medo, suspense e nem cenas de ação grandiosas. A violência poderia ter sido um ponto positivo da série, mas as mortes são genéricas, sem graça e sem peso.
Os atores e personagens também não ajudam muito, pois achei que as crianças sintéticas foram inventadas para equilibrar o confronto Aliens vs. Humanos, mas não foi nada disso! Criaram um elemento novo inútil, pois não acrescenta nada relevante à história. Ainda tem o CEO lunático, megalomaníaco e esquisitão do pés-descalços, que personagem “pé no saco” esse hein! Os diretores ainda filmavam toda hora os pés do cara, parece que eles têm fetiche por pés masculinos, eu hein!…
A série até possui ideias e conceitos interessantes, mas quando colocados na prática simplesmente não deu certo! Resultado desastroso! O problema aqui é que inventaram moda demais, complicando o simples. Teria sido muito melhor se fosse somente a invasão Alien na Terra, com uma guerra iminente a caminho e líderes globais unindo forças contra os invasores.
Por fim, “Alien: Earth” é mais uma produção vexatória desses tempos atuais sombrios, onde a militância, identitarismo, ideologia e politicagem estão acima da arte. Para quem acha que estou exagerando, basta refletir e comparar “Alien: Earth” com qualquer série meia boca dos anos 2000, vocês ficarão estarrecidos com a diferença de qualidade…
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
1ª temporada finalizada em 13 de fevereiro de 2026
Minha avaliação: 4,0/10
Alien: Covenant
3.0 1,3K Assista Agora“Alien: Covenant” é uma continuação direta de “Prometheus”, onde apenas o personagem David (Michael Fassbender) retorna para a sequência. Ridley Scott, o diretor responsável pelo filme original, retorna para mais um filme da franquia, com o desafio de adaptar e atualizar a saga “Alien” para os moldes atuais do cinema moderno. Entretanto, infelizmente, é neste filme que Ridley Scott deu os primeiros sinais de que precisa se aposentar do cargo de diretor.
Há muitos problemas no filme, e o principal deles acredito que seja o elenco e seus personagens. Além do desenvolvimento deles ser pífio, a nova equipe de exploradores toma decisões estúpidas e consequentemente só faz cagadas durante todo o filme. Não é à toa que “Alien: Covenant” protagonizou uma das mortes mais toscas e atrapalhadas da história do cinema. A maioria dos personagens é tão burra, que você caga e anda quando eles morrem.
O roteiro também não ajuda muito, sendo menos criativo que “Prometheus”. Ele segue uma estrutura comum de toda a franquia e até toca em pontos interessantes e promissores, como: a colonização de planetas, conceito de amor das máquinas, senso de dever, uma analogia à criação nem sempre ser algo divino — e por isso a criação ser corrompida e, até uma busca de identidade e conceitos de amor relativos ao nascimento e criação. No entanto, todos esses pontos são tocados de uma maneira extremamente vaga.
A única coisa bem positiva e de destaque do filme foi o personagem do Michael Fassbender, que dessa vez apareceu em dose dupla. Gostei muito do contraste entre a diferença dos androides, a dualidade do bem vs. mal e senso de dever vs. megalomania. É indiscutivelmente o único acerto do roteiro do filme, já que o resto não se aproveita praticamente nada, principalmente porque não dá seguimento e respostas dos principais questionamentos abordados em “Prometheus”.
Na parte final do filme, Ridley Scott tentou lançar uma nova “Tenente Ripley”, com a protagonista Daniels (Katherine Waterston), mas, na minha opinião, simplesmente não colou. Primeiro, porque a atriz escolhida não tem nome para emplacar uma personagem marcante para a história do cinema. Segundo a tenente Ripley, interpretada magistralmente pela Sigourney Weaver, é uma das melhores personagens femininas da história do cinema, que ficará eternizada para sempre na indústria. Ela é simplesmente irreplicável e insubstituível na franquia “Alien”, é a mesma coisa que tentar jogar futebol sem bola.
Por fim, apesar de muitas críticas negativas para o filme, não o considero inteiramente ruim, mas também passa muito longe do que a franquia Alien proporcionou em seus primeiros filmes, mesmo com mais investimentos e mais recursos. Os dois primeiros filmes da franquia “Alien” continuam soberanos no universo criado por Ridley Scott.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Revisto em 13 de janeiro de 2025
Minha avaliação: 6,0/10
Alien: Covenant - Prólogo: O Cruzamento
3.4 20Na época em que assisti “Alien: Covenant” no cinema, achei que o David era um clone do androide original. No entanto, este curta esclarece que se trata do mesmo androide do filme “Prometheus”, ele foi reparado pela Elizabeth Shaw.
Com menos de três minutos, o curta confirma o que todos suspeitavam sobre David, ele é o principal vilão de toda a franquia, sendo o responsável direto por dar início à infestação xenomórfica.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Assistido no Youtube em 15 de outubro de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
Prometheus
3.1 3,5K Assista Agora“Prometheus” é cronologicamente o primeiro filme da franquia “Alien”, mostrando como se deu a origem dos Xenomorfos. Depois de mais de 30 anos, Ridley Scott aceitou o desafio de dirigir novamente um filme da franquia, que estava pausado/engavetado desde os anos 90, pois ambos os filmes que sucedem “Aliens: O Resgate” foram rejeitados pela maioria dos críticos e público. Após esses filmes, parecia que a franquia não tinha mais futuro…
Acredito que muitos se decepcionaram com o filme porque não teve as cenas com os Aliens como nas obras clássicas dos anos 80, pois por ser um filme de origem, “Prometheus” trilhou um caminho bem diferente. Em vez de ação e aliens, o filme elaborou um mistério bem pertinente: de onde viemos? Quem criou os humanos? Qual o propósito da humanidade no universo? São questionamentos a nível global que todos gostariam de ter a resposta definitiva.
É verdade que o filme tem alguns problemas, mas também acho desproporcionais suas avaliações negativas, a ponto de achar um dos tops filmes mais subestimados do filmow. “Prometheus” conseguiu o feito de trazer algo novo para a franquia, em uma jornada exploratória vasta em descobertas, perigos inesperados e suspense bem construído. Ridley Scott ficou décadas longe da franquia, mas mesmo assim, ele deu conta do recado. O diretor manteve a ótima ambientação do filme original e ainda evoluiu bem para os padrões da atualidade.
Gostei muito da produção e da equipe de efeitos visuais. Acho imprescindível acertar a mão nestes quesitos, pois colocar gente incompetente para cuidar do visual de filmes de ficção científica é arriscado para o longa-metragem ficar sem vida. O filme é tecnicamente incrível! Destaque para o design da nave Prometheus.
A escolha do elenco também foi assertiva: Idris Elba, Charlize Theron, Michael Fassbender… Noomi Rapace não é uma das atrizes que mais gosto, porém, se saiu muito bem na sua personagem, dando conta de segurar o protagonismo. Sua cena da cesariana foi a melhor do filme.
“Prometheus” é um filme imperfeito como qualquer outro, onde sua narrativa apresenta falhas, mas mesmo assim, é uma obra que apresenta muita qualidade na maioria de seus quesitos cinematográficos. Com uma abordagem interessante, “Prometheus” trabalha com temas existencialistas. Por fim, o filme envolve, em seu contexto geral, religião, teorias evolutivas e princípios.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Revisto em 6 de outubro de 2025
Minha avaliação: 8,0/10
A Odisseia
4.2 581Olhem só esse elenco...
Nolan não brinca em serviço.
A Guerra do Amanhã
3.2 733 Assista Agora“A Guerra do Amanhã” não era um filme que eu estava na expectativa de ver algo grandioso em sua proposta, ainda mais se tratando de um tema já bastante explorado na indústria cinematográfica, além de ter sido lançado numa época lazarenta e triste para o cinema (anos 2020 e 2021). Infelizmente, os filmes, num modo geral, pioraram muito durante e após a pandemia, salvo pouquíssimas exceções que sabidamente priorizaram a qualidade de suas obras.
Os streamings estão saturando praticamente todos os gêneros cinematográficos, e isso acabou influenciando negativamente no cinema, com os estúdios e distribuidoras arrecadando cada vez menos. Com isso, as salas de cinema estão perdendo muito espaço para a indústria dos streamings. “A Guerra do Amanhã” é somente mais um entre tantos outros filmes sobre invasão alienígena, por tanto, seria bem difícil a Amazon surpreender com algo que já não havíamos visto antes…
O Prime Video ultimamente vem despejando filmes muito melhores do que os da Netflix, além de sua mensalidade ser bem mais em conta. “A Guerra do Amanhã” é um grandiosíssimo blockbuster nos quesitos produção e investimento, o filme custou 200 milhões de dólares, um valor considerado altíssimo para um lançamento direto para streaming. O CGI dos bichos e dos cenários são satisfatórios e quase ótimos em todo o filme, fazendo valer todos os gastos da Amazon, se saindo muito melhor que boa parte dos filmes atuais da Marvel e DC.
A parte do entretenimento é básica, mas legal! A partir dos 50 minutos de sua projeção, o filme fica bastante frenético e caótico, com o que se espera em ver nos filmes dessa temática: tiroteios; correrias; explosões e aquela bagunça generalizada típica de invasão alienígena, com bichos bem ágeis e com muita vontade de matar. Minha única ressalva no filme fica por conta da direção, que não ficou muito boa em algumas partes. Poderiam ter escolhido um cineasta com boa mão para filmes de ficção científica.
Embora pareça ser “mais do mesmo”, há algumas abordagens interessantes que diferem dos outros filmes de temas semelhantes.
Gostei da parte da viagem no tempo ser feita em um ambiente amplo e através da sucção. Outro ponto interessante é que os alienígenas foram liberados devido ao derretimento das geleiras. Na realidade, não sabemos se realmente é só gelo que têm debaixo das superfícies gélidas dos polos. Com isso, deram uma boa verossimilhança assustadora à origem dos alienígenas, além de terem parado na terra por acidente, não por vontade própria, conforme mostrado nos outros filmes da temática.
Finalmente deram um papel de mais destaque para a Yvonne Strahovski, é uma das atrizes do time das subestimadas e pouco conhecidas que mais gosto. Achei a química com o Chris Pratt bem autêntica, mesmo a relação e o drama dos personagens sendo bem comum e saturado no mundo do entretenimento.
18 de setembro de 2025
Minha avaliação: 8,0/10
A Coisa
3.2 826 Assista Agora“A Coisa (2011)” é um prequel do clássico filme de John Carpenter; “O Enigma de Outro Mundo (1982)”. Este filme conta a história da equipe responsável pelo descobrimento de uma nave alienígena caída na Antártida e da criatura (a coisa), congelada no continente glacial há muito tempo. O grupo norueguês decide desenterrar o alienígena para fins de estudos científicos, a partir daí começam os eventos aterrorizantes e brutais que antecedem o filme de 1982.
O filme foi dirigido pelo novato Matthijs van Heijningen Jr. Fã declarado do clássico de 1982, ele afirma que este filme é somente uma homenagem à obra de John Carpenter. No entanto, “A Coisa” deu a entender que se trata de um remake “disfarçado”, pois o filme basicamente copiou quase tudo de “O Enigma de Outro Mundo”, exceto os efeitos visuais e cenários, que aqui estão demasiadamente limpos para uma situação caótica e desesperadora. Acabou não combinando muito…
Desta vez, os efeitos visuais foram digitais, bem diferente do que vimos no filme de 1982. O CGI variou entre bom e regular, deixando muitos traços de superficialidade em algumas cenas. Apesar disso, este filme até que honrou o original dos anos 80, a criatura (a coisa) continua horripilante e praticamente impossível de ser derrotada, mesmo sendo vulnerável ao fogo. Só não tem o charme e a pegada de um bom filme oitentista e, obviamente, também sem o fator surpresa do filme do John Carpenter.
A direção acertou ao escolher Mary Elizabeth Winstead como protagonista, pois antes desse filme ela já tinha boas experiências com o terror, principalmente quando interpretou a eterna Wendy de “Premonição 3”. A atriz carregou praticamente o filme nas costas sozinha, já que os outros atores não tiveram nada a oferecer, basicamente só serviram para virar presas fáceis para a criatura.
Por fim, “A Coisa” é um filme que entrega bons momentos de terror, com mortes bem sangrentas e insanas, onde destaco a fusão de corpo/rosto da criatura com uma das vítimas. Peca um pouco na previsibilidade e também por não ter a mesma tensão e paranoia do filme original, mas mesmo assim vale a sessão e pela curiosidade em assistir aos desdobramentos que antecedem “O Enigma de Outro Mundo”.
Assistido em 3 de setembro de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
O Enigma de Outro Mundo
4.0 1,1K“O Enigma de Outro Mundo” é um fenômeno do cinema terror cósmico, dirigido brilhantemente pelo homem que entende do assunto: John Carpenter. Na época de seu lançamento, não chegou a ser um sucesso, por ser ofuscado nas bilheterias pelo filme do Steven Spielberg: “E.T.: O Extraterrestre”, mas com o passar do tempo foi conquistando seu espaço e consolidando fãs. Hoje, ele é um dos filmes mais marcantes de terror do século XX e também é considerado, por boa parte dos fãs de John Carpenter, o seu melhor filme da carreira.
As primeiras impressões do filme foram muito boas, pois gostei muito da ambientação gélida e cenários da Antártica, foram escolhas assertivas que combinam muito com o clima de terror e sensação de isolamento. Tudo isso contribuiu na criação do clímax de pavor, desespero, dúvidas, insegurança, caos, insanidade e irracionalidade dos personagens. “A Coisa” é um ser grotesco e horripilante, que faz qualquer um arrepiar as espinhas.
Os efeitos visuais da criatura beiram a perfeição, em uma grandiosíssima aula caprichada de efeitos visuais práticos, onde o filme valoriza muito essa arte tão negligenciada pelas produções atuais. A qualidade é muito surpreendente considerando o ano de lançamento do filme, neste quesito o tempo parece não passar para “O Enigma de Outro Mundo”. Com certeza, esta obra está entre os dez melhores filmes com efeitos práticos da história do cinema.
A direção de John Carpenter, a trilha sonora e a fotografia ampliam o suspense, a aflição e elevam a paranoia que permeia toda a obra, com a câmera circulando por espaços vazios e sem vida, criando um sentimento claustrofóbico e agoniante. Embora o roteiro apresente um ambiente tenso e sinistro, que tenha criado uma criatura icônica que entrou para a história, ele falha em oferecer um desenvolvimento satisfatório aos personagens e suas histórias.
Um detalhe que torna este filme único é a não materialização da ameaça, a qual se modifica e se transforma a cada enfrentamento, tornando-se imprevisível e também extremamente brutal. Não é somente um longa-metragem que o telespectador desconfia de todos, e sim um filme na qual a própria criatura (a coisa) não tem forma ou aparência fixa, além de um modus operandi completamente desconhecido. É uma obra que nenhum filme da atualidade jamais conseguiu replicar.
Assistido em 25 de agosto de 2025
Minha avaliação: 8,0/10
Chapolin Colorado (1ª Temporada)
4.3 259O seriado “Chapolin Colorado” foi produzido e gravado paralelamente com “Chaves”, com seu elenco formado pelos mesmos atores que interpretam personagens diferentes. A série foi feita para satirizar os super-heróis tradicionais das HQs, filmes e séries da Marvel, DC, etc. Chapolin Colorado é um super-herói diferente, ele é medroso demais e também muito tonto, que acaba complicando o fácil, porém consegue dar a volta por cima com muita 'astúcia'.
“Chapolin Colorado” se destaca com uma série recheada de bordões: “Não contavam com a minha astúcia!”; “Sigam-me os bons!”; “Suspeitei desde o princípio”; “Se aproveitam de minha nobreza!”; “Era exatamente isso que eu ia dizer!”. Não acho “Chapolin Colorado” tão excelente quanto “Chaves”, porém, há episódios tão bons que igualam… Os de terror são meus favoritos. Tripa Seca e O Abominável Homem das Neves foram os melhores personagens.
O seriado é tão bom de assistir que até mesmo seus efeitos visuais toscos são engraçados e com até um certo charme; é ruim, mas é bom haha. Apesar da fama e sucesso equivalente a “Chaves”, “Chapolin Colorado” não conseguiu ser tão genial e memorável quanto “Chaves”, pois não me recordo muito de vários episódios, diferente de “Chaves” que lembro da maioria. Por isso, considero “Chaves” muito melhor.
Para quem é da geração Millennials para trás, podemos nos considerar os sortudos que tivemos esse privilégio de acompanhar o auge dos trabalhos do já falecido Roberto Gómez Bolaños. Quem não ficava ansioso para chegar da escola e logo ligar a TV para acompanhar “Chaves” e “Chapolin Colorado”?
No mais, sou eternamente grato ao Silvio Santos, o homem responsável por trazer “Chaves” e “Chapolin Colorado” para a TV brasileira. Foi uma parceria de sucesso, ambos os seriados elevaram a audiência do SBT por décadas e a emissora ajudou a popularizar “Chaves” e “Chapolin” no Brasil.
28 de agosto de 2025
Minha avaliação: 7,5/10
Chaves (1ª Temporada)
4.6 790Nos anos 80, 90 e 2000; a TV aberta era a única opção de entretenimento audiovisual para praticamente todas as pessoas, não existiam essas facilidades e tantas opções de entretenimento que encontramos na internet e também nos games. Eram tempos de muitas limitações, mesmo assim, foram as melhores épocas de infância e adolescência para a maioria das pessoas. “Chaves” foi um dos motivos para que isso fosse possível, é a primeira coisa que vem à cabeça quando me perguntam o que eu fazia para me divertir na época de criança.
“Chaves” possui limitações orçamentárias e técnicas de sua época que são bem visíveis, porém, seu valor artístico e criatividade passam por cima desses percalços. A série é puro alto astral, encantadora e icônica em todos os aspectos; que conquistou milhares de fãs graças à sua ingenuidade e principalmente simplicidade. Nas primeiras vezes que assistia, ficava com dor de barriga de tanto dar gargalhadas, pois era muito engraçado as confusões, desentendimentos e situações impagáveis nas quais os personagens se metiam.
Todos os personagens são amáveis e divertidos, mas há quatro em específico que se destacam mais que os outros: Chaves, Kiko, Seu Madruga e Chiquinha. Quando o quarteto está junto numa mesma cena, eles entregam os melhores momentos da série e são a espinha dorsal do seriado. Foi graças a esses personagens que “Chaves” se tornou um marco histórico mundial e transcendeu o tempo. “Chaves” é eterno!
Roberto Gómez Bolaños foi a grande mente pensante do seriado, ele conseguiu, espetacularmente, fazer um humor simples, leve e bobo se transformar em algo memorável e único na televisão aberta. Tudo muito bem bolado e sem apelar para nenhum tipo de palavras de baixo calão. Roberto Gómez Bolaños para mim, foi o maior e melhor comediante de todos os tempos! Ele é praticamente o único que conseguiu alegrar a vida das pessoas por tantas décadas com um único programa, e ainda com uma fórmula que simplesmente não enjoa.
O seriado tem um poder único, que é fazer a gente achar graça das mesmas piadas e situações nonsenses de sempre, pois nunca deixou de ser divertido e hilário mesmo sendo repetitivo. As atrapalhadas do Chaves, a burrice do Kiko, a irritabilidade do Seu Madruga, as malandragens da Chiquinha e as confusões da turma em geral. Tudo isso faz de “Chaves” a melhor série de comédia/infantil de todos os tempos!
Se eu fosse psicólogo ou psiquiatra, indicaria “Chaves” para todos os meus pacientes com depressão, pois não há antidepressivo melhor de entretenimento que este seriado. Apesar de ter sido uma série feita para as crianças, para mim “Chaves” não tem idade, pois quando tenho tempo assisto até hoje. Por a série ser uma raridade, uma das poucas que resgata aquela memória afetiva bem escondida no subconsciente dos adultos.
Fico com o pé atrás com a pessoa que diz não gostar de “Chaves”, simplesmente não consigo assimilar isso…
23 de agosto de 2025
Minha avaliação: 10/10
Duna: A Profecia (1ª Temporada)
3.6 76 Assista AgoraAdoro ambos os filmes de “Duna” dirigidos pelo ótimo Denis Villeneuve, pois a expectativa e hype para o terceiro filme estão lá nas alturas. Mas enquanto o filme final da trilogia não está entre nós, os produtores de Duna decidiram expandir a história do universo com esse spin-off “Duna: A Profecia”, ambientada há dez mil anos após o nascimento de Paul Atreides. A história é centrada nas Bene Gesserit, uma irmandade criada somente com mulheres, que secretamente controlam a linhagem genética das Casas (Império Galáctico).
Assim como nos filmes, a série é praticamente impecável no design de produção e efeitos visuais, conseguindo manter o padrão de qualidade visto nos longas. Uma estética de muito bom gosto, agradável para a visão dos telespectadores. Por outro lado, os personagens não são muito bons, incluindo as protagonistas, você não liga muito com o que irá acontecer com eles durante os episódios, e também tanto faz quem morre e sobrevive.
“Duna: A Profecia” não foge muito daquilo que se esperava, ela é repleta de intrigas, traições e alianças que prendem o telespectador. A série não tem receio de desacelerar sua narrativa para focar em jogos de poder, revelando a complexidade das interações entre as famílias e as Bene Gesserit. Embora isso torne a trama rica e envolvente, o ritmo às vezes sofre com momentos arrastados.
A série precisou lidar com o número elevado de personagens. Muitas vezes, figuras importantes da trama desaparecem por alguns episódios e retornam em contextos que dificultam o entendimento. Além disso, a série presume que o público já conhece as dinâmicas entre as casas e os preceitos das Bene Gesserit. Apesar disso, o roteiro aposta em camadas de subtexto político e religioso, aprofundando questões como poder, fé e sacrifício.
É uma série curta, relativamente por serem somente seis episódios. Devido a isso, faltou tempo hábil para fazer o telespectador se conectar melhor com a história. Achei metade dos episódios realmente bons, já a outra metade nem tanto… Antigamente, eu criticava séries longas com 20, 22 ou até 24 episódios por temporada, mas hoje também acho muito pouco, somente 6, 7 e 8 episódios. Para mim, o ideal seria entre 10 e 12 episódios por temporada.
A nova aposta da HBO em “Duna: A Profecia” sinaliza uma intenção clara de expandir o universo de “Duna”, sem necessariamente depender dos filmes de Denis Villeneuve. A série se posiciona como um complemento robusto, mas independente, que enriquece o lore e estabelece um terreno fértil para futuras temporadas e derivados.
1ª temporada finalizada em 12 de julho de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
Dexter: Pecado Original (1ª Temporada)
4.1 90 Assista Agora“Dexter: Pecado Original” é uma prequela da série “Dexter”, iniciada em 2006 e com término em 2013, com oito temporadas. Essa nova série se passa muitos anos antes da 1ª temporada da série original, onde acompanhamos Dexter Morgan (Patrick Gibson) na sua juventude, dando seus primeiros passos como Serial Killer, ou se preferirem como um 'Assassino Justiceiro' e também paralelamente iniciando seu trabalho de perito forense na polícia de Miami.
Fiquei bastante decepcionado e aborrecido com o final de “Dexter: New Blood”, ainda mais pelo motivo pelo qual a série foi feita: para “corrigir” o desfecho da 8ª temporada, pois muitos fãs não gostaram. Porém, isso não aconteceu, acabaram entregando um péssimo final sem sentido, com roteiro ridículo, cheio de ideias toscas. No entanto, essa nova série sobre a origem do Dexter precisou de somente dois minutos iniciais para desfazer a besteira do desfecho de “Sangue Novo”. Isso me empolgou instantaneamente, causando uma primeira impressão bastante positiva sobre “Dexter: Pecado Original”.
A série foi além dessa primeira impressão, pois adorei praticamente tudo que vi. Fazia bastante tempo que não ficava realmente satisfeito com uma produção de série, que deu gosto de assistir. “Dexter” é minha série favorita de todos os tempos! E “Pecado Original” conseguiu extrair o melhor da série original, mesmo com atores totalmente novos para essa série. A qualidade é tanta que da série principal arrisco a dizer que “Dexter: Pecado Original” só perde para a 1ª e 4ª temporada.
Fiquei impressionado com as escolhas certeiras dos atores para interpretarem os protagonistas da série em suas versões mais jovens, quase todos escolhidos a dedo e com muito critério. O Patrick Gibson mergulhou de cabeça no personagem, você olha e fala: é mesmo o Dexter de quando ele era novo. Molly Brown, que interpreta a Debra, também lembra muito a personagem que era interpretada por Jennifer Carpenter. O mais legal disso tudo é a interação e química de irmãos entre os atores, tão boa quanto da série original.
No quesito perfil dos atores, essa série dá um banho em “The Last of Us”, pois a Bella Ramsey não foi uma boa escolha para interpretar a Ellie, principalmente na 2ª temporada. Já aqui temos um Angel Batista simplesmente idêntico ao interpretado por David Zayas na série principal; a atriz escolhida para interpretar a detetive LaGuerta também combina muito!
“Dexter: Pecado Original” marca a volta por cima dos roteiristas da série, por verem o erro grotesco que cometeram em “New Blood”. Dessa vez, conseguiram se redimir em grande estilo, com um roteiro coeso, bem escrito e principalmente feito com carinho para os fãs da série. A série se destaca com muitas camadas, profundidade, arcos de personagens super bem desenvolvidos, histórias paralelas bem contadas e principalmente com um roteiro maravilhoso! Que não via há tempos. Possui todos os ingredientes para uma baita série policial: com muitos mistérios, segredos, incertezas, reviravoltas e atos chocantes!
Por fim, essa nova série conseguiu manter a essência do assassino carismático Dexter (Patrick Gibson), com aquele equilíbrio entre o seu lado 'passageiro sombrio' e a humanidade dele, que faz o telespectador ficar dividido entre torcer pelas suas ações ou julgar.
1ª temporada finalizada em 24 de junho de 2025
Minha avaliação: 9,5/10
Pinguim
4.4 292 Assista AgoraApesar de ser um personagem popular, não sei praticamente nada sobre o Pinguim, já que os filmes do Batman com os quais tive mais contato foram os da trilogia do Christopher Nolan, mas nos três filmes nenhum teve a participação do Pinguim. Não tenho praticamente nenhuma lembrança dos filmes do Batman dos anos 90, onde o Pinguim fez parte de um dos filmes dirigidos por Tim Burton. Por tanto, praticamente tudo que vi nesta série sobre o personagem foi novidade.
“Pinguim” é uma série que expande o universo do filme do Batman de Robert Pattinson, dirigido por Matt Reeves. Pinguim (Colin Farrell) teve uma pequena participação no filme do “Batman”, já que no longa o vilão principal era o Charada (Paul Dano), mas dessa vez o personagem ganha um projeto exclusivo. A série se passa após os eventos do filme do “Batman (2022)”, com o Pinguim se aproveitando da ausência do homem-morcego para tentar assumir o controle da corrupta e colapsada cidade de Gotham.
A ambientação cuidadosamente construída faz de Gotham um protagonista por si só. Cada rua, prédio e sombra carregam uma personalidade que reflete a podridão e o caos da cidade, deixando claro que, mesmo com o Batman nas ruas, o crime prospera. Essa atmosfera densa e imersiva é potencializada pela direção e pelo roteiro, que entregam um equilíbrio perfeito entre tensão e ação.
“Pinguim” é uma série que em alguns momentos faz a gente torcer pelo Oswald Cobb, mas logo depois sempre acontece algo que te faz lembrar que é série sobre um VILÃO! ‘Oz’ é um personagem manipulador, sorrateiro, inteligente que só pensa em si e vive de aparências. Em vários momentos, aparenta se importar com algo, mas isso é ele sendo o que é, um enganador. O desenvolvimento de Oswald é fascinante! Ele começa como um capanga ambicioso, ainda visto como um pária entre os grandes nomes do crime, mas gradualmente vai impondo respeito, não pela força bruta, mas pela sua astúcia e pelo instinto de sobrevivência.
Colin Farrell entrega uma performance irrepreensível, completamente transformado pela maquiagem, mas ainda mais pelo seu talento. Ele interpreta um Pinguim multifacetado, transitando entre a vulnerabilidade de alguém subestimado e a ferocidade de um estrategista, que conquista seu lugar no topo com ameaças e manipulações. A série humaniza o vilão sem o eximir de seus crimes, criando um personagem que desperta empatia e repulsa em igual medida.
Sofia Falcone foi uma personagem que me surpreendeu bastante, em uma baita atuação da Cristin Milioti, todas as suas cenas me hipnotizavam, o olhar melancólico cheio de dor e ódio guardado era nítido. Sofia Falcone é uma força da natureza, oscilando entre vulnerabilidade e pura brutalidade, sempre imprevisível. Seu arco, marcado por vingança e traumas profundos, traz algumas das cenas mais intensas da temporada.
Combinando ambientação rica, personagens marcantes e uma narrativa intensa, a série nos leva para o submundo do crime, onde leis são substituídas por ameaças e acordos silenciosos. “Pinguim” é uma série que não subestima o espectador e que confia na força de seus personagens para contar uma história que não precisa ser grandiosa para ser memorável. Gotham sempre teve o potencial para ser palco de histórias assim, e “Pinguim” prova que, quando bem feita, uma narrativa mafiosa desse universo pode ser tão impactante quanto qualquer épico do gênero.
Série finalizada em 5 de junho de 2025
Minha avaliação: 8,0/10