“Alien 3” foi um filme tão podre que a própria 20th Century Fox provavelmente reconheceu que aquilo foi um grande erro. Com isso, o que deveria ser uma trilogia acabou se transformando numa tetralogia, porque deve ter batido o desespero nos produtores, na tentativa de entregar um novo filme minimamente assistível. O pavor foi tanto que trouxeram de volta a Tenente Ripley (mesmo depois de “morta”), para assegurar a audiência.
Grande problema disso foi como ela voltou, de uma maneira bem forçada e bizarra, tipo fazendo parte do DNA dos Aliens e ganhando poderes sobre-humanos, com regeneração de ferimentos instantânea e sangue de ácido. O problema disso é que, como era esperado, esta sequência foi muito questionável pelos fãs e também achincalhada igual ao terceiro filme! Entretanto, os criadores perceberam o óbvio: não existe “Alien” sem a Tenente Ripley.
Este filme que encerra um ciclo é o que menos se deve levar a sério da franquia, ele é o mais escrachado e também com uma pegada estilo trash. Mesmo assim, ficou muito melhor que seu antecessor, sendo bem mais divertido e dinâmico, além de terem trazido de volta os soldados, as armas, tiroteios e o caos total com mais aliens. Os efeitos visuais também são muito superiores em relação ao horrível terceiro filme, que mais parecia gráficos de PS2.
Sigourney Weaver atuou novamente muito bem, dá para perceber nitidamente a diferença de personalidade em relação à Ellen Ripley original. Por outro lado, essa versão mais fria e indiferente da personagem é o principal ponto negativo do filme. Obviamente, gosto mais da Tenente Ripley dos dois primeiros filmes, pois infelizmente a personagem deixou de ser memorável e passou a ser apenas comum nas sequências. Em compensação, as adições de Ron Perlman e Winona Ryder reforçaram o elenco com bons nomes.
Por fim, logicamente não tivemos um desfecho honroso para a jornada da Tenente Ripley, mas ao menos, este filme funciona como uma espécie de reparação ao que foi desenvolvido em seu antecessor. “Alien: A Ressurreição” é uma obra imperfeita, mas que entrega entretenimento de bom nível, principalmente se o analisarmos individualmente, sem comparações com os outros filmes da franquia.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Versão estendida assistida em 3 de abril de 2026 Minha avaliação: 7,0/10
Este era um dos filmes da franquia que ainda me faltava para assistir pela primeira vez, mas francamente, deveria ter continuado assim mesmo, pois pensem em um filme ruim e multipliquem por mil. Resultado = “Alien 3”. Filme que somente serviu para provar que a “maldição da terceira parte” realmente existe nas franquias, porque isso daqui é lamentável e decepcionante ao extremo.
O filme é uma bagunça geral, parece que ele foi produzido em um fundo de quintal por estagiários de cinema, ou talvez foi sabotado por concorrentes infiltrados para acabar de vez com a franquia. Não sei como foi a versão de cinema, mas a versão sem cortes, em minha visão, não muda absolutamente nada, pois quando o filme é muito ruim, simplesmente fica muito complicado para consertar.
É difícil de acreditar, mas a direção e os produtores conseguiram o impossível! Erraram tudo neste filme, simplesmente nada presta nesta porcaria! Início, fim, roteiro, personagens, ambientação, efeitos visuais e principalmente edição; tudo pensado e executado da pior forma possível! Com cenas de ação pífias e cenas de mortes malfeitas, “Alien 3” é um desvio dos dois ótimos filmes antecessores da franquia, sendo uma aula de como NÃO se fazer cinema.
A narrativa consegue ser o pior de tudo, justo um dos quesitos mais importantes para um bom filme. Já no começo de “Alien 3” (com exceção da Ripley), os dois sobreviventes do filme antecessor morreram. Pelo menos um deles poderia ter sobrevivido, para que tudo que aconteceu no segundo filme não tenha sido em vão. Aqui já ficou insustentável esta situação, mas piora ainda mais… A Tenente Ripley acabou tendo um hospedeiro Alien introduzido em seu organismo durante sua hibernação na nave que caiu. Após isso, não restou outra alternativa a não ser se sacrificar. O filme termina pior do que começou, com a morte da maior protagonista da franquia.
Enfim, “Alien 3” pega tudo que foi construído nos filmes antecessores e joga no lixo sem dó nem piedade, em uma das decisões mais estúpidas e incoerentes da história do cinema. O filme é tão deprimente e desastroso que nem mesmo a interpretação da Sigourney Weaver conseguiu salvar… Só restou para os telespectadores acompanhar diálogos chatos e sonolentos, além do aborrecimento e tédio que esta obra medíocre proporciona do início ao fim!
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Versão sem cortes assistido em 1 de abril de 2026 Minha avaliação: 3,0/10
Continuando minha maratona, finalmente chego no meu filme favorito da franquia: “Aliens: O Resgate”. O principal motivo claro para eu achar o melhor filme da saga é a direção de James Cameron, ele foi o substituto perfeito de Ridley Scott na direção para esta sequência. Cameron, no início de carreira, já se mostrava ser um cineasta completo, além de sempre tirar leite de pedra em seus filmes em relação a limitações técnicas da época e, posteriormente, se tornou o paizão do cinema moderno com “Terminator 2”.
Este filme entra para o seleto grupo de melhores sequências já lançadas da história, onde “Aliens: O Resgate” é uma aula de como fazer uma continuação de uma história fechada. O filme dedica o seu primeiro ato a expandir a mitologia do primeiro, contando o trágico futuro da Tenente Ripley e mostrando o lado mais corrupto, sujo e ganancioso da companhia Weyland-Yutani. Com isso, colocam a heroína de volta ao planeta LV-426 do filme antecessor.
Revendo o filme agora na versão estendida, notei algo interessante sobre a menção à filha de Ripley, detalhe ausente na versão normal de cinema. O filme já era ótimo na sua versão padrão, na versão sem cortes ficou ainda melhor, ao dar mais detalhes sobre o que aconteceu com os colonizadores e também mais informações sobre a vida pessoal da Tenente Ripley. Esta versão enriquece a história, deixando-a mais abrangente.
No primeiro filme, Ridley Scott deu ênfase ao terror e suspense, apostando alto em uma criatura desconhecida para causar medo e tensão no público. Já neste segundo filme, James Cameron decidiu focar mais na ação e no caos, elevando o nível de entretenimento para os telespectadores. Nesta sequência, tudo é mais intenso e frenético, com mais Aliens, mais personagens e muito mais mortes. Neste caso, 'quanto mais, melhor!' funcionou perfeitamente bem. Além disso, James Cameron corrige um erro do filme original, dando mais protagonismo aos Aliens, afinal a franquia é sobre eles e não faria sentido as criaturas continuarem em segundo plano.
“Aliens: O Resgate” consolidou de vez a memorável Tenente Ripley (Sigourney Weaver) como uma das principais heroínas da história do cinema. A personagem entrega cenas apoteóticas nesta sequência, principalmente nos instantes finais do filme, onde Ripley, com muita coragem e resiliência, coloca suas habilidades militares em prática para enfrentar sozinha a tão temível Rainha Alien. Com isso, quem ganha é o telespectador, que aprecia momentos épicos, numa luta pela sobrevivência e redenção da personagem.
Após “Terminator 1”, James Cameron provou novamente o seu valor para a indústria cinematográfica. Ele não teve receio de mudar as características da obra original, fez o filme com a sua cara e personalidade, porém, sem perder a essência do primeiro filme. Ou seja, ambos os filmes se complementam, o que falta em um, compensa no outro e vice-versa. Quando o diretor é competente, ele coloca o sarrafo lá nas alturas, azar para os sucessores em tentar superar.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Versão estendida assistida em 15 de março de 2025 Minha avaliação: 9,0/10
“Alien: Romulus” é o filme mais recente da franquia até agora… Porém, na cronologia, a história se passa logo após o filme original de 1979 (entre os filmes “Alien: O 8º Passageiro” e “Aliens: O Resgate”). Apesar de os dois últimos filmes dirigidos por Ridley Scott serem bem questionáveis, a franquia conseguiu se reerguer e manter o fôlego com a mudança de direção, pois, por incrível que pareça, a saída de Ridley Scott de diretor fez bem à franquia.
Nos filmes “Prometheus” e “Alien: Covenant”, Ridley Scott optou por renovar a franquia para os moldes atuais do cinema, entretanto, creio que isso não foi uma boa ideia, já que os filmes clássicos são melhores. Já Fede Alvarez decidiu por uma abordagem mais clássica, com referências e nostalgia, mas sem deixar o filme obsoleto. Ou seja, uniu o melhor do cinema clássico com o cinema moderno. Quando isso acontece, é praticamente impossível um filme com estas características ficar ruim.
Todo mundo sabe que o cinema atual está sofrendo com falta de criatividade e inovação. Entretanto, Fede Alvarez, mesmo com pouca experiência, conseguiu trazer algo inédito! Não só para a franquia, mas acredito que também para o cinema como um todo. A cena da gravidade zero com os ácidos foi muito bem bolada, além da alta dose de tensão e apreensão que a mesma proporciona aos telespectadores. É facilmente uma das melhores cenas de um filme de terror de todos os tempos! Sem exageros.
Apesar do filme ter poucos personagens, as boas mortes compensam isso, destaque para a morte do personagem que morre para o ácido. O elenco jovem dessa vez não prejudicou a experiência, inclusive gostei da protagonista do filme, finalmente vimos uma mulher novinha em filme de terror que NÃO é burra. Cailee Spaeny é a melhor Ellie (The Last of Us) que não tivemos.
O filme acerta em não ser pretensioso igual à série “Alien: Earth”, contendo apenas elementos básicos sem invenção de moda, mas o 'básico' aqui foi estritamente bem executado. “Alien: Romulus” realmente é muito bom, conseguindo disputar de igual para igual com o filme original, inclusive o supera em vários pontos, mesmo sendo inferior no mistério e terror.
Fede Alvarez caiu como uma luva para a direção deste filme, surpreendeu com uma grande obra que honra os clássicos, mantendo a essência dos melhores filmes da franquia, mesmo trilhando seu próprio caminho. O diretor mostrou para o público que o cinema nem sempre precisa ser esse “bicho de sete cabeças”, às vezes, o melhor caminho é não se arriscar tanto e entregar apenas o óbvio, respeitando o que os fãs esperam de um novo filme da franquia.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Assistido em 5 de março de 2026 Minha avaliação: 8,5/10
Poucos filmes envolvendo histórias com efeitos especiais complexos sobreviveram tão bem ao teste do tempo como “Alien: O 8º Passageiro”. Onde o trabalho de direção de Ridley Scott seria uma importante referência para o gênero até os dias de hoje, já que o ainda jovem cineasta demonstrava um domínio completo de condução de ótimos atores, clima de suspense e o uso acertadíssimo de enquadramentos fechados e claustrofóbicos. Elementos que ajudaram a dar uma atmosfera realmente aterrorizante no escuro e apertado interior da nave Nostromo, brilhante e funcionalmente recriada pela direção de arte inovadora.
É nesse clima de suspense total e terror constante que a trama se desenvolve e envolve o espectador de uma maneira impressionante. Especialmente por ser um filme do final dos anos 70, com gigantes e modernos cenários que, com a fotografia escura e sinistra, consegue criar o clima ideal. A ideia de um local isolado de tudo e todos deixa a todos ainda mais agoniados e tensos, porém, não apenas aterroriza, mas também provoca reflexões sobre sobrevivência, exploração espacial e os limites da humanidade diante do desconhecido. Não poderia deixar de citar os perfeitos efeitos visuais, que podem ser comparados com filmes da atualidade, inclusive, e é claro, a maquiagem incrível.
Em questão de ritmo, o filme pode ser bastante lento para as nossas sensibilidades atuais do que seria um “entretenimento pipoca”, não que isso chegue a me incomodar, mas há de se confessar que o filme assistido nos dias atuais não é o mesmo que foi há décadas atrás. O que mais envelheceu aqui disparado foi a concepção do Xenomorfo, pois a direção propôs um terror muito mais subjetivo, investindo principalmente na construção do suspense e, quando a câmera decide apresentar o seu antagonista, creio que nas sequências em que ele apenas aparece de relance… A animatrônica da criatura é simplesmente fenomenal! Já nas sequências em que ele é mostrado de corpo inteiro, é muito perceptível a presença de um dublê fantasiado. No entanto, nada disso importa de verdade, porque o Xenomorfo é simplesmente fantástico! Eu não consigo pensar em uma figura monstruosa mais emblemática e icônica do que a apresentada aqui. É um ser imponente, assustador e implacável!
O elenco aqui também deve se destacar. No geral, diria ser um elenco funcional, embora não exista nenhum personagem que seja particularmente muito aprofundado, mas eles conseguem conquistar a nossa empatia e nos fazer temer pelo destino de cada um. São personagens que pensam com o cérebro ao invés da bunda, acredito que os que mais se destacam aqui sejam Ian Holm, que consegue formar uma figura bem enigmática em seu Ash. E lógico, Sigourney Weaver, que por mais que a sua Ripley esteja muito longe de ser aquela heroína 'badass motherfucker' que ficaria conhecida nas continuações, consegue ser efetiva ao fazer uma personagem simpatizável. A sequência final, onde ela precisa enfrentar o Xenomorfo sozinha antes e depois da destruição da nave, é fácil uma das mais tensas que o cinema já produziu.
“Alien: O 8º Passageiro” é um destes filmes definitivos da história do cinema, Ridley Scott faz aqui um estudo sobre o medo ao desconhecido como poucos, onde todo o teor atmosférico e estética sci-fi dark do longa são de tamanha elegância, deixando-nos uma experiência atemporal. Com um clima de terror estabelecido por completo com a brilhante trilha sonora do mestre Jerry Goldsmith, é uma das ficções científicas de horror que mais influenciaram as produções seguintes do gênero. É uma perfeição estética, narrativa e de clima de suspense tão boa que vive mesmo após inúmeras revisões e imitações.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Revisto em 23 de fevereiro de 2026 Minha avaliação: 8,5/10
Adoro o universo Alien e, mesmo sabendo que esta série seria fraca, resolvi assistir seguindo a ordem cronológica. Entretanto, se soubesse antes de ver que “Alien: Earth” não é canônico, provavelmente não perderia tempo com isso… A obra é mais uma a ser sabotada pela “atualização para as novas gerações”, resultando em uma série ruim em praticamente todos os aspectos e sem brio.
O Xenomorfo, que deveria ser a principal atração da série, é apenas um figurante de luxo, ele aparece somente nos momentos obrigatórios, só para tentar justificar seu nome na série. “Alien: Earth” praticamente conseguiu gabaritar e remover tudo que moldou os filmes clássicos, pois simplesmente não há tensão, medo, suspense e nem cenas de ação grandiosas. A violência poderia ter sido um ponto positivo da série, mas as mortes são genéricas, sem graça e sem peso.
Os atores e personagens também não ajudam muito, pois achei que as crianças sintéticas foram inventadas para equilibrar o confronto Aliens vs. Humanos, mas não foi nada disso! Criaram um elemento novo inútil, pois não acrescenta nada relevante à história. Ainda tem o CEO lunático, megalomaníaco e esquisitão do pés-descalços, que personagem “pé no saco” esse hein! Os diretores ainda filmavam toda hora os pés do cara, parece que eles têm fetiche por pés masculinos, eu hein!…
A série até possui ideias e conceitos interessantes, mas quando colocados na prática simplesmente não deu certo! Resultado desastroso! O problema aqui é que inventaram moda demais, complicando o simples. Teria sido muito melhor se fosse somente a invasão Alien na Terra, com uma guerra iminente a caminho e líderes globais unindo forças contra os invasores.
Por fim, “Alien: Earth” é mais uma produção vexatória desses tempos atuais sombrios, onde a militância, identitarismo, ideologia e politicagem estão acima da arte. Para quem acha que estou exagerando, basta refletir e comparar “Alien: Earth” com qualquer série meia boca dos anos 2000, vocês ficarão estarrecidos com a diferença de qualidade…
Maratona Alien (Ordem Cronológica) 1ª temporada finalizada em 13 de fevereiro de 2026 Minha avaliação: 4,0/10
“Alien: Covenant” é uma continuação direta de “Prometheus”, onde apenas o personagem David (Michael Fassbender) retorna para a sequência. Ridley Scott, o diretor responsável pelo filme original, retorna para mais um filme da franquia, com o desafio de adaptar e atualizar a saga “Alien” para os moldes atuais do cinema moderno. Entretanto, infelizmente, é neste filme que Ridley Scott deu os primeiros sinais de que precisa se aposentar do cargo de diretor.
Há muitos problemas no filme, e o principal deles acredito que seja o elenco e seus personagens. Além do desenvolvimento deles ser pífio, a nova equipe de exploradores toma decisões estúpidas e consequentemente só faz cagadas durante todo o filme. Não é à toa que “Alien: Covenant” protagonizou uma das mortes mais toscas e atrapalhadas da história do cinema. A maioria dos personagens é tão burra, que você caga e anda quando eles morrem.
O roteiro também não ajuda muito, sendo menos criativo que “Prometheus”. Ele segue uma estrutura comum de toda a franquia e até toca em pontos interessantes e promissores, como: a colonização de planetas, conceito de amor das máquinas, senso de dever, uma analogia à criação nem sempre ser algo divino — e por isso a criação ser corrompida e, até uma busca de identidade e conceitos de amor relativos ao nascimento e criação. No entanto, todos esses pontos são tocados de uma maneira extremamente vaga.
A única coisa bem positiva e de destaque do filme foi o personagem do Michael Fassbender, que dessa vez apareceu em dose dupla. Gostei muito do contraste entre a diferença dos androides, a dualidade do bem vs. mal e senso de dever vs. megalomania. É indiscutivelmente o único acerto do roteiro do filme, já que o resto não se aproveita praticamente nada, principalmente porque não dá seguimento e respostas dos principais questionamentos abordados em “Prometheus”.
Na parte final do filme, Ridley Scott tentou lançar uma nova “Tenente Ripley”, com a protagonista Daniels (Katherine Waterston), mas, na minha opinião, simplesmente não colou. Primeiro, porque a atriz escolhida não tem nome para emplacar uma personagem marcante para a história do cinema. Segundo a tenente Ripley, interpretada magistralmente pela Sigourney Weaver, é uma das melhores personagens femininas da história do cinema, que ficará eternizada para sempre na indústria. Ela é simplesmente irreplicável e insubstituível na franquia “Alien”, é a mesma coisa que tentar jogar futebol sem bola.
Por fim, apesar de muitas críticas negativas para o filme, não o considero inteiramente ruim, mas também passa muito longe do que a franquia Alien proporcionou em seus primeiros filmes, mesmo com mais investimentos e mais recursos. Os dois primeiros filmes da franquia “Alien” continuam soberanos no universo criado por Ridley Scott.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Revisto em 13 de janeiro de 2025 Minha avaliação: 6,0/10
Na época em que assisti “Alien: Covenant” no cinema, achei que o David era um clone do androide original. No entanto, este curta esclarece que se trata do mesmo androide do filme “Prometheus”, ele foi reparado pela Elizabeth Shaw.
Com menos de três minutos, o curta confirma o que todos suspeitavam sobre David, ele é o principal vilão de toda a franquia, sendo o responsável direto por dar início à infestação xenomórfica.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Assistido no Youtube em 15 de outubro de 2025 Minha avaliação: 7,0/10
“Prometheus” é cronologicamente o primeiro filme da franquia “Alien”, mostrando como se deu a origem dos Xenomorfos. Depois de mais de 30 anos, Ridley Scott aceitou o desafio de dirigir novamente um filme da franquia, que estava pausado/engavetado desde os anos 90, pois ambos os filmes que sucedem “Aliens: O Resgate” foram rejeitados pela maioria dos críticos e público. Após esses filmes, parecia que a franquia não tinha mais futuro…
Acredito que muitos se decepcionaram com o filme porque não teve as cenas com os Aliens como nas obras clássicas dos anos 80, pois por ser um filme de origem, “Prometheus” trilhou um caminho bem diferente. Em vez de ação e aliens, o filme elaborou um mistério bem pertinente: de onde viemos? Quem criou os humanos? Qual o propósito da humanidade no universo? São questionamentos a nível global que todos gostariam de ter a resposta definitiva.
É verdade que o filme tem alguns problemas, mas também acho desproporcionais suas avaliações negativas, a ponto de achar um dos tops filmes mais subestimados do filmow. “Prometheus” conseguiu o feito de trazer algo novo para a franquia, em uma jornada exploratória vasta em descobertas, perigos inesperados e suspense bem construído. Ridley Scott ficou décadas longe da franquia, mas mesmo assim, ele deu conta do recado. O diretor manteve a ótima ambientação do filme original e ainda evoluiu bem para os padrões da atualidade.
Gostei muito da produção e da equipe de efeitos visuais. Acho imprescindível acertar a mão nestes quesitos, pois colocar gente incompetente para cuidar do visual de filmes de ficção científica é arriscado para o longa-metragem ficar sem vida. O filme é tecnicamente incrível! Destaque para o design da nave Prometheus.
A escolha do elenco também foi assertiva: Idris Elba, Charlize Theron, Michael Fassbender… Noomi Rapace não é uma das atrizes que mais gosto, porém, se saiu muito bem na sua personagem, dando conta de segurar o protagonismo. Sua cena da cesariana foi a melhor do filme.
“Prometheus” é um filme imperfeito como qualquer outro, onde sua narrativa apresenta falhas, mas mesmo assim, é uma obra que apresenta muita qualidade na maioria de seus quesitos cinematográficos. Com uma abordagem interessante, “Prometheus” trabalha com temas existencialistas. Por fim, o filme envolve, em seu contexto geral, religião, teorias evolutivas e princípios.
Maratona Alien (Ordem Cronológica) Revisto em 6 de outubro de 2025 Minha avaliação: 8,0/10
“A Guerra do Amanhã” não era um filme que eu estava na expectativa de ver algo grandioso em sua proposta, ainda mais se tratando de um tema já bastante explorado na indústria cinematográfica, além de ter sido lançado numa época lazarenta e triste para o cinema (anos 2020 e 2021). Infelizmente, os filmes, num modo geral, pioraram muito durante e após a pandemia, salvo pouquíssimas exceções que sabidamente priorizaram a qualidade de suas obras.
Os streamings estão saturando praticamente todos os gêneros cinematográficos, e isso acabou influenciando negativamente no cinema, com os estúdios e distribuidoras arrecadando cada vez menos. Com isso, as salas de cinema estão perdendo muito espaço para a indústria dos streamings. “A Guerra do Amanhã” é somente mais um entre tantos outros filmes sobre invasão alienígena, por tanto, seria bem difícil a Amazon surpreender com algo que já não havíamos visto antes…
O Prime Video ultimamente vem despejando filmes muito melhores do que os da Netflix, além de sua mensalidade ser bem mais em conta. “A Guerra do Amanhã” é um grandiosíssimo blockbuster nos quesitos produção e investimento, o filme custou 200 milhões de dólares, um valor considerado altíssimo para um lançamento direto para streaming. O CGI dos bichos e dos cenários são satisfatórios e quase ótimos em todo o filme, fazendo valer todos os gastos da Amazon, se saindo muito melhor que boa parte dos filmes atuais da Marvel e DC.
A parte do entretenimento é básica, mas legal! A partir dos 50 minutos de sua projeção, o filme fica bastante frenético e caótico, com o que se espera em ver nos filmes dessa temática: tiroteios; correrias; explosões e aquela bagunça generalizada típica de invasão alienígena, com bichos bem ágeis e com muita vontade de matar. Minha única ressalva no filme fica por conta da direção, que não ficou muito boa em algumas partes. Poderiam ter escolhido um cineasta com boa mão para filmes de ficção científica.
Embora pareça ser “mais do mesmo”, há algumas abordagens interessantes que diferem dos outros filmes de temas semelhantes.
Gostei da parte da viagem no tempo ser feita em um ambiente amplo e através da sucção. Outro ponto interessante é que os alienígenas foram liberados devido ao derretimento das geleiras. Na realidade, não sabemos se realmente é só gelo que têm debaixo das superfícies gélidas dos polos. Com isso, deram uma boa verossimilhança assustadora à origem dos alienígenas, além de terem parado na terra por acidente, não por vontade própria, conforme mostrado nos outros filmes da temática.
Finalmente deram um papel de mais destaque para a Yvonne Strahovski, é uma das atrizes do time das subestimadas e pouco conhecidas que mais gosto. Achei a química com o Chris Pratt bem autêntica, mesmo a relação e o drama dos personagens sendo bem comum e saturado no mundo do entretenimento.
“A Coisa (2011)” é um prequel do clássico filme de John Carpenter; “O Enigma de Outro Mundo (1982)”. Este filme conta a história da equipe responsável pelo descobrimento de uma nave alienígena caída na Antártida e da criatura (a coisa), congelada no continente glacial há muito tempo. O grupo norueguês decide desenterrar o alienígena para fins de estudos científicos, a partir daí começam os eventos aterrorizantes e brutais que antecedem o filme de 1982.
O filme foi dirigido pelo novato Matthijs van Heijningen Jr. Fã declarado do clássico de 1982, ele afirma que este filme é somente uma homenagem à obra de John Carpenter. No entanto, “A Coisa” deu a entender que se trata de um remake “disfarçado”, pois o filme basicamente copiou quase tudo de “O Enigma de Outro Mundo”, exceto os efeitos visuais e cenários, que aqui estão demasiadamente limpos para uma situação caótica e desesperadora. Acabou não combinando muito…
Desta vez, os efeitos visuais foram digitais, bem diferente do que vimos no filme de 1982. O CGI variou entre bom e regular, deixando muitos traços de superficialidade em algumas cenas. Apesar disso, este filme até que honrou o original dos anos 80, a criatura (a coisa) continua horripilante e praticamente impossível de ser derrotada, mesmo sendo vulnerável ao fogo. Só não tem o charme e a pegada de um bom filme oitentista e, obviamente, também sem o fator surpresa do filme do John Carpenter.
A direção acertou ao escolher Mary Elizabeth Winstead como protagonista, pois antes desse filme ela já tinha boas experiências com o terror, principalmente quando interpretou a eterna Wendy de “Premonição 3”. A atriz carregou praticamente o filme nas costas sozinha, já que os outros atores não tiveram nada a oferecer, basicamente só serviram para virar presas fáceis para a criatura.
Por fim, “A Coisa” é um filme que entrega bons momentos de terror, com mortes bem sangrentas e insanas, onde destaco a fusão de corpo/rosto da criatura com uma das vítimas. Peca um pouco na previsibilidade e também por não ter a mesma tensão e paranoia do filme original, mas mesmo assim vale a sessão e pela curiosidade em assistir aos desdobramentos que antecedem “O Enigma de Outro Mundo”.
Assistido em 3 de setembro de 2025 Minha avaliação: 7,0/10
“O Enigma de Outro Mundo” é um fenômeno do cinema terror cósmico, dirigido brilhantemente pelo homem que entende do assunto: John Carpenter. Na época de seu lançamento, não chegou a ser um sucesso, por ser ofuscado nas bilheterias pelo filme do Steven Spielberg: “E.T.: O Extraterrestre”, mas com o passar do tempo foi conquistando seu espaço e consolidando fãs. Hoje, ele é um dos filmes mais marcantes de terror do século XX e também é considerado, por boa parte dos fãs de John Carpenter, o seu melhor filme da carreira.
As primeiras impressões do filme foram muito boas, pois gostei muito da ambientação gélida e cenários da Antártica, foram escolhas assertivas que combinam muito com o clima de terror e sensação de isolamento. Tudo isso contribuiu na criação do clímax de pavor, desespero, dúvidas, insegurança, caos, insanidade e irracionalidade dos personagens. “A Coisa” é um ser grotesco e horripilante, que faz qualquer um arrepiar as espinhas.
Os efeitos visuais da criatura beiram a perfeição, em uma grandiosíssima aula caprichada de efeitos visuais práticos, onde o filme valoriza muito essa arte tão negligenciada pelas produções atuais. A qualidade é muito surpreendente considerando o ano de lançamento do filme, neste quesito o tempo parece não passar para “O Enigma de Outro Mundo”. Com certeza, esta obra está entre os dez melhores filmes com efeitos práticos da história do cinema.
A direção de John Carpenter, a trilha sonora e a fotografia ampliam o suspense, a aflição e elevam a paranoia que permeia toda a obra, com a câmera circulando por espaços vazios e sem vida, criando um sentimento claustrofóbico e agoniante. Embora o roteiro apresente um ambiente tenso e sinistro, que tenha criado uma criatura icônica que entrou para a história, ele falha em oferecer um desenvolvimento satisfatório aos personagens e suas histórias.
Um detalhe que torna este filme único é a não materialização da ameaça, a qual se modifica e se transforma a cada enfrentamento, tornando-se imprevisível e também extremamente brutal. Não é somente um longa-metragem que o telespectador desconfia de todos, e sim um filme na qual a própria criatura (a coisa) não tem forma ou aparência fixa, além de um modus operandi completamente desconhecido. É uma obra que nenhum filme da atualidade jamais conseguiu replicar.
Assistido em 25 de agosto de 2025 Minha avaliação: 8,0/10
O seriado “Chapolin Colorado” foi produzido e gravado paralelamente com “Chaves”, com seu elenco formado pelos mesmos atores que interpretam personagens diferentes. A série foi feita para satirizar os super-heróis tradicionais das HQs, filmes e séries da Marvel, DC, etc. Chapolin Colorado é um super-herói diferente, ele é medroso demais e também muito tonto, que acaba complicando o fácil, porém consegue dar a volta por cima com muita 'astúcia'.
“Chapolin Colorado” se destaca com uma série recheada de bordões: “Não contavam com a minha astúcia!”; “Sigam-me os bons!”; “Suspeitei desde o princípio”; “Se aproveitam de minha nobreza!”; “Era exatamente isso que eu ia dizer!”. Não acho “Chapolin Colorado” tão excelente quanto “Chaves”, porém, há episódios tão bons que igualam… Os de terror são meus favoritos. Tripa Seca e O Abominável Homem das Neves foram os melhores personagens.
O seriado é tão bom de assistir que até mesmo seus efeitos visuais toscos são engraçados e com até um certo charme; é ruim, mas é bom haha. Apesar da fama e sucesso equivalente a “Chaves”, “Chapolin Colorado” não conseguiu ser tão genial e memorável quanto “Chaves”, pois não me recordo muito de vários episódios, diferente de “Chaves” que lembro da maioria. Por isso, considero “Chaves” muito melhor.
Para quem é da geração Millennials para trás, podemos nos considerar os sortudos que tivemos esse privilégio de acompanhar o auge dos trabalhos do já falecido Roberto Gómez Bolaños. Quem não ficava ansioso para chegar da escola e logo ligar a TV para acompanhar “Chaves” e “Chapolin Colorado”?
No mais, sou eternamente grato ao Silvio Santos, o homem responsável por trazer “Chaves” e “Chapolin Colorado” para a TV brasileira. Foi uma parceria de sucesso, ambos os seriados elevaram a audiência do SBT por décadas e a emissora ajudou a popularizar “Chaves” e “Chapolin” no Brasil.
Nos anos 80, 90 e 2000; a TV aberta era a única opção de entretenimento audiovisual para praticamente todas as pessoas, não existiam essas facilidades e tantas opções de entretenimento que encontramos na internet e também nos games. Eram tempos de muitas limitações, mesmo assim, foram as melhores épocas de infância e adolescência para a maioria das pessoas. “Chaves” foi um dos motivos para que isso fosse possível, é a primeira coisa que vem à cabeça quando me perguntam o que eu fazia para me divertir na época de criança.
“Chaves” possui limitações orçamentárias e técnicas de sua época que são bem visíveis, porém, seu valor artístico e criatividade passam por cima desses percalços. A série é puro alto astral, encantadora e icônica em todos os aspectos; que conquistou milhares de fãs graças à sua ingenuidade e principalmente simplicidade. Nas primeiras vezes que assistia, ficava com dor de barriga de tanto dar gargalhadas, pois era muito engraçado as confusões, desentendimentos e situações impagáveis nas quais os personagens se metiam.
Todos os personagens são amáveis e divertidos, mas há quatro em específico que se destacam mais que os outros: Chaves, Kiko, Seu Madruga e Chiquinha. Quando o quarteto está junto numa mesma cena, eles entregam os melhores momentos da série e são a espinha dorsal do seriado. Foi graças a esses personagens que “Chaves” se tornou um marco histórico mundial e transcendeu o tempo. “Chaves” é eterno!
Roberto Gómez Bolaños foi a grande mente pensante do seriado, ele conseguiu, espetacularmente, fazer um humor simples, leve e bobo se transformar em algo memorável e único na televisão aberta. Tudo muito bem bolado e sem apelar para nenhum tipo de palavras de baixo calão. Roberto Gómez Bolaños para mim, foi o maior e melhor comediante de todos os tempos! Ele é praticamente o único que conseguiu alegrar a vida das pessoas por tantas décadas com um único programa, e ainda com uma fórmula que simplesmente não enjoa.
O seriado tem um poder único, que é fazer a gente achar graça das mesmas piadas e situações nonsenses de sempre, pois nunca deixou de ser divertido e hilário mesmo sendo repetitivo. As atrapalhadas do Chaves, a burrice do Kiko, a irritabilidade do Seu Madruga, as malandragens da Chiquinha e as confusões da turma em geral. Tudo isso faz de “Chaves” a melhor série de comédia/infantil de todos os tempos!
Se eu fosse psicólogo ou psiquiatra, indicaria “Chaves” para todos os meus pacientes com depressão, pois não há antidepressivo melhor de entretenimento que este seriado. Apesar de ter sido uma série feita para as crianças, para mim “Chaves” não tem idade, pois quando tenho tempo assisto até hoje. Por a série ser uma raridade, uma das poucas que resgata aquela memória afetiva bem escondida no subconsciente dos adultos.
Fico com o pé atrás com a pessoa que diz não gostar de “Chaves”, simplesmente não consigo assimilar isso…
Adoro ambos os filmes de “Duna” dirigidos pelo ótimo Denis Villeneuve, pois a expectativa e hype para o terceiro filme estão lá nas alturas. Mas enquanto o filme final da trilogia não está entre nós, os produtores de Duna decidiram expandir a história do universo com esse spin-off “Duna: A Profecia”, ambientada há dez mil anos após o nascimento de Paul Atreides. A história é centrada nas Bene Gesserit, uma irmandade criada somente com mulheres, que secretamente controlam a linhagem genética das Casas (Império Galáctico).
Assim como nos filmes, a série é praticamente impecável no design de produção e efeitos visuais, conseguindo manter o padrão de qualidade visto nos longas. Uma estética de muito bom gosto, agradável para a visão dos telespectadores. Por outro lado, os personagens não são muito bons, incluindo as protagonistas, você não liga muito com o que irá acontecer com eles durante os episódios, e também tanto faz quem morre e sobrevive.
“Duna: A Profecia” não foge muito daquilo que se esperava, ela é repleta de intrigas, traições e alianças que prendem o telespectador. A série não tem receio de desacelerar sua narrativa para focar em jogos de poder, revelando a complexidade das interações entre as famílias e as Bene Gesserit. Embora isso torne a trama rica e envolvente, o ritmo às vezes sofre com momentos arrastados.
A série precisou lidar com o número elevado de personagens. Muitas vezes, figuras importantes da trama desaparecem por alguns episódios e retornam em contextos que dificultam o entendimento. Além disso, a série presume que o público já conhece as dinâmicas entre as casas e os preceitos das Bene Gesserit. Apesar disso, o roteiro aposta em camadas de subtexto político e religioso, aprofundando questões como poder, fé e sacrifício.
É uma série curta, relativamente por serem somente seis episódios. Devido a isso, faltou tempo hábil para fazer o telespectador se conectar melhor com a história. Achei metade dos episódios realmente bons, já a outra metade nem tanto… Antigamente, eu criticava séries longas com 20, 22 ou até 24 episódios por temporada, mas hoje também acho muito pouco, somente 6, 7 e 8 episódios. Para mim, o ideal seria entre 10 e 12 episódios por temporada.
A nova aposta da HBO em “Duna: A Profecia” sinaliza uma intenção clara de expandir o universo de “Duna”, sem necessariamente depender dos filmes de Denis Villeneuve. A série se posiciona como um complemento robusto, mas independente, que enriquece o lore e estabelece um terreno fértil para futuras temporadas e derivados.
1ª temporada finalizada em 12 de julho de 2025 Minha avaliação: 7,0/10
“Dexter: Pecado Original” é uma prequela da série “Dexter”, iniciada em 2006 e com término em 2013, com oito temporadas. Essa nova série se passa muitos anos antes da 1ª temporada da série original, onde acompanhamos Dexter Morgan (Patrick Gibson) na sua juventude, dando seus primeiros passos como Serial Killer, ou se preferirem como um 'Assassino Justiceiro' e também paralelamente iniciando seu trabalho de perito forense na polícia de Miami.
Fiquei bastante decepcionado e aborrecido com o final de “Dexter: New Blood”, ainda mais pelo motivo pelo qual a série foi feita: para “corrigir” o desfecho da 8ª temporada, pois muitos fãs não gostaram. Porém, isso não aconteceu, acabaram entregando um péssimo final sem sentido, com roteiro ridículo, cheio de ideias toscas. No entanto, essa nova série sobre a origem do Dexter precisou de somente dois minutos iniciais para desfazer a besteira do desfecho de “Sangue Novo”. Isso me empolgou instantaneamente, causando uma primeira impressão bastante positiva sobre “Dexter: Pecado Original”.
A série foi além dessa primeira impressão, pois adorei praticamente tudo que vi. Fazia bastante tempo que não ficava realmente satisfeito com uma produção de série, que deu gosto de assistir. “Dexter” é minha série favorita de todos os tempos! E “Pecado Original” conseguiu extrair o melhor da série original, mesmo com atores totalmente novos para essa série. A qualidade é tanta que da série principal arrisco a dizer que “Dexter: Pecado Original” só perde para a 1ª e 4ª temporada.
Fiquei impressionado com as escolhas certeiras dos atores para interpretarem os protagonistas da série em suas versões mais jovens, quase todos escolhidos a dedo e com muito critério. O Patrick Gibson mergulhou de cabeça no personagem, você olha e fala: é mesmo o Dexter de quando ele era novo. Molly Brown, que interpreta a Debra, também lembra muito a personagem que era interpretada por Jennifer Carpenter. O mais legal disso tudo é a interação e química de irmãos entre os atores, tão boa quanto da série original.
No quesito perfil dos atores, essa série dá um banho em “The Last of Us”, pois a Bella Ramsey não foi uma boa escolha para interpretar a Ellie, principalmente na 2ª temporada. Já aqui temos um Angel Batista simplesmente idêntico ao interpretado por David Zayas na série principal; a atriz escolhida para interpretar a detetive LaGuerta também combina muito!
“Dexter: Pecado Original” marca a volta por cima dos roteiristas da série, por verem o erro grotesco que cometeram em “New Blood”. Dessa vez, conseguiram se redimir em grande estilo, com um roteiro coeso, bem escrito e principalmente feito com carinho para os fãs da série. A série se destaca com muitas camadas, profundidade, arcos de personagens super bem desenvolvidos, histórias paralelas bem contadas e principalmente com um roteiro maravilhoso! Que não via há tempos. Possui todos os ingredientes para uma baita série policial: com muitos mistérios, segredos, incertezas, reviravoltas e atos chocantes!
Por fim, essa nova série conseguiu manter a essência do assassino carismático Dexter (Patrick Gibson), com aquele equilíbrio entre o seu lado 'passageiro sombrio' e a humanidade dele, que faz o telespectador ficar dividido entre torcer pelas suas ações ou julgar.
1ª temporada finalizada em 24 de junho de 2025 Minha avaliação: 9,5/10
Apesar de ser um personagem popular, não sei praticamente nada sobre o Pinguim, já que os filmes do Batman com os quais tive mais contato foram os da trilogia do Christopher Nolan, mas nos três filmes nenhum teve a participação do Pinguim. Não tenho praticamente nenhuma lembrança dos filmes do Batman dos anos 90, onde o Pinguim fez parte de um dos filmes dirigidos por Tim Burton. Por tanto, praticamente tudo que vi nesta série sobre o personagem foi novidade.
“Pinguim” é uma série que expande o universo do filme do Batman de Robert Pattinson, dirigido por Matt Reeves. Pinguim (Colin Farrell) teve uma pequena participação no filme do “Batman”, já que no longa o vilão principal era o Charada (Paul Dano), mas dessa vez o personagem ganha um projeto exclusivo. A série se passa após os eventos do filme do “Batman (2022)”, com o Pinguim se aproveitando da ausência do homem-morcego para tentar assumir o controle da corrupta e colapsada cidade de Gotham.
A ambientação cuidadosamente construída faz de Gotham um protagonista por si só. Cada rua, prédio e sombra carregam uma personalidade que reflete a podridão e o caos da cidade, deixando claro que, mesmo com o Batman nas ruas, o crime prospera. Essa atmosfera densa e imersiva é potencializada pela direção e pelo roteiro, que entregam um equilíbrio perfeito entre tensão e ação.
“Pinguim” é uma série que em alguns momentos faz a gente torcer pelo Oswald Cobb, mas logo depois sempre acontece algo que te faz lembrar que é série sobre um VILÃO! ‘Oz’ é um personagem manipulador, sorrateiro, inteligente que só pensa em si e vive de aparências. Em vários momentos, aparenta se importar com algo, mas isso é ele sendo o que é, um enganador. O desenvolvimento de Oswald é fascinante! Ele começa como um capanga ambicioso, ainda visto como um pária entre os grandes nomes do crime, mas gradualmente vai impondo respeito, não pela força bruta, mas pela sua astúcia e pelo instinto de sobrevivência.
Colin Farrell entrega uma performance irrepreensível, completamente transformado pela maquiagem, mas ainda mais pelo seu talento. Ele interpreta um Pinguim multifacetado, transitando entre a vulnerabilidade de alguém subestimado e a ferocidade de um estrategista, que conquista seu lugar no topo com ameaças e manipulações. A série humaniza o vilão sem o eximir de seus crimes, criando um personagem que desperta empatia e repulsa em igual medida.
Sofia Falcone foi uma personagem que me surpreendeu bastante, em uma baita atuação da Cristin Milioti, todas as suas cenas me hipnotizavam, o olhar melancólico cheio de dor e ódio guardado era nítido. Sofia Falcone é uma força da natureza, oscilando entre vulnerabilidade e pura brutalidade, sempre imprevisível. Seu arco, marcado por vingança e traumas profundos, traz algumas das cenas mais intensas da temporada.
Combinando ambientação rica, personagens marcantes e uma narrativa intensa, a série nos leva para o submundo do crime, onde leis são substituídas por ameaças e acordos silenciosos. “Pinguim” é uma série que não subestima o espectador e que confia na força de seus personagens para contar uma história que não precisa ser grandiosa para ser memorável. Gotham sempre teve o potencial para ser palco de histórias assim, e “Pinguim” prova que, quando bem feita, uma narrativa mafiosa desse universo pode ser tão impactante quanto qualquer épico do gênero.
Série finalizada em 5 de junho de 2025 Minha avaliação: 8,0/10
“Round 6” da Netflix. A tão aguardada 2ª temporada da série de sucesso astronômico da principal streaming do planeta, finalmente teve lançamento lá no finalzinho do ano de 2024, sendo uma espécie de “presente” de Natal para os assinantes da Netflix. A popularidade e febre da série foi tão grande que ela acabou ganhando um reality show na vida real inspirado na série, que também foi produzido pela Netflix. Adorei a 1ª temporada de “Round 6”, me conquistou pelas boas reviravoltas na trama e obviamente estava ansioso para essa continuação…
Agora o personagem Gi Hun (Lee Jung Jae) “jogador N.º 456” é milionário, mas o custo disso tudo foi alto demais para ele suportar. O dinheiro em abundância inicialmente desejado veio, mas os traumas dos jogos também! Ele já não é mais aquele homem humilde e sorridente de antes, tudo mudou agora devido ao banho de sangue dos jogos. Gi Hun ficou obcecado em querer acabar com os jogos e seus idealizadores definitivamente (a ponto de deixar sua filha de ser prioridade e a não haver mais). Ele decide iniciar uma investigação por conta própria, para encontrar pistas que o ajudem a descobrir a localização da misteriosa ilha onde ocorrem os jogos.
Vi algumas pessoas reclamando dos dois primeiros episódios, por serem somente introdutórios e mais parados, sem o ritmo frenético de estreia da 1ª temporada. Eu até entendo isso, mas mesmo assim, gostei bastante desses episódios iniciais, pois os criadores da série conseguiram dar andamento a uma história em que muitos diziam que não precisava de continuação. Curti toda a determinação e empenho do Gi Hun, visando encontrar alguém envolvido nos jogos, mesmo perdendo muito tempo, ele não desistia…
O 3º episódio me decepcionou e simplesmente foi broxante! Não gostei de ver um jogo repetido da 1ª temporada, se propuseram a continuar com a história de “Round 6”, mas não poderiam simplesmente reciclar ideias. Pelo menos, se ligaram no erro que cometeram e os outros jogos foram algo novo. No 6º episódio, teve na minha opinião o melhor jogo da temporada, foi o mais eletrizante, caótico, tenso e desesperador; onde os jogadores precisavam da colaboração entre eles para se manterem vivos e se virar literalmente nos 30.
O último episódio foi a cereja do bolo e o mais marcante de todos! Mostrando de forma crua e visceral como as pessoas gananciosas e desesperadas por dinheiro se transformam em verdadeiros animais irracionais e sem alma. A carnificina come solta sem dó nem piedade, pois para a maioria dos jogadores, a vida dos outros não vale nada! Um ótimo episódio de soco de realidade sobre a humanidade, muito provavelmente aquilo ali aconteceria mesmo na realidade, se as pessoas passassem por aquela situação.
Enfim, essa temporada, mesmo não sendo melhor que a primeira, ainda mantém o nível bom de entretenimento. Peca em alguns detalhes, como um ou outro personagem que achei mal desenvolvido e outro que o considero totalmente desnecessário e inadequado para a trama proposta. No entanto, o saldo final ainda é bem positivo, com uma história boa e facilmente envolvente.
2ª temporada finalizada em 29 de maio de 2025 Minha avaliação: 8,0/10
Novamente dirigido pelo ator comediante Ben Stiller, a 2ª temporada de “Ruptura” chega após três anos do lançamento da 1ª temporada, sendo talvez a principal e mais importante série da Apple TV+. A 1ª temporada se destacou pelo roteiro robusto e atuações sólidas dos atores responsáveis pelos principais personagens, que trabalham em uma empresa de escritório que quer ver seus funcionários no serviço com comportamento semelhante a um robô.
A 1ª temporada de “Ruptura” parecia aqueles produtos que enganavam pela embalagem, muito bonita e chamativa por fora, mas por dentro faltava sal e tempero. Apesar disso, a maioria dos telespectadores adoraram a série, já eu não entrei muito no clima, pois dificilmente tenho paciência para histórias com andamento lento e sonolento. Mesmo sendo uma série aclamada mundialmente, não a considero uma das melhores da atualidade.
Para esta 2ª temporada, fiquei com expectativa da continuidade da história ter uma melhora significativa, com mais objetividade, dinamismo e menos burocrática. Infelizmente, não foi do jeito que esperava, especialmente os cinco primeiros episódios, de tão desinteressantes que são, os classifico como episódios imprestáveis, pois novamente os desenvolvedores cometeram os mesmos erros da 1ª temporada, com episódios fracos narrativamente e sem grandes acontecimentos. A temporada melhora a partir do 6º episódio, com os arcos dos personagens Mark e Ms. Casey.
No 6º episódio, é revelado que a esposa do Mark foi sequestrada pela Lumon, ela passa a ser cobaia da empresa contra sua vontade, por meio de um experimento que controla a sua mente por completo. O pior de tudo é que, sem saber, Mark em sua função estava auxiliando a empresa nesse processo. Entretanto, seu externo descobre a verdade e precisa da ajuda de seu interno para resgatar sua esposa; é nesse ponto que a história começa finalmente a ficar interessante.
Apesar da melhora da temporada com o passar dos episódios, achei que o roteiro entregou demais e acabou antecipando o final, com o último episódio sendo somente protocolar. Entretanto, gostei demais desse 10º episódio, que se não me engano é o único de toda a série que teve ação e gore e também bem mais agitado do que os episódios normais da série.
Enfim, uma temporada de altos e baixos, ainda acho que estão faltando alguns ajustes na maneira de conduzir a história, espero que a próxima temporada seja menos encheção de linguiça e saibam aproveitar melhor o conteúdo que têm. As atuações seguem sendo um dos pontos positivos da série, com destaque para Adam Scott, Britt Lower e Patricia Arquette.
2ª temporada finalizada em 11 de maio de 2025 Minha avaliação: 6,5/10
Já estava esperando que a 4ª temporada de “The Boys” seria bem inferior às antecessoras, pois dessa vez, não conseguiram fazer uma temporada atrativa para o telespectador. Infelizmente, trouxeram o pessoal de “Gen V” para a série principal, isso fez com que a série caísse drasticamente em qualidade, até mesmo os efeitos visuais pioraram em comparação com as três temporadas anteriores.
O desenvolvimento da história pareceu andar em círculos, a escrita do roteiro deu a impressão de desleixo, por quererem criar polêmicas desnecessárias e estragarem arcos de personagens. O que fizeram com o Francês aqui é estarrecedor! Simplesmente uma mudança drástica, sem lógica e sem contexto, tanto é que no final tentaram desfazer a cagada, mas já era tarde demais…
Gostei bastante das adições de Tempesta e Soldier Boy das temporadas antecessoras, onde os criadores mostravam que a série era bem-sucedida no quesito fator novo, com desenvolvimentos de núcleos sólidos para personagens novos. Mas nessa nova temporada isso não aconteceu, a Espoleta tinha potencial de ser uma boa personagem, mas apenas serviu para satirizar a política americana, com isso acabou ficando com seu arco fraco. Outra novidade foi Jeffrey Dean Morgan, porém seu personagem teve somente aparições apagadas e pouco contribuiu para o enredo da temporada.
Trem-Bala nesta temporada pelo menos teve um enredo, não foi um peso-morto igual nas temporadas anteriores, acho que foi o único ponto onde a 4ª temporada foi melhor que as antecessoras. Mas já sobre o Profundo… esse não tem mais jeito não, viu! Simplesmente não tem mais roteiro que sustente sua continuidade na série, o cara parece aqueles alunos que somente seguram o cartaz em uma apresentação de trabalho na escola. O ator deve ser um tremendo de um puxa-saco dos produtores para manter o emprego rsrs.
Os dois últimos episódios salvaram a temporada do fracasso, com um final até de certa forma impactante. No entanto, parece ser proposital, dão uma caprichada nos dois últimos episódios, para gerar um hype para a temporada seguinte, mas o restante dos episódios não acompanha o ritmo dos episódios finais. Aconteceu o mesmo com a outra série da Amazon: “Os Anéis de Poder”.
Enfim, essa temporada já apresentou um certo desgaste narrativo. O Eric Kripke conseguiu surpreendentemente esticar “Sobrenatural” por quinze temporadas, mas espero que ele não tente isso em “The Boys”, caso contrário irá perder a mão. A 5ª temporada tem que ser a última para o bem da série.
4ª temporada finalizada em 18 de abril de 2025 Minha avaliação: 7,0/10
Continuação da série mais ambiciosa da Prime Video no quesito produção, por ser a série mais cara da história, mesmo assim, a Amazon prometeu cinco temporadas de “Os Anéis de Poder”. O problema é que o público não está correspondendo tão bem assim… A 1ª temporada até teve uma audiência satisfatória, mas já na 2ª temporada, a audiência teve uma queda considerável. Muitos fãs do universo da Terra-Média estão insatisfeitos com os rumos da série, especialmente os leitores assíduos dos livros de J. R. R. Tolkien, onde a maioria alega falta de fidelidade com o material original.
A expectativa dessa 2ª temporada era de uma melhora nos pontos nas quais a primeira foi insuficiente, pois ficou devendo em alguns quesitos, principalmente o roteiro. Devo salientar que os dois últimos episódios são ótimos, ao serem os episódios que mais se aproximaram da grandiosidade e qualidade da trilogia “Senhor dos Anéis”, dirigida por Peter Jackson. Entretanto, o restante da temporada teve graves problemas de ritmo, com episódios se arrastando e sendo muito burocráticos. Além disso, alguns núcleos agregam pouco a história, por exemplo: o arco do estranho com as pés-peludos é uma subtrama engessada e chata de se acompanhar, beirando ao insuportável nesta temporada.
Os efeitos visuais continuam sendo o ponto alto da série, ao mesmo nível de cinema, em uma direção de arte que encanta com seu conceito visual, figurinos e fotografia. Mas também não poderia ser menos que isso, pois cada episódio da série custa absurdos 58 milhões! Uma pena que este investimento pesado não foi bem distribuído, pois deveriam ter usado esse dinheiro para contratar roteiristas melhores. Qualquer leigo sabe que um projeto audiovisual não se sustenta somente com CGI, principalmente quando se trata de séries.
Apesar dos problemas, essa 2ª temporada teve seus bons momentos. Gostei muito do arco do vilão Sauron, ele já é bem poderoso, mesmo não tendo posse dos anéis de poder que ele necessita para pôr seu plano em prática. Sauron tem uma grande facilidade de enganar pessoas como ninguém, seus poderes de manipular a realidade são impressionantes. Enfim, foi a melhor parte dessa temporada, inclusive tendo um destaque ao vilão melhor que nos filmes “Senhor dos Anéis”.
“O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder” é uma série com grande potencial de entregar mais ao telespectador, pois recursos e conteúdos não faltam para isso, mas precisam de pessoas mais capacitadas para conduzir melhor a história, que mostrem algo digno a altura do universo da Terra-Média. Talvez terem a humildade de ouvir e darem a atenção a opinião dos fãs, já seria um bom começo. Apesar do arco de Sauron e dos dois últimos episódios, achei essa temporada inferior à primeira.
2ª temporada finalizada em 4 de abril de 2025 Minha avaliação: 6,5/10
Como é muito gratificante ver Sylvester Stallone ainda com saúde para continuar atuando com quase 80 anos, isso fica melhor com a dublagem maravilhosa do seu dublador oficial Luiz Motta, esse casamento perfeito é um prato cheio para os fãs brasileiros do ator. Sylvester Stallone, apesar de seus últimos filmes ruins, vem fazendo história, mais uma vez, com o personagem Dwight Manfredi de “Tulsa King”. Com certeza esse personagem ficará marcado na sua carreira como um dos seus melhores, ao lado de “Rocky” e “Rambo”.
Sylvester Stallone tem sido um ator bastante contestado em suas atuações, pois o Framboesa de Ouro não larga do seu pé. Mas é inegável que ele é um dos melhores atores no quesito presença de tela e carisma, suas improvisações também são muito boas. Ou seja, ele tem todo o necessário que seu personagem exige, já o domina desde os primeiros episódios da 1ª temporada. Vida longa ao General!
Às adições de Frank Grillo e Neal McDonough para esta temporada foram certeiras, pois esses atores combinam muito com a premissa de “Tulsa King” e ajudaram muito a somar positivamente na série. Podemos dizer que o Stallone se redimiu aqui, pois não consigo entender como o Frank não participou de pelo menos um filme da franquia “Os Mercenários”. O próprio Neal McDonough também teria sido um nome interessante para a franquia, principalmente se pegasse um papel de vilão.
Não há grandes novidades para esta 2ª temporada em relação a enredo, basicamente uma temporada muito parecida com a primeira, com o protagonista buscando expandir seus negócios, fazendo novas amizades e também inevitavelmente arrumando encrenca e novos inimigos. A diferença é que essa temporada foi mais parada que antecessor, por isso acho a 1ª temporada melhor.
Há algumas pequenas falhas de roteiro, que apresentam momentos de desconexão comparado a 1ª temporada. Resolveram focar mais nos diálogos no que na ação, o problema é que algumas subtramas ficaram esquecidas no ar e depois não tiveram continuidade. O que compensa um pouco isso é o gancho final intrigante para a próxima temporada da série.
2ª temporada finalizada em 24 de março de 2025 Minha avaliação: 7,0/10
“Reacher” é uma série que chegou para atrair o público mais saudosista, que não dispensa uma boa produção tradicional dos anos 80 e 90. A série veio com a missão de suprir a escassez de produções com o bom e velho herói/justiceiro brucutu, resgatando um pouco desse estilo de personagens que ficaram esquecidos no passado. Acho importante incentivar às novas gerações a conhecerem o que assistíamos desta época.
Diferentemente da primeira temporada, Reacher agora tem sua própria equipe para ajudá-lo, são seus amigos que ele treinou na época do exército; é a principal novidade para esta temporada. Gostei bastante da interação do quarteto, elevaram o nível do bom entretenimento, com cada um tendo suas personalidades destacadas com o passar dos episódios. Muito boa também a maneira como eles lidam com os inimigos, com criminosos e traidores, tem que ser poucas ideias mesmo!
Maratonei a temporada em apenas dois dias, pois os episódios fluem bem e são direto ao ponto, com toda a parte investigativa da série bem desenvolvida, interessante de se acompanhar e que prende a atenção. Entretanto, o último episódio ficou abaixo das expectativas, com resoluções fáceis, roteiro atropelado e sem desenvolvimento. “Reacher” é uma série que está longe de atingir o nível das melhores séries do século, mas ao menos, continua sendo melhor que os filmes protagonizados pelo Tom Cruise.
Alan Ritchson continua desempenhando bem seu papel, que possivelmente será o seu personagem de mais destaque de toda sua carreira, já que a série vem mostrando que têm futuro e já está com a quarta temporada em desenvolvimento. O ator serve bem como uma espécie de dublê dos atores casca-grossa do passado, como: Chuck Norris, Steven Seagal, Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Van Damme, entre outros.
Ainda sobre o protagonista, acho que continua faltando um oponente a altura na hora da porrada, pois até agora, em duas temporadas, ninguém deu pro cheiro. Isso segue sendo um problema no roteiro, pois sempre tende a facilitar às coisas para o lado do protagonista. Falta ousar nessa parte, quem sabe contratar um nome de peso, que faça um vilão memorável e bata de frente com Reacher.
2ª temporada finalizada em 19 de março de 2025 Minha avaliação: 7,5/10
Alien: A Ressurreição
3.1 520 Assista Agora“Alien 3” foi um filme tão podre que a própria 20th Century Fox provavelmente reconheceu que aquilo foi um grande erro. Com isso, o que deveria ser uma trilogia acabou se transformando numa tetralogia, porque deve ter batido o desespero nos produtores, na tentativa de entregar um novo filme minimamente assistível. O pavor foi tanto que trouxeram de volta a Tenente Ripley (mesmo depois de “morta”), para assegurar a audiência.
Grande problema disso foi como ela voltou, de uma maneira bem forçada e bizarra, tipo fazendo parte do DNA dos Aliens e ganhando poderes sobre-humanos, com regeneração de ferimentos instantânea e sangue de ácido. O problema disso é que, como era esperado, esta sequência foi muito questionável pelos fãs e também achincalhada igual ao terceiro filme! Entretanto, os criadores perceberam o óbvio: não existe “Alien” sem a Tenente Ripley.
Este filme que encerra um ciclo é o que menos se deve levar a sério da franquia, ele é o mais escrachado e também com uma pegada estilo trash. Mesmo assim, ficou muito melhor que seu antecessor, sendo bem mais divertido e dinâmico, além de terem trazido de volta os soldados, as armas, tiroteios e o caos total com mais aliens. Os efeitos visuais também são muito superiores em relação ao horrível terceiro filme, que mais parecia gráficos de PS2.
Sigourney Weaver atuou novamente muito bem, dá para perceber nitidamente a diferença de personalidade em relação à Ellen Ripley original. Por outro lado, essa versão mais fria e indiferente da personagem é o principal ponto negativo do filme. Obviamente, gosto mais da Tenente Ripley dos dois primeiros filmes, pois infelizmente a personagem deixou de ser memorável e passou a ser apenas comum nas sequências. Em compensação, as adições de Ron Perlman e Winona Ryder reforçaram o elenco com bons nomes.
Por fim, logicamente não tivemos um desfecho honroso para a jornada da Tenente Ripley, mas ao menos, este filme funciona como uma espécie de reparação ao que foi desenvolvido em seu antecessor. “Alien: A Ressurreição” é uma obra imperfeita, mas que entrega entretenimento de bom nível, principalmente se o analisarmos individualmente, sem comparações com os outros filmes da franquia.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Versão estendida assistida em 3 de abril de 2026
Minha avaliação: 7,0/10
Alien 3
3.2 583 Assista AgoraEste era um dos filmes da franquia que ainda me faltava para assistir pela primeira vez, mas francamente, deveria ter continuado assim mesmo, pois pensem em um filme ruim e multipliquem por mil. Resultado = “Alien 3”. Filme que somente serviu para provar que a “maldição da terceira parte” realmente existe nas franquias, porque isso daqui é lamentável e decepcionante ao extremo.
O filme é uma bagunça geral, parece que ele foi produzido em um fundo de quintal por estagiários de cinema, ou talvez foi sabotado por concorrentes infiltrados para acabar de vez com a franquia. Não sei como foi a versão de cinema, mas a versão sem cortes, em minha visão, não muda absolutamente nada, pois quando o filme é muito ruim, simplesmente fica muito complicado para consertar.
É difícil de acreditar, mas a direção e os produtores conseguiram o impossível! Erraram tudo neste filme, simplesmente nada presta nesta porcaria! Início, fim, roteiro, personagens, ambientação, efeitos visuais e principalmente edição; tudo pensado e executado da pior forma possível! Com cenas de ação pífias e cenas de mortes malfeitas, “Alien 3” é um desvio dos dois ótimos filmes antecessores da franquia, sendo uma aula de como NÃO se fazer cinema.
A narrativa consegue ser o pior de tudo, justo um dos quesitos mais importantes para um bom filme. Já no começo de “Alien 3” (com exceção da Ripley), os dois sobreviventes do filme antecessor morreram. Pelo menos um deles poderia ter sobrevivido, para que tudo que aconteceu no segundo filme não tenha sido em vão. Aqui já ficou insustentável esta situação, mas piora ainda mais… A Tenente Ripley acabou tendo um hospedeiro Alien introduzido em seu organismo durante sua hibernação na nave que caiu. Após isso, não restou outra alternativa a não ser se sacrificar. O filme termina pior do que começou, com a morte da maior protagonista da franquia.
Enfim, “Alien 3” pega tudo que foi construído nos filmes antecessores e joga no lixo sem dó nem piedade, em uma das decisões mais estúpidas e incoerentes da história do cinema. O filme é tão deprimente e desastroso que nem mesmo a interpretação da Sigourney Weaver conseguiu salvar… Só restou para os telespectadores acompanhar diálogos chatos e sonolentos, além do aborrecimento e tédio que esta obra medíocre proporciona do início ao fim!
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Versão sem cortes assistido em 1 de abril de 2026
Minha avaliação: 3,0/10
Aliens: O Resgate
4.0 866 Assista AgoraContinuando minha maratona, finalmente chego no meu filme favorito da franquia: “Aliens: O Resgate”. O principal motivo claro para eu achar o melhor filme da saga é a direção de James Cameron, ele foi o substituto perfeito de Ridley Scott na direção para esta sequência. Cameron, no início de carreira, já se mostrava ser um cineasta completo, além de sempre tirar leite de pedra em seus filmes em relação a limitações técnicas da época e, posteriormente, se tornou o paizão do cinema moderno com “Terminator 2”.
Este filme entra para o seleto grupo de melhores sequências já lançadas da história, onde “Aliens: O Resgate” é uma aula de como fazer uma continuação de uma história fechada. O filme dedica o seu primeiro ato a expandir a mitologia do primeiro, contando o trágico futuro da Tenente Ripley e mostrando o lado mais corrupto, sujo e ganancioso da companhia Weyland-Yutani. Com isso, colocam a heroína de volta ao planeta LV-426 do filme antecessor.
Revendo o filme agora na versão estendida, notei algo interessante sobre a menção à filha de Ripley, detalhe ausente na versão normal de cinema. O filme já era ótimo na sua versão padrão, na versão sem cortes ficou ainda melhor, ao dar mais detalhes sobre o que aconteceu com os colonizadores e também mais informações sobre a vida pessoal da Tenente Ripley. Esta versão enriquece a história, deixando-a mais abrangente.
No primeiro filme, Ridley Scott deu ênfase ao terror e suspense, apostando alto em uma criatura desconhecida para causar medo e tensão no público. Já neste segundo filme, James Cameron decidiu focar mais na ação e no caos, elevando o nível de entretenimento para os telespectadores. Nesta sequência, tudo é mais intenso e frenético, com mais Aliens, mais personagens e muito mais mortes. Neste caso, 'quanto mais, melhor!' funcionou perfeitamente bem. Além disso, James Cameron corrige um erro do filme original, dando mais protagonismo aos Aliens, afinal a franquia é sobre eles e não faria sentido as criaturas continuarem em segundo plano.
“Aliens: O Resgate” consolidou de vez a memorável Tenente Ripley (Sigourney Weaver) como uma das principais heroínas da história do cinema. A personagem entrega cenas apoteóticas nesta sequência, principalmente nos instantes finais do filme, onde Ripley, com muita coragem e resiliência, coloca suas habilidades militares em prática para enfrentar sozinha a tão temível Rainha Alien. Com isso, quem ganha é o telespectador, que aprecia momentos épicos, numa luta pela sobrevivência e redenção da personagem.
Após “Terminator 1”, James Cameron provou novamente o seu valor para a indústria cinematográfica. Ele não teve receio de mudar as características da obra original, fez o filme com a sua cara e personalidade, porém, sem perder a essência do primeiro filme. Ou seja, ambos os filmes se complementam, o que falta em um, compensa no outro e vice-versa. Quando o diretor é competente, ele coloca o sarrafo lá nas alturas, azar para os sucessores em tentar superar.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Versão estendida assistida em 15 de março de 2025
Minha avaliação: 9,0/10
Alien: Romulus
3.7 758 Assista Agora“Alien: Romulus” é o filme mais recente da franquia até agora… Porém, na cronologia, a história se passa logo após o filme original de 1979 (entre os filmes “Alien: O 8º Passageiro” e “Aliens: O Resgate”). Apesar de os dois últimos filmes dirigidos por Ridley Scott serem bem questionáveis, a franquia conseguiu se reerguer e manter o fôlego com a mudança de direção, pois, por incrível que pareça, a saída de Ridley Scott de diretor fez bem à franquia.
Nos filmes “Prometheus” e “Alien: Covenant”, Ridley Scott optou por renovar a franquia para os moldes atuais do cinema, entretanto, creio que isso não foi uma boa ideia, já que os filmes clássicos são melhores. Já Fede Alvarez decidiu por uma abordagem mais clássica, com referências e nostalgia, mas sem deixar o filme obsoleto. Ou seja, uniu o melhor do cinema clássico com o cinema moderno. Quando isso acontece, é praticamente impossível um filme com estas características ficar ruim.
Todo mundo sabe que o cinema atual está sofrendo com falta de criatividade e inovação. Entretanto, Fede Alvarez, mesmo com pouca experiência, conseguiu trazer algo inédito! Não só para a franquia, mas acredito que também para o cinema como um todo. A cena da gravidade zero com os ácidos foi muito bem bolada, além da alta dose de tensão e apreensão que a mesma proporciona aos telespectadores. É facilmente uma das melhores cenas de um filme de terror de todos os tempos! Sem exageros.
Apesar do filme ter poucos personagens, as boas mortes compensam isso, destaque para a morte do personagem que morre para o ácido. O elenco jovem dessa vez não prejudicou a experiência, inclusive gostei da protagonista do filme, finalmente vimos uma mulher novinha em filme de terror que NÃO é burra. Cailee Spaeny é a melhor Ellie (The Last of Us) que não tivemos.
O filme acerta em não ser pretensioso igual à série “Alien: Earth”, contendo apenas elementos básicos sem invenção de moda, mas o 'básico' aqui foi estritamente bem executado. “Alien: Romulus” realmente é muito bom, conseguindo disputar de igual para igual com o filme original, inclusive o supera em vários pontos, mesmo sendo inferior no mistério e terror.
Fede Alvarez caiu como uma luva para a direção deste filme, surpreendeu com uma grande obra que honra os clássicos, mantendo a essência dos melhores filmes da franquia, mesmo trilhando seu próprio caminho. O diretor mostrou para o público que o cinema nem sempre precisa ser esse “bicho de sete cabeças”, às vezes, o melhor caminho é não se arriscar tanto e entregar apenas o óbvio, respeitando o que os fãs esperam de um novo filme da franquia.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Assistido em 5 de março de 2026
Minha avaliação: 8,5/10
Alien: O Oitavo Passageiro
4.1 1,4K Assista AgoraPoucos filmes envolvendo histórias com efeitos especiais complexos sobreviveram tão bem ao teste do tempo como “Alien: O 8º Passageiro”. Onde o trabalho de direção de Ridley Scott seria uma importante referência para o gênero até os dias de hoje, já que o ainda jovem cineasta demonstrava um domínio completo de condução de ótimos atores, clima de suspense e o uso acertadíssimo de enquadramentos fechados e claustrofóbicos. Elementos que ajudaram a dar uma atmosfera realmente aterrorizante no escuro e apertado interior da nave Nostromo, brilhante e funcionalmente recriada pela direção de arte inovadora.
É nesse clima de suspense total e terror constante que a trama se desenvolve e envolve o espectador de uma maneira impressionante. Especialmente por ser um filme do final dos anos 70, com gigantes e modernos cenários que, com a fotografia escura e sinistra, consegue criar o clima ideal. A ideia de um local isolado de tudo e todos deixa a todos ainda mais agoniados e tensos, porém, não apenas aterroriza, mas também provoca reflexões sobre sobrevivência, exploração espacial e os limites da humanidade diante do desconhecido. Não poderia deixar de citar os perfeitos efeitos visuais, que podem ser comparados com filmes da atualidade, inclusive, e é claro, a maquiagem incrível.
Em questão de ritmo, o filme pode ser bastante lento para as nossas sensibilidades atuais do que seria um “entretenimento pipoca”, não que isso chegue a me incomodar, mas há de se confessar que o filme assistido nos dias atuais não é o mesmo que foi há décadas atrás. O que mais envelheceu aqui disparado foi a concepção do Xenomorfo, pois a direção propôs um terror muito mais subjetivo, investindo principalmente na construção do suspense e, quando a câmera decide apresentar o seu antagonista, creio que nas sequências em que ele apenas aparece de relance… A animatrônica da criatura é simplesmente fenomenal! Já nas sequências em que ele é mostrado de corpo inteiro, é muito perceptível a presença de um dublê fantasiado. No entanto, nada disso importa de verdade, porque o Xenomorfo é simplesmente fantástico! Eu não consigo pensar em uma figura monstruosa mais emblemática e icônica do que a apresentada aqui. É um ser imponente, assustador e implacável!
O elenco aqui também deve se destacar. No geral, diria ser um elenco funcional, embora não exista nenhum personagem que seja particularmente muito aprofundado, mas eles conseguem conquistar a nossa empatia e nos fazer temer pelo destino de cada um. São personagens que pensam com o cérebro ao invés da bunda, acredito que os que mais se destacam aqui sejam Ian Holm, que consegue formar uma figura bem enigmática em seu Ash. E lógico, Sigourney Weaver, que por mais que a sua Ripley esteja muito longe de ser aquela heroína 'badass motherfucker' que ficaria conhecida nas continuações, consegue ser efetiva ao fazer uma personagem simpatizável. A sequência final, onde ela precisa enfrentar o Xenomorfo sozinha antes e depois da destruição da nave, é fácil uma das mais tensas que o cinema já produziu.
“Alien: O 8º Passageiro” é um destes filmes definitivos da história do cinema, Ridley Scott faz aqui um estudo sobre o medo ao desconhecido como poucos, onde todo o teor atmosférico e estética sci-fi dark do longa são de tamanha elegância, deixando-nos uma experiência atemporal. Com um clima de terror estabelecido por completo com a brilhante trilha sonora do mestre Jerry Goldsmith, é uma das ficções científicas de horror que mais influenciaram as produções seguintes do gênero. É uma perfeição estética, narrativa e de clima de suspense tão boa que vive mesmo após inúmeras revisões e imitações.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Revisto em 23 de fevereiro de 2026
Minha avaliação: 8,5/10
Alien: Earth (1ª Temporada)
3.2 276 Assista AgoraAdoro o universo Alien e, mesmo sabendo que esta série seria fraca, resolvi assistir seguindo a ordem cronológica. Entretanto, se soubesse antes de ver que “Alien: Earth” não é canônico, provavelmente não perderia tempo com isso… A obra é mais uma a ser sabotada pela “atualização para as novas gerações”, resultando em uma série ruim em praticamente todos os aspectos e sem brio.
O Xenomorfo, que deveria ser a principal atração da série, é apenas um figurante de luxo, ele aparece somente nos momentos obrigatórios, só para tentar justificar seu nome na série. “Alien: Earth” praticamente conseguiu gabaritar e remover tudo que moldou os filmes clássicos, pois simplesmente não há tensão, medo, suspense e nem cenas de ação grandiosas. A violência poderia ter sido um ponto positivo da série, mas as mortes são genéricas, sem graça e sem peso.
Os atores e personagens também não ajudam muito, pois achei que as crianças sintéticas foram inventadas para equilibrar o confronto Aliens vs. Humanos, mas não foi nada disso! Criaram um elemento novo inútil, pois não acrescenta nada relevante à história. Ainda tem o CEO lunático, megalomaníaco e esquisitão do pés-descalços, que personagem “pé no saco” esse hein! Os diretores ainda filmavam toda hora os pés do cara, parece que eles têm fetiche por pés masculinos, eu hein!…
A série até possui ideias e conceitos interessantes, mas quando colocados na prática simplesmente não deu certo! Resultado desastroso! O problema aqui é que inventaram moda demais, complicando o simples. Teria sido muito melhor se fosse somente a invasão Alien na Terra, com uma guerra iminente a caminho e líderes globais unindo forças contra os invasores.
Por fim, “Alien: Earth” é mais uma produção vexatória desses tempos atuais sombrios, onde a militância, identitarismo, ideologia e politicagem estão acima da arte. Para quem acha que estou exagerando, basta refletir e comparar “Alien: Earth” com qualquer série meia boca dos anos 2000, vocês ficarão estarrecidos com a diferença de qualidade…
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
1ª temporada finalizada em 13 de fevereiro de 2026
Minha avaliação: 4,0/10
Alien: Covenant
3.0 1,3K Assista Agora“Alien: Covenant” é uma continuação direta de “Prometheus”, onde apenas o personagem David (Michael Fassbender) retorna para a sequência. Ridley Scott, o diretor responsável pelo filme original, retorna para mais um filme da franquia, com o desafio de adaptar e atualizar a saga “Alien” para os moldes atuais do cinema moderno. Entretanto, infelizmente, é neste filme que Ridley Scott deu os primeiros sinais de que precisa se aposentar do cargo de diretor.
Há muitos problemas no filme, e o principal deles acredito que seja o elenco e seus personagens. Além do desenvolvimento deles ser pífio, a nova equipe de exploradores toma decisões estúpidas e consequentemente só faz cagadas durante todo o filme. Não é à toa que “Alien: Covenant” protagonizou uma das mortes mais toscas e atrapalhadas da história do cinema. A maioria dos personagens é tão burra, que você caga e anda quando eles morrem.
O roteiro também não ajuda muito, sendo menos criativo que “Prometheus”. Ele segue uma estrutura comum de toda a franquia e até toca em pontos interessantes e promissores, como: a colonização de planetas, conceito de amor das máquinas, senso de dever, uma analogia à criação nem sempre ser algo divino — e por isso a criação ser corrompida e, até uma busca de identidade e conceitos de amor relativos ao nascimento e criação. No entanto, todos esses pontos são tocados de uma maneira extremamente vaga.
A única coisa bem positiva e de destaque do filme foi o personagem do Michael Fassbender, que dessa vez apareceu em dose dupla. Gostei muito do contraste entre a diferença dos androides, a dualidade do bem vs. mal e senso de dever vs. megalomania. É indiscutivelmente o único acerto do roteiro do filme, já que o resto não se aproveita praticamente nada, principalmente porque não dá seguimento e respostas dos principais questionamentos abordados em “Prometheus”.
Na parte final do filme, Ridley Scott tentou lançar uma nova “Tenente Ripley”, com a protagonista Daniels (Katherine Waterston), mas, na minha opinião, simplesmente não colou. Primeiro, porque a atriz escolhida não tem nome para emplacar uma personagem marcante para a história do cinema. Segundo a tenente Ripley, interpretada magistralmente pela Sigourney Weaver, é uma das melhores personagens femininas da história do cinema, que ficará eternizada para sempre na indústria. Ela é simplesmente irreplicável e insubstituível na franquia “Alien”, é a mesma coisa que tentar jogar futebol sem bola.
Por fim, apesar de muitas críticas negativas para o filme, não o considero inteiramente ruim, mas também passa muito longe do que a franquia Alien proporcionou em seus primeiros filmes, mesmo com mais investimentos e mais recursos. Os dois primeiros filmes da franquia “Alien” continuam soberanos no universo criado por Ridley Scott.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Revisto em 13 de janeiro de 2025
Minha avaliação: 6,0/10
Alien: Covenant - Prólogo: O Cruzamento
3.4 20Na época em que assisti “Alien: Covenant” no cinema, achei que o David era um clone do androide original. No entanto, este curta esclarece que se trata do mesmo androide do filme “Prometheus”, ele foi reparado pela Elizabeth Shaw.
Com menos de três minutos, o curta confirma o que todos suspeitavam sobre David, ele é o principal vilão de toda a franquia, sendo o responsável direto por dar início à infestação xenomórfica.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Assistido no Youtube em 15 de outubro de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
Prometheus
3.1 3,5K Assista Agora“Prometheus” é cronologicamente o primeiro filme da franquia “Alien”, mostrando como se deu a origem dos Xenomorfos. Depois de mais de 30 anos, Ridley Scott aceitou o desafio de dirigir novamente um filme da franquia, que estava pausado/engavetado desde os anos 90, pois ambos os filmes que sucedem “Aliens: O Resgate” foram rejeitados pela maioria dos críticos e público. Após esses filmes, parecia que a franquia não tinha mais futuro…
Acredito que muitos se decepcionaram com o filme porque não teve as cenas com os Aliens como nas obras clássicas dos anos 80, pois por ser um filme de origem, “Prometheus” trilhou um caminho bem diferente. Em vez de ação e aliens, o filme elaborou um mistério bem pertinente: de onde viemos? Quem criou os humanos? Qual o propósito da humanidade no universo? São questionamentos a nível global que todos gostariam de ter a resposta definitiva.
É verdade que o filme tem alguns problemas, mas também acho desproporcionais suas avaliações negativas, a ponto de achar um dos tops filmes mais subestimados do filmow. “Prometheus” conseguiu o feito de trazer algo novo para a franquia, em uma jornada exploratória vasta em descobertas, perigos inesperados e suspense bem construído. Ridley Scott ficou décadas longe da franquia, mas mesmo assim, ele deu conta do recado. O diretor manteve a ótima ambientação do filme original e ainda evoluiu bem para os padrões da atualidade.
Gostei muito da produção e da equipe de efeitos visuais. Acho imprescindível acertar a mão nestes quesitos, pois colocar gente incompetente para cuidar do visual de filmes de ficção científica é arriscado para o longa-metragem ficar sem vida. O filme é tecnicamente incrível! Destaque para o design da nave Prometheus.
A escolha do elenco também foi assertiva: Idris Elba, Charlize Theron, Michael Fassbender… Noomi Rapace não é uma das atrizes que mais gosto, porém, se saiu muito bem na sua personagem, dando conta de segurar o protagonismo. Sua cena da cesariana foi a melhor do filme.
“Prometheus” é um filme imperfeito como qualquer outro, onde sua narrativa apresenta falhas, mas mesmo assim, é uma obra que apresenta muita qualidade na maioria de seus quesitos cinematográficos. Com uma abordagem interessante, “Prometheus” trabalha com temas existencialistas. Por fim, o filme envolve, em seu contexto geral, religião, teorias evolutivas e princípios.
Maratona Alien (Ordem Cronológica)
Revisto em 6 de outubro de 2025
Minha avaliação: 8,0/10
A Odisseia
25Olhem só esse elenco...
Nolan não brinca em serviço.
A Guerra do Amanhã
3.2 722 Assista Agora“A Guerra do Amanhã” não era um filme que eu estava na expectativa de ver algo grandioso em sua proposta, ainda mais se tratando de um tema já bastante explorado na indústria cinematográfica, além de ter sido lançado numa época lazarenta e triste para o cinema (anos 2020 e 2021). Infelizmente, os filmes, num modo geral, pioraram muito durante e após a pandemia, salvo pouquíssimas exceções que sabidamente priorizaram a qualidade de suas obras.
Os streamings estão saturando praticamente todos os gêneros cinematográficos, e isso acabou influenciando negativamente no cinema, com os estúdios e distribuidoras arrecadando cada vez menos. Com isso, as salas de cinema estão perdendo muito espaço para a indústria dos streamings. “A Guerra do Amanhã” é somente mais um entre tantos outros filmes sobre invasão alienígena, por tanto, seria bem difícil a Amazon surpreender com algo que já não havíamos visto antes…
O Prime Video ultimamente vem despejando filmes muito melhores do que os da Netflix, além de sua mensalidade ser bem mais em conta. “A Guerra do Amanhã” é um grandiosíssimo blockbuster nos quesitos produção e investimento, o filme custou 200 milhões de dólares, um valor considerado altíssimo para um lançamento direto para streaming. O CGI dos bichos e dos cenários são satisfatórios e quase ótimos em todo o filme, fazendo valer todos os gastos da Amazon, se saindo muito melhor que boa parte dos filmes atuais da Marvel e DC.
A parte do entretenimento é básica, mas legal! A partir dos 50 minutos de sua projeção, o filme fica bastante frenético e caótico, com o que se espera em ver nos filmes dessa temática: tiroteios; correrias; explosões e aquela bagunça generalizada típica de invasão alienígena, com bichos bem ágeis e com muita vontade de matar. Minha única ressalva no filme fica por conta da direção, que não ficou muito boa em algumas partes. Poderiam ter escolhido um cineasta com boa mão para filmes de ficção científica.
Embora pareça ser “mais do mesmo”, há algumas abordagens interessantes que diferem dos outros filmes de temas semelhantes.
Gostei da parte da viagem no tempo ser feita em um ambiente amplo e através da sucção. Outro ponto interessante é que os alienígenas foram liberados devido ao derretimento das geleiras. Na realidade, não sabemos se realmente é só gelo que têm debaixo das superfícies gélidas dos polos. Com isso, deram uma boa verossimilhança assustadora à origem dos alienígenas, além de terem parado na terra por acidente, não por vontade própria, conforme mostrado nos outros filmes da temática.
Finalmente deram um papel de mais destaque para a Yvonne Strahovski, é uma das atrizes do time das subestimadas e pouco conhecidas que mais gosto. Achei a química com o Chris Pratt bem autêntica, mesmo a relação e o drama dos personagens sendo bem comum e saturado no mundo do entretenimento.
18 de setembro de 2025
Minha avaliação: 8,0/10
A Coisa
3.2 826 Assista Agora“A Coisa (2011)” é um prequel do clássico filme de John Carpenter; “O Enigma de Outro Mundo (1982)”. Este filme conta a história da equipe responsável pelo descobrimento de uma nave alienígena caída na Antártida e da criatura (a coisa), congelada no continente glacial há muito tempo. O grupo norueguês decide desenterrar o alienígena para fins de estudos científicos, a partir daí começam os eventos aterrorizantes e brutais que antecedem o filme de 1982.
O filme foi dirigido pelo novato Matthijs van Heijningen Jr. Fã declarado do clássico de 1982, ele afirma que este filme é somente uma homenagem à obra de John Carpenter. No entanto, “A Coisa” deu a entender que se trata de um remake “disfarçado”, pois o filme basicamente copiou quase tudo de “O Enigma de Outro Mundo”, exceto os efeitos visuais e cenários, que aqui estão demasiadamente limpos para uma situação caótica e desesperadora. Acabou não combinando muito…
Desta vez, os efeitos visuais foram digitais, bem diferente do que vimos no filme de 1982. O CGI variou entre bom e regular, deixando muitos traços de superficialidade em algumas cenas. Apesar disso, este filme até que honrou o original dos anos 80, a criatura (a coisa) continua horripilante e praticamente impossível de ser derrotada, mesmo sendo vulnerável ao fogo. Só não tem o charme e a pegada de um bom filme oitentista e, obviamente, também sem o fator surpresa do filme do John Carpenter.
A direção acertou ao escolher Mary Elizabeth Winstead como protagonista, pois antes desse filme ela já tinha boas experiências com o terror, principalmente quando interpretou a eterna Wendy de “Premonição 3”. A atriz carregou praticamente o filme nas costas sozinha, já que os outros atores não tiveram nada a oferecer, basicamente só serviram para virar presas fáceis para a criatura.
Por fim, “A Coisa” é um filme que entrega bons momentos de terror, com mortes bem sangrentas e insanas, onde destaco a fusão de corpo/rosto da criatura com uma das vítimas. Peca um pouco na previsibilidade e também por não ter a mesma tensão e paranoia do filme original, mas mesmo assim vale a sessão e pela curiosidade em assistir aos desdobramentos que antecedem “O Enigma de Outro Mundo”.
Assistido em 3 de setembro de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
O Enigma de Outro Mundo
4.0 1,0K Assista Agora“O Enigma de Outro Mundo” é um fenômeno do cinema terror cósmico, dirigido brilhantemente pelo homem que entende do assunto: John Carpenter. Na época de seu lançamento, não chegou a ser um sucesso, por ser ofuscado nas bilheterias pelo filme do Steven Spielberg: “E.T.: O Extraterrestre”, mas com o passar do tempo foi conquistando seu espaço e consolidando fãs. Hoje, ele é um dos filmes mais marcantes de terror do século XX e também é considerado, por boa parte dos fãs de John Carpenter, o seu melhor filme da carreira.
As primeiras impressões do filme foram muito boas, pois gostei muito da ambientação gélida e cenários da Antártica, foram escolhas assertivas que combinam muito com o clima de terror e sensação de isolamento. Tudo isso contribuiu na criação do clímax de pavor, desespero, dúvidas, insegurança, caos, insanidade e irracionalidade dos personagens. “A Coisa” é um ser grotesco e horripilante, que faz qualquer um arrepiar as espinhas.
Os efeitos visuais da criatura beiram a perfeição, em uma grandiosíssima aula caprichada de efeitos visuais práticos, onde o filme valoriza muito essa arte tão negligenciada pelas produções atuais. A qualidade é muito surpreendente considerando o ano de lançamento do filme, neste quesito o tempo parece não passar para “O Enigma de Outro Mundo”. Com certeza, esta obra está entre os dez melhores filmes com efeitos práticos da história do cinema.
A direção de John Carpenter, a trilha sonora e a fotografia ampliam o suspense, a aflição e elevam a paranoia que permeia toda a obra, com a câmera circulando por espaços vazios e sem vida, criando um sentimento claustrofóbico e agoniante. Embora o roteiro apresente um ambiente tenso e sinistro, que tenha criado uma criatura icônica que entrou para a história, ele falha em oferecer um desenvolvimento satisfatório aos personagens e suas histórias.
Um detalhe que torna este filme único é a não materialização da ameaça, a qual se modifica e se transforma a cada enfrentamento, tornando-se imprevisível e também extremamente brutal. Não é somente um longa-metragem que o telespectador desconfia de todos, e sim um filme na qual a própria criatura (a coisa) não tem forma ou aparência fixa, além de um modus operandi completamente desconhecido. É uma obra que nenhum filme da atualidade jamais conseguiu replicar.
Assistido em 25 de agosto de 2025
Minha avaliação: 8,0/10
Chapolin Colorado (1ª Temporada)
4.3 259O seriado “Chapolin Colorado” foi produzido e gravado paralelamente com “Chaves”, com seu elenco formado pelos mesmos atores que interpretam personagens diferentes. A série foi feita para satirizar os super-heróis tradicionais das HQs, filmes e séries da Marvel, DC, etc. Chapolin Colorado é um super-herói diferente, ele é medroso demais e também muito tonto, que acaba complicando o fácil, porém consegue dar a volta por cima com muita 'astúcia'.
“Chapolin Colorado” se destaca com uma série recheada de bordões: “Não contavam com a minha astúcia!”; “Sigam-me os bons!”; “Suspeitei desde o princípio”; “Se aproveitam de minha nobreza!”; “Era exatamente isso que eu ia dizer!”. Não acho “Chapolin Colorado” tão excelente quanto “Chaves”, porém, há episódios tão bons que igualam… Os de terror são meus favoritos. Tripa Seca e O Abominável Homem das Neves foram os melhores personagens.
O seriado é tão bom de assistir que até mesmo seus efeitos visuais toscos são engraçados e com até um certo charme; é ruim, mas é bom haha. Apesar da fama e sucesso equivalente a “Chaves”, “Chapolin Colorado” não conseguiu ser tão genial e memorável quanto “Chaves”, pois não me recordo muito de vários episódios, diferente de “Chaves” que lembro da maioria. Por isso, considero “Chaves” muito melhor.
Para quem é da geração Millennials para trás, podemos nos considerar os sortudos que tivemos esse privilégio de acompanhar o auge dos trabalhos do já falecido Roberto Gómez Bolaños. Quem não ficava ansioso para chegar da escola e logo ligar a TV para acompanhar “Chaves” e “Chapolin Colorado”?
No mais, sou eternamente grato ao Silvio Santos, o homem responsável por trazer “Chaves” e “Chapolin Colorado” para a TV brasileira. Foi uma parceria de sucesso, ambos os seriados elevaram a audiência do SBT por décadas e a emissora ajudou a popularizar “Chaves” e “Chapolin” no Brasil.
28 de agosto de 2025
Minha avaliação: 7,5/10
Chaves (1ª Temporada)
4.6 790Nos anos 80, 90 e 2000; a TV aberta era a única opção de entretenimento audiovisual para praticamente todas as pessoas, não existiam essas facilidades e tantas opções de entretenimento que encontramos na internet e também nos games. Eram tempos de muitas limitações, mesmo assim, foram as melhores épocas de infância e adolescência para a maioria das pessoas. “Chaves” foi um dos motivos para que isso fosse possível, é a primeira coisa que vem à cabeça quando me perguntam o que eu fazia para me divertir na época de criança.
“Chaves” possui limitações orçamentárias e técnicas de sua época que são bem visíveis, porém, seu valor artístico e criatividade passam por cima desses percalços. A série é puro alto astral, encantadora e icônica em todos os aspectos; que conquistou milhares de fãs graças à sua ingenuidade e principalmente simplicidade. Nas primeiras vezes que assistia, ficava com dor de barriga de tanto dar gargalhadas, pois era muito engraçado as confusões, desentendimentos e situações impagáveis nas quais os personagens se metiam.
Todos os personagens são amáveis e divertidos, mas há quatro em específico que se destacam mais que os outros: Chaves, Kiko, Seu Madruga e Chiquinha. Quando o quarteto está junto numa mesma cena, eles entregam os melhores momentos da série e são a espinha dorsal do seriado. Foi graças a esses personagens que “Chaves” se tornou um marco histórico mundial e transcendeu o tempo. “Chaves” é eterno!
Roberto Gómez Bolaños foi a grande mente pensante do seriado, ele conseguiu, espetacularmente, fazer um humor simples, leve e bobo se transformar em algo memorável e único na televisão aberta. Tudo muito bem bolado e sem apelar para nenhum tipo de palavras de baixo calão. Roberto Gómez Bolaños para mim, foi o maior e melhor comediante de todos os tempos! Ele é praticamente o único que conseguiu alegrar a vida das pessoas por tantas décadas com um único programa, e ainda com uma fórmula que simplesmente não enjoa.
O seriado tem um poder único, que é fazer a gente achar graça das mesmas piadas e situações nonsenses de sempre, pois nunca deixou de ser divertido e hilário mesmo sendo repetitivo. As atrapalhadas do Chaves, a burrice do Kiko, a irritabilidade do Seu Madruga, as malandragens da Chiquinha e as confusões da turma em geral. Tudo isso faz de “Chaves” a melhor série de comédia/infantil de todos os tempos!
Se eu fosse psicólogo ou psiquiatra, indicaria “Chaves” para todos os meus pacientes com depressão, pois não há antidepressivo melhor de entretenimento que este seriado. Apesar de ter sido uma série feita para as crianças, para mim “Chaves” não tem idade, pois quando tenho tempo assisto até hoje. Por a série ser uma raridade, uma das poucas que resgata aquela memória afetiva bem escondida no subconsciente dos adultos.
Fico com o pé atrás com a pessoa que diz não gostar de “Chaves”, simplesmente não consigo assimilar isso…
23 de agosto de 2025
Minha avaliação: 10/10
Duna: A Profecia (1ª Temporada)
3.6 73 Assista AgoraAdoro ambos os filmes de “Duna” dirigidos pelo ótimo Denis Villeneuve, pois a expectativa e hype para o terceiro filme estão lá nas alturas. Mas enquanto o filme final da trilogia não está entre nós, os produtores de Duna decidiram expandir a história do universo com esse spin-off “Duna: A Profecia”, ambientada há dez mil anos após o nascimento de Paul Atreides. A história é centrada nas Bene Gesserit, uma irmandade criada somente com mulheres, que secretamente controlam a linhagem genética das Casas (Império Galáctico).
Assim como nos filmes, a série é praticamente impecável no design de produção e efeitos visuais, conseguindo manter o padrão de qualidade visto nos longas. Uma estética de muito bom gosto, agradável para a visão dos telespectadores. Por outro lado, os personagens não são muito bons, incluindo as protagonistas, você não liga muito com o que irá acontecer com eles durante os episódios, e também tanto faz quem morre e sobrevive.
“Duna: A Profecia” não foge muito daquilo que se esperava, ela é repleta de intrigas, traições e alianças que prendem o telespectador. A série não tem receio de desacelerar sua narrativa para focar em jogos de poder, revelando a complexidade das interações entre as famílias e as Bene Gesserit. Embora isso torne a trama rica e envolvente, o ritmo às vezes sofre com momentos arrastados.
A série precisou lidar com o número elevado de personagens. Muitas vezes, figuras importantes da trama desaparecem por alguns episódios e retornam em contextos que dificultam o entendimento. Além disso, a série presume que o público já conhece as dinâmicas entre as casas e os preceitos das Bene Gesserit. Apesar disso, o roteiro aposta em camadas de subtexto político e religioso, aprofundando questões como poder, fé e sacrifício.
É uma série curta, relativamente por serem somente seis episódios. Devido a isso, faltou tempo hábil para fazer o telespectador se conectar melhor com a história. Achei metade dos episódios realmente bons, já a outra metade nem tanto… Antigamente, eu criticava séries longas com 20, 22 ou até 24 episódios por temporada, mas hoje também acho muito pouco, somente 6, 7 e 8 episódios. Para mim, o ideal seria entre 10 e 12 episódios por temporada.
A nova aposta da HBO em “Duna: A Profecia” sinaliza uma intenção clara de expandir o universo de “Duna”, sem necessariamente depender dos filmes de Denis Villeneuve. A série se posiciona como um complemento robusto, mas independente, que enriquece o lore e estabelece um terreno fértil para futuras temporadas e derivados.
1ª temporada finalizada em 12 de julho de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
Dexter: Pecado Original (1ª Temporada)
4.1 91 Assista Agora“Dexter: Pecado Original” é uma prequela da série “Dexter”, iniciada em 2006 e com término em 2013, com oito temporadas. Essa nova série se passa muitos anos antes da 1ª temporada da série original, onde acompanhamos Dexter Morgan (Patrick Gibson) na sua juventude, dando seus primeiros passos como Serial Killer, ou se preferirem como um 'Assassino Justiceiro' e também paralelamente iniciando seu trabalho de perito forense na polícia de Miami.
Fiquei bastante decepcionado e aborrecido com o final de “Dexter: New Blood”, ainda mais pelo motivo pelo qual a série foi feita: para “corrigir” o desfecho da 8ª temporada, pois muitos fãs não gostaram. Porém, isso não aconteceu, acabaram entregando um péssimo final sem sentido, com roteiro ridículo, cheio de ideias toscas. No entanto, essa nova série sobre a origem do Dexter precisou de somente dois minutos iniciais para desfazer a besteira do desfecho de “Sangue Novo”. Isso me empolgou instantaneamente, causando uma primeira impressão bastante positiva sobre “Dexter: Pecado Original”.
A série foi além dessa primeira impressão, pois adorei praticamente tudo que vi. Fazia bastante tempo que não ficava realmente satisfeito com uma produção de série, que deu gosto de assistir. “Dexter” é minha série favorita de todos os tempos! E “Pecado Original” conseguiu extrair o melhor da série original, mesmo com atores totalmente novos para essa série. A qualidade é tanta que da série principal arrisco a dizer que “Dexter: Pecado Original” só perde para a 1ª e 4ª temporada.
Fiquei impressionado com as escolhas certeiras dos atores para interpretarem os protagonistas da série em suas versões mais jovens, quase todos escolhidos a dedo e com muito critério. O Patrick Gibson mergulhou de cabeça no personagem, você olha e fala: é mesmo o Dexter de quando ele era novo. Molly Brown, que interpreta a Debra, também lembra muito a personagem que era interpretada por Jennifer Carpenter. O mais legal disso tudo é a interação e química de irmãos entre os atores, tão boa quanto da série original.
No quesito perfil dos atores, essa série dá um banho em “The Last of Us”, pois a Bella Ramsey não foi uma boa escolha para interpretar a Ellie, principalmente na 2ª temporada. Já aqui temos um Angel Batista simplesmente idêntico ao interpretado por David Zayas na série principal; a atriz escolhida para interpretar a detetive LaGuerta também combina muito!
“Dexter: Pecado Original” marca a volta por cima dos roteiristas da série, por verem o erro grotesco que cometeram em “New Blood”. Dessa vez, conseguiram se redimir em grande estilo, com um roteiro coeso, bem escrito e principalmente feito com carinho para os fãs da série. A série se destaca com muitas camadas, profundidade, arcos de personagens super bem desenvolvidos, histórias paralelas bem contadas e principalmente com um roteiro maravilhoso! Que não via há tempos. Possui todos os ingredientes para uma baita série policial: com muitos mistérios, segredos, incertezas, reviravoltas e atos chocantes!
Por fim, essa nova série conseguiu manter a essência do assassino carismático Dexter (Patrick Gibson), com aquele equilíbrio entre o seu lado 'passageiro sombrio' e a humanidade dele, que faz o telespectador ficar dividido entre torcer pelas suas ações ou julgar.
1ª temporada finalizada em 24 de junho de 2025
Minha avaliação: 9,5/10
Pinguim
4.4 293 Assista AgoraApesar de ser um personagem popular, não sei praticamente nada sobre o Pinguim, já que os filmes do Batman com os quais tive mais contato foram os da trilogia do Christopher Nolan, mas nos três filmes nenhum teve a participação do Pinguim. Não tenho praticamente nenhuma lembrança dos filmes do Batman dos anos 90, onde o Pinguim fez parte de um dos filmes dirigidos por Tim Burton. Por tanto, praticamente tudo que vi nesta série sobre o personagem foi novidade.
“Pinguim” é uma série que expande o universo do filme do Batman de Robert Pattinson, dirigido por Matt Reeves. Pinguim (Colin Farrell) teve uma pequena participação no filme do “Batman”, já que no longa o vilão principal era o Charada (Paul Dano), mas dessa vez o personagem ganha um projeto exclusivo. A série se passa após os eventos do filme do “Batman (2022)”, com o Pinguim se aproveitando da ausência do homem-morcego para tentar assumir o controle da corrupta e colapsada cidade de Gotham.
A ambientação cuidadosamente construída faz de Gotham um protagonista por si só. Cada rua, prédio e sombra carregam uma personalidade que reflete a podridão e o caos da cidade, deixando claro que, mesmo com o Batman nas ruas, o crime prospera. Essa atmosfera densa e imersiva é potencializada pela direção e pelo roteiro, que entregam um equilíbrio perfeito entre tensão e ação.
“Pinguim” é uma série que em alguns momentos faz a gente torcer pelo Oswald Cobb, mas logo depois sempre acontece algo que te faz lembrar que é série sobre um VILÃO! ‘Oz’ é um personagem manipulador, sorrateiro, inteligente que só pensa em si e vive de aparências. Em vários momentos, aparenta se importar com algo, mas isso é ele sendo o que é, um enganador. O desenvolvimento de Oswald é fascinante! Ele começa como um capanga ambicioso, ainda visto como um pária entre os grandes nomes do crime, mas gradualmente vai impondo respeito, não pela força bruta, mas pela sua astúcia e pelo instinto de sobrevivência.
Colin Farrell entrega uma performance irrepreensível, completamente transformado pela maquiagem, mas ainda mais pelo seu talento. Ele interpreta um Pinguim multifacetado, transitando entre a vulnerabilidade de alguém subestimado e a ferocidade de um estrategista, que conquista seu lugar no topo com ameaças e manipulações. A série humaniza o vilão sem o eximir de seus crimes, criando um personagem que desperta empatia e repulsa em igual medida.
Sofia Falcone foi uma personagem que me surpreendeu bastante, em uma baita atuação da Cristin Milioti, todas as suas cenas me hipnotizavam, o olhar melancólico cheio de dor e ódio guardado era nítido. Sofia Falcone é uma força da natureza, oscilando entre vulnerabilidade e pura brutalidade, sempre imprevisível. Seu arco, marcado por vingança e traumas profundos, traz algumas das cenas mais intensas da temporada.
Combinando ambientação rica, personagens marcantes e uma narrativa intensa, a série nos leva para o submundo do crime, onde leis são substituídas por ameaças e acordos silenciosos. “Pinguim” é uma série que não subestima o espectador e que confia na força de seus personagens para contar uma história que não precisa ser grandiosa para ser memorável. Gotham sempre teve o potencial para ser palco de histórias assim, e “Pinguim” prova que, quando bem feita, uma narrativa mafiosa desse universo pode ser tão impactante quanto qualquer épico do gênero.
Série finalizada em 5 de junho de 2025
Minha avaliação: 8,0/10
Round 6 (2ª Temporada)
3.5 417 Assista Agora“Round 6” da Netflix. A tão aguardada 2ª temporada da série de sucesso astronômico da principal streaming do planeta, finalmente teve lançamento lá no finalzinho do ano de 2024, sendo uma espécie de “presente” de Natal para os assinantes da Netflix. A popularidade e febre da série foi tão grande que ela acabou ganhando um reality show na vida real inspirado na série, que também foi produzido pela Netflix. Adorei a 1ª temporada de “Round 6”, me conquistou pelas boas reviravoltas na trama e obviamente estava ansioso para essa continuação…
Agora o personagem Gi Hun (Lee Jung Jae) “jogador N.º 456” é milionário, mas o custo disso tudo foi alto demais para ele suportar. O dinheiro em abundância inicialmente desejado veio, mas os traumas dos jogos também! Ele já não é mais aquele homem humilde e sorridente de antes, tudo mudou agora devido ao banho de sangue dos jogos. Gi Hun ficou obcecado em querer acabar com os jogos e seus idealizadores definitivamente (a ponto de deixar sua filha de ser prioridade e a não haver mais). Ele decide iniciar uma investigação por conta própria, para encontrar pistas que o ajudem a descobrir a localização da misteriosa ilha onde ocorrem os jogos.
Vi algumas pessoas reclamando dos dois primeiros episódios, por serem somente introdutórios e mais parados, sem o ritmo frenético de estreia da 1ª temporada. Eu até entendo isso, mas mesmo assim, gostei bastante desses episódios iniciais, pois os criadores da série conseguiram dar andamento a uma história em que muitos diziam que não precisava de continuação. Curti toda a determinação e empenho do Gi Hun, visando encontrar alguém envolvido nos jogos, mesmo perdendo muito tempo, ele não desistia…
O 3º episódio me decepcionou e simplesmente foi broxante! Não gostei de ver um jogo repetido da 1ª temporada, se propuseram a continuar com a história de “Round 6”, mas não poderiam simplesmente reciclar ideias. Pelo menos, se ligaram no erro que cometeram e os outros jogos foram algo novo. No 6º episódio, teve na minha opinião o melhor jogo da temporada, foi o mais eletrizante, caótico, tenso e desesperador; onde os jogadores precisavam da colaboração entre eles para se manterem vivos e se virar literalmente nos 30.
O último episódio foi a cereja do bolo e o mais marcante de todos! Mostrando de forma crua e visceral como as pessoas gananciosas e desesperadas por dinheiro se transformam em verdadeiros animais irracionais e sem alma. A carnificina come solta sem dó nem piedade, pois para a maioria dos jogadores, a vida dos outros não vale nada! Um ótimo episódio de soco de realidade sobre a humanidade, muito provavelmente aquilo ali aconteceria mesmo na realidade, se as pessoas passassem por aquela situação.
Enfim, essa temporada, mesmo não sendo melhor que a primeira, ainda mantém o nível bom de entretenimento. Peca em alguns detalhes, como um ou outro personagem que achei mal desenvolvido e outro que o considero totalmente desnecessário e inadequado para a trama proposta. No entanto, o saldo final ainda é bem positivo, com uma história boa e facilmente envolvente.
2ª temporada finalizada em 29 de maio de 2025
Minha avaliação: 8,0/10
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346 Assista AgoraNovamente dirigido pelo ator comediante Ben Stiller, a 2ª temporada de “Ruptura” chega após três anos do lançamento da 1ª temporada, sendo talvez a principal e mais importante série da Apple TV+. A 1ª temporada se destacou pelo roteiro robusto e atuações sólidas dos atores responsáveis pelos principais personagens, que trabalham em uma empresa de escritório que quer ver seus funcionários no serviço com comportamento semelhante a um robô.
A 1ª temporada de “Ruptura” parecia aqueles produtos que enganavam pela embalagem, muito bonita e chamativa por fora, mas por dentro faltava sal e tempero. Apesar disso, a maioria dos telespectadores adoraram a série, já eu não entrei muito no clima, pois dificilmente tenho paciência para histórias com andamento lento e sonolento. Mesmo sendo uma série aclamada mundialmente, não a considero uma das melhores da atualidade.
Para esta 2ª temporada, fiquei com expectativa da continuidade da história ter uma melhora significativa, com mais objetividade, dinamismo e menos burocrática. Infelizmente, não foi do jeito que esperava, especialmente os cinco primeiros episódios, de tão desinteressantes que são, os classifico como episódios imprestáveis, pois novamente os desenvolvedores cometeram os mesmos erros da 1ª temporada, com episódios fracos narrativamente e sem grandes acontecimentos. A temporada melhora a partir do 6º episódio, com os arcos dos personagens Mark e Ms. Casey.
No 6º episódio, é revelado que a esposa do Mark foi sequestrada pela Lumon, ela passa a ser cobaia da empresa contra sua vontade, por meio de um experimento que controla a sua mente por completo. O pior de tudo é que, sem saber, Mark em sua função estava auxiliando a empresa nesse processo. Entretanto, seu externo descobre a verdade e precisa da ajuda de seu interno para resgatar sua esposa; é nesse ponto que a história começa finalmente a ficar interessante.
Apesar da melhora da temporada com o passar dos episódios, achei que o roteiro entregou demais e acabou antecipando o final, com o último episódio sendo somente protocolar. Entretanto, gostei demais desse 10º episódio, que se não me engano é o único de toda a série que teve ação e gore e também bem mais agitado do que os episódios normais da série.
Enfim, uma temporada de altos e baixos, ainda acho que estão faltando alguns ajustes na maneira de conduzir a história, espero que a próxima temporada seja menos encheção de linguiça e saibam aproveitar melhor o conteúdo que têm. As atuações seguem sendo um dos pontos positivos da série, com destaque para Adam Scott, Britt Lower e Patricia Arquette.
2ª temporada finalizada em 11 de maio de 2025
Minha avaliação: 6,5/10
The Boys (4ª Temporada)
3.6 369 Assista AgoraJá estava esperando que a 4ª temporada de “The Boys” seria bem inferior às antecessoras, pois dessa vez, não conseguiram fazer uma temporada atrativa para o telespectador. Infelizmente, trouxeram o pessoal de “Gen V” para a série principal, isso fez com que a série caísse drasticamente em qualidade, até mesmo os efeitos visuais pioraram em comparação com as três temporadas anteriores.
O desenvolvimento da história pareceu andar em círculos, a escrita do roteiro deu a impressão de desleixo, por quererem criar polêmicas desnecessárias e estragarem arcos de personagens. O que fizeram com o Francês aqui é estarrecedor! Simplesmente uma mudança drástica, sem lógica e sem contexto, tanto é que no final tentaram desfazer a cagada, mas já era tarde demais…
Gostei bastante das adições de Tempesta e Soldier Boy das temporadas antecessoras, onde os criadores mostravam que a série era bem-sucedida no quesito fator novo, com desenvolvimentos de núcleos sólidos para personagens novos. Mas nessa nova temporada isso não aconteceu, a Espoleta tinha potencial de ser uma boa personagem, mas apenas serviu para satirizar a política americana, com isso acabou ficando com seu arco fraco. Outra novidade foi Jeffrey Dean Morgan, porém seu personagem teve somente aparições apagadas e pouco contribuiu para o enredo da temporada.
Trem-Bala nesta temporada pelo menos teve um enredo, não foi um peso-morto igual nas temporadas anteriores, acho que foi o único ponto onde a 4ª temporada foi melhor que as antecessoras. Mas já sobre o Profundo… esse não tem mais jeito não, viu! Simplesmente não tem mais roteiro que sustente sua continuidade na série, o cara parece aqueles alunos que somente seguram o cartaz em uma apresentação de trabalho na escola. O ator deve ser um tremendo de um puxa-saco dos produtores para manter o emprego rsrs.
Os dois últimos episódios salvaram a temporada do fracasso, com um final até de certa forma impactante. No entanto, parece ser proposital, dão uma caprichada nos dois últimos episódios, para gerar um hype para a temporada seguinte, mas o restante dos episódios não acompanha o ritmo dos episódios finais. Aconteceu o mesmo com a outra série da Amazon: “Os Anéis de Poder”.
Enfim, essa temporada já apresentou um certo desgaste narrativo. O Eric Kripke conseguiu surpreendentemente esticar “Sobrenatural” por quinze temporadas, mas espero que ele não tente isso em “The Boys”, caso contrário irá perder a mão. A 5ª temporada tem que ser a última para o bem da série.
4ª temporada finalizada em 18 de abril de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (2ª Temporada)
3.7 203 Assista AgoraContinuação da série mais ambiciosa da Prime Video no quesito produção, por ser a série mais cara da história, mesmo assim, a Amazon prometeu cinco temporadas de “Os Anéis de Poder”. O problema é que o público não está correspondendo tão bem assim… A 1ª temporada até teve uma audiência satisfatória, mas já na 2ª temporada, a audiência teve uma queda considerável. Muitos fãs do universo da Terra-Média estão insatisfeitos com os rumos da série, especialmente os leitores assíduos dos livros de J. R. R. Tolkien, onde a maioria alega falta de fidelidade com o material original.
A expectativa dessa 2ª temporada era de uma melhora nos pontos nas quais a primeira foi insuficiente, pois ficou devendo em alguns quesitos, principalmente o roteiro. Devo salientar que os dois últimos episódios são ótimos, ao serem os episódios que mais se aproximaram da grandiosidade e qualidade da trilogia “Senhor dos Anéis”, dirigida por Peter Jackson. Entretanto, o restante da temporada teve graves problemas de ritmo, com episódios se arrastando e sendo muito burocráticos. Além disso, alguns núcleos agregam pouco a história, por exemplo: o arco do estranho com as pés-peludos é uma subtrama engessada e chata de se acompanhar, beirando ao insuportável nesta temporada.
Os efeitos visuais continuam sendo o ponto alto da série, ao mesmo nível de cinema, em uma direção de arte que encanta com seu conceito visual, figurinos e fotografia. Mas também não poderia ser menos que isso, pois cada episódio da série custa absurdos 58 milhões! Uma pena que este investimento pesado não foi bem distribuído, pois deveriam ter usado esse dinheiro para contratar roteiristas melhores. Qualquer leigo sabe que um projeto audiovisual não se sustenta somente com CGI, principalmente quando se trata de séries.
Apesar dos problemas, essa 2ª temporada teve seus bons momentos. Gostei muito do arco do vilão Sauron, ele já é bem poderoso, mesmo não tendo posse dos anéis de poder que ele necessita para pôr seu plano em prática. Sauron tem uma grande facilidade de enganar pessoas como ninguém, seus poderes de manipular a realidade são impressionantes. Enfim, foi a melhor parte dessa temporada, inclusive tendo um destaque ao vilão melhor que nos filmes “Senhor dos Anéis”.
“O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder” é uma série com grande potencial de entregar mais ao telespectador, pois recursos e conteúdos não faltam para isso, mas precisam de pessoas mais capacitadas para conduzir melhor a história, que mostrem algo digno a altura do universo da Terra-Média. Talvez terem a humildade de ouvir e darem a atenção a opinião dos fãs, já seria um bom começo. Apesar do arco de Sauron e dos dois últimos episódios, achei essa temporada inferior à primeira.
2ª temporada finalizada em 4 de abril de 2025
Minha avaliação: 6,5/10
Tulsa King (2ª Temporada)
3.8 23 Assista AgoraComo é muito gratificante ver Sylvester Stallone ainda com saúde para continuar atuando com quase 80 anos, isso fica melhor com a dublagem maravilhosa do seu dublador oficial Luiz Motta, esse casamento perfeito é um prato cheio para os fãs brasileiros do ator. Sylvester Stallone, apesar de seus últimos filmes ruins, vem fazendo história, mais uma vez, com o personagem Dwight Manfredi de “Tulsa King”. Com certeza esse personagem ficará marcado na sua carreira como um dos seus melhores, ao lado de “Rocky” e “Rambo”.
Sylvester Stallone tem sido um ator bastante contestado em suas atuações, pois o Framboesa de Ouro não larga do seu pé. Mas é inegável que ele é um dos melhores atores no quesito presença de tela e carisma, suas improvisações também são muito boas. Ou seja, ele tem todo o necessário que seu personagem exige, já o domina desde os primeiros episódios da 1ª temporada. Vida longa ao General!
Às adições de Frank Grillo e Neal McDonough para esta temporada foram certeiras, pois esses atores combinam muito com a premissa de “Tulsa King” e ajudaram muito a somar positivamente na série. Podemos dizer que o Stallone se redimiu aqui, pois não consigo entender como o Frank não participou de pelo menos um filme da franquia “Os Mercenários”. O próprio Neal McDonough também teria sido um nome interessante para a franquia, principalmente se pegasse um papel de vilão.
Não há grandes novidades para esta 2ª temporada em relação a enredo, basicamente uma temporada muito parecida com a primeira, com o protagonista buscando expandir seus negócios, fazendo novas amizades e também inevitavelmente arrumando encrenca e novos inimigos. A diferença é que essa temporada foi mais parada que antecessor, por isso acho a 1ª temporada melhor.
Há algumas pequenas falhas de roteiro, que apresentam momentos de desconexão comparado a 1ª temporada. Resolveram focar mais nos diálogos no que na ação, o problema é que algumas subtramas ficaram esquecidas no ar e depois não tiveram continuidade. O que compensa um pouco isso é o gancho final intrigante para a próxima temporada da série.
2ª temporada finalizada em 24 de março de 2025
Minha avaliação: 7,0/10
Reacher (2ª Temporada)
3.8 105 Assista Agora“Reacher” é uma série que chegou para atrair o público mais saudosista, que não dispensa uma boa produção tradicional dos anos 80 e 90. A série veio com a missão de suprir a escassez de produções com o bom e velho herói/justiceiro brucutu, resgatando um pouco desse estilo de personagens que ficaram esquecidos no passado. Acho importante incentivar às novas gerações a conhecerem o que assistíamos desta época.
Diferentemente da primeira temporada, Reacher agora tem sua própria equipe para ajudá-lo, são seus amigos que ele treinou na época do exército; é a principal novidade para esta temporada. Gostei bastante da interação do quarteto, elevaram o nível do bom entretenimento, com cada um tendo suas personalidades destacadas com o passar dos episódios. Muito boa também a maneira como eles lidam com os inimigos, com criminosos e traidores, tem que ser poucas ideias mesmo!
Maratonei a temporada em apenas dois dias, pois os episódios fluem bem e são direto ao ponto, com toda a parte investigativa da série bem desenvolvida, interessante de se acompanhar e que prende a atenção. Entretanto, o último episódio ficou abaixo das expectativas, com resoluções fáceis, roteiro atropelado e sem desenvolvimento. “Reacher” é uma série que está longe de atingir o nível das melhores séries do século, mas ao menos, continua sendo melhor que os filmes protagonizados pelo Tom Cruise.
Alan Ritchson continua desempenhando bem seu papel, que possivelmente será o seu personagem de mais destaque de toda sua carreira, já que a série vem mostrando que têm futuro e já está com a quarta temporada em desenvolvimento. O ator serve bem como uma espécie de dublê dos atores casca-grossa do passado, como: Chuck Norris, Steven Seagal, Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Van Damme, entre outros.
Ainda sobre o protagonista, acho que continua faltando um oponente a altura na hora da porrada, pois até agora, em duas temporadas, ninguém deu pro cheiro. Isso segue sendo um problema no roteiro, pois sempre tende a facilitar às coisas para o lado do protagonista. Falta ousar nessa parte, quem sabe contratar um nome de peso, que faça um vilão memorável e bata de frente com Reacher.
2ª temporada finalizada em 19 de março de 2025
Minha avaliação: 7,5/10