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Data de lançamento
8 Junho 2012Duração
2089. Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green) são exploradores que encontram a mesma pintura em várias cavernas na Terra. Com base nisto, eles desenvolvem uma teoria em que a pintura aponta para um lugar específico do universo, que teria alguma relação com o início da vida no planeta. A dupla convence um milionário, Peter Weyland (Guy Pearce), a bancar uma cara expedição interestelar para investigar o assunto. Desta forma, Elizabeth e Charlie entram para a tripulação da nave Prometheus, composta pelo robô David (Michael Fassbender), a diretora Meredith Vickers (Charlize Theron), o capitão Janek (Idris Elba), entre outros. Todos, com exceção de David, hibernam em sono criogênico até que a nave chegue ao objetivo, o que acontece em 2093. Encantados com a descoberta de um novo mundo e a possibilidade de revelarem o segredo da origem da vida na Terra, Elizabeth e Charlie não percebem que o local é também bastante perigoso.
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Eu acho um filme visualmente incrível e com uma atmosfera muito boa. A parte de exploração e mistério é o que mais me prende, principalmente aquela sensação de que os personagens estão mexendo com algo que não entendem. Por outro lado, algumas decisões dos personagens são tão sem noção que dá vontade de gritar com a tela kkkkk. O filme também deixa várias coisas abertas demais.
Troço ruim, vale pelos efeitos, muito bons para uma época que não tinha IA.
A ambientação acaba sendo mais interessante que a estória, que não explica nada, não chega a lugar nenhum.
E fica uma questão, como uma produção tecnicamente tão legal, usa uma maquiagem horrorosa pra envelhecer o Guy Pearce? Não era melhor contratar um ator de idade pro papel?
Tem Alguns Spoilers...
Aqui Quem somos nós? De onde viemos? Quem nos criou?
"Prometheus" não é um filme que pretende somente contar uma história de ficção científica. O longa discute questões filosóficas profundas sobre a origem da vida, fé, criação e o significado da existência, numa história nervosa, dramática e com um final de arrepiar!
O nome da nave já fala muito sobre o tema central. Na mitologia grega, Prometeu foi o titã que roubou o fogo dos deuses para dá-lo à humanidade, permitindo que evoluíssemos, mas ele foi castigado eternamente por isso. No filme, o fogo é o mapa estelar na caverna da Escócia — a ciência e a tecnologia que permitiram aos humanos cruzarem as estrelas para alcançar seus criadores. Mas o sentido que o filme passa é que a humanidade não estava pronta para o fogo que encontrou. Eles foram atrás de respostas divinas movidos pela arrogância, por interesses e ganhos financeiros. O resultado foi um castigo: o fogo negro daquela substância, que é uma força de destruição em massa.
No início do filme, surge um ser conhecido como "Engenheiro", que sacrifica sua própria vida com aquela substância que o mata, mas dá origem a formas de vida num planeta primitivo. Mais tarde, Elizabeth Shaw descobre evidências de que esses Engenheiros podem ter criado a humanidade. Mas a pergunta braba é: **"Se nós descobrirmos quem nos criou, isso responderá quem somos?" Porque o ciclo é o seguinte:
* Os Engenheiros criaram os humanos.
* Os humanos criaram David, o androide.
* David questiona seus criadores humanos.
* Os humanos questionam os Engenheiros.
* Os Engenheiros matam o humano, tentam matar o androide e seguem para matar o resto de nós.
Elizabeth Shaw procura seus criadores porque acredita que isso dará sentido à existência humana. Shaw é uma pessoa de fé, ela acredita que existe um propósito para a humanidade. Quando finalmente encontra evidências de nossos criadores, ela esperava encontrar seres sábios e benevolentes. Mas o que se revela é algo perturbador: esses deuses não são bons. Eles são iguais aos deuses que criaram a ovelha Dolly, o ChatGPT e a Covid-19.
Mas o mal não está somente nesses criadores; está também no ser humano mesquinho, pequeno e egoísta que foi atrás dos seus deuses com objetivos medíocres. E para quebrar o nosso sistema nervoso e sanguíneo, foi a nossa própria criatura que pôs mais fogo nesse inferno de paraíso: "David".
Nós, humanos, criamos os androides à nossa imagem e semelhança e os tratamos com desprezo (como a Vickers faz). E o David olha para os humanos da mesma forma que os Engenheiros olham para nós: com frieza e um sentimento de superioridade. É um ciclo trágico: o Engenheiro cria o Homem, o Homem cria o Androide, e ambos os criadores desprezam suas criações porque seus criadores são criaturas más. Para eles, nós somos apenas um experimento biológico.
A partir daí, é um corre-corre desgraçado! O trailer do filme, seguramente eu falo que foi um dos melhores que já vi na vida! Mas o filme vai rasgando nossa mente, mostrando alienígenas diferentes de tudo que já foi visto. Rasgando escrituras, livros de história e descobertas científicas, o longa vai de carrinho no nosso peito, mostrando uma raça superior à nossa — colonizadora, tecnológica e a puta que pariu —, que faz experimentos genéticos e criou a ovelha Dolly deles: nós.
As cenas finais do filme são eletrizantes! Para impedir que a nave do Engenheiro decole com destino à Terra para exterminar a humanidade, o capitão Janek e sua tripulação colidem a Prometheus contra a nave alienígena de forma heroica. A imagem das duas naves colossais caindo e esmagando tudo no horizonte (inclusive a Vickers) é de uma beleza catastrófica.
No final, restam Shaw e o corpo despedaçado (mas ainda funcional) de David, e um "deus" cheio de ódio de sua "filha"! A cena dele indo de encontro à Dra. Shaw é desesperadora! E quando ela abre a porta da sala do polvo gigante, foi de enlouquecer na sala de cinema! A luta do Engenheiro contra aquela criatura é de matar! E o que é mais foda é que o criador dela foi morto pela criação da criatura dele. Que reviravolta!
"Quem somos? De onde viemos? Por que existimos? Qual o propósito da vida? Existe um criador?"
O filme termina com Elizabeth Shaw indo em busca dos seus criadores. O ser humano nunca para de buscar. "Prometheus" sugere que talvez nunca tenhamos respostas definitivas para essas perguntas. Mesmo assim, sempre continuamos na busca pela nossa verdade.
E como quase um epílogo, o filme nos entrega uma cena foda: o Xenomorfo (Deacon) abrindo o peito do Engenheiro morto, dando origem ao primeiro ancestral do clássico monstro do espaço.
Esse filme eh foda demais! Bem feito pakas e envolvente. Fico de cara com esse tipo de história pois beira muito a realidade. E que robozinho filha da puta hein e que cientista sinistra
A conclusão que chego deste filme é que ele, de certa forma, introduz a história do Alien.
Bom passa tempo, nada marcante.