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Data de lançamento
18 Março 2014Duração
Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar. Ao entrar para a Dauntless, ela torna-se Tris e vai enfrentar uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso, Tris conhece Four, um rapaz mais experiente na facção que ela, e que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.
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⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu a esse filme, corra daqui.
Quando uma ideia é boa, Hollywood tem uma vocação sagaz de sugar o pescoço dela até o secar. Os anos 2000 pavimentaram o cinema teen com o fenômeno de "Harry Potter", herdado logo depois pela febre "Crepúsculo" e coroado pelo "Jogos Vorazes". Os estúdios então, decretaram uma regra cínica: qualquer distopia juvenil com um adolescente especial servia para encher as salas. E essa foi a era de ouro dos revolucionários de gaveta gerados em laboratório. E exatamente nesse bonde industrial que surge "Divergente", uma obra que tenta surfar nessa onda, mas toma caldo logo quando pisa na água.
A trama nos joga em uma Chicago em ruínas, cercada por muros, onde os sobreviventes foram divididos em cinco facções baseadas em virtudes humanas (Abnegação, Audácia, Erudição, Franqueza e Amizade). É nesse tabuleiro que conhecemos Beatrice "Tris" Prior (Shailene Woodley), uma jovem que descobre não se encaixar em nenhuma caixinha por ser uma "Divergente" — uma anomalia mental que o sistema totalitário considera uma ameaça mortal. O filme ganha fôlego narrativo no seu núcleo de ação no processo de iniciação na facção da Audácia, onde Tris precisa lutar para sobreviver, esconder sua identidade e lutar pra desmascarar a conspiração política entre as facções.
O roteiro patina em originalidade, o filme se sustenta graças ao elenco jovem que tinha mais talento do que o material merecia. A linda Shailene Woodley carrega o longa nas costas com uma entrega física e emocional impressionante, encarnando perfeitamente a jornada da heroína. Ao redor dela, rostos que viriam a dominar Hollywood nos anos seguintes, tomam a tela: Ansel Elgort, o sempre formidável e detestável Miles Teller, Zoë Kravitz, Theo James e até Jai Courtney fazendo o seu clássico papel de traíra truculento. Tudo isso sem contar o peso de atuações mais experientes, como a frieza protocolar de Kate Winslet e a presença marcante de Ashley Judd como a mãe de Tris.
Mas, a direção de Neil Burger peca terrivelmente em construir seu universo. Para um mundo pós-apocalíptico que sobreviveu a uma guerra global devastadora e que agora está sobre escombros, a estética chega a ser ridícula! O filme é absurdamente higienizado, limpo, sem marcas de suor ou poeira mais realista, parecendo mais ser o piloto caro de série de streaming do que uma distopia opressiva — afinal, será que ninguém no meio daquele entulho jamais pensou em pegar uma pá e reconstruir a civilização? O conceito das facções soa raso e a transição do livro pro cinema deixa claro que a prioridade do longa era comercial, e não visceral.
No fim das contas, "Divergente" funciona como apenas um entretenimento teen, mas evelheceu mal e rápido demais. É mais um filme que poderia ter tido uma adaptação mais corajosas pras telas. É o retrato fiel de uma época em que Hollywood achou que qualquer fórmula enlatada poderia substituir um clássico. Resta apenas uma vitrine de excelentes jovens talentos lutando contra uma história genérica.
Assisti Divergente na adolescência e lembro que gostei muito. Fui reassistir agora e não curti tanto assim kkk. Acho que envelheci 😂
IMPRIMATUR - visto no DVD em 2014:
A grande vantagem da obra foi o fato de eu ter iniciado a projeção sem expectativas. Por antecipar um fracasso, a experiência acabou se tornando agradável, ainda que não tenha despertado meu interesse pelas sequências. O roteiro desenvolve-se sob o pretexto de um idealismo messiânico com pretensões megaestruturais — sendo notável como um microcosmo local consegue sintetizar toda uma conjuntura mundial. Em suma, não se trata de um filme execrável, mas, moldado por uma fórmula de popularidade, configura-se apenas como mais uma variação de distopias como Jogos Vorazes, O Doador de Memórias ou A Hospedeira.
Avaliação em nota: 4.5
só frase brega, filme super genérico. nada de novo. uma versão piorada de jogos vorazes. que porcaria.
Revisto agora, é fraquinho, sem graça, igual os personagens