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Data de lançamento
17 Nov. 2024Duração
A Profecia se passa 10.000 anos antes da saga de Paul Atreides e a libertação de Arrakis. Buscando ganhar cada vez mais influência pela galáxia, as irmãs Valya e Tula Harkonnen decidem criar as Bene Gesserit, uma ordem composta apenas por mulheres.
Usando engenharia genética, conspirações políticas e misticismo, elas planejam usar suas capacidades para salvar a humanidade do apocalipse. Mas seu desejo por poder começa a guiar suas decisões.
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Boa, mas dá para prever algumas coisas que iriam acontecer
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É uma série bem densa ao estilo de Duna. Gosto do universo e as Bene Gesset são uma organização muito intrigante. As personagens são legais e os conflitos bons.
Os impérios mudam, o homem não. Seja no passado onde o tempo se esqueceu, nos perturbadores dias presentes ou num futuro a milhões de anos-luz; na Terra ou na borda do nosso universo, uma verdade permanece intacta: 'O ser humano é escravo de suas próprias paixões'.
'Duna: A Profecia' é uma série de ficção científica que é um espelho da nossa própria história. Um thriller político e psicológico que mostra que, mesmo entre estrelas e naves imensas, os impérios galácticos são construídos sobre os mesmos alicerces das paixões dos impérios da Terra.
As sagradas paixões humanas — orgulho e vaidade, os pecados favoritos presentes em textos bíblicos — ainda são a pedra angular que rege planetas e galáxias nesse império brutal criado nos clássicos livros por Frank Herbert. A adaptação de Denis Villeneuve para o cinema foi algo grandioso, e a HBO mantém o nível com uma série digna, honesta e muito bem realizada.
Diferente de produções que tentam higienizar o futuro, a série mergulha em uma estética brutalista e opressora. Aqui, o cenário não é um enfeite; ele é um personagem que esmaga os indivíduos que vivem nele. A história, situada 10 mil anos antes da saga de Paul Atreides, foca na fundação da ordem das Bene Gesserit, mas o que vemos é um venenoso jogo de xadrez humano.
O que separa os homens das crianças, ao comparar com outras séries, é como a história tratou essas mulheres. Se fosse em outra produção por aí, teriam transformado as irmãs em heroínas de ação 'marvoletes' genéricas. Aqui, elas são verdadeiras bruxas: mulheres frias e calculistas, as engenheiras do caos, do destino e da morte. Ver Valya Harkonnen operando nas sombras não é sobre poder físico; é sobre a crueldade da paciência em forma humana. Elas tratam o Império como um laboratório e as linhagens reais como gado.
A figura perturbadora de Desmond Hart é a imagem do caos. Ele é o contraponto do controle gélido das Bene Gesserit, sendo literalmente o fogo do inferno contra elas. Hart traz o elemento do desconhecido, o fator humano — ou algo sobre-humano — que ninguém consegue prever. O mistério sobre suas verdadeiras intenções e a influência quase hipnótica que exerce sobre o Imperador transformam o clima da série.
Ele não é o vilão clichê de explosões; é o parasita que se infiltra no sistema, um homem que carrega um segredo vindo das areias de Arrakis que desafia até a lógica da Irmandade. Sua presença é o lembrete constante de que, por mais que se tente calcular o futuro, o caos sempre encontra uma brecha para construir uma nova ordem.
O elenco entrega o peso que a história exige, com atuações que mostram a autoridade de quem carrega o destino da humanidade nas mãos. A produção é impecável, respeitando o visual limpo, árido e místico que Villeneuve estabeleceu.
A 1ª temporada de 'Duna: A Profecia' é um suspense psicológico, uma trama palaciana com personagens que inspiram e assombram nosso mundo com suas ilusões mundanas de poder. As armas parecem as mesmas, mas o veneno delas está nos diálogos e na 'Voz', que são ferramentas de opressão, controle e maldade.
A série mostra que, no universo de Duna, não existe a honra de um cavaleiro branco com o brilho de um sabre de luz e palavras bonitas. Ela apresenta um mundo medieval futurista, rústico, cruel e injusto, que domina um universo que não é um mar de estrelas, mas um caos de dor e escuridão.
A série é uma obra madura que respeita o espectador, mas, embora seja excelente, o cinema ainda é o trono de Duna."
Técnicamente perfeita 10/10 = 5 ⭐, Roteiro/Montagem 6/10 = 3 ⭐
4 ⭐
Mesmo prestando atenção muita vezes não entendi nada, nem sabia quem era quem, me senti burro. Mesmo assim gostei bastante, espero que mantenham a mesma qualidade.