No dia 9 de agosto de 1987, a Igreja e a opinião pública foram surpreendidas com uma manchete estampada na capa do jornal O Estado de São Paulo que dizia: Os índios na nova Constituição - A Conspiração contra o Brasil. A matéria inaugurava uma campanha contra o Conselho Indigenista Missionário, o CIMI, que durante sete dias consecutivos foi acusado pelo jornal de estar conspirando contra a soberania do Brasil. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, sob o pretexto de defender os interesses dos povos indígenas na Assembléia Nacional Constituinte, o CIMI na verdade tinha por objetivo a internacionalização da Amazônia. Além disso, pretendia restringir a participação brasileira no mercado internacional de minérios. Foi uma das maiores campanhas já movidas contra a Igreja Missionária do Brasil. Baseada em documentos falsos, a campanha foi movida por companhias mineradoras que pretendiam ver os direitos dos povos indígenas fora da nova Constituição brasileira,
que estava sendo elaborada. Só assim essas empresas poderiam satisfazer sua cobiça em relação à riqueza mineral das terras indígenas. Vários deputados sabiam o que estava por trás da campanha e se solidarizaram com o CIMI. O então senador Severo Gomes, que naquela época era presidente da Fundação Pedroso Horta, do PMDB, convidou Dom Luciano Mendes de Almeida para um debate sobre mineração em terras indígenas. Dom Luciano, como presidente da CNBB, aceitou o convite e
no dia 20 de agosto, perante 400 constituintes, esclareceu as posições da Igreja sobre a questão indígena. Foi um depoimento que nunca será esquecido. Com toda sua força e esperança no futuro dos povos indígenas, Dom Luciano desmontou a campanha movida pelo O Estado de São Paulo e mostrou como o jornal serviu de instrumento a empresas mineradoras.
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