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Ilona Staller (I)

Nomes Alternativos: Cicciolina | Elena Anna Staller

26Número de Fãs

Nascimento: 26 de Novembro de 1951 (65 years)

Budapeste - Hungria

Nasceu em Budapeste, na Hungria, descendente de uma pequena família de burgueses, que, com a revolução bolchevique, findaram por perder várias terras das quais tinham posses. Aos três anos de idade, perdeu o pai vitima de um cancer. Foi criada pelo padrastro, que era funcionário do ministério publico húngaro, e sua mãe, que era parteira.

Aos treze anos, entrou para a agência de modelos MTI, ainda na Hungria.

No verão de 1968, Cicciolina entrou para o serviço secreto de seu país e tinha a função de investigar os motivos pelos quais estrangeiros estariam em territórios húngaros. Depois da morte de um politico americano que estava sob investigação, Ilona deixou os serviços secretos.

Após conhecer um italiano em Budapest, Ilona tornou-se sua amante e, depois de certo tempo, ofereceu-lhe dinheiro e muito sexo em troca de casamento, para que assim, ela pudesse conseguir nacionalidade italiana. Casaram-se no papel e, após conseguir sua cidadania, Ilona pegou um trem em Budapest e desembarcou em Milão, cidade onde fez filmes pornográficos produzidos pela fraca e recém-nascida indústria pornô da época.

Após os filmes eróticos, vieram os convites para participações em cinema convencional. Em 1973, após ver um ensaio sexy de Ilona Staller na revista Playmen, Riccardo Sccicchi, que era estudante de arquitetura e fotografo da revista citada, fascinou-se pela imagem “sensual-inocente” da jovem húngara e logo tratou de contactá-la. Depois de fazer várias fotos de Ilona, Riccardo montou, na agencia que trabalhava, uma exposição de fotos da moça. Lá, encontrava-se o dono de uma das poucas rádios livres da Itália, que convidou-a para fazer um programa em sua rádio. Foi assim que Ilona Staller atingiu o estrelato na década de 70: apresentando um programa de temática sexual desenvolvido por ela e Riccardo Sccicchi na rádio Luna, em Roma, sob o pseudônimo de Cicciolina. Com o sucesso do programa, Cicciolina era considerada a rainha da sexualidade na Itália. Paralelamente, também desenvolveu e apresentou um programa na Radio San Paolo, em Nápoles.

A presença de Cicciolina em programas de emissoras de televisão livres reduzia consideravelmente a audiência da televisão estatal italiana, que era controlada pelas rédeas “beatas” do governo. Para conquistar a audiência perdida, a RAI (TV estatal) contratou Cicciolina para apresentar oito programas na emissora, dando-a carta branca para fazer o que quisesse. Depois de gravado o primeiro programa, a equipe de edição da emissora ficou por muito tempo editando o programa e acabou por não mostrar partes eróticas do mesmo, fazendo Cicciolina processar a emissora por não cumprimento de contrato.

Aproveitando o sucesso de sua sexy personagem nos programas de rádio e no show business, Ilona passou a desenvolver junto com Riccardo shows eróticos e apresentar-se com turnê por toda a Itália e países da Europa. Seduzida pelo sucesso de Cicciolina e seus shows, a gravadora musical RCA a contratou e assim Ilona Staller tornou-se também cantora.

Após ser várias vezes censurada e processada pelo crime de atentado ao pudor ao mostrar suas partes intimas nos shows, Cicciolina achou outra maneira de transgredir e chamar a atenção sem precisar cometer o tal crime: passou a misturar temáticas politicas em suas apresentações.

Filiou-se, no inicio da década de 80, ao Partido do Sol (o primeiro partido ambientalista da Itália) e em seguida ao Partido Radical. Para divulgar suas propostas no campo político, ela abriu a produtora italiana de filmes pornográficos e primeira agencia de casting pornô em parceria com Riccardo Schicchi, chamada Diva Futura, e tornou-se atriz de sua própria empresa, misturando sexo e ideias politicas nos enredos de seus filmes.

Cicciolina foi eleita em 1987 para o parlamento italiano sendo a segunda deputada mais votada, lutando contra a OTAN, energia nuclear, a fome e a censura. Lutou pelos impostos ambientalistas sob a emissão de CO2 dos automóveis, pela liberdade sexual, legalização da prostituição, direitos humanos e dos animais, e educação sexual nas escolas.

Na década de 90 e inicio dos anos 2000, se ofereceu sexualmente a Saddam Hussein e Osama Bin Laden, respectivamente, em troca da paz mundial.

Em 1990, mostrou os seios para o Brasil inteiro através de uma matéria sobre sua vida feita em sua casa pelo apresentador Datena, da TV Bandeirantes e, em 1997, fez parte do elenco da novela Xica Da Silva, da extinta Rede Manchete, ao lado de Taís Araújo.

Em 1991, fundou o Partido do Amor e em 2012 o Partido DNA (Democracia, Natureza e Amor). Em 2013 se filiou ao Partido Liberal Italiano.

Além de apresentadora de rádio, atriz convencional e pornô, e política, Cicciolina também é escritora e conseguiu reconhecimento no campo literário com os livros “Confessions” (este lançado e vendido no Brasil) e “Per Amore e Per Forza”.

Filiou-se, em 1979, na Lista del Sole, o primeiro partido ambientalista da Itália. Em 1985 mudou-se para o Partido Radical, fazendo campanha contra a energia nuclear e a OTAN, pelos direitos humanos e contra a fome no mundo. Cicciolina foi eleita para o Parlamento Italiano em 1987, representando o distrito de Lácio de Roma, sendo a segunda candidata mais votada da eleição.

Em 1991, fundou junto com Riccardo Schicchi, Moana Pozzi e Mauro Biuzzi o Partido do Amor. Nas eleições de 1992, o partido recebeu expressiva votação com quase 23 mil votos. Em 1993, nas eleições municipais, Moana Pozzi candidatou-se a prefeitura de Roma recebendo quase 9 mil votos. Após a morte de Moanna Pozzi, em 1994, vitima de um câncer de fígado, o Partido do Amor não disputou mais nenhuma eleição, embora não esteja oficialmente desativado. Cicciolina foi sua presidente no ano de 1992.

Em 2012, Cicciolina fundou o Partido DNA (Democracia, Natureza e Amor), juntamente com o advogado Lucca di Carlo, para concorrer as eleições estaduais de 2013, não conseguindo a sua re-eleição ao parlamento. Em seguida, Cicciolina filiou-se ao Partido Liberal Italiano.

Ilona casou-se com o escultor americano Jeff Koons em 1991. Jeff esculpiu e pintou-se a si próprio a fazer sexo com Ilona, exibindo o conjunto da obra sob o título de "Made in Heaven" (Feito no Céu). O casamento acabou em 1992, e o filho de ambos, Ludwig, nasceu pouco tempo depois. Ilona saiu dos Estados Unidos, após o início de uma longa batalha judicial pela custódia da criança. Jeff ganhou a guarda do filho em 1998, mas ele continua a viver com Ilona na Itália.

Em janeiro de 2002, começou a explorar a possibilidade de uma campanha política na Hungria, sua terra natal, representando o distrito de Kobánya, mas falhou ao tentar colher assinaturas para uma candidatura sem filiação partidária. Recentemente, ela expressou interesse em candidatar-se ao cargo de presidente da câmara de Milão.

Em julho de 2005 foi capa da revista Playboy, edição da Sérvia.

Cônjuge: Jeff Koons (de 1991 a 1994)
Filho: Ludwig Maximillian Koons