Uma visão de um ano na vida de dois professores inspiradores no único internato de escola primária da Irlanda, em Headfort, concentrando-se na noção de crianças mantidas "in loco parentis".
Sua abordagem observadora registra, com mínima interferência da câmera, o cotidiano de um colégio internato heterodoxo, cujo conteúdo programático concilia esporte, artes (literatura, música - rock 'n roll e pop - e teatro), sociologia e antropologia com aquele currículo típico a que estamos acostumados, tão convencional até que a narrativa nem se preocupa em retratar essas aulas. Neste ambiente inusitado de aprendizado, o mais intrigante está na maneira com que seus professores (John e Amanda, principalmente) relacionam-se com seus alunos, conquistando seu respeito e obediência e inspirando-os dispensando a pedagogia tradicional. Ninguém contesta, p. ex., quando John exclui uma das vocalistas da banda de rock - apesar de ser óbvio o baque que a aluna sentira -, ao passo que o debate sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo desperta opiniões de alunos que, em situações análogas, permaneceriam acanhados de elaborar qualquer comentário. Contudo, tal abordagem naturalista omite respostas que poderiam ser úteis aos fins da narrativa, ignorando enfatizar, p. ex., o modelo de admissão escolar, a visão externa das escolas ortodoxas, o método propriamente dito. Somos apresentados a um casal de professores dedicados em ensinar, e hábeis nisto, e a alunos interessados em aprender e participar das atividades propostas, porém muito mais permanece no ar.
Gosta de documentários? Acesse a hashtag #documentárioccc no @cinemacomcritica do instagram e divirta-se com comentários e sugestões. www.goo.gl/YpQdyV
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