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"Há 32 anos Inezita Barroso entra na sala de milhares de brasileiros para cantar a música do campo. Mas Inezita é mais: muito antes de se tornar apresentadora do Viola, Minha Viola, no ar na TV Cultura desde 1980, Inezita presenciou a efervescência cultural da São Paulo dos anos 40; inaugurou a tradição cinematográfica paulista da Vera Cruz; viveu os bastidores do Teatro Brasileiro de Comédia; foi a primeira cantora contratada da TV Record; viajou o interior do país recolhendo temas folclóricos e pilotando um jipe.
Inezita é urbana, é cosmopolita, grã-fina, caipira, sambista, atriz, violeira, mãe cantora e mulher. Neste filme, repleto de depoimentos e imagens de arquivo, a artista abre a intimidade de sua casa, e conversa com a câmera com a naturalidade de quem se senta com velhos amigos na mesa de um bar."
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Bonita produção contando a história de vida da grande dama da música interiorana brasileira Inezita Barroso.
Do mesmo modo como é a sua música, o filme mostra de maneira singela a trajetória de vida desse ícone (título que ela recusa, como é visto no começo da obra) da autêntica canção caipira. Desde a sua coragem em enfrentar os pré-concebidos conceitos da sociedade que nos seus primórdios viam com olhos tortos uma mulher empunhar uma viola, a sua fidelidade em manter a essência da música caipira sem influência de instrumentos eletrônicos e outras modernidades dos tempos atuais, tudo contando por parentes, amigos, admiradores e pela própria Inezita.
Para conhecer e admira-la!
Inezita Barroso (1925-2015). Grande dama de nossa música de raiz.
É um documentário muito rico em conteúdo, mas fica a impressão que poderia ser uma obra mais impactante, pois tem muitos mini trechos de belíssimas apresentações. Acredito que se estes trechos fossem maiores, teria ficado mais completo e belo. Achei muito bacana mostrar dois lados da artista: o da mulher sempre amável com seus fãs e colegas de trabalho, e da pessoa as vezes geniosa e crítica; dos tempos de sucesso e dos momentos que precisava fazer bicos para manter-se. Um ponto que ficou a desejar foi a falta de legenda com nomes de entrevistados e data e local de apresentações.