Uma das primeiras cenas do documentário mostra uma “reunião dos gângsters” de Chicago. Mas não ao estilo O Poderoso Chefão, com ternos e charutos. São líderes de facções reunidos pra tentar amenizar uma situação insustentável de violência e mortes banais. É o mundo real.
Paciente, o diretor faz questão de mostrar o quão difícil é convencer quem nasceu e cresceu numa realidade como aquela que “deixar pra lá“ uma ofensa não é ser covarde, e sim racional. Ameena, uma das voluntárias mais engajadas, emociona no discurso que faz ao pegar uma criança pelo braço e perguntar aos homens que o cercam: “Em quem vocês acham que ele vai se inspirar daqui a dez anos?”
Mas há vulnerabilidade mesmo naqueles que hoje tentam ajudar, como Ameena ou Eddie. Por mais que se esforcem, a vontade de desistir existe, a fragilidade em encarar um erro do passado ainda está ali e crianças continuam a morrer por conta da violência urbana.
Mas é pensando nesses voluntários, que tanto fazem e contribuem para um mundo melhor, que o espectador pode chegar à conclusão: ainda há esperança. Mesmo no mundo real.
Uma das primeiras cenas do documentário mostra uma “reunião dos gângsters” de Chicago. Mas não ao estilo O Poderoso Chefão, com ternos e charutos. São líderes de facções reunidos pra tentar amenizar uma situação insustentável de violência e mortes banais. É o mundo real.
Paciente, o diretor faz questão de mostrar o quão difícil é convencer quem nasceu e cresceu numa realidade como aquela que “deixar pra lá“ uma ofensa não é ser covarde, e sim racional. Ameena, uma das voluntárias mais engajadas, emociona no discurso que faz ao pegar uma criança pelo braço e perguntar aos homens que o cercam: “Em quem vocês acham que ele vai se inspirar daqui a dez anos?”
Mas há vulnerabilidade mesmo naqueles que hoje tentam ajudar, como Ameena ou Eddie. Por mais que se esforcem, a vontade de desistir existe, a fragilidade em encarar um erro do passado ainda está ali e crianças continuam a morrer por conta da violência urbana.
Mas é pensando nesses voluntários, que tanto fazem e contribuem para um mundo melhor, que o espectador pode chegar à conclusão: ainda há esperança. Mesmo no mundo real.