José Luis Mejias mora em Madri e é formado em Economia e Administração de empresas, tendo experiência com atividades na área de marketing e economia social. Aos 32 anos ele viajou para países da Ásia e acabou se interessando pela fotografia. Aos poucos começou a elaborar projetos próprios, adotando um olhar antropológico. “Isso quer dizer que procuro ver outras culturas de forma comum. Para mim, ‘o diferente’ não é exótico e estar num lugar que não é o meu, também não é uma aventura”, diz o fotógrafo.
Assim, a reflexão antropológica tem norteado os seus trabalhos. Em 2009 ele venceu um concurso promovido pela Casa Ásia, na Espanha, e recebeu financiamento para viajar ao oeste da China, onde ficou dois meses fotografando e estudando comunidades nômades que vivem na região.
Além das fotos, seus trabalhos também incluem textos. "Neles procurei ironizar esse olhar típico do Ocidente sobre as outras culturas. Um olhar que dramatiza e que coloca o outro como estranho e extravagante”, argumenta. Ele diz ainda que suas fotografias são voltadas ao público geral. “Não faço fotojornalismo e meu estilo não combina com as galerias de arte. Minha arte é popular, contemporânea e tem intenção divulgativa”, classifica.
Ainda em 2009, ele veio ao Brasil, para o Estado do Maranhão, desenvolver um projeto sobre festas juninas. “Aproveitei e inclui no trabalho a questão da miscigenação”, conta. Mejias esteve pela primeira vez no país em 2006, quando veio conhecer Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Para realizar o documentário "Os Caminhos do Mascate", seu primeiro filme, Mejias passou um mês no Brasil.
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