Data de lançamento
4 Out. 1987Duração
8º Kamen Rider
Kamen Rider Black (traduzido no Brasil como Black Kamen Rider e Blackman) é uma série de televisão japonesa do gênero tokusatsu pertencente à franquia dos Kamen Riders.
Produzida pela Toei Company em associação com a Ishinomori Productions, foi exibida originalmente entre 4 de outubro de 1987 e 9 de outubro de 1988 no canal a cabo TV Asahi.
Foi a primeira série da franquia a ser transmitida no Brasil, exibida pela extinta Rede Manchete a partir de abril de 1991, no bloco Sessão Super Heróis, obtendo grande sucesso e popularidade.
A série marcou o retorno da franquia após um hiato de 6 anos sem a produção de séries televisivas.
É a única série da franquia Rider a ter uma continuação direta, intitulada Kamen Rider Black RX, que continua a saga do protagonista Issamu Minami.
A temática adulta e dramática da série, contrastante com as demais séries do gênero, foi (e até hoje é) elogiada por muitos fãs, sendo por muitos considerada uma das melhores produções da franquia e do gênero tokusatsu já produzidas no Japão.
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Reassisti depois de décadas. Não lembrava muita coisa, mas curtia o clima sombrio.
As músicas são excelentes. E continuo achando a série foda.
Agora bora pro RX.
Finalmente pude dar ao meu eu do início dos anos 90 a satisfação de assistir a série completa!!
5º Tokusatsu que assisti por completo;
2º Kamen Rider que que assisti;
Um clássico que furou a bolha. Tem meu total respeito!
Porém, não curti tanto quanto gostaria ter curtido.
Talvez pelo fato de ter acompanhado na época.
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Obs.: na época, eu assisti por "meios alternativos".
Confesso que peguei uma lista e só assisti os episódios que de fato avançavam a história para algum lugar. A série começa bastante promissora. De início ela é bem sombria e para uma série que tem como público principal crianças e adolescentes te faz querer saber para onde vai a história, porém se vc não tem paciência para assistir infindáveis episódios de "monstro da semana" aconselho pular os "fillers". Também achei surpreendente o desfecho do vilão principal, fiquei acreditando que haveria uma redenção bem ao padrão de histórias desse tipo.
Estou numa fase de motoqueiros mascarados, então peguei para assistir Black Kamen Rider depois de 30 anos para ver se o programa se sustenta ainda hoje ou se é apenas nostalgia. Meu veredicto? Um poucos dos dois...
Mesmo sabendo que se trata de um programa infantil, hoje meus olhos percebem coisas que meu EU criança não se incomodava. Como por exemplo, Issamu está sempre no lugar certo, na hora certa quando surge uma ameaça dos Gorgom. Aliás, Issamu não trabalha, não estuda... só anda de motocicleta o dia todo pelas ruas de Tóquio (hahaha). E onde diabos fica sua base/garagem para guardar todas suas motos?
Claro, eu entendo que essas conveniências de roteiro tem uma vantagem de não perder tempo mostrando nosso herói investigando o monstro da semana e já partir para a ação. Porém é impossível não reparar nisso ou em outras coisas, tais como: que não importa se a luta começa em um campo verdejante ou na cidade, ela terminará na pedreira da Toei! E que tanto Kamen Rider quanto Shadow Moon possuem trajes muito bonitos para a transformação e as poses. E tem os trajes mais surrados para as cenas de luta e ação (hahaha)!
Um dos maiores elogios que se faz a BKR é ser sombrio e dramático. E bom, isso é verdade. Entretanto vale lembrar que é uma série longa de 51 episódios e essa tônica vai diluir e voltar conforme a temporada se passa. Vou explicar melhor:
Consigo dividir esse tokusatsu em 3 partes. A primeira parte é focada em entendermos quem é Issamu Minami, sua família/amigos e como a organização Gorgom está envolvida nisso tudo. A primeira metade do primeiro episódio é perfeita. Temos aquele clima soturno que fez a fama da série. A fuga de Issamu na Battle Hopper, sua metamorfose e a trilha sonora dão todo o clima de terror para a origem do motoqueiro mascarado. O fato desses eventos ocorrerem de noite difere em muito dos tokusatsus coloridos exibidos nos anos 1990 no Brasil. Ainda teremos mais cenas noturnas assim em alguns episódios dessa primeira parte. Temos também toda uma conspiração política envolvendo pessoas influentes junto aos Gorgom que contribuem para se ter uma trama um pouco mais sofisticada.
Depois disso temos a 2ª parte de BKR. Ela é marcada por termos um novo vilão: Taurus. Não temos mais cenas de ação que se passam a noite e temos um baita aumento da participação de crianças. E como há crianças em BKR! Confesso que nem lembrava tão bem dessa meiuca de Kamen Rider. Não tinha memória nenhuma do Taurus. E assistindo hoje percebo o porquê. É um vilão que promete muito, por vim com um background de ser tão rebelde que precisou ser aprisionado pelo Imperador Secular. Mas ele entrega pouco. Seus planos de Dick Vigarista não trazem nenhuma consequência. Fora o visual nem um pouco memorável (e olha que ainda pintaram a cara dele em um dos episódios!).
BKR é uma série infantil e não há nenhum problema nisso. Só que o excesso de tramas envolvendo crianças é sim problemática já que o drama não se sustenta em boa parte delas. Talvez fosse o fato até de se levar menos a sério nesses episódios e ter um pouco mais de humor. O ápice disso são aqueles moleques bancando os Pequenos Guerreiros! Mesmo em Black Kamen Rider tudo isso soa muito forçado. Claro que nem tudo é ruim. Tem ótimos episódios como o do Monstro Telegator de duas cabeças, por exemplo, que mostra uma dualidade dos mutantes que será explorada mais para frente com o Monstro Baleia.
E na última parte de Black Sun temos Shadow Moon! E o nêmeses de Issamu é um ótimo vilão. Tem presença, um ótimo visual e mata nosso herói! E também mata a Battle Hopper! E mesmo morrendo comemora que isso deixará Issamu com remorso para o resto da vida. É um excelente adversário e a promessa de redenção não se cumpre. Lembro que aquele barulho de esporas no caminhar dele me deixava amedrontado quando criança. Claro que nem tudo é perfeito. Ainda há crianças em alguns episódios (de novo aquela Tropa Infantil, mas agora com armas nos últimos episódios!?! Hahaha). Contudo todo o arco do Monstro Baleia é maravilhoso e emocionante.
E finalmente consegui assistir o último episódio (já que ele não passou na época da TV Manchete)! E ele não decepciona. Traz uma boa conclusão para o Black Kamen Rider, o Shadow Moon e o Imperador Secular. É um final triste, mas esperançoso que combina com o que a série foi. Eu só acho difícil acreditar na solidão do Issamu. Com a derrota dos Gorgom, provavelmente Kyoko e Satie voltariam para o Japão para procura-lo. Todavia entendo que isso não precisava ser mostrado e o final agridoce de Issamu faz jus ao tom da série.
Foi ótimo rever Kamen Rider Black e mal posso esperar para ver sua nova versão que tem previsão de sair este ano.