Szegedi não podia ser considerado judeu pela Halachá - que, vale destacar, é uma lei religiosa -, porque sua avó materna já era cristã, portanto, sua mãe não nasceu de mãe judia. Por muito menos solicitações para aliyá foram recusadas... inclusive o caso recente da jovem ortodoxa húngara (quem lembrar o nome da moça, posta aqui, por favor). O cara não fez teshuvá, teve que começar com a circuncisão mesmo, o que não deixa dúvidas: através de brecha política, saiu da extrema-direita europeia para a israelense. Matéria complementar no Editorial Haaretz de hoje (!) sobre complicações afins: "Leftists, Don’t Immigrate - The message is clear: Israel is open to the immigration of right-wing Jews only".
Em tempos de esquecimento e negação acerca do Holocausto, com a extrema direita cada vez mais forte no mundo todo, esse documentário é extremamente essencial.
Sobre um político antissemita na Hungria, que tem sua vida alterada ao descobrir sua ascendência judaica. É interessante ver sua transformação e a desconfiança que a mesma gerou.
Se autopromoveu e fez história como antissemita. Agora, na condição de judeu, se autopromove e faz história novamente. Vendendo o seu peixe, ora para o eleitorado neonazista, ora para o eleitorado judeu. Por isso, muitos desconfiam de sua "conversão" (ou aceitação de sua condição, já que no judaísmo não falamos de "conversão"). De qualquer forma, é interessante para entender um pouco a política húngara, cujo antissemitismo e xenofobia vieram à tona há pouco (com as migrações daqueles que fugiam do estado islâmico), mas que sempre foi presente na história do país. A Hungria foi o país com mais judeus mortos na II Guerra Mundial e a toda esquina encontrei neonazistas e campanhas racistas e xenófobas quando morei lá. Vale a pena ver por essa lição de história, apenas.
Szegedi não podia ser considerado judeu pela Halachá - que, vale destacar, é uma lei religiosa -, porque sua avó materna já era cristã, portanto, sua mãe não nasceu de mãe judia. Por muito menos solicitações para aliyá foram recusadas... inclusive o caso recente da jovem ortodoxa húngara (quem lembrar o nome da moça, posta aqui, por favor). O cara não fez teshuvá, teve que começar com a circuncisão mesmo, o que não deixa dúvidas: através de brecha política, saiu da extrema-direita europeia para a israelense. Matéria complementar no Editorial Haaretz de hoje (!) sobre complicações afins: "Leftists, Don’t Immigrate - The message is clear: Israel is open to the immigration of right-wing Jews only".
Em tempos de esquecimento e negação acerca do Holocausto, com a extrema direita cada vez mais forte no mundo todo, esse documentário é extremamente essencial.
Sobre um político antissemita na Hungria, que tem sua vida alterada ao descobrir sua ascendência judaica. É interessante ver sua transformação e a desconfiança que a mesma gerou.
Se autopromoveu e fez história como antissemita. Agora, na condição de judeu, se autopromove e faz história novamente. Vendendo o seu peixe, ora para o eleitorado neonazista, ora para o eleitorado judeu. Por isso, muitos desconfiam de sua "conversão" (ou aceitação de sua condição, já que no judaísmo não falamos de "conversão"). De qualquer forma, é interessante para entender um pouco a política húngara, cujo antissemitismo e xenofobia vieram à tona há pouco (com as migrações daqueles que fugiam do estado islâmico), mas que sempre foi presente na história do país. A Hungria foi o país com mais judeus mortos na II Guerra Mundial e a toda esquina encontrei neonazistas e campanhas racistas e xenófobas quando morei lá. Vale a pena ver por essa lição de história, apenas.