O noticiário soviético dirigido por Dziga Vertov cobre: Crianças famintas / Requisição de objetos de valor possuídos pela Igreja Ortodoxa Russa / Arrecadação de fundos em apoio aos famintos / Julgamento dos revolucionários socialistas.
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Este pelo menos não teor propagandístico tão forte.
O filme Kino-Pravda no. 1, de 1922, é claramente uma obra de propaganda, muito provavelmente encomendada, a julgar pelos inúmeros planos a destacar o trabalho coletivo e por intertítulos com os seguintes dizeres ''pela primeira vez temos animais suficientes para satisfazer as necessidades de todos''. É uma obra interessante, mas não chega aos pés de ''Um Homem Com Uma Câmera'', do mesmo diretor, Dziga Vertov . Muito embora o filme possua um lado romântico e poético acerca do comunismo, nós sabemos bem que o coletivismo só trouxe miséria e morte em massa por todos os lugares que passou, porém, naquela época, numa União Soviética fadada a acreditar no coletivismo e a condenar a monarquia o filme teve sua importância. O filme, como arquivo histórico é deveras pertinente, pois mostra como os soviéticos se utilizavam do cinema para implantar a sua agenda para o povo. Muito embora filmes de propaganda sempre sejam perigosos, por se tratar de uma ferramente de manipulação de massa, é fantástico perceber que o filme em 1922 já utilizava locações naturais, tudo isso é de um realismo impressionante. O filme mostra curiosos sendo convocados a participar da revolução cultural e etc. Uma relíquia histórica, inegavelmente. O próprio Lenin disse certa vez ''de todas artes o cinema é a mais importante para nós''. Porque sabia que a linguagem de imagem é universal, até analfabetos entendem, trata-se da linguagem artística das massas, portanto é perfeita para manipular o povo, diferentemente de balés, concertos e etc.