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Laura (Marisa Cruz) é uma jovem de 20 anos de idade que vive em um vilarejo de Portugal nos anos 50. Maltratada pelo marido, ela resolve partir para a cidade de Tavira, deixando para trás seu filho pequeno. Refugiando-se na casa de sua excêntrica tia Marta (Clara Pinto Correia), Laura descobre o fascinante e glamuroso mundo da vida moderna: o cinema americano e suas estrelas, as revistas de moda, o tango. Laura passa a se espelhar em Marilyn Monroe e a viver em um universo onírico, mas não há espaço para mitos em um país dominado pelo fascismo.
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8.5 - Um filme onde se assiste à emancipação de uma mulher (Laura/Marisa Cruz), vítima de um casamento "quase" forçado (estando grávida), de violência doméstica por parte do marido, e de uma sociedade rural, retrógada e repressiva (Portugal dos anos 50/60), que foge para uma cidade, sem o filho recém-nascido (mas não esquecido) e que se transforma numa mulher sensual e desejada pela maioria dos homens, com a ajuda de uma tia "diferente". E até no aspecto visual, essa transformação se dá: do inicial aspecto recatado , à paixão pela diva Marylin Monroe, a quem se acaba por parecer esteticamente, e também fisicamente, na cor loura do cabelo. Pelo meio, temos um filme de visualização fácil, recheado de grandes nomes da nossa praça (Nicolau Breyner à cabeça, mas também, Rui Unas, Marcantonio Del Carlo, João Lagarto, Susana Mendes, Teresa Madruga, e Afonso Pimentel, entre outros), com imagens icónicas em jeito de homenagem (aliás assumida pelo realizador António da Cunha Telles) ao cinema de outros grandes realizadores, uma boa banda sonora escolhida por José Calvário e sensualidade... muita sensualidade!!!