História semi-autobiográfica estruturado em duas partes: O primeiro voltado para a adolescência de Abdellah(Said Mrini), enquanto a segunda metade segue o jovem Abdellah (Karim Ait M'hand) como um universitário falido que viaja com uma bolsa de estudos para Genebra.
Lento e muito silencioso. Mostra bastante da adolescência e da infância solitária do protagonista, além de seus sentimentos complexos em relação ao irmão, que é, ao mesmo tempo, uma figura paterna, objeto de desejo e fonte de inspiração.
[spoiler]O filme reflete algo que, infelizmente, é bastante comum: homens gays, durante a infância e a juventude, serem vistos como objeto de desejo ou até de abuso, mas raramente receberem afeto genuíno. Essa é uma realidade presente em muitos lugares, como o Brasil, o Marrocos e, acredito, diversas outras partes do mundo. [spoiler]
Fiquei bastante interessado em conhecer mais da obra do autor, que se tornou uma das primeiras figuras publicamente assumidas como gays no Marrocos. Sua experiência pessoal parece influenciar profundamente a narrativa, conferindo ao filme uma sensação de autenticidade e intimidade que torna seus temas ainda mais impactantes.
Faltou só alguma coisa acontecer.
De ritmo extremamente lento e com performance naturalistas, o diretor não espera piedade e compaixão para compartilhar a sua história. Através de seu relato, presenciamos a história cultural e a mentalidade de uma sociedade machista e patriarcal. A religião muçulmana sufocando a criatividade de um escritor que só conseguiu se expressar quando saiu de seu país, e cuja única solução até então foi a prostituição. Bela fotografia e locações.
Interessante, sensível, minimalista. Não esperava nada pelo o filme e me surpreendi, fiquei mais contente ainda quando descobri que é semi-autobiográfico.
filme sem noção.