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Duração
Cem anos mais tarde, as mulheres condenadas ainda estão em sua cripta entregues aos seus jogos e prazeres. Elas ignoram a presença de um anjo exterminador enviado pelo Senhor, que quer colocar um fim a todo descaramento e aplicar uma punição exemplar: destruí-las para sempre.
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O "filme" é aquela bobajada típica da fase digital do então octogenário Jess Franco: uma câmera ligada num cenário exíguo repleto de espelhos, enquanto belas garotas nuas ficam saracoteando e se esfregando em intermináveis cenas de sexo implícito, exibidas em câmera lenta, ao som de música clássica.
Dois ou três takes de um cemitério (sempre os mesmos) são inseridos na montagem, para tentar induzir o espectador a acreditar que tudo isso está acontecendo dentro de uma cripta, e não no chão do apartamento de alguém.
Enfim, é um martírio chegar ao fim (e isso que não são nem 80 minutos!), e o tempo inteiro você fica se perguntando: "Mas por que eu não vejo um pornô DE VERDADE ao invés dessa lenga-lenga que sequer é bem filmada?".
Ainda assim, "La Cripta De Las Condenadas: Parte II" ganha uma estrelinha extra pelo misto de genialidade e picaretagem do inigualável Franco. Por exemplo: na cena final, ele consegue simular a morte de uma das "condenadas" apenas com um efeito vagabundo em que "inclina" uma imagem fixa, e é uma solução tão sem-vergonha e ao mesmo tempo tão criativa que dá vontade de aplaudir. Se fosse em Hollywood, gastariam uns 20 milhões de reais só para fazer essa cena; Jess resolveu com dois cliques no Adobe Premiere!