Para tentar salvar seu filho Martin, injustamente condenado à morte na Indonésia, Carole embarca em uma luta contra os exploradores de óleo de palma responsáveis pelo desmatamento e contra os poderosos lobbies industriais.
Sem cair em armadilhas como perseguições policiais absurdas ou suspenses desnecessários, o filme deixa muito claro ao expectador que se trata de uma organização criminosa que visa controlar o espaço biinatural ainda conservado na Indonésia, e por mais que o longa comecei com uma cena que retroage no tempo, tudo o mais é muito linear e às claras.
Didático até demais, o filme cede lugar ao suspense para tocar na ferida das grandes corporações em conluios com os governos, e por mais que os indonésios não fujam à caracterização maniqueísta, o lado bom do roteiro é não poupar os governos ocidentais. Todos estão envolvidos numa teia de dar nó no estômago.
Alexandra Lamy carrega o filme nas costas ao tentar fazer de tudo para salvar o filho, testemunha ocular de um crime e condenado à pena de morte, justamente para não expor a empresa "sustentável" e a corrupção adjacente à corporação. E todos, claro, irão tentar sabotá-la.
É um longa em que não há espaços para esperanças. Apesar das concessões do roteiro, especialmente em seu desfecho, com decisões meio estranhas (por que, afinal, a líder do Partido Verde recuou da proposta em taxar os produtos importados da empresa, mesmo sabendo que tal medida não iria ajudar a libertar o rapaz? Ou ajudou?).
O fato é que o discurso ambiental politicamente correto e as "organizações malvadas" em sua teia de corrupção quase fazem desandar o filme, sorte que temos uma ótima direção do Édouard Bergeon privilegiando o tom realista, em que pese o didatismo e a lição de moral ao final. Um dos melhores filmes do festival.
Sem cair em armadilhas como perseguições policiais absurdas ou suspenses desnecessários, o filme deixa muito claro ao expectador que se trata de uma organização criminosa que visa controlar o espaço biinatural ainda conservado na Indonésia, e por mais que o longa comecei com uma cena que retroage no tempo, tudo o mais é muito linear e às claras.
Didático até demais, o filme cede lugar ao suspense para tocar na ferida das grandes corporações em conluios com os governos, e por mais que os indonésios não fujam à caracterização maniqueísta, o lado bom do roteiro é não poupar os governos ocidentais. Todos estão envolvidos numa teia de dar nó no estômago.
Alexandra Lamy carrega o filme nas costas ao tentar fazer de tudo para salvar o filho, testemunha ocular de um crime e condenado à pena de morte, justamente para não expor a empresa "sustentável" e a corrupção adjacente à corporação. E todos, claro, irão tentar sabotá-la.
É um longa em que não há espaços para esperanças. Apesar das concessões do roteiro, especialmente em seu desfecho, com decisões meio estranhas (por que, afinal, a líder do Partido Verde recuou da proposta em taxar os produtos importados da empresa, mesmo sabendo que tal medida não iria ajudar a libertar o rapaz? Ou ajudou?).
O fato é que o discurso ambiental politicamente correto e as "organizações malvadas" em sua teia de corrupção quase fazem desandar o filme, sorte que temos uma ótima direção do Édouard Bergeon privilegiando o tom realista, em que pese o didatismo e a lição de moral ao final. Um dos melhores filmes do festival.
Visto no Festival Varilux.
Muito longo
Achei mais do mesmo