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Data de lançamento
25 Out. 2023Duração
Em busca de paz, um casal viaja com seus filhos adolescentes para uma remota casa em Long Island. Certa noite, os donos da casa retornam em pânico alegando que um misterioso apagão isolou a cidade. Sem sinal de celular ou internet, as duas famílias são forçadas numa tensa situação repleta de desconfiança.
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Filme muito bom, lembro que assistimos duas vezes já, só não me lembro quando.
⚠️ Alerta de Spoilers: Se você ainda não assistiu esse filme, corre daqui.
É Golpi! "O Mundo Depois de Nós" é um verdadeiro estelionato de marketing, mais um golpe aplicado pelo algoritmo da Netflix. Vendido com a pompa de superprodução apocalíptica — com o aval da produtora do casal Obama, direção estilizada de Sam Esmail (Mr. Robot) e um elenco peso-pesado encabeçado por Julia Roberts, Ethan Hawke e Mahershala Ali —, o longa prometia um novo "2012", um "Guerra Mundial Z" ou um suspense apocalíptico. A gente dá o play esperando o quarto selo do Apocalipse se abrindo e recebe duas horas e vinte de DR conjugal, drama passivo-agressivo e aula de sociologia de chaminé.
A trama junta uma família de nova-iorquinos abastados que aluga uma casa de luxo no interior para fugir da rotina. A mãe (Julia Roberts) odeia a humanidade, o pai (Ethan Hawke) é um acadêmico banana que não sabe trocar um pneu sem Wi-Fi, o filho adolescente é um Nutella sem personalidade e a caçula é uma viciada em Friends em crise de abstinência. Quando o apocalipse slin fit começa — com um navio petroleiro encalhando na praia e a internet caindo —, a casa é visitada no meio da noite pelo proprietário, G.H. Scott (Mahershala Ali), e sua filha (Myha'la). A partir daí, o filme decide virar um drama claustrofóbico sobre paranóia racial e discussão de classes.
O diretor Sam Esmail até entrega sequências isoladas visualmente geniais — como o ataque dos carros autônomos da Tesla se esborrachando sozinhos na estrada e o avião caindo na praia —, mas o roteiro usa essas cenas apenas como uma cortina de fumaça. O filme empilha alegorias bizarras sem explicação real como: flamingos invasores na piscina, cervos com olhar julgador na floresta, ruídos sônicos que fazem os dentes do garoto caírem do nada e drones jogando panfletos em árabe. Em vez de amarrar os pontos de um colapso tecnológico ou militar, a produção prefere deixar a interpretação aberta pra quem assisite.
O auge do deboche vem na conclusão: enquanto o mundo ao redor desmorona em bombas e caos, a garotinha encontra o bunker do vizinho, e simplesmente ignora a família e o fim dos tempos para dar o play no último episódio de "Friends". A metáfora sobre a alienação da sociedade moderna é clara, mas a sensação de ter sido enrolado por mais de duas horas pra ver uma historia sem desfecho é um pouco frustrante.
Se "O Mundo Depois de Nós" fosse vendido honestamente como um drama psicológico sobre família, sociedade e sobre a fragilidade humana diante do incerto, ele teria seu valor. Mas ter sido embalado como o grande blockbuster de catástrofe do ano, ele não passou de uma maquete linda com um roteiro vazio por dentro. Parece um trailer de um filme que nunca existiu.
Se você assisitir o filme sem as expectativas que a gente teve quando foi enganado pela Netflix, você vai curtir muito. Mas se assisitir o longa achando que ele vai tirar o 8ª selo do Apocalipse é melhor assisitir o "Friends"
esse filme ensina a importância da mídia física
muito bom, fiquei curioso do começo ao fim... uma sequencia viria a calhar
eu não gosto de filmes assim me deixam com ansiedade pois penso que isso pode acontecer num futuro. E outra o que importa é assistir Friends eu amei.