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Documentário sobre a vida do jazzista, trumpetista e viciado em drogas Chet Baker. O filme traz uma série de entrevistas com amigos, parentes e até amantes do músico, além de imagens de Baker em suas últimas apresentações.
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Formato do documentário e questões abordadas excelentes
Sou fã de Chet Baker desde a adolescência. Mas ver ele assim, tão "de perto", até assusta. Grande documentário.
Um brinde aos amantes da música, Let's Get Lost é um dos cada vez mais raros documentários verossímeis (um paradoxo, já que a palavra documentário pressupõe a verdade, nem sempre sendo assim). A linha de entrevista escolhida prima pela contundência e questões delicadas não são poupadas mesmo na entrevista com a mãe de Chet. Como numa boa biografia, autorizada ou não, as cenas vão revelando mais do que se espera e isso deleita mesmo quem não é fã, afinal a curiosidade é inerente a todo nós e ainda mais quando a personalidade em tela é um dos maiores músicos de jazz que já viveram.
No quesito visual nada poderia ser mais apropriado que a atmosfera chique, pungente e quase erótica de um catálogo masculino de Calvin Klein, que é justamente a referência aqui, na fotografia p&b primorosa de Bruce Weber e cinematografia idem de Jeff Preiss.
Sem dúvida o intimismo, marca registrada do estilo do trumpetista, permeia a direção artística e editorial deixando a sensação deliciosa de proximidade com sua rica, trágica e lendária trajetória. Julgamentos morais à parte, ao final do filme todos se sentirão velhos conhecidos do Chet.
Um contraste entre a música suave e refinada e una vida tresloucada. Definitivamente, os grandes artistas não tem uma trajetória linear e equilibrada. Bom demais, para quem conhece o músico e para quem quer conhecê-lo.
Filme, ou documentário, breve, com imagens muito belas e uma filmagem extraordinária. Fala dessa grande figura do Jazz e da música de sempre: O ícone do Jazz da Costa Oeste dos USA. e a canção "Almost blue".
- O filme ganhou o Prêmio Internacional da Crítica, no Festival de Veneza em 1988.