O filme concilia muito bem um espetáculo documental à la James Benning (em que ele transforma o simples registro em espetáculo) com uma visão completamente autoral e original, mas, se os momentos corriqueiros são interessantes, é na desconstrução e abstração da imagem que o filme ganha força. A natureza é cruel, e o trabalho humano aqui é mais natural do que nunca (instintivo, em plena sincronia com a maquina), logo, se mostra completamente cruel também. É como se o barco fosse apenas mais um elemento daquele ambiente hostil e escuro, daquela cadeia alimentar, funcionando como um organismo só - organismo este construído plenamente pela imagem crua e realista - que se coloca, forçadamente, acima de todos os outros participantes desse ambiente, com maneiras e motivos duvidosos. Vendo tanta água e tantos horrores, só posso dizer que é muito bom e muito ruim poder respirar livremente.
Um documentário não-documental. O inclassificável. O filme de monstro, sem monstros - o tal Leviatã, oculto - ou na verdade, presente em diversas formas simbólicas. Novamente, o inclassificável. Não temos juízo de valor; como erroneamente pode ser percebido. Temos um filme de terror, dos mais assustadores - de águas que causam arrepios. Do paradoxo das imagens mais belas de uma natureza morta, mas viva como nunca registrada - e que em nossas condições humanas, jamais seremos capazes de capturá-las. Este exercício de voyeurismo da imensidão não é fácil, não é digerível; constantemente te incomoda, mas através da hipnose, evocam um cinema tão novo na mesma intensidade que flerta com o que temos de mais arcaico, criativo e intenso.
Um filme de momentos: em alguns eu me senti leve, tranquilo, apesar de tudo, fui junto com as ondas do mar e com os pássaros; em outros senti uma náusea terrível, um nojo enorme daqueles peixes, todo aquele sangue e tudo mais; e houve também aqueles momentos em que me senti totalmente entediado, como se o filme fosse acontecendo, mas não acontecia realmente na minha mente.
O filme concilia muito bem um espetáculo documental à la James Benning (em que ele transforma o simples registro em espetáculo) com uma visão completamente autoral e original, mas, se os momentos corriqueiros são interessantes, é na desconstrução e abstração da imagem que o filme ganha força. A natureza é cruel, e o trabalho humano aqui é mais natural do que nunca (instintivo, em plena sincronia com a maquina), logo, se mostra completamente cruel também. É como se o barco fosse apenas mais um elemento daquele ambiente hostil e escuro, daquela cadeia alimentar, funcionando como um organismo só - organismo este construído plenamente pela imagem crua e realista - que se coloca, forçadamente, acima de todos os outros participantes desse ambiente, com maneiras e motivos duvidosos. Vendo tanta água e tantos horrores, só posso dizer que é muito bom e muito ruim poder respirar livremente.
Muito monótono. O propósito do filme foi até bom, mas cansa demais nesses 90 minutos.
Um documentário não-documental. O inclassificável. O filme de monstro, sem monstros - o tal Leviatã, oculto - ou na verdade, presente em diversas formas simbólicas. Novamente, o inclassificável. Não temos juízo de valor; como erroneamente pode ser percebido. Temos um filme de terror, dos mais assustadores - de águas que causam arrepios. Do paradoxo das imagens mais belas de uma natureza morta, mas viva como nunca registrada - e que em nossas condições humanas, jamais seremos capazes de capturá-las. Este exercício de voyeurismo da imensidão não é fácil, não é digerível; constantemente te incomoda, mas através da hipnose, evocam um cinema tão novo na mesma intensidade que flerta com o que temos de mais arcaico, criativo e intenso.
Um filme de momentos: em alguns eu me senti leve, tranquilo, apesar de tudo, fui junto com as ondas do mar e com os pássaros; em outros senti uma náusea terrível, um nojo enorme daqueles peixes, todo aquele sangue e tudo mais; e houve também aqueles momentos em que me senti totalmente entediado, como se o filme fosse acontecendo, mas não acontecia realmente na minha mente.
Não entendi nada.