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Data de lançamento
3 Abril 2012Duração
Um documentário que narra a vida da jovem professora universitária Angela Davis, e como seu ativismo social implica ela em uma tentativa fracassada de seqüestro, que termina com uma troca de tiros, quatro mortos, e seu nome na lista dos 10 mais procurados do FBI.
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Ótimo documentário! Ainda mais de uma baita personalidade política. 28/07/2022
O recurso das imagens de arquivos engradeceu o filme, imagino o quanto tenha sido difícil separar todo esse material para construir a narrativa. História sofrida, me fez pensar que bom ela ter sido presa, pois caso contrário com certeza teria sido assassinada.
Único ponto negativo: senti falta de alguma explicação maior sobre o Ruchell Magee que por um momento foi julgado junto à ela. O que aconteceu depois? Porque omitiram? Eu tive que ir atrás para entender o que aconteceu. Poderia ser até mesmo uma cartilha dizendo que ele foi condenado e está preso ATÉ HOJE (50 anos) enquanto Davis segue viajando pelo mundo dando palestras... O mesmo movimento que lutou por ela: abandonou ele.
maravilhosa obra de registros, entrevistas compõe um fato histórico marcante para os tempos ocorrido e presente.
Os Estados Unidos dos anos 60/70 viviam um ambiente de tensão social profunda, com movimentos variados que buscavam a ruptura de estruturas que não só perpetuavam, como aumentavam as desigualdades entre brancos e negros, homens e mulheres e pobres e ricos. A Guerra Fria estava em curso, assim como a Guerra do Vietnã, de maneira que a demonização do comunismo mantinha-se viva e as estratégias do macartismo ainda ecoavam na sociedade.
Neste cenário, Angela Davis, mulher negra e comunista filiada ao PC, passa ao centro do debate público após ser demitida da UCLA por seus posicionamentos políticos. A arbitrariedade, que feria frontalmente a liberdade de cátedra, foi duramente criticada por seus pares professores, e alcançou mesmo a Casa Branca, quando o então presidente Reagan demonstrou seu apoio à decisão da instituição.
Angela ganhou notoriedade, e seus movimentos passaram a ser acompanhados, gerando aversão em parte da população, que enviava-lhe ameaças de morte carregadas do mais abjeto racismo. O papel de “inimiga pública” foi reforçado quando o FBI a colocou na sua célebre lista de “10 mais procurados”, após suposto envolvimento em um auxílio à fuga de Tribunal, que resultou em mortes.
O documentário, como toda boa obra do gênero, dedica-se à construção deste panorama, com a revelação dos vícios presentes nos sistemas político e judicial, bem como na sociedade americana. A estratégia da defesa e os desdobramentos do processo e do julgamento também são destaque. Ainda, a obra traz inúmeras imagens de arquivo e entrevistas com a própria Angela, um ícone de luta dos nossos tempos. Que muitos outros surjam.
Produzido e dirigido com confiança e segurança, este é um tributo sólido a uma mulher que foi uma das peças vitais do movimento dos direitos civis nos EUA. É um estudo aguçado de uma época em que a identidade americana estava sendo radicalmente reformulada. #AngelaDavis