Realizado pelo russo Vasili Sigarev, «Volchok» conta a história de uma mãe e da sua filha, que não têm nomes e estão numa constante corrida. A mãe tenta fugir da filha na tentiva de começar uma nova vida e a filha corre atrás da mãe por não saber viver sem ela
A eterna repetição metaforizada pelo rodopiar de um pião: a falta de amor, o desamor, a incomunicabilidade, o vazio e a solidão. O porco espinho: afastamento e ausência. Uma busca por amor que encontra apenas o nada e o puro desprezo. Duas solidões? Desencontros. Um mundo frio e fechado onde o afeto é apenas uma forca contundente. Uma corrida onde não se chega, onde não se alcança. A vida como uma recusa de todo carinho, de todo encontro possível. Áspero e pesado feito um soco. Não preciso de porco espinho.
'' Uma das minhas maiores alegrias quando criança é que não soubessem o quanto eu estava triste'' Kiekgaard
ótimo
coitada
a tristeza de não ter um lar