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The result of over five years of Super-8 and 16mm filming on New York City streets, Lost Book Found melds documentary and narrative into a complex meditation on city life. The piece revolves around a mysterious notebook filled with obsessive listings of places, objects, and incidents. These listings serve as the key to a hidden city: a city of unconsidered geographies and layered artifacts—the relics of low-level capitalism and the debris of countless forgotten narratives. The project stems from the filmmaker’s first job in New York—working as a pushcart vendor on Canal Street. As usual, Cohen shot in hundreds of locations using unobtrusive equipment and generally without any crew. Influenced by the work of Walter Benjamin.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
É um dos meu curtas favoritos.
Quando pensamos simplesmente nas coisas em sua superfície, tudo parece muito raso, pouco profundo, desinteressante, mas e se pensarmos que nessa mesma superfície existem buracos e fendas que podemos nos levar para lugares que jamais pensávamos que pudessem existir?
Me parece que o mesmo ocorre no cinema: sempre pensamos nele como uma junção de elementos e nada mais. Fotografia, roteiro, direção de arte, atuações, etc, etc. Mas e se pensarmos em tudo o mais além desses aspectos? Se pensarmos nas discussões e interpretações que propõe Zizek a respeito do cinema? E se pensarmos que todas hiperinterpretações são válidas e que o cinema é muito mais do que uma junção de um punhado de técnicas cinematográficas?
E se pensarmos que há uma cidade sob a cidade? Que um pequeno pedaço de papel pode conter instruções codificadas para um mistério maior que não vemos, mas que existe? E se dentro dos túneis que jazem sob a cidade houver ainda mais túneis e outros mais, com mais e mais janelas, vitrines, papéis com mensagens, moedas, livros usados, listas de lugares e ruas que jamais encontraremos?
É quase uma manual de instruções de como pensar a vida e arte de um modo geral. A superfície é um mero atrativo para que mergulhemos fundo no que quer que seja. Às vezes seremos chamados de loucos por vermos essas coisas, mas é o preço a se pagar por mergulhar além.
Eu poderia assistir esse curta milhões de vezes e nunca me cansaria dele.