Na mística província subtropical de Guizhou, existe uma pequena clínica local rodeada por nevoeiro onde dois médicos levam vidas solitárias e tranquilas. Um dos médicos, Chen Sheng, embarca numa viagem para encontrar o seu sobrinho, que fora abandonado pelo seu irmão. A caminho de Zhenyuan, Chen encontra um local chamado Dang Mai, onde o tempo parece correr para trás e as vidas dos habitantes locais são um mistério.
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Filmão! Em seu debut já mostrou a que veio.
Cinema sempre desafiador de Gan BI, nem sempre inteligível e isso pouco importa já que para o diretor o relevante é a jornada . Aqui a jornada não é individual, parece coletiva da china rural e talvez por isso sua câmera alterne seus protagonistas. Continuo remoendo este paralelo entre o tempo e o rumo (trens, rio) que gan BI propõe entre aquilo que vai e volta.
insuportável.
Foi estranho e bonito. "É como um sonho". Acho que minha percepção ocidental se perdeu em meio ao nevoeiro, deslocou-se a algum lugar para dentro. Não entendi muita coisa, mas senti de um modo que não saberia dizer; e isso foi maravilhoso como um sol brotando ao meio dia. Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foi a mudança da câmera, do olhar, num determinado momento do filme. Os personagens pareciam ir para um lado, a câmera por outro. Há mesmo um momento em que a câmera pega um atalho num beco e encontra os personagens num ponto da estrada. Um reencontro num quarto escuro, sabe: Algo de familiar e completamente diferente. Um reconhecimento de um esquecimento de algo que jamais foi esquecido, apenas estava lá e foi visto de um modo inteiramente diferente. Isso foi fascinante. Outra coisa, que gostei demais, são poemas que aparecem intercalados no filme. Estes iluminam com seu brilho obscuro aquilo que se conta a desvelar espécies de temporalidades que rotacionam ao modo de cataventos; que afundam e submergem como relógios desenhados em trens. "A mão iluminada pelo destino/ erigiu 42 moinhos de vento para mim/ o fluxo estável da natureza./ O universo provém do equilíbrio./ Os planetas próximos provém dos ecos/ Os pântanos provêm da insônia da terra/ Rugas provém do mar/ Gelo provém do vinho/ As luzes de emergência na escadaria do tempo infiltram-se nas aberturas das pedras onde escrevo meus poemas/ São as únicas obrigadas a retornar para preencher uma cesta de bambu vazia com amor/ É obrigatório o desmoronamento de barro/ Enquanto o vale se abre como um punho aberto."
História simples onde o estilo de direção muda na metade do filme deixando tudo arrastado e um pouco cansativo.