Dirigido por
Duração
Durante a Grande Depressão um desempregado se une a um promotor de lutas de rua para poder sobreviver. Falando pouco e lutando muito, ele consegue vitórias expressivas e uma razoável quantia. Porém seu empresário, que ganhou tanto quanto ele, se encontra em sérias dificuldades financeiras. Os dois acabam se desentendendo e se separando, mas a única chance do seu antigo promotor se salvar desta situaçãoé convencê-lo a participar de uma grande luta sem público, com um lutador de Chicago.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Marília Mendonça: Sentimento Louco
A genialidade de "Lutador de Rua" (1975) reside na subversão radical que Walter Hill impõe ao cinema de ação tradicional: em vez de celebrar a testosterona e o triunfo heroico, o diretor esvazia o ringue de qualquer glamour, transformando a luta em um rito de desgaste físico e alienação capitalista.
Na América empobrecida da Grande Depressão, Chaney (Charles Bronson) não é um gladiador em busca de glória, mas a materialização da força de trabalho reduzida ao seu valor estritamente de troca. O corpo humano opera aqui como a última máquina de produção viável num mercado em colapso. O empresário vigarista Speed (Stacy Keach) funciona como o capitalista arquetípico: ele não produz nada, apenas extrai a mais-valia do suor e do sangue alheios, monetizando a dor de homens que já perderam tudo.
A genialidade crítica do filme está na economia de palavras e na decupagem clássica de Hill. Os diálogos são escassos porque, no fundo, a linguagem verbal é inútil onde a sobrevivência depende exclusivamente da mercadoria corporal. A violência não tem catarse catártica ou estética estilizada; ela é mecânica, suada, burocrática e exaustiva. Ao expor a solidão intransponível de seus personagens que circulam por uma paisagem urbana cinzenta e desolada , o filme formula uma crítica contundente ao "american dream" quando o tecido social se rompe totalmente, a solidariedade desaparece e o homem torna-se o lobo do próprio homem, literalmente cobrando por soco para garantir mais um dia de respiração mecânica no sistema.
10.08.2026 - Netflix.
Além do que já foi apontado por aqui, ressaltaria a trilha musical, a fotografia e a montagem. Há uma sobriedade, uma dureza e uma competência nesses dois últimos aspectos que rimam muito bem com a postura e o comportamento do protagonista. E com o tipo de história que se está contando.
Direto ao ponto. Charles Bronson em mais um papel monossilábico e cara fechada. Trama simples, mas eficiente e ainda tem James Coburn como o agenciador apostador devendo pra cidade toda.Cereja do bolo é a estreia de Walter Hill na direção.
Não tinha Como Dar Errado ,Walter Hill Fazendo Seu Primeiro Filme de Macho(Com Sua Hábil Eficiência ),Com O Ícone dos Filmes de Macho Charles Bronson, A Trama e Simples Não exige Muito Esforço do Publico as Lutas Foram Muito Bem Coreografadas ,Charles Bronson Esbanja Carisma como de Costume, James Coburn Um ator que Curto desde Garoto ( Sete Homens e Um Destino Também com Bronson) Esta Ótimo como o Empresário de Bronson E Finalizando Walter Hill mereceu o Sucesso de Publico e Critica que Seu Filme de Estreia Fez em 1975.
Ps Vi Esse Filme na REDETV No Inicio Desse Século, Só Que pela Metade, Ontem A noite Vi Completo na Netflix E Tive a Alegria de ouvir A Mesma Dublagem Dos Estúdios Herbert Richers ,Parabéns aos Resposáveis Por ter Ajudado a preservar A Memoria da Dublagem