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Mág narra episódios da vida de um dos mais famosos poetas tchecos, Karel Hynek Mácha (1810-1836). O título do filme pode ter dois significados. O primeiro refere-se ao talento de Mácha (Jirí Schwarz) - considerado um Mago das palavras. O segundo é a transcrição contemporânea para o título de seu mais famoso poema, Máj (Maio).
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"Não há tempo presente para mim. Já que não existe um momento em que a vida pare."
Um deslumbre. Vlácil transfigura a poesia de Hynek Mácha em imagens com uma organicidade impressionante - como se certas cenas tivessem sido transcritas pessoalmente pelo poeta. Morto ainda jovem, tendo sua poesia negada na editoras, publicou seu poema “Maio” às próprias custas e de amigos. Crítica e público foram duros com Hynek, e a passagem do filme que ilustra a reação das pessoas a seu livro é magnífica, coisa de mestre. Atualmente, o poeta é reconhecido como um dos maiores da literatura tcheca e “Maio” é leitura obrigatória nas escolas (o que faz muitos tchecos desgostarem desse poema soberbo, pois não apreciam-no à idade ou momento exatos). Vlácil investiga o interior do rapaz Hynek com crueza, não poupa-nos de seu lado sombrio que exala imaturidade, orgulho e ciúmes. Por outro lado, erige o retrato definitivo de uma criatura fascinante em sua certeza imutável da fugacidade dos seres. “Eu amo a flor porque ela murcha/ um animal, porque ele perece./ Eu amo o homem porque ele morre, deixa de existir,/ e sente que desaparece para sempre.”