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Mammo é um apelido dado a Mehmooda Begum por suas irmãs. Ela se casa com um homem de Lahore. Depois da chamada "Partition", ela e seu marido tornam-se automaticamente cidadãos do Paquistão. Embora sem filhos, seu casamento foi feliz até a morte de seu marido. A partir daí ela passa a ser maltratada pela família do marido. Ela foge para a Índia para ficar com sua irmã, Fayyazi, e o neto dela, Riyaz.
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Filme que acima de qualquer coisa me fez abrir os olhos para a chamada "minoria étnica" muçulmana na Índia. Deve ser de impressão de quase todos ser majoritariamente hindu (o que de fato é), contudo, trata-se do segundo país no mundo de população islâmica, contendo nada menos que 200 milhões de devotos, ficando atrás apenas da Indonésia e a frente do próprio Paquistão, mencionado diversas vezes na obra.
Dito isso, o filme enriquece muito seu repertório trazendo características peculiares de serem observadas, tais como a naturalização da sociedade diante à violência doméstica contra a mulher, o paternalismo e corrupção e inata das autoridades, dentre muitas outras.
Não em plano menor, temos a figura de Mommo, uma mulher rebelde, determinada e apaixonada por seu núcleo familiar, opondo-se constantemente aos parâmetros ortoxos em que está inserida.
Onde então o filme falha? Sob minha opinião, vejo que em seu tom novelesco e melodramático.
O filme em si já possui todas as características para explorar seu drama em puro estado e não tinha a necessidade de se fazer tão direcionado para certos aspectos que já estavam ali e bastavam colher. Infelizmente, os acasos ocorrem de forma muito artificial e comprometeram para a obra ter o brilho devido que mereceu.