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Data de lançamento
25 Ago. 1976Duração
Quando Marie, uma mulher tão linda para parecer real, se casa com um fabricante de bonecas, seu novo marido acha difícil tratá-la como uma pessoa real, ao invés de uma boneca. Ela então passa a sofrer com este tratamento, que é uma versão exagerada do tipo de coisa que ela tem sofrido toda a sua vida.
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Horrorizada com o final
Consegue tratar de tantos assuntos pertinentes de maneira muito interessante.
É quase uma fábula sobre pedofilia, objetificação, dominação/subjugação e estupro. O final metafísico (levemente tosco) é pura simbologia.
O que mais denota o tom extremamente crítico do filme é a cena do Claude
abusando da menina de 6 anos
Interessante perceber que ele
não demonstra interesse sexual na Marie (além de cagar pros desejos e necessidades sexuais dela), mas é possível que sinta prazer no momento em que está manipulando o corpo dela como o de uma boneca ou depois, pensando nisso. Ou ainda que só sinta tesão por corpos pré-púberes, que se assemelham aos das bonecas. Isso não fica claro no filme, mas nem precisa, já que claramente o prazer dele (sexual ou não) está justamente no fato de objetificar e exercer domínio e controle sobre o corpo das mulheres.
Ainda sobre o fato de ele
não se importar com os desejos e necessidades sexuais da Marie: ele a trata mal e como se ela fosse uma criança, a reprime como um pai conservador e autoritário por ela demonstrar interesse em sexo, como se ela estivesse fazendo algo abominável e inapropriado! E ela, ao longo do filme, vai cada vez agindo mais como uma criança e como um objeto, encarnando as expectativas e fetiches do marido, apesar de ficar cada vez mais infeliz com isso, até não suportar mais.
Além do mais, é enfatizado o filme todo o quanto ela declara que o ama, que quer dormir juntinha dele, que quer viajar com ele, o tanto que ela abraça e lhe faz carinho. Em contraste, ele nunca diz que a ama (no máximo diz "eu também" de vez em quando), demonstra zero afeição, zero vontade de estar com ela. Parece mais que ele sente repulsa e vontade de estar longe na maior parte do tempo, apesar de achar ela "linda como uma boneca".
Ele a trata como se fosse um troféu (ou item raro de coleção) pra exibir pros amigos, tanto que
fica enfurecido quando ela aparece suja no momento em que ele a apresenta pra um casal de amigos.
A cena do Sergio
humilhando a Marie na frente do amigo e falando dela como se ela nem estivesse presente, depois a estuprando,
O que me irritou um pouco, na verdade, foi a infantilização excessiva da Marie, ainda que esse seja o propósito da "fábula" e talvez o único jeito de ela funcionar. No mais, é um bom filme. Daqueles que durante e assim que acaba de assistir você fica com raiva, mas depois (refletindo com calma) consegue perceber muitos pontos positivos.
tinha potencial...
se não fosse pela história alucinante de tão bizarra nem teria terminado de assistir. muito vago, senti um gostinho de ''poderia ter sido melhor'' o filme inteiro.
as cenas levaram um ritmo muito apressado no início a ponto de passar a impressão de que foram cortadas (talvez tenha sido proposital). tudo aconteceu muito rápido e muitos detalhes foram impostos com utopia demais.
as atuações também poderiam ter sido melhores, mais intensas. me senti vazia e incomodada até o fim com isso.
todos os cenários foram perfeitamente escolhidos. só alimentaram ainda mais aquele clima (levemente) sombrio.
obs. mesmo visando mais os pontos negativos, juro que gostei do filme xyams,spwmixlasmnje