Martírio

Martírio (2016)
Martírio
Média do filme: 4.6 de 5 — baseado em 539 votos
MÉDIAFILMOW
4.6
539 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Vincent Carelli
Data de lançamento 22 Set. 2016 Outras datas
País de origem Brasil 🇧🇷
Duração 160 min (2h40)
Classificação indicativa de Martírio: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

22 Set. 2016

Duração

160 minutos Classificação indicativa de Martírio: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

O retorno ao princípio da grande marcha de retomada dos territórios sagrados Guarani Kaiowá através das filmagens de Vincent Carelli, que registrou o nascedouro do movimento na década de 1980. Vinte anos mais tarde, tomado pelos relatos de sucessivos massacres, Carelli busca as origens deste genocídio, um conflito de forças desproporcionais: a insurgência pacífica e obstinada dos despossuídos Guarani Kaiowá frente ao poderoso aparato do agronegócio.

Elenco

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Dom de Iludir | Trailer oficial

Dom de Iludir (1ª Temporada)

Comentários 0
amigos querem ver
velho_cinefilo
Senhor Ivan
½
1 ano atrás

Sem comentários pra isso aqui.Apenas assistir e contemplar.

>Assistido em 06 de Julho de 2025

caio_mendes_
Caio_
½
3 anos atrás

Martírio - Brasil - 2016 - visto no dia 21.11.2020
Filme muito necessário, importante e interessante. O problema territorial indígena, marcações de terra, crise de identidade e falta de representatividade nos poderes políticos em cuidar das causas indígenas, desrespeito que os índios sofrem até hoje, é um dos vários tópicos que esse longa incrível aborda sobre os índios do Brasil. Aqui retrata a vida difícil do índio, a pesquisa e coleta de informações sobre processos, leis, invasões sobre terras indígenas, o problema destes

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

índios com os fazendeiros

. Antigo esse problema e tem obviamente até hoje em dia. Aqui fala tanto da movimentação indígena, seus protestos, a sua luta para conquistar um espaço que diz que é seu por direito. Também retrata o outro lado, os fazendeiros, os agricultores, pecurialistas que lutam e resistem contra os invasores e "agressivos" indígenas que de acordo com eles, os
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índios querem tomar uma terra que não lhes convém, lutam contra a nova PEC que quer demarcar mais territórios indígenas.

Gosto muito do retrato que o diretor fez nesse longa: ele não interfere, claro ele, não só ele, como também a sua equipe participa como "intermediário " entre as situações para registrá-las e além de conduzir entrevistas, mas eles dão todo espaço para todos se pronunciarem. Como a produção disse: O que podemos fazer é isso: através da linguagem cinematográfica, poderemos denunciar, retratar essas situações problemáticas para todo o Brasil, para o mundo. Suas vozes serão ouvidas em todos os lugares. Esse filme é a tensão, clamor de um indígena por justiça. Aqui cita as
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reportagens das mídias populares e sensacionalistas sobre o assunto, a cobertura que deram para retratar o conteúdo na TV.

Aqui friamente, de forma bem documental, mostra de forma clara a posição
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preconceituosa, racista, ignorante de políticos brasileiros que praticamente ignoram a causa indígena para se aderirem, promoverem o slogan " agro é pop", onde as grandes TV's abordam o mesmo marketing e onde esses indivíduos que "representam" o povo, só querem saber de beneficiar o agronegócio e o negócio capitalista selvagem agressivo.

A parte onde mostra os
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indígenas invadindo o Planalto Central do Itamarity e o cara (politico) criticando o protesto pacífico indígena é de doer de raiva

. Enquanto tbm eles saem da reunião coordenada pela maioria esmagadora tendenciosa e ignorante como essa imbecil de "Kátia Abreu". Pessoas como ela é um retrocesso nesse país que vivemos. É isso: o documentário é uma ótima análise sobre esse problema que atravessa séculos e praticamente nada é resolvido. Eu vi alguns pontos (mínimos negativos) no longa como já vi comentários: as ordem dos fatos é confusa, pois estão fora de ordem, meio que embaralhada alguns fatos. Eu sei que tem eventos de anos atrás, posteriores, presentes mas ficou meio confuso fazer essa associação. Tirando isso, um ótimo filme, importante, também necessário.
Nota: 9,0

gaolho
Ga
5 anos atrás

como existir depois desse filme? só aprendendo com aqueles que há tanto tempo resistem diante desse mistério.
até quando essa guerra vai se perpetuar? quando é que esses olhos cegos, desses que insistem na morte, vão enxergar e entender o que é vida?
o extermínio da dignidade, do respeito, da natureza, da mínima noção de co-vivência, da vida mesmo, pautado em cima de interesses importados do vazio que constitui a privação de si, a própria morte, o próprio extermínio.

naiarar
Naiara
5 anos atrás

Esse filme é importantíssimo! Todo mundo tinha que ver pra entender o extermínio dos povos originários, feito das formas mais perversas ao longo da história do Brasil, e como ainda é feito sem constrangimento nenhum tanto pelo Estado quanto pelo Agronegócio. Em especial dos Garani-Kaiowas com as plantações de mate. Vi na Mostra de Tiradentes e passei a noite sem dormir pensando nessa tragédia.

editado
marcelosaccomann
Marcelo
5 anos atrás

Um pouco na linha de Corumbiara, Carelli retoma a temática da intimidação sobre os indígenas para dar enfoque ao drama vivido pelos guarani-kaiowas. A intensificação e profundidade com que trata esse documentário é louvável e necessária para expor ao menos que para uma parcela da população os dramas vividos pelos indígenas em geral.
Não pensemos que a imagem estereotipada dos mesmos daquilo que se ensina na escola tenha algo de verdadeiro; estes estão vivendo à margem da sociedade brasileira há muito tempo e há de fato uma negligência atroz quanto a seus direitos. Hoje as chamadas áreas demarcadas muito se assemelham a verdadeiras favelas nas zonas rurais.
Tão indignante quanto (se não mais) são as inserções de trechos das assembleias do senado e até mesmo na reta final os posicionamentos reacionários dos representantes do agronegócio. Os verdadeiros assassinos nem chegam a ser os pistoleiros e capangas contratados, e sim estes facínoras.
A suma fica por conta de uma frase que me chamou muita a atenção ao fim: "a propriedade é a coisa mais sagrada que o ser humano detém". Extrair o que isso implica já diz muita coisa!
E a cena final é PESADA!

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