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Data de lançamento
22 Set. 2016Duração
O retorno ao princípio da grande marcha de retomada dos territórios sagrados Guarani Kaiowá através das filmagens de Vincent Carelli, que registrou o nascedouro do movimento na década de 1980. Vinte anos mais tarde, tomado pelos relatos de sucessivos massacres, Carelli busca as origens deste genocídio, um conflito de forças desproporcionais: a insurgência pacífica e obstinada dos despossuídos Guarani Kaiowá frente ao poderoso aparato do agronegócio.
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>Assistido em 06 de Julho de 2025
Martírio - Brasil - 2016 - visto no dia 21.11.2020
Filme muito necessário, importante e interessante. O problema territorial indígena, marcações de terra, crise de identidade e falta de representatividade nos poderes políticos em cuidar das causas indígenas, desrespeito que os índios sofrem até hoje, é um dos vários tópicos que esse longa incrível aborda sobre os índios do Brasil. Aqui retrata a vida difícil do índio, a pesquisa e coleta de informações sobre processos, leis, invasões sobre terras indígenas, o problema destes
índios com os fazendeiros
índios querem tomar uma terra que não lhes convém, lutam contra a nova PEC que quer demarcar mais territórios indígenas.
reportagens das mídias populares e sensacionalistas sobre o assunto, a cobertura que deram para retratar o conteúdo na TV.
preconceituosa, racista, ignorante de políticos brasileiros que praticamente ignoram a causa indígena para se aderirem, promoverem o slogan " agro é pop", onde as grandes TV's abordam o mesmo marketing e onde esses indivíduos que "representam" o povo, só querem saber de beneficiar o agronegócio e o negócio capitalista selvagem agressivo.
indígenas invadindo o Planalto Central do Itamarity e o cara (politico) criticando o protesto pacífico indígena é de doer de raiva
Nota: 9,0
como existir depois desse filme? só aprendendo com aqueles que há tanto tempo resistem diante desse mistério.
até quando essa guerra vai se perpetuar? quando é que esses olhos cegos, desses que insistem na morte, vão enxergar e entender o que é vida?
o extermínio da dignidade, do respeito, da natureza, da mínima noção de co-vivência, da vida mesmo, pautado em cima de interesses importados do vazio que constitui a privação de si, a própria morte, o próprio extermínio.
Esse filme é importantíssimo! Todo mundo tinha que ver pra entender o extermínio dos povos originários, feito das formas mais perversas ao longo da história do Brasil, e como ainda é feito sem constrangimento nenhum tanto pelo Estado quanto pelo Agronegócio. Em especial dos Garani-Kaiowas com as plantações de mate. Vi na Mostra de Tiradentes e passei a noite sem dormir pensando nessa tragédia.
Um pouco na linha de Corumbiara, Carelli retoma a temática da intimidação sobre os indígenas para dar enfoque ao drama vivido pelos guarani-kaiowas. A intensificação e profundidade com que trata esse documentário é louvável e necessária para expor ao menos que para uma parcela da população os dramas vividos pelos indígenas em geral.
Não pensemos que a imagem estereotipada dos mesmos daquilo que se ensina na escola tenha algo de verdadeiro; estes estão vivendo à margem da sociedade brasileira há muito tempo e há de fato uma negligência atroz quanto a seus direitos. Hoje as chamadas áreas demarcadas muito se assemelham a verdadeiras favelas nas zonas rurais.
Tão indignante quanto (se não mais) são as inserções de trechos das assembleias do senado e até mesmo na reta final os posicionamentos reacionários dos representantes do agronegócio. Os verdadeiros assassinos nem chegam a ser os pistoleiros e capangas contratados, e sim estes facínoras.
A suma fica por conta de uma frase que me chamou muita a atenção ao fim: "a propriedade é a coisa mais sagrada que o ser humano detém". Extrair o que isso implica já diz muita coisa!
E a cena final é PESADA!