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Para a Expo Milano 2015, o renomado chef Massimo Bottura, cujo restaurante Osteria Francescana foi eleito o melhor do mundo em 2016, convidou 60 de seus colegas internacionais para se juntar a ele na transformação de alimentos que iriam para o lixo em deliciosas e nutritivas refeições para os mais famintos residentes da Itália. Em uma cozinha em Milão, dois mundos muito diferentes foram reunidos para um experimento social único. Este filme capta a relação entre os melhores chefs do mundo e o grupo mais desfavorecido da cidade, formado por refugiados, viciados em recuperação e prostitutas.
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O projeto dos chefs e o conceito de transformar sobra de alimentos em uma experiência afetiva para a comunidade carente em si é belíssimo. Mas o documentário não respira poesia. Temos aqui um problema básico de uma direção sem alma, sem acontecimentos - apenas registros. Faltou uma pegada Eduardo-Coutinho aqui.
Gostei muito desse documentário, de conhecer o trabalho do chef Massimo Bottura e outros projetos similares (nunca tinha ouvido falar do Gastromotiva, de São Paulo, por exemplo). Foi muito legal saber que outros chefs compraram a ideia de Bottura e foram ajudá-lo no Reffetorio.
Como a Natália comentou abaixo, dá uma pena (no meu caso, misturada com um pouco de raiva e indignação) porque algumas pessoas acolhidas pelo projeto, que comem uma comida muito boa, preparada voluntariamente por chefs, DE GRAÇA, ficam criticando o projeto. Todo mundo sabe que o projeto, por si só, não vai resolver todos os problemas de sem-tetos, famintos, refugiados pobres, mas, como disse Bottura, é o primeiro passo, porque oferecer uma boa comida é, sim, uma forma de dar dignidade às pessoas.
Apesar de alguns comentários meio mesquinhos que aparecem (o que me faz pensar que nem toda a ajuda do mundo será suficiente para algumas pessoas, pois elas sempre vão reclamar ou criticar ou, pior, se alguém lhes der a mão, vão querer logo o braço), o projeto tem seu valor e o documentário vale a pena ser visto.
O que ele faz é incrível, mesmo sendo tão elaborado. A intenção dele é mesmo levar a alta gastronomia à quem não tem acesso, não simplesmente alimentá-las. Só que dá uma pena enorme ver as pessoas criticando a ideia, criticando coisas pequenas... reclamando de barriga cheia, literalmente.