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Filme sobre a tempestuosa e também lendária relação de trabalho entre dois mitos do cinema, Werner Herzog e Klaus Kinski, e seus planos independentes e simultâneos de um matar ao outro. Um relacionamento de amor e ódio, que é um complicado quebra-cabeças para quem está de fora, mas ao mesmo tempo revela a profunda confiança entre um diretor e um ator. Uma rede de coincidências levou Herzog, então um estudante de 13 anos, a encontrar Kinski no mesmo apartamento em Munique. Em um ataque de raiva, Kinski destruiu todos os móveis do lugar. Era apenas um de seus acessos de fúria. Assim, Herzog sabia o que o esperava quando, alguns anos mais tardes, chamou Kinski para trabalhar em Aguirre, A Cólera dos Deuses. Herzog e Kinski trabalharam juntos em cinco filmes.
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Sempre desconfiei da sanidade mental de Klaus Kinski (muito por preconceito meu) apenas baseado em seu olhar, mas assim também não esperava que ele completamente desiquilibrado. Legal pelo fato de ser uma homenagem que não passa panos no biografado, pelo contrário , ainda que Herzog carregue um misto de admiração e ranço pela figura de Kinski, bem como todos os outros entrevistados.
Gosto dessa colaboração, mas que esse Klaus Kinski era louco não é brincadeira kkkkkkk
"A terra por onde eu passar, vendo-me, tremerá!"
Meu Melhor Inimigo (Mein liebster Feind. Alemanha,1999)
Direção: Werner Herzog.
Com: Klaus Kinski, Werner Herzog, Claudia Cardinale.
Esse é o maior exemplo de que para apreciar uma obra artística intensamente precisamos separar criador da criatura.
Woody Allen é um ser humano deplorável mas seus filmes são únicos. Lars Von Trier fez declarações de cunho nazista, mas o que dizer quando sobem os créditos de "Dançando no Escuro"?
Aqui Herzog fala sobre seu maior ator: Klaus Kinski.
Um ator genial e indomável, um homem agressivo, de caráter diabólico.
Essas são apenas algumas definições que pessoas que trabalharam com ele relatam no impressionante longa de Herzog.
Graças à uma amiga conheci esse filme no ínicio dos anos 2000, e vi em casa uma obra que me deixou perplexo e com uma vontade louca de conhecer a obra de Klaus Kinski (até então eu só tinha assistido Fitzcarraldo).
Desde então nunca mais visitei o filme, pois mexeu demais comigo, a sensação de amar e odiar uma mesma pessoa deixa nossa cabeça girando. Mas o Cinesesc fez o favor de exibir o longa em cópia restaurada e lá fui eu entrar nessa montanha-russa. E novamente fiquei embasbacado.
Herzog retrata o homem mas também o artista, e isso é que nos faz pirar.
O homem por vezes é um ser desprezível, insuportável, mas ao mesmo tempo doce como na cena final em que ele brinca com uma borboleta.
O artista é gênio total e transforma tudo que toca. Desses que são inigualáveis.
Werner Herzog é um diretor de inúmeros filmes excepcionais (Fitzcarraldo, O Homem Urso, A Caverna dos Sonhos Esquecidos, Aguirre, O Enigma de Kaspar Hauser...entre outros), mas aqui ele faz o que poucos cineastas fazem: abre a janela para que possamos ver o que tem lá dentro de sua mente, e o risco de perder o espectador é enorme, mas resulta numa obra maior que sua própria existência.
O pôster já dizer tudo a conflituosa amizade e relação profissional entre essas duas lendas do cinema , obrigatório para os fãs da sétima arte.
Não dá para chamar de documentário, é tudo mentira do Herzog, ele só está fortificando a mitologia que ele criou para seus filmes e o ator principal deles, que já tinha suas lendas antes. Kinski já disse várias vezes que não gostava do fato do Herzog inventar essas histórias sobre ele, só que ele mesmo também inventava histórias sobre si (basicamente desde os anos 50), então ele não tinha muita moral para reclamar. Os dois tinham a mesma mentalidade de "fatos não são importantes", afinal.
As histórias são inventadas, mas o carinho é 100% real e é por isso que eu amo esse filme, mesmo que boa parte dele seja composta de trechos de outros filmes. As cenas do TFF aquecem meu coração e o final é de chorar. Dá para ver que o Herzog gostava muito do Kinski, por mais que às vezes tentasse fingir que não. Eu não consigo pensar em uma declaração de amor mais bonita.
"[...] But I wanted to show his other side, one that shines through not one bit in his autobiography: someone full of humour and warmth and love and generosity." <3