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Documentário narrado por Herzog, que mostra os campos petrolíferos do Kuwait em chamas, emanando altas colunas de fumaça. Através da narração, o enredo em si aborda um país desconhecido que sofreu com uma feroz guerra e arca com as conseqüências.
Em contraste com o documentários comums, são poucas as entrevistas e poucos comentários. O que deve ter sido o próprio inferno é apresentado ao espectador com belas imagens pós-apocalípticas e com uma ótima trilha sonora.
Herzog considera esse filme uma produção de ficção científica, ao invés de um documentário, pois a impressão que nos passa é de que estamos assistindo a um filme de outro planeta, por parecer tudo tão longe de nossa realidade.
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Filme 20 de 2026
contemplativo
Estarrecedor! Eu assisti no trabalho e fique muito imerso, contudo os clientes atrapalharam um pouco a experiência nesse sentido. Além disso, o filme não contextualiza o que ele está mostrando (lá em 92 uma pessoa de imediato provavelmente saberia sobre o que se trata, hoje já não é um tema tão presente quanto), portanto senti a necessidade de revê-lo, mais interado do assunto (para além da guerra do golfo em si, os incêndios nos campos petrolíferos do Kuwait) e foi a melhor decisão tomada.
É uma loucura tudo isso, tudo que aconteceu, e Herzog é muito certeiro ao colocar este cenário com o apocalipse bíblico: na verdade, para além da representação bíblica, o diretor nos apresenta o apocalipse material:
uma mãe que viu sua família ser torturada até a morte; um filho que, por trauma da guerra, parou de falar; um oceano de óleo, que se "disfarça de água", catástrofes ambientais cometidas de propósito e tudo mais decorrente do capitalismo imperialista.
Um motivo, uma guerra, a exploração e a destruição. A história do capitalismo e da força voraz e implacável do imperialismo sintetizado aqui. Herzog sobrevoa uma capital em vida e depois devastada. Filma de maneira magistral, majestosa, e até certo ponto bonita. Registra a estupidez humana da forma mais direta possível. Lá, no campo, de frente.
É o fim do mundo. E não temos saída.
Que registro, meu deus.
Algumas das imagens mais espetaculares já registradas pelo homem se encontram neste documentário. O antes e o depois da guerra e as sequelas deixadas pelos conflitos mostradas por um olhar poético quase sobrenatural, poderia dizer até divino. Herzog é uma das figuras mais importantes para o cinema.
- assim como o diretor, também considero esse documentário uma ficção científica, um pós apocalipse
- como pode a ganância do homem ser tão gigante?
- promovendo guerras sem fim, destruindo cidades, aniquilando vidas, apenas pelo pobre dinheiro