Memórias invisíveis

Aguardando revisão.
Compartilhar
Memórias invisíveis (2021)
Memórias invisíveis
Média do filme: 3.5 de 5 — baseado em 2 votos
MÉDIAFILMOW
3.5
2 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Ebner Gonçalves
País de origem Brasil 🇧🇷
Duração 35 min None

Dirigido por

Duração

35 minutos
Carregando Publicidade...

Sinopse

O documentário percorre os rastros da existência do Abrigo Municipal de Alienados Oscar Schneider, instituição psiquiátrica que funcionou entre os anos de 1923 a 1942, em Joinville. A instituição foi construída aos fundos do cemitério da cidade e recebeu pessoas consideradas loucas encaminhadas por ordem do Estado ou de suas famílias.

Gênero:
Gênero:

Fotos e Trailers

Filmow+
Ticket de Prata

Sem anúncios

Comprar
Filmow+
Ticket de Prata

Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções

  • Navegue sem anúncios
  • Badge exclusivo Filmow+ no perfil
  • Acesso antecipado a novidades
  • Apoie a comunidade cinéfila
Comprar agora

Trailer do dia

Marília Mendonça: Sentimento Louco | Trailer

Marília Mendonça: Sentimento Louco

Comentários 0
amigos querem ver
joaodiegoleie0b6fc34416849b4
João Diego
3 anos atrás

Memórias Invisíveis (2021) - Crítica

Um média-metragem sobre desenterrar o passado, expor as feridas e contar uma história pouco conhecida em Joinville

Em uma cena, no meio do filme, um grupo de idosos conta como era morar nos fundos do Cemitério Municipal de Joinville. Eles relatam tudo de uma maneira alegre. Sorriem, contam anedotas e afirmam muitas vezes como a vida era feliz naquela época. Segundo os idosos e entrevistados durante o documentário, ninguém sabia de toda a História do local. Sabiam da prisão durante a Segunda Guerra Mundial, mas não sobre o Abrigo de Alienados, o hospício.

É curioso, como um ambiente impregnado de histórias cruéis, também possa produzir memórias felizes. Ao sepultar parte do passado, os governos e as elites, quem construiu o Abrigo, permitiu ao terceiro grupo de moradores, policiais militares e suas famílias, construir uma vida feliz e alegre. Soa grotesco imaginar a felicidade de alguns em um ambiente onde muitas pessoas sofreram e morreram, mas essa cena, como todo o filme, nos provoca a pensar em como existem histórias sobre nossa cidade que precisam ser desenterradas. Como relata o historiador Dilney Cunha, existem muitos tabus sobre a cidade, questões às quais muitos preferem não lembrar ou esquecer.

O filme começa com cenas do Cemitério Municipal de Joinville, vemos diversos planos e ângulos das sepulturas, um local totalmente vazio. A música nos provoca um sentimento misto de tranquilidade e melancolia. Os letreiros, excessivos em alguns momentos, contam a História do Abrigo Para Alienados que existia ali.

A roteirista e pesquisadora, Mariana Zabot Pasqualotto, é quem conduz as entrevistas, realiza as pesquisas e faz as conversas. Ela é a personagem principal do filme. Durante várias cenas, ouvimos sua voz ou a vemos percorrer as pistas da instituição psiquiátrica que funcionou entre os anos de 1923 a 1942, em Joinville.

Apesar de ser um documentário, o filme divide uma tensão entre os tons de terror e melancolia, entre assustar diante da crueldade humana e nos provocar lágrimas pelo sofrimento alheio. As cenas encenadas por atores lembram fantasmas, essa impressão é reforçada pela imagem em preto e branco. Aqui, talvez estejamos sendo assombrados pelo passado; ou lembrados sobre o sofrimento dessas pessoas: incompreendidas, isoladas do mundo, presas e amontoadas em uma cela. Eram fantasmas ainda em vida, a morte apenas sacramentou o destino a qual a sociedade os havia condenado.

É uma escolha estética manter essas cenas em alusão ao terror, mas também estimular sentimentos de melancolia e revolta com as entrevistas, pesquisas e as conversas descontraídas. Um dos momentos tocantes é quando o pesquisador Lucas Muenster, descobre o destino da trisavó. A história dele ilustra como a mentalidade da época era de esconder qualquer indício de uma pessoa que não fosse “normal” na família.

É um exercício interessante assistir 1951 sobre a história do centenário de Joinville e depois assistir Memórias Invisíveis. Com essa dupla, o cineasta mostra duas cidades diferentes, duas situações diferentes e o motivo da relevância do cinema para a História e a memória de nossa cidade.

Carregando Publicidade...
½
1
2
3
4
5

Listas com o curta

Ver todas as listas (3)
#chicagoGirl: The Social Network Takes on a Dictator #Rucker50 3 Minutos, Um Abraço 7 Denúncias: As Consequências do Caso COVID-19 10 Bilhões: O que Tem Para Comer?
Documentários
por leobalneario
3 curtas curtos 9.9 (nove.nove) 13 Histórias Estranhas 31 de Março Para Todos os Santos de 64 83 – AS ENCHENTES EM SANTA CATARINA
Santa Catarina
por leobalneario

Elenco de Memórias invisíveis

Mostrar mais (5)
Andreia Malena Rocha 0 0

Andreia Malena Rocha

Clarice Steil Siewert 0 0

Clarice Steil Siewert

Eduardo Campos 0 0

Eduardo Campos

Robson Benta 0 0

Robson Benta

Vinicius Ferreira 0 0

Vinicius Ferreira

Se você gostou deste curta, confira também estes aqui: