A história de Domenico Scandella, mais conhecido como Menocchio, um moleiro da região do Friuli, Itália, que afrontou o tribunal da Santa Inquisição no século XVI.
La straordinaria storia di Domenico Scandella detto Menocchio, mugnaio che alla fine del Cinquecento affrontò il tribunale della Santa Inquisizione difendendo le proprie teorie eretiche sulla natura di Dio e sulla Chiesa di Roma. Fonte: Mymovie.it
Competing in Locarno with his fourth film Menocchio, Alberto Fasulo’s ideas on cinema are very clear. Menocchio was a miller who was accused of heresy in the darkest years of the Counter-Reform. “Menocchio was a free man, he had a very precise vision of the world. He used to say that it doesn’t make any sense that the Church is divided between Lutherans and those faithful to the Pope, because God lives in the people and in all the things we see. And even more than that, he thought that the Pope and the bishops could be wrong as they are just men like us. I think that especially this last statement proved fateful to him. The Church was afraid of all that could undermine its credibility and didn’t hesitate in suppressing with extreme harshness all those who didn’t abide by the single mindset of the time.”
From this perspective, Menocchio is a film set in the XVI century, but still relevant today: the intolerance, the exercise of power as terror. “Sure, my film can also be interpreted this way. Everyone can have his own opinion. I think that the Pope today says things that are not so different from what this miller used to say centuries ago. Back in the day they were heresies, while today these sentences can be easily pronounced by Church authorities, too. Luckily times change: sometimes for better, sometimes for worse.” FONTE: cinecitta.com
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A voz do Diabo é a voz da razão.
Uma pequena decepção.
Aqui é muito difícil separar o livro do filme, uma vez que o que temos de conhecimento de Menocchio está na obra de Carlo Ginzburg, O Queijo e os Vermes (ou nos documentos do processo, claro). Quem for assistir e não tiver conhecimento do livro e da história de Menocchio com certeza ficará perdido, mas isso não chega a ser um problema. Um ponto positivo do filme é colocar uma abordagem mais íntima e mais sofrida, conseguimos ver no rosto do personagem sua angústia, coisa que, com o livro, não é tão fácil de visualizar. Porém, o resto da obra me parece um desperdício muito grande, muito mesmo. A começar pelo ponto positivo que eu citei: um dos momentos mais triste, pra mim, de todo o período que o livro abrange, é quando Menocchio é solto e não pode falar sobre seus temas, seu filho e sua esposa morrem, e se a intenção do filme era passar tal angústia, não se aproveitou nada disso. Além disso, Menocchio foi uma pessoa tão interessante, seus temas, suas opiniões, eram tão interessantes, e praticamente nada foi aproveitado, salvo uma ou outra vez que é citada algumas de suas ideias.
Eu gosto muito do que o diretor fez, pegar tal história e filmar como se fosse um relato, como se a câmera estivesse ali só relatando o que estava acontecendo, mas essa história em particular merecia mais, há muitos temas e discussões interessantes, muitos ganchos históricos para olhar, e nada disso foi aproveitado. Talvez seja culpa da expectativa que eu botei, mas o que senti ao termino do filme, foi decepção
Filme Bom! Como dizia Clodovil Hernandez, "A igreja católica matou mais que Hittler."
Dá pra sentir bem a angustia do personagem "herege" no filme!
Itália, final do século XVI. A Igreja Católica, sentindo-se ameaçada na sua hegemonia pelo movimento reformista protestante, lança o primeiro ataque sistemático para o controle total da crença religiosa. Menocchio, um velho casmurro e moleiro (uma antiga profissão ligada à moedura de cereais, para a fabricação de farinha), decide opor-se a esta nova ordem. Acusado de heresia, em vez de fugir ou pedir perdão, vai a tribunal. Menocchio está convencido que, como homem, é igual a qualquer bispo, inquisidor e até ao Papa, e espera, sente e acredita que pode reconverter os reformistas a um ideal de pobreza e amor.
O filme de Alberto Fasulo é baseado na história de Domenico Scandella, conhecido por Menocchio. Nasceu em 1532. Em 28 de setembro de 1583 Menocchio foi denunciado ao Santo Ofício, sob acusação de ter pronunciado palavras “heréticas e totalmente ímpias sobre Cristo". A história de Menocchio chega até nós pelas palavras do historiador Carlo Ginzburg, no livro “O Queijo e os Vermes”. Essas obras mostra como a Inquisição acusa Menocchio de heresia em virtude de suas concepções religiosas e cosmogônicas insólitas, ao ponto de comparar a origem do universo com o processo de putrefação na produção do queijo, daí o título do livro.
O filme mostra a intolerância da Igreja Católica logo após a idade média contra as pessoas
que não professavam a fé instituída pela mesma. Entretanto, isso uma atitude da IC mas das religiões em geral como se pode ver até os dias de hoje.