Não há

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Não há (2007)
Missing in Mig Alley
Média do filme: 5.0 de 5 — baseado em 1 votos
MÉDIAFILMOW
5.0
1 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Emily Roe

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Sinopse

Documentário que explora o desaparecimento de pilotos de caça americanos durante a guerra da Coréia em uma região entre a fronteira da china e Coréia do Norte chamada Mig Alley. Demonstrando com se desenvolveu os primeiros combates entre caças a jato, norte coreanos ( pilotados muitas vezes por pilotos da União Soviética em segredo) e pilotos norte americanos.

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Sede de Sangue | Trailer Legendado

Sede de Sangue

Comentários 2
amigos querem ver
jordisonfrancisco
Jordison
8 meses atrás

A história da MiG se confunde com a própria história da aviação de caça soviética. Quando o escritório de projetos Mikoyan-Gurevich surgiu no fim dos anos 1930, a União Soviética buscava desesperadamente reduzir a distância tecnológica que a separava das potências aéreas ocidentais.
O nome “MiG” não é uma sigla técnica nem um código militar: vem simplesmente da junção dos sobrenomes de seus fundadores, Artyom Mikoyan e Mikhail Gurevich, dois homens muito diferentes, mas complementares. Mikoyan era o articulador, o estrategista, alguém com trânsito político em um sistema onde isso podia significar sobrevivência ou extinção de um projeto. Gurevich, por sua vez, era o engenheiro silencioso, o responsável pelos cálculos, pela aerodinâmica e por fazer o avião realmente voar. Juntos, moldaram um bureau que teria uma filosofia muito clara: velocidade, interceptação rápida, simplicidade e produção em massa.
Os primeiros aviões da MiG, como o MiG-1 e o MiG-3, ainda de hélice, surgiram às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Eram máquinas pensadas para combate em grande altitude, algo que fazia sentido para a defesa aérea soviética, mas que se mostrou limitado no caos real da guerra no front oriental, onde os combates aconteciam mais baixo e mais próximos do solo. Esses modelos não se tornaram lendários, mas cumpriram um papel essencial: deram à equipe experiência, confiança e um entendimento profundo das limitações e necessidades reais do combate aéreo.
A virada definitiva veio com a era do jato. Em 1947, o MiG-15 apareceu como um choque para o Ocidente. Com asas enflechadas, motor potente — derivado de tecnologia britânica adquirida de forma surpreendentemente ingênua pelos ingleses — e um armamento brutal de canhões, o MiG-15 mostrou na Guerra da Coreia (1950-1953) que a União Soviética não estava apenas acompanhando a corrida tecnológica, mas em alguns aspectos liderando. Ele não foi apenas um caça eficiente: foi um símbolo. O momento em que pilotos americanos passaram a respeitar — e temer — um avião com letras cirílicas pintadas na fuselagem.
A partir daí, a MiG consolidou seu estilo.
O MiG-17 refinou o conceito, o MiG-19 levou a aviação soviética ao supersônico, e o MiG-21 se tornaria um ícone global. Simples, rápido, barato e letal, o MiG-21 foi produzido aos milhares e voou sob dezenas de bandeiras diferentes, participando de guerras na Ásia, no Oriente Médio, na África e além. Ele representava perfeitamente a mentalidade soviética: não o caça mais confortável ou sofisticado, mas um avião capaz de ser mantido em condições precárias, pilotado por aviadores com treinamento limitado e ainda assim cumprir sua missão.
Nos anos seguintes, a MiG apostou em caminhos mais ousados. O MiG-23, com asas de geometria variável, tentou unir velocidade, alcance e flexibilidade, ainda que tenha pago o preço da complexidade. Já o MiG-25 foi quase uma criatura de outro mundo: enorme, rápido, construído em aço e projetado para voar mais alto e mais rápido do que praticamente qualquer coisa de sua época.
Quando um exemplar desertou para o Ocidente, ficou claro que ele não era um milagre eletrônico, mas uma máquina extrema, feita para uma função muito específica: subir como um foguete e interceptar ameaças antes que chegassem ao coração da União Soviética. Seu sucessor, o MiG-31, refinou essa ideia e se tornou um dos interceptadores mais capazes já construídos, permanecendo relevante até hoje em um país de dimensões continentais como a Rússia.
Com o MiG-29, a empresa entrou na era dos caças altamente manobráveis, capazes de enfrentar os melhores aviões ocidentais em combates aproximados. Era um caça mais equilibrado, mais próximo do que se esperava de uma aeronave moderna, ainda que mantivesse traços da velha filosofia MiG: motores potentes, estrutura robusta e foco no combate direto. Já no período pós-soviético, a MiG tentou se reinventar com modernizações e projetos como o MiG-35, tecnicamente avançado, mas ofuscado pela ascensão da Sukhoi, que passou a dominar o mercado interno e externo russo.
Ao longo de sua história, a MiG nunca foi sinônimo de luxo, conforto ou glamour. Seus aviões eram apertados, barulhentos, muitas vezes rudes de pilotar, mas quase sempre rápidos, resistentes e eficazes. Eram máquinas pensadas para uma guerra total, para decolar de pistas improvisadas, enfrentar climas extremos e cumprir ordens sem frescura. Mais do que uma fabricante de aviões, a MiG foi a expressão de uma visão estratégica: defender um vasto espaço aéreo com rapidez, força e números. Por isso, quando se fala em MiG, não se fala apenas de aviões, mas de uma escola inteira de pensamento militar, forjada na urgência, na rivalidade e na constante expectativa de um conflito que, felizmente, nunca chegou ao seu ápice.

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