A vida de cinco motoboys, entre eles uma motogirl, revelando sua intimidade, comportamento, medos e sonhos. Diversas autoridades paulistanas foram entrevistadas, tais como o arquiteto e urbanista Paulo Mendes da Rocha, o apresentador Serginho Groisman, o jornalista Gilberto Dimenstein, o psicanalista Jacob Goldberg e ainda médicos, taxistas e motoristas em geral. Todos personagens da história cotidiana de São Paulo que se encontram diariamente no trânsito.
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Infelizmente este documentario ficou desatualizado
A situação hoje é muito pior
Muuuuito bom, e os Extras (1h a mais) complementam a experiência: mais do dia a dia dos motoboys e principalmente as entrevistas com o diretor Caíto Ortiz e com urbanista Paulo Mendes da Rocha. 4 Estrelas
Esse documentário foi realizado quando ainda não tinham sido criadas as “faixas exclusivas de motoqueiros” em São Paulo, mas até que a realidade dos motoboys não mudou tanto assim de lá pra cá. O dia a dia de quem tem essa profissão sempre foi arriscado e trabalhar em meio ao trânsito caótico da capital paulista é das missões mais complicadas. O diretor conseguiu dar uma boa amostra de como é a rotina desses autênticos heróis do asfalto, com depoimentos deles e de motoristas de carros, que vivem numa complicada relação na disputa pelo espaço nas ruas e avenidas da cidade. Mesmo sendo um eficiente painel sobre os motoboys, o documentário por si só é apenas correto e sem maiores aspirações.
A realidade é sinistra, e poucos de fora tem a capacidade de entender a correria dos caras. O ódio aos mesmos é disseminado quase que culturalmente por conta de uma mobilidade que eles possuem e é tolhida pela metrópole aos demais transeuntes.
Parcela desse ódio, por que não dizer, parte até mesmo do Estado, instituição omissa e corroboradora para que esse eixo fundamental da mobilidade da cidade ainda não fosse devidamente protegido.
Verdade é o que um dos depoimentos passa: se eles parassem, a cidade parava junto.
Só que vale acrescentar é que essa força motriz é tratada como uma simples peça de engrenagens, a qual se uma morre, pode ser logo substituída por outra nova, dada a situação de necessidade que essa classe está inserida.