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Data de lançamento
29 Out. 2021Duração
A série acontece em 3071 em Copper 9, uma análoga Terra propriedade da megacorporação JC Jenson. Drone Trabalhadores, robôs autônomos criados para servirem humanos, habitam esse planeta e mineram seus recursos naturais. Eventualmente, o planeta sofre um colapso no núcleo e colapsa todos os trabalhadores da corporação, dizimando toda vida biológica no planeta, incluindo humanos. Como resultado, o planeta se torna um deserto gélido e apenas os Drones Trabalhadores permanecem. Um dia, três violentas máquinas assassinas conhecidas como Drones de Desmonte - apelidados de "Drones Assassinos" - invadem Copper 9 para exterminar o restante dos Drones Trabalhadores. Os Drones Trabalhadores vivem em medo constante dos Drones Assassinos e se escondem atrás de séries de portas reforçadas, tentando se proteger.
A protagonista da série é Uzi Doorman, uma angustiada adolescente Drone Trabalhadora que planeja derrotar os drones assassinos e salvar sua espécie. No processo, ela forma uma parceria inusitada com dois Drones Assassinos - N, um drone macho que é amigável e curioso sobre Drones Trabalhadores; e V, uma sádica que é propositalmente evasiva quando à sua história com N - e trabalha com eles para descobrir a verdade por trás das origens e propósito do ambiente difícil do planeta.
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Mano, que série extraordinária. Faziam anos desde que eu assistia a algo que me marcasse tanto. Ação, aventura, ficção científica, robôs, mistério, suspense, história única (e que não dá pra entender porcaria nenhuma), trilha sonora marcante, cenários únicos e personagens incríveis resultaram em uma série (quase) perfeita.
No primeiro episódio, parece que a série vai ser apenas mais uma história de robôs contra humanos, mas a história vai se desenrolando e se mostrando algo MUITO maior e mais complexo, se você tiver paciência pra ficar revendo e procurando detalhes pra entender a história (porque só assim pra entender esse negócio de primeira), garanto que vai valer a pena.
Cada episódio é único e tem seus elementos próprios que o tornam tão único e bom. Para mim, não tem um único episódio ruim ou sequer medíocre (gosto do episódio final em si, como um final de série, nem tanto).
Os cenários são extremamente detalhados e bem feitos, a atmosfera sombria é uma das melhores características dos cenários, caracterizando bem a série. E pelo menos eu gosto da forma que os cenários vão mudando e "evoluindo" conforme o decorrer do seriado.
A trilha sonora é, bom, no momento em que estou escrevendo esta análise, a melhor que já tive a bênção de escutar em toda a minha vida. A pessoa que fala mal dessa trilha sonora e do trabalho extraordinário do AJ DiSpirito não tem caráter (e nem pai). Se você não se emocionou escutando Bite Me - vulgo melhor música que já atravessou meus tímpanos - pela primeira vez, você está morto por dentro, e eu não quero chegar perto de algo como você.
Os personagens são outro aspecto extraordinário da série, embora quase todos sofram de um grave problema de escrita que irei abordar mais pra frente. O design de cada um deles já é um grande acerto (apesar de que se tirar o cabelo, as roupas e as cores das luzes dos robôs operários, eles ficam exatamente iguais), mas o melhor é a personalidade única e a lore de cada um dos personagens principais:
-Uzi inicialmente aparente ser apenas a clássica adolescente rebelde, mas conhecendo melhor a personagem, impossível não adorar ela, para mim, a melhor personagem;
- N é engraçado e divertido, e embora seja meio infantil e burro, sabe identificar quando as coisas estão sérias. A dinâmica dela com a Uzi e a V é um dos maiores pontos fortes do personagem;
- V é uma personagem extremamente complexa e profunda, mas infelizmente você precisa ter dois doutorados pra entender a profundidade da personagem (eu vou falar dos problemas de roteiro mais tarde);
- J é uma personagem interessante e suas motivações/medos são interessantes para o plot, porém a série não soube trabalhar ela direto, fazendo ela ficar conhecida como a personagem inútil pela comunidade (se bem que ela realmente poderia ter desviado daquela porcaria de caneta), sendo necessário um vídeo especial da Glitch pra explicar melhor a personagem;
- Doll é uma antagonista com um conceito muito criativo e as motivações dela são boas (embora uma motivação importante da personagem seja esquecida do final do episódio 3 em diante). Uma pena não ter sido tão bem aproveitada.
- Cyn é outra vilã com conceito sensacional. A ideia da personagem é muito boa e ela consegue ser uma personagem assustadora (como um vilão bom tem que ser, muito melhor que esses vilão fresco dos filmes e séries de hoje).
Obviamente a série apresenta outros personagens, mas não são TÃO relevantes na história, alguns inclusive poderiam ter sido melhor aproveitados, como a Tessa, a Nori e a Yeva.
A série é muito bem dublada tanto no original quanto na versão brasileira, então meus parabéns para as equipes de voz original e dublagem.
Bom, você deve ter percebido que eu não dei nota máxima para essa série, apesar dos vários elogios e de amá-la. Bom, não vou ser desonesto e falar a série é perfeita, ela tem problemas, principalmente de roteiro.
A história, embora muito boa, é desnecessariamente confusa, provavelmente para criar mistérios e gerar teorias engajamento na internet, o que por si só é algo até legal, mas definitivamente passaram do limite. A não ser que você pause em vários momentos pra pegar os mínimos detalhes e reassista várias cenas, é impossível entender a história de primeira, pelo menos o básico poderiam ter deixado mais claro.
O roteiro é o maior problema da série. Além de confuso, possui vários furos. A maioria até dá pra ignorar, já que não têm grande impacto, mas tem alguns que vão tirar a sua imersão se notados. Outra coisa é que dá pra perceber é que, entre o primeiro e o segundo episódio, o roteiro claramente foi reescrito pelos furos e elementos sem sentido que vão aparecendo.
O humor (na maior parte) não me agradou muito, não vi graça na maioria das piadas, além das piadas terem um timing péssimo e deixarem a impressão de que a série não se leva a sério, mas tiveram algumas que eu genuinamente curti, principalmente no episódio 5 com o Solver passando raiva.
Em um dos primeiros trailers da série, o mesmo indicava a temporada atual como a primeira, mas na produção do episódio 7, o Liam Vickers (criador da série) fez uma publicação dizendo que queria encerrá-la na primeira temporada, e como consequência, o episódio final ficou extremamente acelerado e várias perguntas ficaram sem resposta. Não é impossível o Liam decidir fazer mais temporadas, principalmente com o lançamento do especial da J, talvez já esteja trabalhando em uma, mas é impossível saber no momento.
Bom, apesar das minhas críticas, continuo amando essa série. Ele me proporcionou uma diversão e um sentimento inexplicável de emoção que poucas coisas proporcionaram. Recomendo que reserve um tempo de sua vida para apreciar esta obra (quase) prima.
Ah, e duas dicas de entusiasta para você que é novo:
- Não gaste seu tempo ou dinheiro com as Graphic Novels, diferente da animação, o cara que escreveu as Novels não colocou qualquer carinho nelas, e já deixo claro que o Liam não teve NENHUMA participação na produção delas.
- Evite a maior parte da comunidade da série, está no mesmo nível (ou pelo menos quase) da comunidade problemática e insuportável de Circo Digital. Você terá que saber identificar quem presta ou não nessa comunidade. Eu realmente queria entender o porquê das comunidades de conteúdo Indie serem tão insuportáveis.
Bom, obrigado, Liam, por nos proporcionar algo tão incrível quanto esta série, que sempre terá um lugar no meu coração, como tem no de muitas pessoas. Já falei bastante, agora vou nessa.
I WON'T FALL DOWN, YOU NEED ME!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Só a introdução e o design de personagens presta!