Consciência racial é o primeiro passo para libertação. Conhecimento é o que nos coloca no centro do mundo e no centro de nós mesmos. Consciência de quem somos e do que significa sermos quem somos em um país ainda muito racista e desigual é o que precisamos para construir boas referências, autoestima, políticas públicas e vivermos com equidade.
O documentário visual "Negritudes Brasileiras" nasce não só como uma forma de dar continuidade ao debate racial brasileiro localizando-o no tempo presente com a ascensão de novos conceitos como representatividade e a crescente popularização da internet, mas também surge da demanda de muitos seguidores do Afros e Afins que durante três anos de existência do canal perguntaram identificação racial.
A oportunidade de construir esse documentário surge com o projeto do Youtube, o Creators For Change, que oferece estrutura para que criadores produzam conteúdo engajado na plataforma visando combater discursos de ódio, racismos, xenofobias, etc.
Negritudes Brasileiras tomou corpo e forma ao me juntar com o fantástico coletivo audio-visual Gleba do Pêssego, formado por jovens criadores da área LGBTs e periféricos da cidade de São Paulo. Juntos unimos minhas ideias, intenções e referências teóricos à uma linguagem audiovisual interessante aos olhos, mente e ouvidos.
Negritudes Brasileiras objetiva continuar fomentando o debate sobre identificação racial no Brasil, oferecendo ferramentas para que pessoas racializadas -- especificamente negras -- compreendam o porquê de essa questão ser tão complexa à nós brasileiros.
Produzido por
Gleba do Pêssego
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Que Documentário incrível. Em vários momentos me emocionei. Como educadora, vejo a importância de cada dia mais trazer a representatividade para dentro da sala de aula. E alem de forma cidadãos críticos os empoderar também!
O webdocumentário feito pela ótima Nátaly Neri explora a questão da identidade racial no Brasil através de entrevistas com especialistas como Joice Berth , Giovana Xavier, Aline Ramos e Alê Santos e também com mulheres cujas vivências, apesar de individualmente diferentes entre si, têm em comum a experiência de se descobrir negro e tentar entender o que isso significa no contexto em que a gente vive.
Achei muito interessante o depoimento da moça que expressou sua dificuldade em aceitar que era negra e admitiu não se identificar com a militância do movimento negro, se perguntando se ela não poderia escolher vivenciar esse processo apenas internamente. Já uma jovem que conta como se queimava com cigarro para deixar manchas brancas no corpo protagoniza um dos momentos mais pesados do vídeo.
Entrecortado por vinhetas esteticamente bonitas, que ressaltam a diversidade e a beleza das mulheres negras, o documentário, feito em parceria com o coletivo Gleba do Pêssego, é uma contribuição importante para compreender o impacto que o colorismo e o racismo estrutural têm na vida das pessoas negras, principalmente as mulheres.
Disponível gratuitamente no YouTube.
#52filmsbywomen 2019 - filme 4 (IG @renatac.arruda)
Doc necessário! Temos que falar mais sobre o assunto, sempre!
CARAMBA! Que aula de história, de vida... Parabéns pelo trabalho Natalý, está incrível! VOA MENINA! ♥