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Jovem cinéfilo apaixonado pelo trabalho do diretor iraniano Mohsen Makhmalbaf acaba preso ao se fazer passar pelo famoso diretor e vai a julgamento, acusado por uma família rica de falsidade ideológica, roubo e extorsão.
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Que filme sensível! Foi um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. A delicadeza das cenas, das falas, o acusado queria apenas ser ouvido, queria que alguém prestasse atenção nele e foi o que encontrou naquela família. Quando ele ia embora, sentia-se triste, não tinha mais relevância, não era ninguém. O filme observa a condição humana de maneira muito sincera, honesta, o acusado só queria um emprego e queria se setir valorizado. Quando aparece a moto no final do filme e o diretor levando ele pra cidade foi emocionante, levar flores na garupa de uma moto é poético demais e, como ele havia proposto anteriormente, é possível que seja o início de uma grande amizade.
O que mais gosto num filme é a fotografia, aqui o enquadramento está maravilhoso. Na cena em que o Kiarostami entrevista o acusado na prisão, o ângulo é através de barras e espelhos e a câmera vai dando zoom, é incrível. Também adorei a sensibilidade ao mostra as ruas, a câmera mostra até a poeira da cidade, as cores meio amareladas e a sombra das árvores mostram um diretor que observa a poesia das ruas, do cotidiano, achei lindíssimo.
Também gostei do juiz pra lá de bagdá, até ele teve jeito ao lidar com a situação. Filme belíssimo.
Três pessoas que nunca deveriam morrer: meu pai, Abbas Kiarostami e Bergman 😊
Quanta sensibilidade do Kiarostami... Agora tenho que ver filmes de Mohsen Makhmalbaf.
O filme até é bom, mas não rolou comigo. Talvez tenha sido essa mescla de documentário com ficção, talvez o personagem que não me cativou, sei lá o fato é que pra mim só foi um filme ok. Nota 6,0.
Te conto uma estória que você gosta, mais ainda uma estória que você quer ouvir… te peço grana, e você, de livre e espontânea voltade, me dá… sem coação, extorsão, ou ameaças… isso é crime? 🤷♂️🤷♂️🤷♂️
A maneira que Kiarostami filmou este filme é de uma originalidade ímpar. Há partes que parecem com um documentário, mas há outras completamente encenadas, o que faz a gente ficar imaginando como é que foi fazer este filme. É impressionante o carisma de Hossain Sabzian, seu amor pelo cinema e pela maneira que nos conquista. Ele é a alma do filme, é ele quem faz o filme acontecer mais do que o próprio diretor, muito triste que tenha morrido depois de um ataque de asma e ficar quatro meses em coma exatamente quando iria fazer outro filme com Kiarostami. A sensibilidade do diretor, óbvio, que conta muito pelo produto final. A cortesia que o povo iraniano te trata na rua é muito diferente do que em qualquer lugar do mundo que eu conheci, e aqui é possível ter um pouco essa experiência. Não diria que é um filme obrigatório, pois talvez não seja o estilo de uma grande maioria, mas para mim e para quem realmente ama cinema é um filme necessário.
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