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714Número de Fãs

Nascimento: 22 de Junho de 1940 (76 years)

Falecimento: 4 de Julho de 2016

Teerã - Irã

Foi um cineasta iraniano. Resolveu dedicar-se à cinematografia, primeiro como assistente de realização, depois como realizador, logo após ter terminado a licenciatura em Belas-Artes pela Universidade de Teerão. Estreou-se com o filme "Nan Va Koutcheh" em 1970. Rapidamente, Kiarostami se destacou pela visão realista que oferecia sobre a sociedade iraniana. Em "Mossafer" (O Viajante, 1974), construiu uma brilhante parábola sobre um rapaz que abandona a sua aldeia natal e percorre sozinho perto de 500 quilómetros para ir assistir a um jogo de futebol em Teerão.
Nos anos seguintes lançou filmes não muito conhecidos: "Hamsarayan" (1982), "Hamshahri" e "Dandan Dard" em 1983 e "Avaliha" em 1984.
Contudo, o filme que projectaria a sua carreira a nível internacional foi "Khane-ye Doust Kodjast?" (Onde é a Casa do Amigo?, 1987), onde realça a história de um menino natural de uma aldeia pobre, que foge de casa para procurar um companheiro de turma, na ânsia de lhe devolver um caderno.
Em 1990 lançou "Nema-ye Nazdik" (Close-up), e a partir daí, os filmes de Kiarostami passaram a ser presença constante em grandes festivais de cinema: "Zendegi va digar hich" (E a Vida Continua, 1991) foi um brilhante retrato do trágico terramoto que assolou o Irão em 1991.
Neste meio tempo também fez "Zire darakhatan zeyton" (Através das Oliveiras, 1994) e "Lumière et compagnie" (Lumière e Companhia, 1995).
Venceu a "Palma de Ouro" do Festival de Cannes com "Ta'm e Guilass" (O Sabor da Cereja, 1997), um filme que funciona como um acto de glorificação à vida, centrado na figura de um taxista suicida que tenta encontrar alguém que proceda à sua sepultura.
O seu projecto seguinte voltou a merecer reconhecimento mundial: "Bad Ma Ra Khahad Bord" (O Vento Levar-nos-á, 1999) procurou retratar a vida quotidiana duma forma pouco convencional, tendo sido agraciado com o "Leão de Ouro" no Festival de Veneza.
Em seguida, enveredou pelo campo da longa-metragem documental, com "ABC Africa" (2001), onde aflorou a questão da Sida.
Nunca deixando de ser um realizador visionário, procurou seguidamente apresentar uma nova visão da mulher iraniana contemporânea em "Dez" (2002), um filme profundamente marcado pelo intimismo e pela discussão filosófica.
Depois desse outras obras vieram como "Tickets" (2005), "Chacun son cinéma" (Cada um com Seu Cinema, 2007) e "Roonevesht barabar asl ast" (2007).

Cônjuge: Parvin Amir-Gholi (de 1969 a 1982)
Filhos: Bahman Kiarostami, Ahmad Kiarostami