Um senhor que precisa de aparelho para poder ouvir os sons ao seu redor volta para casa ao fim da tarde. Um belo ensaio sobre o silêncio e o som, a opção de se ouvir o que quer e as surpresas que o som pode trazer.
Meu maior sonho era poder desligar meu ouvido, sofro de misofonia e trabalho em um lugar que tem me abalado profundamente no nível de saúde mental devido ao barulho incessante de músicas extremamente alta sem necessidade nenhuma. O curta é lindo, com cenas belíssimas principalmente no seu início, confesso que fiquei nervoso com o senhor que esqueceu que tinha uma neta chegando, pensei "mas que falta de responsabilidade não se atentar na hora" e lembrei de todas as vezes que fui esquecido na escola, me gerou uma certa angústia, mas Kiarostami acabou deixando tudo com sua leveza habitual, dando um gostinho agridoce na situação. Muito bom.
um filme de sustentação implacável. Quanta coisa pode-se tirar desse roteiro, raiz para diversos problemas. A colocação do personagem como alguém livre de se escolher o que quer ou não ignorar a partir dos sons do mundo. Podendo ser usado como analogia. Seria ótimo se conseguíssemos nos desligar de algo desagradável pelo simples desuso de um aparelho, ligado ao nosso viver.
Meu maior sonho era poder desligar meu ouvido, sofro de misofonia e trabalho em um lugar que tem me abalado profundamente no nível de saúde mental devido ao barulho incessante de músicas extremamente alta sem necessidade nenhuma. O curta é lindo, com cenas belíssimas principalmente no seu início, confesso que fiquei nervoso com o senhor que esqueceu que tinha uma neta chegando, pensei "mas que falta de responsabilidade não se atentar na hora" e lembrei de todas as vezes que fui esquecido na escola, me gerou uma certa angústia, mas Kiarostami acabou deixando tudo com sua leveza habitual, dando um gostinho agridoce na situação. Muito bom.
BLOG: FILMESTRANGEIROS
INSTAGRAM: @filmestrangeiros
Simples e belo.
Ser surdo tem lá suas vantagens! Rsrs
Um bom filme, simples e delicado.
Que coisa linda!
Quero que minha filha use véu!!!
um filme de sustentação implacável. Quanta coisa pode-se tirar desse roteiro, raiz para diversos problemas. A colocação do personagem como alguém livre de se escolher o que quer ou não ignorar a partir dos sons do mundo. Podendo ser usado como analogia. Seria ótimo se conseguíssemos nos desligar de algo desagradável pelo simples desuso de um aparelho, ligado ao nosso viver.