“Shirin” é a história encantadora de uma paixão contada por Nezami, uma poetisa iraniana do século 12, e também pela própria Shirin a uma plateia de mais de 110 atrizes. A plateia se identifica com a heroína do que filme que elas estão assistindo. Uma plateia que é ao mesmo tempo sujeito e objeto. Uma plateia como nenhuma outra.
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Parte de uma premissa fantástica mas penso que o formato imaginado por Kiarostami teria melhor sucesso como curta-metragem afinal de contas é muito difícil se envolver com o texto por si só e com as expressões da espectadoras.
Ousar é criar e convidar o expectador para dentro da sua obra. Uma bela metalinguagem que consegue mostrar uma série de nuances que talvez muitos nunca tenham pensado em observar -- até mesmo por questões óbvias.
Viva qualquer forma singular de se transmitir o cinema!
"Tudo o que o céu tem a oferecer é o amor.
A terra seria um deserto sem a chuva do amor.
Uma alma sem amor é uma flor morta.
Mesmo com uma centena de vidas, sem amor seria morta.
A chama do amor é o melhor presente deste mundo.
Sem amor, as flores não ririam e as nuvens não chorariam"
Kiarostami mostra mais uma vez porque fez a diferença na sétima arte.
aLGUEM TEM UM LINK PRA MIM?
Kiarostami é a linguagem experimentando a ousadia de ser linguagem. Em Shirin, Abbas diz a misteriosa fraqueza dos rostos humanos.