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Data de lançamento
30 Dez. 1966Duração
Utilizando-se de avançados efeitos especiais para a época, Vera Chytilová dirigiu esta obra surrealista que conta a história de duas garotas chamadas Marie, que decidem se adequar ao mundo como ele está: sendo depravadas. Portanto, ambas partem para uma série de encontros forjados e travessuras, desconstruindo o mundo ao seu redor.
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Irônico e mágico. O que é bombardear civis e destruir nações inteiras, se comparado às diversões depravadas de quem não se rende à hipocrisia do mundo?
Achei que fosse gostar mais. Porém, gostei do tom subversivo e da crítica final.
Surrealista e anárquico, mas com um pé burguês.
Sim, é um filme com várias camadas e subtextos, em que figurinos, maquiagens e adereços também contam a história.
A direção, a montagem e as atuações abraçam o caos e nos convidam a participar dessa viagem, que é quase convidativa. Ao final, a sensação é de estar diante de um trabalho experimental de alguma turma de audiovisual ou artes plásticas, que tenta parecer mais do que realmente é.
Considerado um marco do movimento da Nova Onda Do Cinema Checoslovaco (Nová Vlna), este anárquico e surrealista filme é um vanguardista grito sufocante aos estereótipos presentes numa decadente sociedade burguesa e machista, expondo, principalmente, as mazelas de um comunismo patriarcal e a pseudoimagem da ingenuidade e fragilidade das mulheres. O longa acompanha duas jovens de nome Marie (Ivana Karbanová e Jitka Cerhová) a partir de hiperbólicos comportamentos bizarros e antissociais, apresentadas como indisciplinadas, infantis e sem propósito e as redefinindo em seus próprios requisitos. Sem estrutura narrativa definida e retratada caoticamente, é um exemplo de obra sem título ou gênero, nascida para ser "antitudo". Mas, mormente, para ser percebida, mesmo sendo pequenas margaridas.
Uma das expressões mais radicais de liberdade em toda a arte. Terminei o filme sentindo vontade de sair por aí fazendo o que desse na telha.
A manipulação do espaço entre os cortes é fantástica, a sincronia da sonorização com os movimentos, a colagem de imagens entremeadas nas cenas, a alternância de cores na fotografia, fantástico.